terça-feira, 14 de julho de 2009

A "hegemonia" neo-liberal

Do blog Movimento Estudantil Livre:

O advogado Edgard Freitas, estudante da UESC, espantado com a declaração de uma militante do PCdoB de que "o pensamento neoliberal sufocou o debate político nas universidades brasileiras", realizou uma pesquisa muito interessante e postou em seu blog. A idéia era comparar a literatura esquerdista com a literatura liberal (ou não-esquerdista) da biblioteca da universidade. Segue um trecho de sua postagem:

"Parto da premissa de que não há ideologia sem ideólogos. Para atingir a hegemonia, a ponto de gerar "pensamento único" e "sufocar o debate", imagino que a literatura liberal deva ser dominante, ao menos na biblioteca. É o mínimo que se espera.
Fiz uma comparação da quantidade de livros/referência de autores marxistas (ou esquerdistas) e não marxistas no site da Biblioteca:

Adam Smith: 8 referências
Karl Marx: 66 referências

Olavo de Carvalho: 1 referência
Antônio Gramsci: 33 referências

Friedrich Hayek: 1 referência
Lênin: 36 referências

Aristóteles: 38 referências
Paulo Freire: 100 referências

Milton Friedman: 5 referências
Emir Sader: 15 referências

"O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano": 0 exemplares
"As veias abertas da América Latina": 10 exemplares

Paulo Ferreira da Cunha: 0 referências
Boaventura Sousa Santos: 7 referências

José Guilherme Merquior: 7 referências (0 para o livro dele sobre Foucault)
Michel Foucault: 36 referências

Roberto Campos: 4 livros
Celso Furtado: 31 referências

Paul Johnson: 0 referências
Eric Hobsbawm: 14 referências

George Orwell: 4 referências
Bertolt Brecht: 10 referências

Raymond Aron: 5 referências
Florestan Fernandes: 28 referências

Julián Marías: 6 referências
Marilena Chauí: 26 referências

Editora Instituto Liberal: 0 referências
Editora Paz e Terra: 234 referências

Vêem a completa distorção? A literatura filomarxista é francamente majoritária na Universidade e vem gente reclamar de "hegemonia neoliberal"!

Um comentário:

Luís Afonso disse...

Perfeito.
Os ideológos da esquerda dominante tem este discurso de que são "contr a corrente".
Mas é só discurso. Se todos fizessem como você, de botar fatos ao invés de conversa fiada, o debate em nossas universidades e no país mesmo, seriam completamente diferentes.
Obrigado.