terça-feira, 28 de abril de 2009

Introdução

Leiam essa notícia com atenção:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1100546-5605,00-DESIGNER+DIZ+TER+SIDO+ESPANCADO+POR+SEGURANCAS+DE+KARAOKE+NA+LIBERDADE.html

Eu tenho uma ótima história, real, muito parecida com essa, para contar sobre o mesmo lugar.

Mas você terá que esperar até sábado.

Promessa + balada

Eu prometo, ó Deus, voltar a atualizar esse blog após quinta-feira, 30 de abril de 2009. Eu também prometo isso para todos os leitores.

Aguentem ai que eu já volto. Não me abandonem, please, que as novidades de maio serão MUITAS e ÓTIMAS!

Por ora, um convite:

Evento: MEU ANIVERSÁRIO DE 24 ANINHOS.
Local: Maevva (Rua Atílio Inoccenti, esquina com a Av. Jk, Itaim Bibi, São Paulo)
Data: 28 de maio de 2009
Hora: Após às 19h
O que terá: Muita cerveja, petiscos, MPB até às 21h e DJ after. Isso sem falar da minha presença.
Custo: R$ 5 + o que você gastar na sua comanda. Não beba muito para não perdê-la.

E é isso.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Yes, i drunk...

A semana foi extremamente corrida e complicada. E o feriado? Bom, no feriado eu dormi, arrumei minha casa e namorei. Posso, né?

Sim, mas é verdade, eu tenho trabalhado pra caramba. Basta ver como caiu substancialmente minha participação em discussões orkutianas e twitadas. Coitado do meu namorado, eu mal tenho tido tempo pra ele!

E, sim, semana que vem será pior. Última semana de emprego, aniversário da Jú, virada cultural, final do Campeonato Paulista (e eu sendo trocada pelo Curintia...), emprego novo... Você acha que é fácil ter 23 anos e ter que cuidar de toda a sua vida?

E, pior: eu juro! Minha vida dá um puta trabalho pra mim. Começa que eu sempre esqueço meus óculos em casa. Ai, quando estou no térreo, lembro que preciso subir pra pegar o acessório inconveniente. Pior é quando só lembro quando estou olhando para os ônibus aproximando-se lentamente pelo corredor. Vejo vários pontinhos confusos... Sim, esqueci os óculos em casa. E, quando estou de óculos, dá um puta trabalho deixa-los limpos com perfeição. Sim, eu sou neurótica com a limpeza do meu óculos.

E, também, com as pastas no meu computador. Quase surto quando vejo aquele monte de favoritos bagunçados, amontoados, sem pastas específicas para cada tipo, no MEU Mozila Firefox. Como assim? Ah, claro, tem homenzinho em casa. E por falar no homenzinho...

Bebe e nunca para. Torce pro Curintia. Cozinha enquanto eu trabalho. Será que me ama?

Hoje foi um dia legal (sim, estou me lembrando minha fase teenager). Eu acordei, escovei os dentes, fui pra aula de ingrêis. Depois eu fui ao banco. E depois, eu fui ao trabalho. Tava tudo muito cool. Ensinei a Lu japa, que vai em substituir a fazer um monte de coisas iradas, tá ligado? Ah, fala sério, ter oito releases no mesmo dia é muito out!

E ai, peguei carona, fui embora, e meu blogue deixou de ser um diário.

Ele fuma na janela. Eu, bebi bastante. Essa indescritível sensação do líquido dourado descendo pela garganta... E tem gente que diz que não gosta de cerveja! Na MTV está passando uma daquelas vinhetas estranhas com representantes da atual adolescência mais estranhos ainda (principalmente os cabelos).

E ai, cara, olha que diálogo louco:

- Oi
- Oi o que?
- Nossa, só qeria dizer oi. Por que bravo?
- Não to bravo, amor. To vendo o trânsito.
- Mas, trânsito essa hora?
- Sim, carros passam e carros vão, amor.
- Por que carros? Ouviu?
Oi?
- por que carros?
- Não sei, amor. Porque eles vem e vão.
- Ok.

Eu acho que deveria ter posto de título desse texto algo tipo: mais um post sem sentido.

Mas eu sinto o sentido O sentido corre na minha veia em formato de cerveja.

- Obrigada por ter saido hoje, tá, amor? (By Odil).

Acende a luz. Escova os dentes. Arruma o forro da cama. Fecha olhinho e dorme.

domingo, 19 de abril de 2009

Campanha

Minha cunhada retornou recentemente dos Estados Unidos. Foi a primeira viagem dela para a América e, entre outras coisas que a surpreenderam lá é que, ao comprar qualquer coisa, você sabe exatamente quanto está pagando de imposto sobre aquele bem, pois o valor das taxas governamentais é cobrado à parte, no caixa do estabelecimento.

Essa é a maneira que os americanos têm de saber quanto do valor de um produto vai para o governo e quanto vai para o comerciante. Quando o governo sobe impostos sobre produtos, o consumidor fica sabendo da medida na hora em que vai pagar suas contas. Ele consegue diferenciar quando o aumento é decisão do produtor ou da máquina governamental.

Aqui no Brasil - o paraíso dos gastos públicos sem controle - isso não existe. Então, não conseguimos ter ideia o quanto poderíamos economizar na compra de produtos ou serviços e, a partir disso, cobrar uma postura de redução da gastança do governo (sim, porque é por meio dos impostos que o governo sustenta toda máquina estatal, incluindo a cota de passagens aéreas da câmara e do senado, que nossos representantes têm utilizado para fazer turismo com seus familiares).

Por isso, a iniciativa da Associação Comercial de São Paulo para aprovar uma lei que obrigue que aqui também tenhamos acesso ao valor de impostos sobre produtos e serviços, tal qual ocorre nos Estados Unidos, é digna de aplausos e merece a adesão de todos os brasileiros que sustentam o Estado. Principalmente os mais pobres, que são aqueles que mais pagam impostos proporcionalmente - a incidência de imposto sobre um carro é de aproximadamente 47% do seu valor, independente de qual classe social seja o trabalhador.

Por isso, indico para quem tiver interesse em apoiar a iniciativa, entrar no site da Campanha De Olho no Imposto (clique aqui) e assinar a petição online que será enviada ao congresso. É fácil e rápido para se cadastrar e você colabora para tornar nosso país mais transparente para nós e para as futuras gerações.

Participe!

ps. que finalzinho de texto clichê, hein?

Constatação

As relações humanas podem ser muito complicadas às vezes. Mas, ai o tempo passa. E, com os anos, você consegue refletir sobre conflitos, desentendimentos e sentimentos como a raiva, com mais serenidade, chegando a conclusões extremamente diferentes daquelas extraídas no calor do momento.

É, por exemplo, o que normalmente acontece numa discussão entre amigos. Você pode quebrar o pau com alguém, ficar com raiva, parar de falar com a pessoa, mas quando realmente há um sincero sentimento de amizade e apreciação, com o tempo, tudo vira assunto para, entre um gole e outro de cerveja, você dar risada de si mesmo junto com o seu amigo (a).

Agora, quando o tempo passa, todos crescem, evoluem e deixam de ser pirralhos mimados, mas a questão não é superada, é porque realmente não existiu amizade sincera. Todos os passeios, confidências, troca de favores, estudos, conversas, festas, risadas eram puro mis-an-cene. Quando isso acontece, quando alguém, apesar do tempo, não consegue superar uma briga idiota ocorrida três anos atrás, merece ser completamente ignorada, deletetada, relegada ao esquecimento e desprezo total.

E é exatamente o que eu pretendo fazer.
--

Observação: Se eu não acreditava em energias ruins, passei a ter certeza de que certas pessoas realmente conseguem transferir para outra todo o mal do universo neste sábado. A negatividade foi tão pesada que hoje eu passei o dia inteiro mal, de cama, dormindo, sem conseguir fazer absolutamente nada. É por isso que, por vias das dúvidas, já deletei um certo contato do meu msn. Ah, e vou tomar um banho de descarrego pra mandar a urucubaca de volta às suas origens.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Que merda (ou melhor, que urina)!

Xixi põe em risco estruturas de viaduto e 5 passarelas em Salvador

Engenheiros da Prefeitura de Salvador detectaram que a prática de aliviar a bexiga fazendo xixi em pontos considerados discretos pela população masculina está colocando em risco a estrutura de pelo menos um viaduto e de cinco passarelas da capital baiana. Segundo a Superintendência de Conservação de Obras Públicas (Sucop), a acidez da urina infiltrou no concreto e expôs a armação de ferro dos pilares das construções.

O responsável pela Sucop, Luciano Valadares, disse que o reparo dos danos provocados pela urina na estrutura de um viaduto, na Avenida Vasco da Gama, entre os bairros de Brotas e da Federação, vai custar R$ 500 mil aos cofres públicos. "A urina do baiano é tão ácida que abalou a estrutura de um viaduto como esse. As pessoas precisam perder esse hábito de fazer xixi na rua."

Valadares informou que não sabe como a administração municipal vai trabalhar para conscientizar a população a deixar de urinar sob viadutos e passarelas. "A minha parte eu estou fazendo. Colocamos banheiros químicos nas obras de reparação dos danos."

Além do viaduto na Avenida Vasco da Gama, o superintendente informou que uma passarela, instalada na Avenida Centenário, também está com os pilares corroídos pelo xixi. "A urina é a principal causa da corrosão da armação de ferro dos pilares. Ela pode provocar a queda de toda a estrutura."

Equipes da Sucop devem iniciar os reparos em duas passarelas, na mesma Avenida Vasco da Gama, e em uma outra, na Avenida Tancredo Neves, ainda nesta semana. "A reforma no viaduto já começou há 45 dias, mas deve demorar mais tempo, pois estamos calçando toda a construção para trocar os pilares", disse Valadares.

Ele afirmou ainda que uma nova argamassa está sendo aplicada nos pilares para suportar a possível insistência do pedestre seguir aliviando a bexiga em praça pública. "Usaremos uma argamassa polimérica, que é mais resistente. Além disso, vamos pintar todos os pilares, de todos os viadutos e passarelas de Salvador, com tinta epóxi, que é mais resistente ao ácido da urina", disse o superintendente.

Comentários (ácidos, mas não tanto quanto o xixi) do blog
1) Eu sempre achei que pipi de baiano era tão preguiçoso que esperava até chegar em casa. Mas percebi que o buraco é mais embaixo: nijar na rua é mais cômodo porque não precisa limpar o banheiro depois!
2) Aposto que vão começar a urinar na porta dos banheiros químicos. Abrir a porta dá trabalho!
3) A urina do baiano é tão ácida que derretou a coragem dele.
4) Como derrubar ponte com explosivos dá trabalho, baiano prefere fazer um trabalho de longo prazo: de xixi em xixi, a ponte um dia vai cair.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Macumba

Lembrei finalmente o que estava tentando postar aqui (os dois posts anteriores eram tentativas frustradas de recobrar a memória).

Eu estou com medo da minha língua. Ontem estava vendo o jogo entre Corinthians X São Paulo com o namorado. Apareceu o Rogério "Narigudo Leonor da Arrogância Mór" Ceni na televisão. Ai eu comentei, sem nenhuma intenção:

- Como esse Rogério é um mala arrogante. Tomara que ele quebre o pé e fique sem jogar.

E não é que hoje o cara se contundiu e vai ficar quatro meses fora do futebol?

ME-DA! Eu até estou com dor na consciência e torcendo pela recuperação rápida dele (ok, eu forcei, é mentira essa parte).

Mas continuo com ME-DA! da minha boca. Saravá!

Reflexão

Essa é by Lúcia Paes de Barros. Achei ótima!

Bom mesmo é a agulha, que dá o furo mas não perde a linha.

Então tá, né?

Menina de 23 anos

Vinte e três anos é uma das piores idades da vida do ser humano. Não estou dizendo porque essa é minha atual idade, mas porque é a verdade, eu juro. É impressionante como, dos 21 aos 23 anos você não é nada. Você não é adolescente. Não é universitária (pelo menos, não no meu caso). Também não é uma adulta, mulher Cláudia. Você é uma pré-adulta. E o que significa isso? Bosta nenhuma.

Sério. Eu levo vida de adulta independente. Mas a minha cabeça tem mil e uma neuras típicas da pré-adolescência (que não surgiam desde os 15 anos). Pior que eu estou assim desde os 21 anos. Desde que tive que mentir numa reunião de apresentação com um cliente que tinha 25, para não assustar a gerente de marketing da empresa (que, obviamente, não confiaria em entregar nas mãos de alguém com 21 anos toda a gestão de imagem da empresa).

A pré-adultescência é mais complicada que a pré-adolescência. Porque quando você tem 11, 12, 13, 14 anos, você mora com seus pais, sua única preocupação (em tese) é tirar boas notas na escola e suas espinhas. Existe alguém até que arruma seu quarto e lava sua roupa, olha que beleza! Já a pré-adultescência não. Você vive sozinha, trabalha muito, tem milhares de conta pra pagar, vive correndo de um lado para o outro e precisa arrumar tempo na agenda mega lotada para a academia, o cabeleireiro, a manicure, as aulas de línguas estrangeiras, a pós-graduação. Sem contar aquele happy hour com aquela sua amiga que você não encontra nunca. E tem o namorado. Ah, o namorado... E tem aquele encontro com os amigos no sábado a noite em que, além de bonita e perfumada, você ainda tem que estar bem-humorada, apesar da cólica, da dor de cabeça e dos efeitos de uma tarde inteira ingerindo álcool. Sem esquecer de comprar os presentes de aniversários, os ovos de páscoa, as compras para o almoço de domingo. E tem a casa pra limpar, a roupa para separar, lavar passar...

Sim, a vida na pré-adultescência não é fácil. Ela é bem foda!
Mas, pensando bem, antes uma vida foda do que uma vida virgem. Se tivesse que fazer tudo isso e ainda pensar na castidade... afafafa, Jesus me chicoteia!

Só pra constar

Tem uma turma estranha me seguindo no Twitter.
Malucos me amam, isso é fato!

Bom, mas você que não é estranho pode me seguir também: http://twitter.com/nctavares.

Se a Caras cobrisse aniversário de pobre, seria assim:

Numa noite regada a cerveja, cachaça, petiscos e pagode, a caixa das Sendas, Kelly Carollynny (18), comemorou sua maioridade cercada de amigos e parentes. A festança foi na laje da casa da família em Queimados, onde mora com os pais, o cobrador de ônibus Ailton (49) e Isaura (43), que está desempregada, mas faz bicos como diarista. A festa, que começou ainda antes do sol se pôr, só acabou de madrugada quando os convidados já perdiam a linha dançando o créu na velocidade cinco. "Tô amarradona!", dizia a exultante Kelly, agora de maior, que usava um vestido todo trabalhado no jérsei, comprado nas Lojas Americanas.

O buffet foi todo organizado pela mãe da aniversariante e incluía coxinha de galinha, risole, joelho e amendoinzinhos. "Também ia ter churrasco, mas a picanha tá pela hora da morte!", desabafou Isaura, enquanto enrolava uns croquetes. De sobremesa, muito cajuzinho, além do bolo especialmente preparado por Dona Jurema (84), avó da aniversariante. Já as biritas ficaram por conta dos convidados, o que gerou certo desconforto. Principalmente quando Alison (44), irmão de Ailton, chegou trazendo Nova Schin. "Isso é sacanagem!", berrou o anfitrião, "a gente é pobre mas tem dignidade", obrigando o tio da aniversariante a sair e só voltar quando trouxesse, pelo menos, Itaipava.

Durante a festa, Kelly aproveitou para assumir seu affair com Rodnei (19), avião do tráfico do Morro da Providência, que presta concurso para PM no fim do mês. "A gente tamo amarradão", dizia o futuro homem da lei. Kelly Carollynny aproveitou a oportunidade para negar os boatos de que estaria esperando um herdeiro: "Eu não tô buchada. Isso é coisa que a mídia inventa para vender mais revista", garantiu antes de afirmar que os dois ainda estão se conhecendo. O casal foi apresentado por Ailtinho (21), irmão da aniversariante, que não compareceu porque agora é pastor e Jesus (2008) o proibiu de freqüentar esse tipo de badalação.

Um dos pontos altos da noite foi quando Ailton, mamado, aproveitou que sua esposa tinha ido para o quarto assistir ao TV Fama e passou a mão na bunda de Suéllen Cristina (27), sua cunhada. A moça revidou com um tapa na cara e se não fosse a turma do deixa disso a situação poderia se agravar. "Vai tomar no meio do olho do seu cu!", berrou a cunhada, enquanto era retirada do local.
Os convidados dançaram a noite inteira ao som de pagode, comandado pelo grupo Superstisamba, cujo líder Birunda (26) fora o responsável por tirar a virgindade da aniversariante meses antes. "Mas num coloca isso aí não, senão pode dar a maior merda", pediu.

Kelly Carollynny agora só quer saber de descansar. Sábado de manhã ela e o namorado partem rumo à rodoviária, onde embarcarão num ônibus para Iguaba. "Domingo a gente volta, que segunda pego cedo no serviço", garantiu a aniversariante, feliz da vida.

domingo, 12 de abril de 2009

Esse tal de futebol

Lance perigoso pro Curintia.
O namorado:
- Gol!
A bola passa pelos três jogadores e vai pra fora.
Ele:
- Não grita gol antes, seu imbecil, eu sou um imbecil.

Um dia pra não existir

- Acordar cedo. Comprar os ovos de páscoa para a família e os presentes dos aniversários do trabalho. Trânsito infernal em... Mogi Mirim!
- Sem lugar para parar, estacionamento. Duas horas pra conseguir uma vaga.
- Quatrocentos e noventa duas horas pra conseguir comprar uma blusa.
- Mais quatrocentos e noventa e duas horas para poder comprar uma bolsa + 346 horas para achar alguém que levasse o presente para o caixa + 125 horas para pagar + 625 horas para embrulharem a bolsa para presente. Pra completar, 324 horas para conseguir sair da loja, que tava entupida de gente (no limite do insuportável, eu diria).
- Fila insuportável no caixa do banco.
- Almoço no boteco "limpinho", junto com os amigos do namorado. Calor insuportável, pouca comida e muita cerveja.
- Final de boteco, quebra pau histórico com o namorado. Cato minha coisas e vou embora.
- O namorado me remove da ideia de voltar para São Paulo.
- O Palmeiras me toma uma virada do Santos por 2x1.
- Namorado muito, muito, muito bêbado insiste pra gente sair de casa.
- Balada na casa do casal amigo com toda a turma. Meu estômago, minha dor de cabeça, o sono e TPM atacam.
- Quero ir embora. Mas estamos de carona porque suspenderam a carta do namorado.
- O Odil bebe mais ainda e entra em estágio de Alpha.
- Minha irritação já está no teto.
- Namorado começa a ficar irritantemente idiota.
- Namorado começa a jogar toda a fumaça de cigarro do univerno na minha cara.
- Minha alergia começa a atacar.
- Ainda não são nem meia-noite.
- Uma boa alma chamada Márcio consegue pra gente um número de táxi (sim, numa cidade de 90 mil habitantes, isso é uma raridade).
- Chegamos em casa. Minha alergia entra em alerta vermelho. meu pulmão começa a ter dificuldades em aguentar tanta fumaça de cigarro.
- Depois de estar quase conseguindo dormir, ele me acorda e não para de falar um segundo.
- Finalmente eu durmo. Aleluia!

Vivas aos domingo de Páscoa.

Ainda sobre a lei do cigarro

Já que a assembleia paulista aprovou a lei bizarra, recomendo mais essa leitura para aqueles que ainda acham que essa lei é uma atitude linda e humanitária de quem quer ajudar as pessoas a não morrerem de câncer.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=266

ps. Não estou respirando muito bem hoje, porque fiquei inalando a fumaça do cigarro do meu namorado ontem a noite inteira. Mas eu tinha a escolha de abandoná-lo ou sair de perto dele e preferi ficar cuidando do moço. EU ESCOLHI!
Deu pra entender?

sábado, 4 de abril de 2009

Cigarro: IPI, lei paulista e alguns comentários sobre liberdade

Antes que alguém comece a me xingar, quero deixar BEM CLARO: não fumo e não tenho nenhum bar, logo, não estou fazendo lobby em favor do Sindicato dos Bares e Restaurantes de São. Apenas sou uma brasileira que quer que o governador de São Paulo, José Serra, respeite o direito à propriedade privada que está na nossa constituição. E direito à propriedade privada significa TER O DIREITO DE FAZER O QUE BEM ENTENDER NAQUILO QUE É SEU. Inclusive, de permitir que as pessoas fumem, usem drogas, façam sexo ou o que elas bem entenderem.

Não é de hoje que o maníaco do Serra persegue a indústria do cigarro (que sim, é uma das mais poderosas do mundo, mas que só existe porque há pessoas que querem fumar - se não acredita nisso, tente vender alfinetes com duas cabeças). Fui contra a proibição da propaganda de cigarros, porque não acredito que proibir é solução para qualquer coisa e continuo sendo. E explico por que. A grande prova de que isso não deu certo é que não caiu o número de fumantes. Por outro lado, sem poder anunciar nos veículos de comunicação, as empresas investiram pesado nos pontos de venda - ou seja, a verba da Tv migrou para os espaços onde são vendidos cigarros. Deu na mesma.

Quando os Estados Unidos tentou proibir a venda de bebidas alcoólicas, o que se viu foi a explosão do mercado negro, da máfia e da violência. E ninguém deixou de beber cerveja, álcool, ou qualquer coisa contendo álcool. Mas, esse não é o caso, apenas citei uma medida extrema que não deu certo, como não funcionou com a publicidade e como não funcionará como qualquer outra medida que proíba uma pessoa de fazer qualquer coisa. Vamos adiante.

Pois bem. aparentemente, o PT e o PSDB firmaram uma aliança inédita pela interferência na vida das pessoas. O Governo Federal resolveu aumentar abusivamente o IPI sobre a venda de cigarros. Eu nem vou entrar no mérito de que imposto é roubo (ninguém pode roubar, só o Estado), pois isso me tiraria do foco da questão. Concentro-me apenas no fato de que encarecer o cigarro não fará ninguém parar de fumar. Quem tem dinheiro e fuma uma marca cara, continuará fumando a marca que quiser. Quem não tem tanta grana, vai optar por um maço mais barato e ponto. Ninguém para de fumar porque o cigarro ficou mais caro. A pessoa para de fumar porque decide que quer e ponto. E, com o cigarro caro ou barato, pessoas começarão a fumar, com ou sem alteração no preço do IPI.

Do lado tucano, o presidenciável Serra decidiu que tentará à todo custo (sim, porque essa é a segunda vez que ele manda o projeto para a assembleia. Acho que aprendeu com Hugo Chavez a lição do "tanto bate até que fura") aprovar uma lei bizarra que proíbe as pessoas de fumarem em ambientes públicos e privados (como bares, restaurantes, etc), desrespeitando completamente o direito à propriedade privada e a vontade individual de cada um dos contribuintes do governo paulista (inclusive os fumantes que não pretendem parar de fumar). A desculpa oficial é de que assim, o governo protege a saúde de fumantes, permite que os não fumantes não sejam obrigados a conviver com quem fuma e incentiva quem está pensando em parar de fumar. Falácia pura, e explico o porque.

Eu não fumo. Já fumei, pouco tempo, mas parei. Sei exatamente dos riscos que um fumante passivo corre. E assumo esses riscos, à medida que namoro um fumante. Essa é uma decisão minha. Tenho plena consciência de que posso ter algum problema futuramente. Mas, EU QUERO ASSUMIR ESSE RISCO. Se eu não fumasse e me incomodasse com a fumaça, eu trocaria de namorado e não frequentaria lugares que aceitam fumantes (parece que alguém esqueceu de avisar ao Serra que isso existe, mas ok). Se eu fumasse, iria a lugares que eu seja bem vinda. E se eu estivesse tentando parar de fumar, procuraria evitar situações que me fizessem ter vontade de fumar. É assim que as coisas acontecem no mundo real.

No fantástico mundo do Serra, contudo, criar uma lei que interfere diretamente sobre o direito de propriedade privada vai resolver todos os problemas do mundo. Não vai. O máximo que ele vai conseguir é, 1) fazer com que caia a lucratividade dos bares e, consequentemente, gerar desemprego. Ótima medida em tempos de crise; 2) o sujeito que fuma vai deixar de ir ao bar e passar a comprar cerveja e levar para casa, para poder fumar sem correr o risco de ser "preso ou multado" por exercer sua liberdade de escolha; 3) as empresas de cigarros vão investir ainda mais em marketing direto.

Mas a história não para por ai. Um dos argumentos do governador é que o Estado tem direito de interferir no direito das pessoas fumarem porque quando o sujeito fica doente por conta do consumo do cigarro, é o estado quem paga a conta do tratamento de saúde (esse argumento, particularmente, me irrita). Na lógica do Serra, dar 35% de tudo aquilo que você ganha com o suor do seu trabalho NÃO é suficiente para que o cidadão que paga impostos (principalmente os mais pobres) tenha direito à saúde pública. Ele simplesmente IGNORA a MONTANHA DE DINHEIRO QUE O ESTADO GANHA COM A VENDA DE CIGARROS POR MEIO DA ARRECADAÇÃÇÃO DE IMPOSTOS. Sem contar que a parcela da população que possui seguro saúde, paga imposto e não usa a saúde pública também é ignorado solenemente pela argumentação oficial do Estado.

Além disso, há outro aspecto totalmente fundamental nessa discussão. Se aprovada, essa lei abre um precedente para que o Estado possa criar mais leis dizendo o que você pode e não pode fazer em algo seu - seja sua casa ou seu negócio. Hoje, os bares e restaurantes não podem permitir que seus clientes fumem. Amanhã, ninguém vai poder servir refeições com sal. Em breve, essas proibições serão estendidas para todos os aspectos da nossa vida. Lembram-se daquele filme com o Stallone, o Demolidor, em que as pessoas não podem falar palavrão, comer sal e fazem sexo sem contato físico porque fazia mal para as pessoas e, logo, era ilegal? É um caminho para esse futuro que a lei do Serra abre. Um precedente perigosíssimo.

É por isso que, mesmo não sendo fumante, dona de bar ou empregada da indústria do cigarro, eu luto pelo direito das pessoas fumarem. Se um dono de restaurante não quiser fumantes em seu estabelecimento, ele tem todo o direito de proibir a entrada de fumantes. Mas o governo JAMAIS deve usar sua força coercitiva para dizer o que uma pessoa deve fazer ou aceitar. Se alguém quer fumar, é direito dela. Se alguém tem um bar e quer ou não ter clientes fumantes, é direito de a pessoa impor a regra que ela desejar. Mas o Estado não tem o direito de falar, obrigar, dizer, impor ou tomar qualquer atitude que venham a ferir o direito de propriedade e o direito de escolha do indivíduo. Pois sempre que isso ocorre, é aberta a porta para o totalitarismo, a ditadura e a opressão.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cartão Vermelho

Para o Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, que quer que a FPF zere os cartões amarelos nas semi-finais do Paulista.

Quando vejo esse tipo de declaração, entendo porque diabos esse país não vai pra frente: LEI É NADA. REGRA É COISA NENHUMA. O que vale é a conveniência. Se é conveniente pra mim, então, foda-se o que foi assinado e está no papel. Basta chamar a mídia, fazer alguma pressão e pronto: nada mais vale.

Aliás, mudar regra conforme a conveniência é a cara do São Paulo, o time com o caráter mais "Renan Calheiros + Collor + Sarney" da história do futebol mundial. Aliás, o mais mau caráter é o exemplo de time profissional, organizado e genial, segundo a imprensa. O que me faz concluir que para parte dos jornalistas e da opinião pública, bom é não ética, moral e caráter.

Então, mostro o cartão vermelho para o Muricy, a imprensa, a diretoria do São Paulo e todos os defensores do modelo bambi de futebol.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Oração - Um post cristão

Que o mar vire cerveja e os homens tira gosto, que a fonte nunca seque e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo!
Um brinde... Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram, aos trouxas que nos perderam e os sortudos que ainda vão nos conhecer!
Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos!
Amém.

PS. Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.