segunda-feira, 24 de março de 2008

Lá e aqui

Chelsea 2 X 1 Arsenal foi um clássico “clássico”, com direto a virada do time de (???) Beletti, que se mantém na briga pelo título inglês, cinco pontos atrás do líder Manchester. Dois momentos do jogo, particularmente, me chamaram a atenção.

Primeiro, o Arsenal saiu na frente. A torcida do Chelsea começa a gritar “Mourinho, mourinho”, referência ex-técnico do time. Bela cornetada no israelense que hoje dirige o time de Roman Abramovich. Existe uma ala palmeirense (e eu me considero parte dela) que tem como referência às academias e o time de 93/94. Essa ala, ficou conhecida como "Turma do Amendoin" depois que o ex-técnico alvi-verde Luiz Felipe Scolari reclamou das constantes reclamações da torcida. Respeito e admiro muito o Felipão, mas fico pensando como ele taxaria a torcida de o estádio inteiro tivesse pedido a volta do Luxa em 1998, como a torcida do Chelsea fez ontem.

Aos 27 do segundo tempo, Drogba marca o gol de empate do Chelsea, que estava perdendo para o Arsenal (time com a camisa mais feia do universo). O atacante tira a camisa e corre para a arquibancada, para abraçar os torcedores do time. Primeira observação: torcedor civilizado é uma coisa linda. Os caras abraçaram o jogador e depois, deixaram-no voltar ao campo para jogar bola. Além disso, nada como um estádio sem alambrado.

Segunda observação: a comemoração do atacante. Imagine o Drogba sendo contratado por um time brasileiro. Ele estréia num clássico, marca o gol da vitória e corre para comemorar com a torcida. Cartão amarelo certo e gratuito. E chato. Sim, porque a cada dia, o futebol brasileiro está ficando mais chato. E fresco. É a bambinização total do futebol tupiniquim. Jogador não pode comemorar com a torcida que toma cartão. Técnico não pode reclamar falta que toma cartão. Jogador não pode aplicar drible que é falta de respeito com o adversário.

Os dirigentes, comissões de arbitragem e principalmente técnicos e jogadores que defendem o futebol moderno (ou seja, grosso e feio) deveriam todos ir jogar bola na rua ou em campos de terra, para lembrar que esse é um esporte feito de magia. Onde frescura e chatice não deveria ter lugar.

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