sábado, 7 de março de 2009

Festa estranha com gente muito esquisita

Noite completamente surreal. A começar pelo trânsito: uma hora e quarenta do trabalho até em casa. Às 21h30, São Paulo tinha 108 km de congestionamento.

Casa (depois do inferno). Fome. Fomos à padaria. Pedimos uma porção de kibe. De longe, o pior que já comi na vida.

Conta paga, seguimos para o PPP, na praça Roosevelt. Três Originais depois, subimos em direção a Augusta.

Bar com cara legal, som maneiro. Entramos. Tinha inaugurado um dia antes. E tinha franziskaner, uma das melhores cervejas que já tomei. Um tesão. Mais bêbados que o capeta, pagamos a conta.

Fora do bar, o Odil quis ir para o Inferno. Entramos. Banda muito louca. Foi ai que eu comecei com a água. E foi ai que um cara surgiu do além perguntando se eu vendia bala (é sério). A té convencê-lo de que nunca usei drogas... Odil volta do banheiro e a amiga do cara se junta a nós. Ficamos papeando. A banda tava desanimada.

Pagamos a conta e decidimos ir para o lixo da balada paulista: Love History. O Odil jogou um migué que tinha vindo do interior pra fazer uma matéria e não pagou para entrar (tava tão bêbado que nem se lembra disso). Eu, mulher, também não. Lá dentro, putas, garotos de programas, travecos, gordas nojentas, caras nojentos, e um cenário surreal e ao mesmo tempo divertidissimo.

Hora de o Odil ir ao banheiro. Eu fui junto e quase entrei com ele. Cinco cantadas em dois minutos sozinha. Ai, eu quis ir ao banheiro. Quando sai, tinha uma gorda loira com cara de puta de R$ 30 tentando agarrar o bêbado. Odil comprou uma vodcka (R$ 25, a água custa R$ 15). Ficou ainda mais bêbado. Quando ele entrou no estágio em que agarra meus seis e não larga nem por promessa, decidi que era hora de ir pra casa.

Fomos caminhando pela rua, até a lanchonete Estadão. Pedmos suco, refri, coxa de frango e um sanduíche de pernil. O orgro que eu namoro comeu o sanduíche-iche com duas mãos, praticamente um morador do Sudão que nunca tinha visto comida na vida. Chamei-o para ir embora.

- Eu vou pra Kilt.
- Você não tem dinheiro.
- Eu tenho dez mil reais pra gastar com puta. Eu vou pra Kilt e você não vai me impedir!!!

Se ele conseguisse ao menos andar em linha reta... Comprei um chocolate e o fiz comer um pedaço.

Em casa, tirei a roupa (minha e dele), dei um banho (nele) e deitei.

Hoje de manhã:

- Amor, o que aconteceu ontem?

Eu relato tudo.

- Tristeee!!! Como eu vou em uma balada tosca, cheia de putas biscates fazendo sexo em público e eu não me lembro de nada???

...

3 comentários:

A balzaca disse...

eu só dio uma coisa pro casal ... afafafafaffafafafafafafafa ... rs

Everton Domingues disse...

Odil, na boa, sua MÉmoria é a melhor amiga q tens, meu caro. E tua namorada, um anjo da guarda. Portanto, tranca ela à sete chaves e leve esse 'molho' pra onde for... até pro banheiro da Kilt, por favor. Acredite no q ela te contou (tem coisas q não precisamos lembrar) e ria muito... assim como eu... imaginando essa história contemporânea-tosca-impressionista como se fosse pura ficção surreal de DOIS PERDIDOS na noite paulistana (isso dá até um pocket book, heim?). E olha, vcs estavam, mesmo! Ainda bem q a arcanja Núbia achou ambos a tempo... da próxima vez, come mais chocolate e mistura menos franziskaner, vodka, original e Cia.
Ahh, valeu a dica: Love History, né? Não vou passar nem na porta... muito menos do banheiro... vai q uma gorda daquelas é mais forte q eu... Jesuis, acende a lúiz...

Núbia, gosto tanto dos teus textos, com bom humor e espontaneidade, q resolvi ser teu seguidor... mas óh, pela nossa amizade e minha saúde, vou te seguir só nos tectecs bem humorados, belê? Teu roteiro noturno é um tanto mega-ultra-big-blaster pra minha curiosidade... rssss... e olha q, como bom palmeirense, eu já fucei muita coisa na vida...

Bjão e tenha mais paciência com o seu ogro sudanês, ai... ou então, bebe mais q ele, oras... timtim...

Tato
www.vancouverolimpica.blogspot.com

PS:
Dica minha, agora>>>> nunca fui um 'expremedor' desajustado de seios de namorada, mas a psicanálise ensina q, num momento constrangedor como esse, nada melhor q o revide à altura. Ou baixa altura. Qdo ele (de pileque) querer fazer suquinho de Núbia, gruda no air bag do rapaz com o mesmo carinho (e pegada). Vc vai ver como ele fica quietinho, quietinho. Uma amiga (com o mesmo problema) fez, deu certo e até casou com o ogro dela...

John Smile disse...

Adorei diviiiiiiiiiiiiiiiino !
http://museudecarro.blogspot.com/
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