quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vamos todos chorar

Cheguei a conclusão que escrevo melhor quando estou deprimida, ou levei um pé na bunda. Como isso não acontece há dois anos, só tem merda nesse blog. Mas, em homenagem aos bons tempos de lenços de papel, cara inchada e raiva infernal do maldito da vez, publico aqui dois pequenos trechos que escrevi no longínquo 11 de outubro de 2005.

Duas pequenas histórias

A primeira.
Não era a hora de engrenar, por isso, só restou engatar. Para a minha infelicidade? Não sei mesmo. Aliás, essa foi uma frase que muito repeti ao telefone. O calor, o sono, o cansaço. O telefone. Tão impessoal. Tão distante. Tão frio. Mas a tortura interna finalmente deu lugar ao alívio - pelo menos, um pouco de alívio. Se acabou? É o que parece. Se é? Isso já não posso afirmar. Pelo menos, não por enquanto.

E agora? O que fazer? Minha vida continua sem sentido, sem rumo. Sem motivação. Eu, continuo gorda, abandonada, solitária. Morrendo aos pouquinhos. Mas, foi melhor. Se o prego não cabe no buraco, ficar materlando não adianta. O que se tem que fazer é procurar o prego com o tamanho adequado. Mas está tão difícil de se encontrar. Principalmente quando se está afeiçoado ao prego antigo. Prego... Pregos...
E ela? Ela é um sol, eu sou a sombra.

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A segunda.

Era uma vez uma linda tarde de sábado. Temperatura gostosa, sol, pássaros. Era uma vez uma menina apaixonada na linda tarde de sol. Ela estava assistindo televisão, mas sua cabeça estava mesmo era no telefone. "Toca telefone!", pensou gritando. E o telefone tocou. Ele estava lá. O interfone tocou. E ela abriu a porta. E pela porta entrou ele. E o sorriso dela se abriu. E na saudade, os dois se beijaram longamente. E conversaram. E ficaram trocando olhares na sacada. E sentaram-se no sofá. E trocaram carinhos e beijinhos. Mas ele tinha que ir embora. Ela o levou até a porta, mas seu olhar pedia pra ele ficar. E ele ficou. E o mundo parou quando aquelas doces palavras saíram de seus lábios.


Nota do blog: Blogueira de 20 anos na urucubaca é mulherzinha demais, tá louco!

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