quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Encontro da TwitPigs

É sábado e a lista é essa:

 Ale Bianchini
 Ana Paula Dias Serrano
 Antonio Jorge Zizzari
 Bruna Grunemberg
 Carla Fiore
 Debora Gatti
 Deivid Demori
 Diego Silva
 Elizabeth Rainha de Azevedo
 Emerson Azevedo
 Felipe Lagazzi
 Felipe Luiz Azevedo
 Fernando Ricci
 Guilherme Romagnolli
 João Paulo Costa Eugênio
 Jose Messias Neves Evangelista
 Joyce Collela
 Marcos Villa
 Marcos Vinicius Ribeiro -
 Marcus Vinícius Oscar Oliveira
 Maurino Henrique Botono Lagrutta
 Paulo Collela
 Rafael Bomtempo
 Rafael Liziero
 Renan Oliveira
 Renata Faria
 Rodrigo Fraccari
 Sue Perassi
 Tania Dainesi
 Thais Ceccatto
 Thiago Beleza
 Thiago Durante
 Thiago Vitor

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Let´s try again

Manter um blog. Tem coisa mais difícil nessa vida? Até arrumar um namorado rico, bonito, inteligente, fiel e tarado é mais fácil pra mim que ter a constância de manter um blog. 

De qualquer forma, estou sempre buscando ser disciplinada e, por isso, eis-me aqui novamente, tentando voltar a alimentar esse espaço.

Com o surgimento da ferramenta mais incrível da web (ao meu ver) dos últimos 5 anos  - o Twitter – eu praticamente abandonei o blog. Passo o dia inteiro tuitanto e cantando acabei de esquecer este espaço, onde tudo começou.

Mas como o bom filho (ou boa, no meu caso) à casa torna, eis-me aqui novamente.

A ideia é casar Twitter e Blog, de modo a flodar menos a timeline alheia. Não tem como opinar de forma consistente em apenas 140 caracteres. Por isso, quero tentar integrar as duas ferramentas, de modo a falar todas as bobagens que saem dessa cabeça linda, loura e japonesa, da maneira mais adequada possível.

Fica assim então: O bisbilhotagem vira o blog da @nubia_tavares e a @nubia_tavares volta a escrever no Bisbilhotagem. Fechou?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cenas Urbanas

Quando eu digo que todas as coisas estranhas do mundo acontecem comigo... não que eles ocorram literalmente com a minha pessoa. Às vezes, eu apenas presencio. Mas não posso negar que há situações realmente estranhas ocorrendo ao meu redor.
Chego em casa agora, após um dia longo e exaustivo, com muito trabalho e gripe. Após um trânsito infernal, desço do ônibus e venho caminhando pra casa, louca para chegar, deitar e dormir. Eis que escuto gritos e sinto pessoas passando rápido ao me lado. Olho no susto. É um casal. A mulher não é mulher. É traveco. Sigo caminhando, acompanhando de perto o diálogo do "casal".

Ela: Ei vi! Eu vi! Não adianta negar!
Ele: Para de reclamar, sua bicha! Você tá viajando! Viu o que? Não tem nada!
Ela: Bicha é a sua mãe! Eu sou traveco! E me dou ao respeito! Seu viado de merda!
Ele: viado não! Me respeita!
Ela: Para de conversinha. Eu vi aquela traveca ridícula da Monica te mandando torpedo! Me larga! Sai de mim que eu não pego macho que sai com aquela aidética!
Ele: Cala boca!
Ela: Cala boca você ou eu como seu c&!!
Ele: Come nada, você é uma bichona passiva de tudo! Cala boca ou eu te dou um soco nessa cara!
Ela: Se bater, eu te enquadro na lei Maria da Penha!

A pergunta que não quer calar: Lei Maria da Penha vale pra traveco, Arnaldo?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ah, o amor...

Reproduzo um texto que escrevi para o site de casamento da Má e do Fonso. A descrição sobre a minha pessoa, obviamente, foi a Marina quem redigiu.


Com a palavra, o convidado
POR NÚBIA TAVARES*

     Posso dizer com toda certeza do mundo que conhecer a Marina e o Afonso foi uma das tarefas indispensáveis que Deus me passou quando me mandou para a terra. E olha que eu posterguei a cumpri-la. Primeiro, eu boicotei a chance de conhecer a Marina no CEFET/RN (CEFET mesmo, viu, Má?). Depois, perdi a chance de ser caloura dos dois na UFMS.
     Até que São Paulo, um desespero de férias me fez encontrar a Má e, conseqüentemente, o Afonso. Viu como tudo estava marcado? Até palmeirense o Afonso é! Assim, o que eu não converso com a Marina de futebol, eu converso com o Afonso. E o que eu não converso com o Afonso sobre o universo das meninas, eu converso com a Má. Eles foram feitos pra mim, ninguém pode negar!
     Marina e Afonso formam meu modelo de casal perfeito. Um ama o outro e vice-versa. Eles podem até brigar, mas tudo é tão sereno, tão perfeito, que a gente até esquece desses detalhes bobos. Incrível como eles sabem fazer um momento bobo se tornar perfeito para eles e para os amigos. Um carteado. Uns queijinhos cortados. E o bozó faz a alegria de quem tem o prazer de conviver com esse casal totalmente low profile e ao mesmo tempo, tão importante, marcante. Não há tristeza que resista à companhia dos dois. Não há mau humor que consiga sobreviver quando estamos com eles. A Má e o Afonso não são perfeitos apenas um para o outro. São perfeitos para todo mundo que tem a honra de conviver com eles.
     Usando meu bordão preferido, Marina e Afonso são lindos, loiros e japoneses (mais o Afonso que a Marina porque além do Afonso não ser cuiabano, ele ainda torce para o Palmeiras. Mas vamos deixar essa discussão para outra ocasião...).
     Por poder ter o privilégio de ver de perto essa sintonia, essa cumplicidade, esse amor tão sincero e tão perfeito, quase inexistente nos dias de hoje, é que eu desejo do fundo do coração, toda a felicidade do mundo, para sempre, aos meus amores, Afonso e Marina. Desejo com sinceridade, mesmo sabendo ser desnecessário – eles serão o casal mais feliz do mundo e ponto (e que bom pra mim que ganharei o cargo de dama de companhia do casal quando o Afonso for um diplomata famoso).
     A Má e o Afonso me fazem acreditar no amor verdadeiro. Felicidades, casal!

**Núbia Tavares foi uma das nossas melhores descobertas paulistanas, embora seja original de fábrica de Glória de Dourados (MS). Doente pelo Palmeiras, bota qualquer torcedor no chinelo em um debate simples sobre futebol. É super inteligente, boa companhia e tecnologicamente ativa (Faz um sucesso tremendo – profissionalmente e pessoalmente - como blogueira, twitteira, facebookeira, orkuteira e todos os eiras que existirem neste mundo louco da Internet).

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Mulher de Gêmeos

Mesmo que pensem conhecer esta mulher a fundo, as opiniões dos amigos e parentes nunca serão parecidas. A geminiana equivale a várias mulheres, todas diferentes, que variam conforme seu estado de espírito.

Quem conhece uma mulher de gêmeos sabe que é muito difícil ver a mesma pessoa por muito tempo. Suas fotos nunca parecem ser da mesma pessoa e suas mudanças de comportamento deixam qualquer um sem saber se acabam de conhecer uma nova mulher ou se ainda está falando com uma velha amiga! Sim, o signo de Gêmeos é o signo da mutação, de todos aqueles que gostam de mudar, experimentar e ultrapassar horizontes. Se existe algo que pode matar esta mulher é a monotonia. Como um camaleão ela vai assumindo várias formas, encantando e intrigando os homens. Ao contrário do que possa parecer, seu jeito misterioso consegue agradar a muitos homens que acabam ficando apaixonados.

A mulher de gêmeos não muda de personalidade. Ela apenas mostra todas as mulheres que vivem dentro dela

As vezes ela pode ser tão volúvel e imprevisível, que se deixará encantar pelo sorriso ou pelo olhar de uma nova paixão para, logo depois, começar a criticá-lo com a mesma intensidade. Então, o homem que antes era maravilhoso, vai se tornar tão cheio de defeitos que ela se perguntará como foi capaz de se apaixonar por alguém assim?

Esta capacidade que ela tem para se apaixonar e se desiludir logo em seguida pode partir muitos corações até que tenha certeza de que realmente acabou de conhecer o homem de sua vida. Bem, para falar a verdade, é ele que vai ter que convencê-la de que é o homem de sua vida! Se deixar para ela a tarefa de analisá-lo, pode ter uma tremenda decepção! E a melhor maneira de conquistá-la é sendo sempre a mesma pessoa. Ela aprecia mudanças em sua vida na sua personalidade e adora experimentar novas sensações. Mas quer um homem bem previsível ao seu lado. Previsível, mas nunca passivo!

Seu temperamento faz com que aceite as mudanças com mais facilidade que as outras mulheres, desde que não esteja relacionado com o comportamento de seu parceiro.

Para ela é difícil entregar-se a uma pessoa sem enfrentar suas dúvidas.

Sabem aqueles desenhos onde alguém é atormentado por um anjinho e um diabinho que ficam dando opiniões sobre o que é melhor fazer? Pois é mais ou menos assim que funciona a mente desta mulher. Sua dualidade sempre estará analisando os prós e contras de todos os relacionamentos. Aquele homem carinhoso e romântico será capaz de ganhar o suficiente para sustentar a casa? E aquele homem que ganha dinheiro como ninguém, não será um tanto frio para confortar seu coração quando estiver carente?

Tirando o amor e o romance que costumam atormentá-la com a idéia de perder sua liberdade, nas outras coisas ela é bem direta e não costuma fazer rodeios!

Mas não se preocupe, ela vai acabar fazendo sempre a melhor escolha do momento.

Se algum dia ela descobrir que a melhor escolha que fez acabou se tornando um pesadelo, não pensará duas vezes em largar tudo para recomeçar do zero! A mulher de gêmeos não se prende muito aos seus erros se descobrir que fez uma escolha errada! Ela vai aprender com a experiência e dificilmente vai repetir os mesmos erros!

Normalmente ela é uma companheira animada, agradável e alegre.

Tirando suas fases azedas que fazem com que fique insuportável com seu cinismo e língua afiada, seu outro lado romântico e aventureiro faz com que tenhamos a sensação de que estamos diante de uma grande amiga ao invés de uma namorada. Ela acompanhará o namorado em tudo que fizer, desde uma escalada em uma montanha até uma aventura na África! Para ela não existe esta coisa de separar as atividades entre feminina e masculina, quando esta apaixonada. Para onde ele for, ela estará ao seu lado!

A geminiana pode estar apaixonada, mas dificilmente deixará de achar outros homens atraentes.

Também costuma ser muito criativa quando o assunto é amor. Curiosa e com uma imaginação fértil, ela é ótima para apimentar relacionamentos. Sua imaginação se revelará quando sua curiosidade for excitada por uma nova descoberta. Para ela não basta ouvir palavras carinhosas e juras de amor. O verdadeiro amante deve agradar seus ouvidos com palavras dóceis, mas não pode se esquecer de surpreende-la na hora do sexo! Lembrem-se que ela detesta monotonia.

A geminiana costuma associar sexo com amor como ninguém. Sua mente não consegue entender como alguém pode amá-la sem fazer com que suba pelas paredes!

Ela jamais tomará um ônibus se pode ir de avião. Jamais ficará calada se puder falar. E jamais andará quando puder correr. Por isso nunca vai se contentar com o mínimo em um relacionamento quando pode ter muito mais.

Apesar de muitas vezes parecer fria e distante, ela deseja ser amada e mimada. Mostre que sempre estará ao seu lado, apesar de suas crises de mau-humor, e terá uma mulher que se entregará por inteira. Aliás, o melhor remédio contra o mau-humor da geminiana é sempre demonstrar amor! Não há chatice que dure muito tempo!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Beba Brahma

Ano novo, trabalho novo.

E eu posso dizer que sou uma das poucas pessoas privilegiadas no universo que ganha para escrever sobre futebol e cerveja.

Porque é Copa do Mundo, amigo!!!


ps. Não precisa me convidar para nenhum jogo do Brasil na Copa.E ninguém me peça cooler da Brahma, por favor, que eu não sou o Milton Neves!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Por que eu estou desempregada?

Vejam esse título e olho de uma matéria da editoria Esquisitices, do R7:


Lituano ataca policial usando pênis como arma
Ele estava bêbado, dominou a policial e mostrou com quantos paus se faz uma canoa

Ok, ok, eu sei que a editoria se chama "esquisitices".

Mas, precisava chutar o pau da barraca (ou da canoa) desse jeito????

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pós-carnaval

Não poderia deixar de publicar o genial texto sobre o Tea Party que o Luiz Felipe Pondé escreveu para a Folha. Confira:

"Tea Party"
O "europeu" Obama se revelou inábil para lidar com a "liberdade americana"


O ATUAL movimento conservador "Tea Party" (a festa ou o partido do chá) nos EUA merece nossa atenção. No século 18, contra o aumento dos impostos, os colonos americanos teriam jogado sacos de chá ao mar como um recado ao rei inglês: "Não vamos aceitar mais impostos". Esse fato marca o início da Revolução Americana.

Como todo movimento de massa é meio ridículo, com ilhas de significado em meio a desertos de clichês. Mas não é só isso. A referência ao "gatilho" da Revolução Americana é profunda no imaginário dos Estados Unidos e não pode ser tratada como se fosse uma coisa de caipiras ignorantes que vivem entre porcos comendo seus farelos enquanto espancam suas esposas infelizes.

A mídia e a academia geralmente boicotam uma atenção maior ao Iluminismo americano (diferente do francês, mais conhecido), que funda a mentalidade americana e gera fenômenos do tipo "Tea Party" como um derivado possível.

Um exemplo cotidiano desse boicote ou falta de neutralidade é a crítica à Fox News, alinhada aos republicanos. A mídia em geral é alinhada aos democratas, por isso o ataque à Fox News. Tampouco há neutralidade na academia: quase todos são de "esquerda", negar isso é má-fé. Professores negam aos alunos a chance de conhecer referências que diferem das suas próprias crenças políticas, como se essas fossem "ciência". O pensamento de "esquerda" (mesmo aguado) permanece hegemônico na esfera das ideias e das políticas públicas.

Mas o que é esse Iluminismo norte-americano? Quando o "Tea Party" se diz defensor da liberdade, não é blefe, está sustentado numa tradição responsável em grande parte pelo sucesso dos EUA. Há uma sólida concepção de liberdade na experiência histórica americana que vê como parte essencial da liberdade sua relação íntima com o risco e a coragem de assumir sozinho a responsabilidade pela vida. A vida é perigosa e a verdadeira liberdade cobra um preço, financeiro e existencial.

O filósofo John Adams (presidente dos EUA entre 1797 e 1801) dizia que a liberdade deve ser protegida contra seus inimigos via instituições políticas. Uma das formas de entendermos isso é: as instituições políticas devem impedir que o Estado crie leis que o torne um "sócio" na vida econômica ou moral dos cidadãos.

A chave do Iluminismo americano é a liberdade e não a igualdade. Aliás, esta só vale enquanto define que todos são igualmente livres perante a lei para cuidar de suas vidas sem ter que carregar ninguém nas costas, a menos que seja voluntariamente.

Por outro lado, esse Iluminismo é fundado numa suspeita acerca da natureza humana (herança de uma colonização calvinista clássica). Daí que discursos sobre "direitos pagos pelo Estado" soam como desculpas para preguiçosos que simplesmente não acordam cedo ou não aguentam o preço que a liberdade individual custa: o risco do fracasso no lugar do sucesso. As pessoas adoram viver à custa do Estado: o culto da vítima social é uma praga na Europa.

A "colônia" americana logo ultrapassaria a Europa. O que esses americanos se perguntam é: por que devemos nós, mais fortes, "aprender" com os europeus (mais fracos)? O "socialista" Obama aqui não é diferente do rei inglês, se metendo na vida cotidiana desta liberdade intratável e inegavelmente produtora de riqueza. O "europeu" Obama se revelou inábil para lidar com a "liberdade americana".

O filme "O Último dos Moicanos", baseado no romance homônimo de James Fenimore Cooper, pode nos ser útil aqui. O longa-metragem se passa durante a guerra contra os franceses pela América do Norte. Os ingleses organizavam as chamadas "colonial militias" para lutarem contra os franceses, milícias essas que servirão de base para o Exército americano que derrotará os ingleses 20 anos depois.

Num dado momento, um oficial inglês que organiza a milícia de Nova York se irrita com o personagem Nathaniel, interpretado por Daniel Day-Lewis, colono criado entre os moicanos. E por quê?

Indagado por um colono o que faria se suas famílias fossem atacadas, enquanto eles lutassem ao lado dos ingleses, o oficial diz: "Pelo lar, pelo rei, pela nação, por isso devem ir à guerra". Nathaniel retruca: "Não me venha dizer o que eu faço com o meu escalpo". O oficial pergunta: "E você se considera um súdito leal da coroa?", ao que Nathaniel responde imediatamente: "Não me considero súdito de nada". Esse é o espírito.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quer reduzir anúncios na TV paga? Permita a concorrência!

O título desse texto é o conselho que me permito dar ao Ministério Público Federal.  Em sua infinita vontade de controlar cada aspecto da vida das pessoas, o MPF Paulista decidiu que precisa regular a quantidade de propaganda nos canais pagos.  O procurador Marcio Schusterschitz é o gênio que pretende abrir uma consulta pública para definir "novos parâmetros" para a publicidade na TV por assinatura no Brasil.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo hoje, a briga entre MPF e provedoras de canais à cabo começou em agosto passado, quando Schusterschitz enviou uma recomendação à Sky para que a empresa passasse a informar a quantidade de comerciais veiculados durante a sua programação.  Agora o procurador, com o nobre "objetivo de defender os interesses dos consumidores que, cada vez mais, reclamam do aumento da propaganda na programação das operadoras", pretende reduzir a quantidade de publicidade.  (Eu realmente gostaria de saber qual é a base de reclamação que o MPF
utilizou para saber que há uma insatisfação.)

A posição oficial da Agência Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) é a de que a redução do faturamento via publicidade se transformará num aumento de custo para os consumidores (óbvio, não?).  Atualmente, cerca de 70% das receitas dos canais pagos vêm do valor da assinatura e 30% de receitas publicitárias.  A Anatel não tem como intervir na questão, mas Schusterschitz pretende lançar mão do código do consumidor para criar o marco regulatório.
É de se preocupar a quantidade de ataques que os canais pagos vêm sofrendo ultimamente.  É militante nacionalista querendo obrigar os canais a ter 50% de conteúdo nacional de um lado, é MPF querendo regular a quantidade de propaganda do outro... Tudo, claro, em nome da qualidade do produto vendido ao consumidor. Eu fico me perguntando se o óbvio não passa na cabeça dos nobres defensores do consumidor: afinal, já que é para gastar dinheiro público com inutilidades, por que não acabar com o oligopólio e desregulamentar o mercado de TV por assinatura de uma vez?
Seria uma maneira muito mais eficiente de oferecer ao público o que ele deseja, seja uma grade de canais com mais conteúdo nacional ou canais com menos propaganda. O canal teria a opção de cobrar a mais para ter menos publicidade e, quem não pudesse pagar, poderia optar por um canal com mais publicidade e menor preço. A mesma lógica vale para a produção de conteúdo nacional e para todos os problemas que se possa imaginar na relação entre empresas de TV a cabo e consumidores.

Para finalizar, lembrei-me da meta que o governo estabeleceu na década passada, de termos 10 milhões de assinantes de TV a cabo no início dos anos 2000.  Hoje, ao final da década, temos 6 milhões de assinantes e um quase duopólio de mercado (sem esquecer que há 8 anos não há licitação para novos provedores, pois a Anatel - que serve justamente para impedir a livre concorrência do setor - não deixa.)

Proibir publicidade só elitizará ainda mais esse serviço.  Voltando ao que disse no início do texto: não dá para reinventar a roda.  Se quisermos oferecer TV por assinatura de forma massificada e com opções de preço/programação para todos os bolsos, a única saída é desregulamentar.

ps. escrito, originalmente, no blog do Instituto Mises Brasil.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cinco minutinhos de fama



http://colunas.sportv.globo.com/lediocarmona/2010/01/18/che-e-a-violencia-no-futebol/

http://www.interney.net/blogs/deprimeira/2010/01/18/comecou_bem/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ou vai, ou racha

Num longínquo 6 de dezembro de 2009, eu resolvi ficar um bom tempo sem pensar/falar/escrever sobre futebol. É claro que não preciso explicar os motivos aqui. Mas, depois de quinze dias de mar, cerveja e vida mansa e nenhum notícia sobre nada, resolvi voltar ao tema Palmeiras, principalmente levando-se em conta que estamos às vésperas do início do calendário de futebol que realmente vale alguma coisa – os estaduais (Copinha não conta).

E o Palmeiras?

Marcio Araújo (volante, ahaha), Léo (zagueiro), Eduardo (lateral-esquerdo) e Edinho (volante). Ninguém sabe se Vagner Love fica ou vai (tomara que vá pra puta que o pariu). Ninguém sabe se Kleber e Marcelo Moreno vêm. Fala-se em um meia (Douglas). Alguns jogadores foram dispensados – Obina, Maurício, Marcão, Jumar, Willians. E tem os jogadores que estão disputando a Copinha, que estão sendo observados pelo Muricy. Por ora, Não chegou nenhuma proposta por Diego Souza ou Claiton Xavier. E Danilo foi comprado definitivamente pelo clube.

Resumindo: Muricy está finalmente podendo montar um time com a sua cara. E este é exatamente o meu medo. Continuo cética em relação ao Muricy, não por ele não ser bom treinador, mas por adotar um estilo de jogo que 90% da torcida odeia. Ok, vocês podem me dizer: “mas o tempo da academia acabou, o importante é ganhar títulos”. Eu até concordo, mas conhecendo as arquibancadas do Palestra Itália como eu conheço, duvido muito que na primeira vez em que o Muricy trocar um volante por outro, não vai ter neguinho xingando o técnico de tudo quanto é nome.

De qualquer forma, como não vi jogo treino, eu não posso dar uma opinião formada sobre o que esperar do Palmeiras. O que está me preocupando é que, de novo e aparentemente para sempre, estamos cometendo os mesmos erros na pré-temporada: demora nas contratações, negociações que viram novelas mexicanas e o time estreiando no Paulista sem ter a equipe completa.

E eu sei que várias negociações estavam em andamento e que a perda da vaga na Libertadores atrapalhou, mas isso não é desculpa, e o exemplo do que quero dizer está em Inter e Corinthians, que conseguiram montar excelentes times ano passado para a disputa da Copa do Brasil. Por que o Palmeiras não consegue fazer o mesmo?

Outro fator a se considerar é que nosso técnico não tem o melhor currículo do mundo em campeonatos por mata-mata. E teremos Copa do Brasil, semifinais e finais do Paulistão no primeiro semestre, sem falar na Sulamericana na segunda metade do ano. Ou seja, três das principais competições do ano não são decididas em pontos corridos. E (espero do fundo do meu coração queimar minha língua) não acredito que temos chance de título no Brasileiro (Libertadores, se o trabalho for feito bonitinho, provavelmente).

Sim, talvez eu esteja sendo pessimista, e talvez isso seja reflexo da última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. O que penso é que, por ora, tudo está muito parecido com 2008 e 2009. Dois anos emblemáticos, em que nosso futebol evoluiu muito (não vamos nos esquecer do quase rebaixamento em 2006). Mas, para uma diretoria que se propôs a mudar de verdade o Palmeiras, 2010 é o ano chave. É o ano do vai ou racha. Temos que ganhar um título esse ano de qualquer maneira. Copa do Brasil, Brasileiro ou Sulamericana. O Paulista é obrigação, principalmente considerando que Corinthians e São Paulo estarão preocupados com a Libertadores. Esse é o ano de Belluzzo & Cia mostrarem serviço. O técnico é o escolhido por ele, o time é o time do técnico.

Agora não tem desculpa. Ou levantamos algum caneco, ou é hora de fechar a lojinha.

sábado, 9 de janeiro de 2010

2010

No primeiro post do ano (na verdade, é mais um recadinho do que um post), eu não vou falar de economia, nem futebol e nem política. Na verdade, eu não sei o que escrever. Fiquei 15 dias sem nenhuma notícia do mundo. Nada de internet (só para o básico), TV, jornal, rádio... Nadica de notícia. Foi só praia, cerveja, camarão e torpedos. No máximo, ou olhadela no JN.

Resultado: descobri que é bom ser ignorante. Você vive bem mais feliz quando não precisa de preocupar com o Lula, o Serra ou com os duzentos volantes do Palmeiras.

Feliz 2010!