sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A imprensa

Como jornalista, eu particularmente me incomodo com essa mania de perseguição que parte da torcida do Palmeiras tem em relação à imprensa. Tem muita gente que enxerga pelo em ovo e acha que a função do jornalista é elogiar - e não é. De qualquer forma, digamos que há certos veículos de comunicação que dão razão para essa picuinha da torcida.

Não, não vou falar da matéria da Placar. Porque muita gente já escreveu sobre isso. E porque não achei a matéria tão ruim assim, embora ouvir o Mustafá como fonte só mostra que ou o jornalista que a redigiu ou é burro ou cretino. Sim, porque um cara que acha que, antes de títulos, um time de futebol tem que dar lucro, é porque é burro ou desonesto. No caso do Mustafá, acredito que a hipótese mais provável seja a número dois.


Whatever, estou escrevendo esse post por dois motivos: pela manifestação da torcida do Palmeiras ontem, mandando a imprensa ir tomar bem naquele lugar, no final da partida e pelo Lance! nosso jornal diário esportivo.


Primeiro, quero deixar claro que considero o Lance um jornal sensacionalista, que estampa manchetes idiotas de propósito, só pra ter Ibope (vide a manchete "Gladiador da Fiel" que eles estamparam no início desse ano). Dai, já dá pra ver o tipo de jornalismo que o Lance faz. Mas a "bambinagem"do jornal nesses últimos dias tem passado dos limites. Além de forçarem a barra com esse papo ridículo de Jason, os caras não conseguem nem escrever um texto na internet que seja sem erros grotescos de português. Não sei se puseram o estagiário ou o faxineiro pra escrever, mas quando eu era trainee do Lance, meus textos tinham menos erros, com toda a certeza.



Vejam:






Então, vamos lá:
O jornal tem uma linha editorial sensacionalista;
Cria factóides idiotas só pra vender;
Torce descaradamente para um time;
E, ainda por cima, estupra a língua portuguesa sem dó nem piedade.

Quer saber?

Se a torcida do Palmeiras tiver um pingo de vergonha na cara, e se o Palmeiras for campeão, todos os palmeirenses deveriam não comprar um mísero exemplar desse jornaleco. Que todos os exemplares mofem nas bancas. Quem sabe assim, o dono desta espelunca consiga perceber que respeito é bom e todo mundo gosta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Entendeu?

Todos sabem que eu respeito muito o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo. E, ao mesmo tempo, só posso desprezar qualquer palpite, argumentação e teoria macroeconômica que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo possa dar. Entendam o porquê:



Sem pé nem cabeça
Por Cristiano Fiori Chiocca para o Blog do Instituto Mises Brasil:

Recentemente o Ministro da Fazenda impôs IOF de 2% sobre a entrada de dólares.
Uma medida fadada ao fracasso; o dóar vai continuar caindo. Os defensores da medida não conseguiram, até agora, produzir um único argumento que a justificasse.

Porém, Luiz Gonzaga Belluzzo (aquele mesmo do abilolado Plano Cruzado) superou todos no non sense. Ao ser questionado, saiu-se com as seguintes respostas em uma curta entrevista no jornal Folha de S. Paulo. Tentem entender:

FOLHA - Qualquer intervenção no câmbio parte do pressuposto de que existe uma cotação correta e outra errada. Qual seria a correta?
BELLUZZO - Quando o dólar foi a R$ 2,50, estava muito bom para a maioria das empresas. O problema é que deixaram o real se valorizar.

FOLHA - De onde o sr. tira a convicção de que intervenções do governo no câmbio funcionam, a médio e a longo prazos?
BELLUZZO - Não funcionam? Eu não sabia. Então vai ver que é um problema de temperatura. Só não funciona nos trópicos, no Brasil. Só funciona nos climas temperados. É isso.


Nota do Blog: Belluzzo, por favor, concentre-se no Palmeiras, faça esse bando de vagabundos jogarem bola e ganharem o título do Campeonato Brasileiro pra gente. E pare de falar abobrinhas, por favor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Voltando do abandono

Sei que o blog está às moscas, mas estou absolutamente sem tempo para coisa nenhuma. Então, resolvi postar aqui um clássico do universo feminino. O dicionario de palhaços, retirado do blog Homem é tudo Palhaço.


Palhaço cristão - Ele sente culpa, muuuuita culpa. É capaz de trair a namorada, mas repete incessantemente que não se sente bem fazendo aquilo. Quer largar a mulher, mas não abre mão do trio propriedade-religião-família. Conhecido também como palhaço cagão.

Palhaço Biba - É aquele palhaço que não assume ser bicha. Ele é muito amigo do seu namorado e fica falando mal de você por aí. É o pior tipo. Bicha enrustida e ciumenta.

Palhaço Cadeia - É um aprendiz de palhaço. Apaixonado, dedicado, mas sempre palhaço. Afinal, homem que é homem é palhaço. Ele acha que relacionamento é cadeia: cada dia de bom comportamento vale uma palhaçada. São bonzinhos, portanto merecem crédito.

Palhaço Repetitivo - Como diria um motorista lá do DIA, esse é o famoso "tira o som e deixa só a imagem". Quanto mais tempo calado melhor. Tem a péssima mania de cantar mulheres com a mesma cantada e ainda pior, mulheres que se conhecem. Além de repetitivo é burro.

Palhaço Franklin Martins - É o palhaço metido a saber e comentar de tudo. "Homem não gosta de mulher tatuada" ... "Homem não gosta de mulher que bebe .." É metido a ser a pedra filosofal da masculinidade. Sabe de tudo, mas não come mulher nenhuma.

Palhaço Político - Esse só promete .."Vamos casar ...", "Vamos ter filhos ..." Não preciso dizer que tudo fica somente na promessa. Geralmente eles fogem na hora que o bicho pega.

Palhaço Número Um - (complete com o nome do palhaço do momento)

Palhaço Glenn Close - Tipo perigoso. Depois que você termina com ele, o bruto transforma sua vida num inferno. Faz ameaças, liga pra sua casa de cinco em cinco minutos, tem crises de ciúme .. todos lembram de "Atração Fatal", certo?

Palhaço Fantasminha - Ele some. Desaparece. Evapora Você está na boite, dá uma distraída e ele ... some. Tipinho sem classificação.

Palhaço literato - Ele costuma reescrever seus e-mails com palavras rebuscadas, lindas e de pouco uso. Meio cafona, apesar de bem intencionado.

Palhaço sem loção - Ele vê Robertinha na rua ou na boite já vai pedindo para entrar aqui no blog. Ah tá, né? Tá pensando que a vida é fácil? Vai ralar e fazer uma palhaçada!

Palhaço sexo oral - Promete que vai te comer em pé, deitada e de quatro, narra orgasmos incríveis, diz ser um amante sensacional mas tudo fica por isso mesmo. Blá, blá, blá e nada de coito.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Blogue sua infância

Descobri que depois de uma certa idade, Dia das Crianças pode ser uma coisa muito chata. Ir às Lojas Americanas na véspera desta data e ter que aguentar crianças malcriadas que berram sem parar, pais que não sabem fazer os filhos se comportarem em público e "Lua de Cristal" com aqueles acordes típicos dos anos 80 e a voz irritante da Xuxa é algo realmente desagradável. Ok, talvez eu esteja sendo deveras ranzinza, mas me pergunto realmente como é que algum dia a Xuxa já fez sucesso. O problema não é a melodia lugar comum ou as letras clichês. O problema é a voz da Xuxa mesmo. Agora, pior que esta dúvida, é entender como hoje em dia ainda tem maluco que coloca uma porcaria destas de trilha sonora de uma loja. Preferia mil vezes RBD, Chiquititas ou Hanna Montana. E é sério isso.

De qualquer forma (e independente do mal gosto musical alheio), hoje é dia das crianças e eu consigo lembrar de inúmeras coisas da minha infância. Um tem a ver com a famigerada apresentadora infantil. Eu devia ter uns cinco anos e um prefeito engraçadinho resolveu fazer o povo de palhaço. Contratou uma "Xuxa Preta" para um show do dia das Crianças. Só esqueceu de avisar que a cantora era uma cover bronzeada. E lá fui eu para o Ginásio achando que iria ver a Xuxa cantar ao vivo (ok, eu tinha 5 anos e naquela época, acreditava que a Xuxa poderia ir em Glória de Dourados, 10 mil habitantes, no interior do Mato Grosso do Sul). Sim, imaginem minha decepção...

Acho que foi por conta desse episódio que deixei de gostar da Xuxa e passei a gostar da Angélica. E quase quebrei a casa inteira para ganhar uma fita K7 da outra loira, o que vinha com o hit "Vou de Táxi". É, tenebroso e vergonhoso, mas dêem um desconto, eu tinha 6 anos.

Da minha infância também lembro dos livros da Agatha Christie. Quando li "O mistério do trem azul", eu tive certeza que seria escritora quando crescesse. Devorei todos os livros dela e fiquei viciada em romances policiais. Hoje, não tenho tal pretensão, mas talvez tenha ficado no inconsciente a vontade de ser escritora (coisa que nunca vai acontecer, como os nobres leitores podem perceber lendo esse blogue, o talento passou longe de mim).

Uma passagem muito marcante na minha vida foi a cadeirada que eu quase dei em um colega de escola quando estava na quinta série. Eu estudava numa escola pública e nem todos os assentos tinham encosto, o que fazia com que nós, alunos, brigássemos literalmente por uma cadeira. Eu tinha um colega de classe, o Jefferson Tubarão, que sentava atrás de mim e era um mala sem alça de marca maior. Uma vez, eu peguei a cadeira e ele tentou tomar de mim. Eu puxei con tudo e só não dei na cabeça dele porque a professora impediu. Por conta dess episódio, o Jefferson fez um boicote e pediu que nenhum menino fosse à minha festa de aniversário de 11 anos. O boicote deu em parte certo: apenas um colega foi à minha festa. A parte boa é que o menino em questão era o Henrique (um ótimo amigo até hoje), que, na época, era o menino mais bonito da classe. Não que eu ligasse pra ele, mas só de poder chegar no outro dia na escola, virar para o Jefferson e falar: o Henrique foi na minha festa, tive um prazer à época que facilmente poderia ser comparado a um orgasmo hoje em dia. Um adendo: esse colega mudou de cidade um ano depois. Só o vi novamente uns cinco anos atrás, durante férias da faculdade. E não é que o menino ficou gato?

Voltando a minha infância, também me lembro de passar minhas tardes de verão no Caiçara, o clube da minha cidade, tomando banho de piscina, jogando videogame e suspirando pelo Márcio, meu primeiro amor. E sendo alvo de risadas de todo mundo, porque não bastava eu ser muito feia, ainda fui gostar de um cara mais feio ainda que não me dava bola. É, acontece... De qualquer maneira, as tardes de verão no Caiçara eram ótimas.

Da minha infância lembro ainda da Renata, que hoje é uma grande amiga, fazer com que toda a escola parasse de conversar comigo, porque passei cola para uma menina que era "do sítio" e que ela não gostava. Foram meses sendo rejeitada por todos, que riam e me chamavam de gorda nerd. Sim, crianças são ruins, malvadas e não têm o menor peso na consciência.

Por outro lado, lembro de andar de patins junto com a Daniela e o Neto. os dois eram meus vizinhos e tínhamos a clássica relação de amor e ódio que todas as crianças têm. A gente brigava, ficava de mal, inventava apelidos estapafúrdios uns para os outros e, dali a pouco, estávamos todos brincando juntos novamente. Devo muitas recordações a estes dois. O Neto tinha um SuperNintendo e foi graças a ele que eu conheci Mário, Street Fighter e Mortal Kombat. Também devo agradecer à Dani pelas tardes infinitas brincando de casinha na casa dela.

Voltando à Renata e acrescentando a Nicole ao relato, eu tive uma fase muito boa com essas duas. Vivíamos na casa da Nicole (que tinha todos os briquedos que todo mundo sonhava e queria) brincando lá. A desculpa, claro, era fazer tarefas escolares (não consigo entender como pais acreditam nisso). E pulávamos elástico.

Aliás, brincar de elástico era regra no recreio da escola, assim como responder os cadernos de pergunta (que, na verdade, era desculpa pra tentar descobrir quem gostava de quem). outra coisa divertida era mexer com os loucos da cidade. Tinha um cara, que vivíamos chamando de professor linguiça e saíamos correndo do homem, coitado. Também tinha a Fátima doida. e o Primo Ramo. Personagens inesquecíveis da infância de qualquer pessoa que foi criança em Glória.

Outra pessoa que hoje é muito minha amiga mas me infernizava quando eu era criança é a Cássia. A Cássia implicava com meus vestidos rodadinhos e vivia mexendo comigo quando eu passava perto da casa dela. Ela me achava "mocoronga". Talvez ela tivesse razão, mas pelo que me lembro, a recíproca era verdadeira.

Uma coisa que me lembro da minha infância é que eu achava todo mundo burro e tinha plena consciência que jamais seria a menina mais popular da escola. Mas eu me considerava mais inteligente que 90% das pessoas (menos a Renata) e talvez era um tanto quanto introspectiva devido a esse desprezo intelectual que eu tinha do resto do mundo. Ou talvez isso era só uma válvula de escape para eu compensar o fato de que não era linda e nem tinha os brinquedos mais desejados. De qualquer forma, eu me divertia muito e era feliz.

A parte mais legal de tudo é ver o quanto tudo isso te influencia hoje. Sem dúvida nenhuma, todas essas situações moldaram meu atual caráter. E eu tenho que agradecer a todos os amigos de infância. Eu fui uma criança feliz e sou uma adulta muito melhor por tudo isso.Momento ruins ou bons, eu só quero aproveitar esse dia para agradecer aos meus amigos. Que hoje também são adultos, que são ou não meus amigos. Mas que serão eternamente presentes na minha vida.

Feliz Dia das Crianças para todos!
Mas, please, eduquem bem seus filhos. Odeio criança birrenta e escandalosa. Exatamente por não ter sido uma.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ok...

Sim, eu preciso atualizar esse blog.
Não, agora não dá.


Novidades no feriado.
Aguardem.