quarta-feira, 30 de julho de 2008

É o cúmulo

Não bastasse a idéia "genial" de transformar a Frei Caneca numa rua GLTB, eis o que recebo na pauta do dia da Sala de Imprensa do Governo de São Paulo:

Alunos de escolas estaduais vão aprender a respeitar opção sexual

A Secretaria Estadual da Educação resolveu abordar o tema “Diversidade Sexual” nas escolas estaduais. A partir de 2009 alunos da rede estadual, de Ensino Fundamental e Ensino Médio, aprenderão sobre a importância de respeitar a opção sexual de cada indivíduo, quebrando tabus e dúvidas dos alunos.
Serão confeccionados materiais de apoio, como folders, livros e vídeos educativos, para utilização em oficinas das escolas. Todas as 5.500 escolas estaduais receberão os materiais, a serem utilizados com os alunos.


Isso é uma coisa muito séria: uma coisa é não discriminar as pessoas por sua opção sexual. Outra é transformar o homossexualismo em matéria na escola. Vamos ensinar para crianças de 8 anos que menino beijar menino é normal.

Haja saco. Talvez eu esteja realmente errada. O mundo é gay e só os heteros não perceberam isso ainda.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Tudo tem um lado positivo

Latinha de cerveja: R$ 2,00
Multa por dirigir alcoolizado: R$ 955,00
Encontrar a galera na delegacia: Não tem preço.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O embuste da lei seca e a hipocrisia das autoridades

Por Josimar Melo


É inacreditável. Todo dia sai na imprensa a declaração de alguma autoridade afirmando coisas do tipo: "Lei seca faz cair n% dos acidentes".

Mentira! As mesmas estatísticas afirmam: "Acidentes nos dias de blitze". É óbvio que os acidentes estão diminuindo é por causa da fiscalização, não por causa das mudanças fascistas da lei.

Como eu já escrevi antes, algo mudou para melhor com a nova legislação, que é o fato de as penalidades serem maiores, pois bêbaddos no volante devem mesmo presos, multados, perder a habilitação e o que for. Mas dizer que os acidentes caíram "por causa da lei" é um tremendo embuste. Se as autoridades não fossem hipócritas, estariam dizendo: "Os acidentes estão caindo porque nós fomos incompetentes até hoje e nunca fiscalizamos nada; agora estamos fiscalizando, então o resultado aparece".

No lugar de admitir sua incompetência, estas autoridades, e a imprensa que as ecoa, e os puritanos de sempre, ficam fingindo que os resultados só aparecem porque a lei agora é fascista, trata os cidadãos como débeis mentais incapazes, compara um bêbado que está enchendo a cara na balada há seis horas (direito dele, mas não dirija) com um cidadão que tomou um chope com os amigos no fim do expediente e pega seu carro para ir para casa.

Reafirmo minha convicção. Bêbado não pode dirigir e tem que ser punido. E ao mesmo tempo, não admito que o Estado me proíba de exercer minha cidadania, me chamando de bêbado se eu não sou ou não estou. Pelo mundo afora há países com eficientes leis de trânsito, e com uma fiscalização que intimida os excessos -- e nesses países ninguém com duas ou três taças de vinho, sorvidas lentamente durante duas horas no jantar, é tido como bandido porque está guiando depois.

Como eu escrevi outro dia na Folha:
"No Brasil optou-se pela demagogia. Não é ainda a proibição total do álcool, mas é um belo passo: a lei dos sonhos dos moralistas, dos fanáticos religiosos, dos que sonham com uma humanidade conformada, careta e muito bem amestrada (típico destas leis de “tolerância zero”, como a política fascistóide do ex-prefeito Giuliani, de Nova York: “atire antes e nem pergunte depois”, pois a população em seu curral é por definição criminosa, o grande pai deve decidir por ela).

Mais uma lei que livra a cara dos ricos, joga água no moinho da caretice e sequer garante que, depois do show midiático, será realmente efetiva para coibir o verdadeiro problema –não o bebedor responsável, mas o bêbado criminoso que já poderia estar sendo contido, mas nunca foi. Será agora?"

Ah, e para os fanáticos que escreveram aqui no blog torcendo que alguém na minha família seja acidentado no trânsito, uma boa notícia para vocês: isso já aconteceu. Perdi meu pai quando criança, atropelado quando saía a pé do trabalho, numa madrugada após o fechamento, em frente ao jornal que dirigia. Como o motorista fugiu do local, não é possível saber se estava bêbado ou não. Talvez estivesse, é possível.

Mas não vou deixar que minha terrível dor pessoal sirva de motivo para que eu passe a apoiar nem fascistóides, nem fanáticos religiosos, nem puritanos de todo tipo que criam leis para nos colocar nas trevas, tutelados pelo obscurantismo de um Estado autoritário (seja laico ou religioso). Leizinhas deste tipo são somente o começo. Tô fora.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Baladas de São Paulo

Santa Aldeia: Balada de surfista de subúrbio: o cara mora em SP, não sabe nem nadar, só usa surfware e reclama da cidade.

Armazém da Vila: É onde o RH ou a Informática da sua empresa faz os aniversários, pode conferir.

Liquid Lounge: É o típico lugar onde os que não entendem de balada fazem festa, é o Fryday's dos anos modernos.

Trash 80: Antes tinha as gostosas, os bichas e os amigos dos bichas. Agora tem Bichas, amigos de Bichas e uns perdidos procurando as gostosas que nós contamos pra eles a um ano atrás.

Vinyl: É meia balada, tem meia pista, meio,bar, metade dos mulheres, meio banheiro...a fila e o preço das bebidas é o dobro.

Nias: Só tem otário, isso é bom. os otários levam as amigas barangas e vez por outra as barangas levam amigas médias, agente bebe todas e acha que pegou só modelo.

Axé Indoor (Credicard Hall, Palace,Estacionamentos e CarnaFaap): Só tem otário, e isso é ruim, porque realmente tem só os otários e mais ninguém, nem as mulheres. É a balada que o irmão gordo do surfista de subúrbio vai porque ouviu que micareta é do caralho.

Blanco: O Absoluto de hoje, crianças pobres vestidas de ricas competindo pra ver quem fala mais "tudo de bom", o mesmo vale para Cheers, Ibiza e o resto das baladas da Vila Olímpia.


Noite Black (de qualquer lugar): Babacas brancos que até ontem odiavam os preto agora fingem que são um.

Barzinhos de domingo à noite (Montecristo, Moça Bonita, etc...): Filinhos de papai com mais de 30 anos zerando e pagando de bem sucedido.


Azucar: Velhas que não pegam mais homem nas baladas e putas que não pegam mais clientes nas ruas, todas coexistindo sob o mesmo teto com estrangeiros pagando bebida pra brasileiros.


Restaurante Japonês: Quando eram crianças iam no MacDonalds, agora que cresceram vão encontrar a turminha no japonês, só falta um salão de festas e um palhaço pra animar a galerinha.


Image Club: Pague para entrar, reze para sair. Pra ficar mais ao gosto dos frequentadores agora a casa não liga mais o ar condicionado e só serve a cerveja bem quente.


Sirena: O Sirena tem muito a ver com a Disney, só que as filas são maiores e os personagens ao invés de darem tchauzinho dão porrada.


Posto Faria Lima X Juscelino: Um circo grátis. Mulheres barbadas, arrancada de Fusca, Corcel com aerofólio, gordão de picape importada e cueca furada, casal ouvindo música no Voyage com três amigos do cara no banco de trás...uma biodiversidade que faz peito à da Amazônia.


Moça Bonita: Só se for aquela impressa no cardápio. Secretárias e advogadas que já dobraram o Cabo da Boa Esperança fazendo cara de sexy pros entregadores de pizza e manobristas que passam por ali, são amplamente ignoradas pelos quarentões de moto e jaco de couro no rabo de peixe do outro lado da rua (que só olham pras motos uns dos outros). Vez por outra as mulheres conseguem algum gracejo ou final de semana na praia com um certo proeminete jovem do Tucuruvi.


Pub: O lugar preferido dos zerados por opção. O Pub é onde você pode zerar sem ser criticado, afinal de contas você foi lá pra tomar cerveja.


Rave: Agora pouco em moda graças ao Black Music, pois os brasieliros nativos que juram ter vivido em Birminghan, Oslo e Bristol agora tentam se convencer que vieram do Harlem. Antes achavam bonito esconder o ecstazy da polícia, agora sonham em entrar na balada com uma pistola cromada escondida. Quando tem Skol Beats a roupa comprada na Galeria Ouro Fino sai do armário.


Lucky Scope: Pior do que surfista do subúrbio de São Paulo é surfista do subúrbio de Santos, na Lucky Scope você vai achar que passar uma tarde num cartório não é tão ruim assim.


Manga Rosa: Já são quatro e meia e você zerou? Nada está perdido, vá ao Manga Rosa e divirta-se tomando uma boa surra, apanhar do segurança não é opcional.
Love Story: Já são seis horas e você zerou? Nada está perdido, vá ao Love Story e pegue uma DST.


Inauguração de Boate: Aquela boate decadente pintou as paredes, mudou de nome e agora você conseguiu uma boiada pra ir na inauguração? Você e a torcida do curíntia mané. Se prepare pra ficar seis horas empurrando na fila e mais umas duas pra coseguir uma cerveja quente num copo de plástico (open bar...).


Vila Country: Chapéus, botas, música country e muita gente zerando. O divertido é ver os coitados dos cowboys tentando seduzir as gordinhas através de danças bizarras.


Disco: Se você nunca foi à Disco você é pobre. Se já foi uma vez é um pobre metido. Se já foi muito e a-do-ra, você deve ser uma alpinista social cujo sonho é dar dentro de uma Ferrari e ainda não descobriu que não tem banco de trás. Uma dica: sempre que for colar em uma mulher em São Paulo começe assim "mêuuu! acabei de vir da Disco, passei lá só pra dar um abraço num amigo meu que faz aniversário".


Ebano: É o Liquid Lounge, só que montado de cabeça pra baixo, o restaurante para cima e a pista para baixo.

Festa de Faculdade: Divertidíssimo, você pega uma mina e ainda sai na internet fazendo ela num quartinho.


Barzinho em Pinheiros: Quem disse que em São Paulo a noite só piorou? Em Pinheiros melhorou muito: os malditos bares faliram todos! Viva a pobreza dos maconheiros! Que morram todos de fome e sejam tragados pelos vermes!


Reveillon em Florianópolis: O novo Guraujá dos Paulistas, tem tudo pra você se sentir em casa: Trânsito infernal, todos os carros com placa d São Paulo, filas pra usar chuveiro na praia...


Micareta: A melhor das diversões, você encontra aquela mina do seu prédio que você paga um pau, troca beijos eufóricos e depois os dois ficam constrangidos no elevador fingindo que nada aconteceu.


Meretrício: A equação é simples: amigos zerados + balada miada + bebida = puteiro. Uma passadinha "só pra acompanhar a galera" e quando você vai ver já está acordando de ressaca atrasado pro trabalho e duzentos reais mais pobre.


Bar Léo: O melhor chopp da cidade, o ambiente ao redor é aconchegante como um campo de concentração sérvio.

Bilionaire: Geroge Lucas se inspirou nos frequentadores pra criar os monstros do Guerras nas Estrelas, precisa dizer mais?

The Bar: Três andares, cinco ambientes, show de pirofagia e nenhuma janela, se você achou que a claustrofobia era o que incomodava, espere até conhecer as meninas de lá.


Buena Vista: Está sem empregada? Buena Vista é o lugar. Você leva pra casa e ela dá um trato na pia cheia de prato sujo.


Charles Edward: Já ouviu dizer que as idosas atacam no "charlão"? É tudo verdade. Se pegar uma amiga da sua mãe no flagra, o padrão é cobrar uma garrafa de Red Label por seu silêncio, você vai entender porque o clube do uísque é tão popular por lá.

Lov-e: O Lov-e é um lugar ímpar, ninguém gosta, mas todo mundo adora dizer que acha o máximo.