quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lista de ~resoluções~ para 2012

(que provavelmente não vou cumprir, mas, não custa tentar)

1. Sorrir mais (não que eu tenha sorrido pouco em 2011; mas, tá ai uma coisa que nunca é demais, né?);
2. Odiar menos, amar mais. Mesmo aquelas pessoas insuportáveis;
3. Cuidar diariamente da minha relação com as pessoas que eu amo e são importantes para mim;
4. Filtrar melhor as amizades;
5. Não falar mais mal Ignorar pessoas que não me acrescentam nada;
6. Não me estressar com o Palmeiras na medida do impossível;
7. Manter esse blog atualizado diariamente Tentar escrever no blog pelo menos uma vez por semana;
8. Juntar dinheiro para a próxima viagem incrível;
9. Inspirar, respirar e não pirar;
10. Fazer ~alguma coisa~ para não virar um pogobol (tipo, dança do ventre ou academia. Ou voltar a correr, se meu joelho aguentar);
11. Dar mais unfollows em pessoas que sigo somente por educação;
12. Ler mais. Estudar mais. Aprender mais.
13. Escutar mais. Falar menos (posso tentar?)
14. Comprar menos coisas desnecessárias e gastar meu dinheiro melhor
15. Ser mais feliz.



Será que cumpro?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

#EuAprendiEm2011


1. Que qualquer lugar é incrível quando você está com seus amigos.
2. Que nem todos os seus amigos podem se gostar. Mas que isso não deve nunca atrapalhar a sua relação como eles.
3. Que dormir na praia e acordar com o rosto cheio de areia só vale se for no Rio de Janeiro e no carnaval.
4. Que você descobre quem são seus amigos de verdade na felicidade. Quem não te ama não suporta te ver feliz.
5. Que decisões podem ser difíceis de ser tomadas. E é exatamente esse processo que separa as meninas das mulheres.
6. Que, às vezes, a gente tem que magoar pessoas que gostamos muito.
7. Que podemos perder amigos por desentendimentos bobos, mas nunca pela capacidade de pedir perdão. Se você será perdoado ou não, não se pode saber. Mas, nunca deixe de fazer sua parte.
8. Que, muitas vezes, tudo parece confuso, complexo e difícil de ser resolvido. E, que, nessas horas, não se pode perder a fé, a vontade de mudar e o otimismo. Porque são esses três elementos que proporcionam a mudança.
9. Que todo momento difícil é necessário. Às vezes a gente sofre, chora tanto e se pergunta: por que estou passando por isso? E essa resposta só vai aparecer lá na frente. Tudo nessa vida tem uma razão e isso inclui cada gota de lágrima que a gente derrama.
10. Que amizades verdadeiras resistem à tudo.
11. Que a gente pode falar/fazer coisas ruins para alguém que amamos em momentos de raiva.
12. Que paciência tem limite e, às vezes, a gente precisa ser duro.
13. Que a maioria das pessoas  são incoerentes, só pensam em si e não se preocupam com os outros. Mas não se deve perder a fé no mundo por isso.
14. Que amigos podem ser injustos com você achando que estão sendo justos. E que é melhor tentar entender do que se magoar, por mais que isso seja difícil.
15. Que trabalhar com pessoas bacanas, legais, divertidas, com as quais você aprende o tempo todo (incluindo na hora do almoço) e que tornam seu dia especial é tão importante quanto um bom salário. E que se der para juntar as duas coisas, é melhor ainda. E que se você tem as duas, trabalhar é realmente um prazer, mesmo quando aparece aquele job imenso faltando cinco minutos para o fim do expediente.
16. Que não vale a pena ter por perto pessoas que falam mal de você quando você vira as costas.
17. Que é preciso dar bronca nos amigos quando eles fazem coisas erradas. E, pelos erros, vale defendê-los dos outros.
18. Que o amor aparece quando a gente menos espera e de onde menos se espera.
19. Que encontrar o amor da sua vida não é algo simples. Muitas vezes, problemas acompanham seu relacionamento. Mas, vale enfrentá-los e derrotá-los.
20. Que, quando a pessoa quer, ela faz. Não há desculpas e problemas que façam alguém que realmente te ama não estar com você. Se a pessoa arruma mil desculpas, é porque ela não está tão interessada assim.
21. Que a gente erra mais do que acerta. Mas, que, no geral, um acerto vale mais que dez erros.
22. Que há uma diferença gigante entre paixão e amor que quase nunca percebemos.
23. Que encontrar o amor da sua vida é a coisa mais linda, impressionante, fantástica e incrível que pode acontecer com uma pessoa.
24. Que relacionamentos exigem dedicação diária. Muita dedicação.
25. Que a felicidade também exige dedicação. Você precisa estar disposta a ser feliz e trabalhar para isso. E, mesmo assim, esse sentimento não será constante, mas isso não importa. O que importa é que ele seja predominante.
26. O que é ser feliz de verdade. E só por isso, esse já é o ano mais incrível da minha vida. E isso é só o começo. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Let it snow, let it snow, let it snow...

Vamos para Paris? - De trem e metrô

Sou dessas que adora comparar coisas quando vou para um lugar diferente. E também sou dessas que depende diariamente do caótico transporte público paulistano para me locomover de casa até o trabalho. Por isso, estou bastante curiosa para conhecer os metrôs de Paris e Londres e poder compará-los com nosso amado (só que ao contrário) metrô de São Paulo.

Lembro que a primeira pessoa que me falou sobre o metrô de Paris foi o Delmar Marques, um amigo jornalista que faleceu há alguns anos de ataque cardíaco (sim, tenho 26 anos, mas tenho amigos muito mais velhos que morrem de doenças de "velho"). Eu tinha vindo para São Paulo fazer meu TCC e ele estava me acompanhando na visita ao MASP e ao Itaú Cultural, que eu não conhecia. E, quando estávamos na linha verde, ele comentou que, em termos de limpeza e organização, o metrô de São Paulo era muito melhor do que o de Paris. Claro, fiquei chocada com essa informação porque, né, primeiro mundo, coisa e tal.

Mas, pelo o que tenho ouvido de muita gente, parece que o metrô de Paris é meio confuso mesmo. Por exemplo, meu namorado me contou que, em algumas linhas, os trens são tão velhos que as pessoas precisam abrir a porta. Fiquei imaginando um trem desse passando na Sé na hora de pico e como seria a ~entrada~ das pessoas abrindo a porta. Por via das dúvidas, resolvi tirar uma foto da linha 4 para mostrar aos europeus o que é primeiro mundo. :-P

Nas minhas leituras sobre a viagem, vi que franceses não gostam de encostar nas pessoas e, quando fazem isso, repetem mil vezes "pardon". Será que vale para o metrô? Se valer, vai ser incrível de ver, principalmente considerando que sou uma pessoa que diariamente sente toda a educação PHYNA do paulistano no embarque na estação Pinheiros da CPTM.

Já, em relação à Londres, parece que o metrô lá é realmente incrível. Para o meu namorado (carrodependente) dizer que lá dá pra viver sem carro... é porque deve ser bom mesmo. E também tive essa impressão ao estudar o mapa do metrô das duas cidades. As conexões parecem mais fáceis e é mais fácil localizar as estações.

Também estou ansiosa para viajar de trem e testar aquilo que não dá pra fazer no Brasil (já que nossos governantes preferem fazer tudo, menos investir em qualquer coisa que tire a predominância dos automóveis). Minha mãe sempre me contou histórias incríveis sobre viagens que ela fazia de trem quando era jovem de Pedro Velho, onde ela morava, para Natal. Naquela época (anos 50), ainda existia transporte de passageiros de trens e ela fala que as viagens eram divertidas e ela e a amiga sempre davam um perdido para ir de primeira classe. Também estou curiosa em relação à sensação de viajar por baixo do oceano. E para ver as paisagens da europa.

Para Versailles, também vamos de trem. Não será tão confortável quanto o Eurostar Paris-Londres, mas também terá paisagens maravilhosas para apreciar. E sou daquelas que acredita muito que há viagens dentro da viagem.  E esses trechos de trem serão uma parte tão incrível quanto conhecer os destinos aos quais eles nos levarão, tenho certeza. :)


ps. Faltam 9 dias =D

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vamos para Paris

Ok, vamos começar oficialmente a escrever sobre a minha viagem de ano novo e todos os preparativos para ela. Meu objetivo com esses posts são dois: dar dicas para algum leitor desse blog que pretenda viajar para a cidade e nunca tenha ido antes como eu e conter um pouco a minha ansiedade. Porque ela está gigantes e só cresce a cada dia que passa.
Sim, será minha primeira vez em Paris. E minha primeira viagem internacional. Graças a todos os deuses (incluindo aqueles nos quais não acredito), meu namorado já é escolado em viagens internacionais, o que me dá uma tranquilidade boa. Faz algumas semanas que fechamos o pacote (ou melhor, o lindo fechou) e, ai, vem a primeira dica: se você pretende passar o ano novo fora do país, a data escolhida é fundamental para o preço do seu pacote. Nossa intenção inicial era viajar dia 25 e voltar dia 1; por uma série de questões, vamos dia 30 e voltamos dia 6. Resultado: preço de avião + hotel ficou A METADE DO PREÇO. Anotou? Next.
Leia, leia e leia. Estou lendo muito sobre costumes, situações cotidianas e questões práticas como, por exemplo, o que devo fazer em relação ao meu iPad. Levo ou não? Tenho que carregar a nota fiscal? Como declaro na volta ao Brasil? Parece uma bobagem, mas é a diferença entre perder tempo e dinheiro na Receita ou não.
Descobri que, na UE, você pode ter os valores de impostos pagos sobre produtos adquiridos em compras lá restituídos. Sabia? Pelo o que li, o processo é um pouco burocrático, o que faz que só compense se você gastar muito, o que provavelmente não será meu caso. Mesmo assim, achei excelente ter essa opção.
Outro preparativo que estava me preocupando muito era a mala. O que levar para enfrentar temperaturas de zero grau? Resposta: segunda pele de tecido tecnológico (valeu pela dica, @palomaoliveto), meias de lã, casacos pesados e blusas quentes. Não tem? Não compre aqui. Primeiro, porque é impossível achar roupa de inverno nas lojas nessa época do ano (acreditem, rodei sábado o dia inteiro para encontrar uma meia calça fio 80). Segundo, porque realmente as coisas são baratas e vale comprar lá - hoje entrei no site da Zara, Forever21 e H&M e pude comprovar que tem coisas praticamente de graça quando comparado ao Brasil. Portanto, desencanei da preocupação em levar roupas daqui e agora estou focada em ter espaço na mala para trazer de lá.
Outra coisa muito importante: programar o roteiro. Mas, isso será tema do próximo post.
:-)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Saudades

Saudades é algo cotidiano, rotineiro, mas que nunca nos acostumamos. Saudades é bom e é ruim, tudo ao mesmo tempo, junto e misturado. Saudades é inexplicável. Mas é muito fácil de sentir. Basta estar longe. Ou apenas imaginar a distância. Sim, porque saudades por antecipação existe e dói, mas, ao mesmo tempo, faz a gente aproveitar melhor cada momento.

Estou com saudades do meu amor. Última vez que o beijei? Ontem de manhã. Quando vou vê-lo novamente? Provavelmente hoje ou amanhã. Mas a saudade dele é gigante, imensa imensurável. Por quê?

Se tivesse uma explicação não estaria escrevendo esse texto. Mas tenho algumas idéias sobre esse sentimento. A primeira delas é: quanto mais se convive com alguém, mais saudades se sente, por menor que seja o tempo longe. É incrível como eu sofro de saudades durante 48h agora e, antes, não era tanto assim. A convivência aumentou ou o sentimento? Acredito que ambos. É uma relação estreita em que você gosta mais de alguém a cada dia e, por isso, qualquer ausência dói cada vez mais.

Mas, a dor da saudade tem diferentes nuances. Tudo depende de quem você gostaria que estivesse com você e qual a relação que existe. Por exemplo: eu sinto saudades da minha mãe de uma maneira muito distinta da que sinto do meu namorado. São amores e necessidades diferentes que tenho em relação aos dois. Sem falar no tempo de afastamento e convivência.

Amo minha mãe loucamente. Mas, há oito anos não vivo com ela. Sofri muito no primeiro ano. Demais. Mas, hoje, consigo não passar mal de saudades dela. Já com o lindo eu convivo há apenas quatro meses. Por isso, dois dias longe parecem uma eternidade. E dói. E me faz ver mais ainda o quanto esse homem é fundamental na minha vida, essencial para a minha felicidade. E quanto é bom tê-lo pertinho de mim, me namorando, amando, mimando, sendo meu porto seguro, me fazendo feliz como nunca fui.

E, por tanta felicidade, vale sentir saudades. :-)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sobre a tal da "exposição"

Hoje li um texto no blog da linda da Adriana Santos (Por Enquanto 30) sobre o tema ai do título. E, como eu já estava pensando em escrever exatamente sobre isso, juntou-se a fome com a vontade de comer. Pois bem. A Adriana escreveu sobre pessoas questionarem o fato de ela expor no Facebook a felicidade dela. Achei curioso que o mesmo questionamento foi feito a mim também, por mais de uma pessoa. Pessoas que gosto, que gostam de mim e que se preocupam com as energias negativas que eu possa atrair por expor minha felicidade publicamente - seja no meu Facebook, no meu Twitter ou aqui mesmo neste blog. Por isso, acho que está na hora de expor meu ponto de vista: devemos ou não tornar público nossa felicidade?

Primeiro, entendo que muito dessa resposta está ligada à personalidade da pessoa. Eu, particularmente, faço parte da geração que abre mão de parte da privacidade para poder ter acesso e se relacionar com pessoas usando as novas tecnologias. Entendo todos os riscos disso. Mas, também, enxergo inúmeras vantagens que, para mim, superam os riscos de se ter uma vida mais "pública".

Exemplificando: sim, já tive problemas e inúmeras dores de cabeça por expor publicamente o que penso, sinto e vivo. Já usaram isso para me prejudicar. Já usaram isso para tentarem me humilhar. Já usaram isso para falar mal de mim.Já tive acessos de chateações que me fizeram pensar em apagar todas as minhas redes sociais por conta de algumas situações desagradáveis que vivi por conta delas. E, não, isso não é legal.

Só que, por outro lado, eu não tenho como negar que essa exposição me trouxe tantas coisas boas, incríveis e maravilhosas que compensaram cada nervoso, chateação ou raiva que passei também por conta da tal exposição. E, queridos e queridas, vos digo: isso é a vida real. Tudo se tem lados bons e ruins. E sempre soube pesar muito bem o que minha exposição trouxe pra mim e ver se tinha mais benefícios ou prejuízos. Até o momento, a balança continua pesando para o lado do bem.

Todos os meus empregos eu consegui por meio de pessoas ou situações que envolveram a internet. Meu primeiro emprego como assessora de comunicação, na Approach, consegui porque fui indicada por um amigo que conheci no chat do site Comunique-se. Quando sai de lá e fui para o IMB, fui porque conheci o Hélio Beltrão, presidente da ONG, em comunidades de discussão sobre política no Orkut. Na TV1, entrei porque fui indicada por um colega que participa comigo de uma lista de discussão sobre futebol. E, aqui na Wunderman, descobri a vaga por meio do twitter @trampos.

No campo pessoal, também agradeço às redes sociais pela importância na minha vida. Meu ex namorado me achou no Orkut. Meu atual namorado e homem da minha vida me achou no Twitter. Ambos chegaram até mim, se aproximaram e se interessaram por mim por uma rede social. O meu atual namorado, inclusive, se apaixonou por mim, lendo o que eu escrevia no Twitter. Eu estou hoje com o homem da minha vida porque um dia ele resolveu ler as coisas que eu escrevia. O meu diário de tuiteira. Todas as coisas que sempre falaram que iria me prejudicar.

Já brigamos por causa de redes sociais? Sim. E acho que isso faz parte do ônus, assim como o fato de que eu precisei repensar um pouco como e o que devo expor, agora que não estou mais sozinha e, diferente de mim, ele é super discreto, avesso à oba-oba e bastante reservado. Mas, em um relacionamento, é normal que as pessoas sejam diferentes e procurem ajustar suas personalidades para chegar em um denominador que seja ideal para ambos. Mas, isso não significa que preciso mudar minha essência e nem ele a dele. Vamos continuar sendo como somos; eu, pública, ele privado. Não como antes, mas mantendo o que cada um é.

Mas, além disso (o fato de essa exposição pública na internet ter trazido coisas e pessoas imensuráveis para a minha vida), há outro ponto: acho um pouco pessimista imaginar que a inveja possa abalar ou acabar com um amor de verdade. Se os sentimentos ruins que outras pessoas enviam para você são capazes de abalar ou por fim a um "amor", é porque esse amor não é tão grande ou tão forte. Talvez, nem seja amor. Porque, por mais que eu saiba que, sim, há energias ruins, há torcida contra, eu não consigo conceber que algo realmente acabe pela influência externa. Da mesma forma que pessoas podem enviar energia ruim, a gente pode se proteger. Dedicando-se, amando, sendo sincera, transparente, parceira. Sempre podemos criar escudos e ele não significa esconder a sua felicidade. Aliás, acho que o melhor escudo para proteger qualquer relacionamento é simplesmente amar e ser amada de verdade. E, graças a Deus, esse escudo eu tenho para me proteger.

Portanto, vou continuar sendo feliz e, quando sentir vontade, continuarei compartilhando a minha felicidade com as pessoas. Quanto àquelas que enviarem energias ruins por isso, eu só posso torcer para que elas encontrem a felicidade delas. Porque, quando você está feliz de verdade, é quase impossível não querer dividir isso com as pessoas que são importantes e você ama de verdade. E, no meu caso, a maior parte delas estão nas minhas redes sociais.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Da complexidade de se definir o que é amor...


“Você saberá o que é amor quando te perguntarem o que é ele e você pensar em uma pessoa, e não em uma definição.”

Sempre detestei frases prontas. Amor é isso, saudade é aquilo, ódio é aquilo outro. Sempre procurei definir coisas, pessoas, conceitos com minhas próprias ideias, independente de elas serem unanimidades ou escorraçadas por todos. Eu prezo e sempre prezei o pensar por mim mesma, enxergar o mundo pela minha própria ótica, criar meus conceitos, minhas definições, minhas visões de mundo. Mas, a flexibilidade manda e, algumas vezes, eu me deixo seduzir por clichês prontos quando eles fazem sentido.

A frase que abre esse texto faz todo o sentido na minha vida. Eu sempre pensei o amor como algo abstrato, sentimento intrínseco ao ser humano, que pode ser vivido e deletado, de acordo com aquilo que a vida e o tempo nos oferece. Sempre pensei no amor como um terceiro elemento na relação: existe eu, meu parceiro e amor que nos une e isso sempre fez muito sentido para mim. Da mesma forma, todas as vezes que disse “eu te amo” na minha vida para alguém, sempre disse com toda a sinceridade do mundo, dentro desse conceito. Eu estava com alguém, o amor apareceu e assim, vivemos nosso triângulo por um tempo (que podia ser curto ou longo).

Não que eu tenha dito eu te amo para muitas pessoas na vida – dá para contar nos dedos de uma mão. Sempre achei que o amor era algo muito sério para se viver com qualquer pessoa. Muitas pessoas que tiveram uma grande importância na minha vida não fizeram por merecer a presença desse terceiro elemento na relação. E, não, de maneira alguma, descarto a importância delas na minha vida. Muito pelo contrário, agradeço por cada pessoa que um dia, despertou meu interesse, independente de ter sofrido ou sido feliz. Entendo que nós somos o resultado de tudo o que vivemos e entendo que todos os meus relacionamento anteriores foram fundamentais para o meu relacionamento atual. Porque eles, em parte, construiram meu caráter, minha visão de relacionamento. E, talvez, sem o meu passado, talvez eu não estivesse preparada para viver o que hoje eu vivo – e isso poderia simplesmente fazer meu namoro ir para o espaço.

Mas, voltando ao assunto, sempre entendi o amor como um componente importante num relacionamento a dois. Mas eu nunca tinha imaginado o amor como o enxergo hoje. Ele sempre esteve fora de mim. Contudo, hoje, sinto que ele sempre esteve aqui. Ou pelo menos, parte dele. A outra parte estava com ele. E quando nos encontramos, foi como se fosse um reencontro. De duas metades separadas que voltavam a se unir. E, sim, eu sei que isso soa super clichê, mas eu realmente sinto isso.

Por isso, foi tão natural dizer “eu te amo”. Assim como é natural ouvir ele me dizer “eu te amo”. São três palavras que podem expressar um sentimento. Mas que soam para mim como “que bom estar completa de novo”. Porque expressar o amor, para mim, é algo ligado a estar completo. Amá-lo é me sentir completa, forte, inteira.  E quando às vezes eu penso que parece que ele sempre esteve comigo, é porque ele realmente esteve.  E amar vira mais do que um sentimento complementar. É a síntese daquilo que faz com que duas pessoas sejam uma coisa só. E elas são uma coisa só porque sempre foram, mesmo estando distantes ou sem saber uma da existência da outra ou sequer imaginar que seus caminhos vão se cruzar um dia.

E agora vocês ja sabem que sou imensamente brega quando estou amando.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O vídeo que mudou o meu destino



O momento musicalmente mais delicioso da história do cinema.


Transparência


(escrito em 29 de março de 2011)

Tenho o péssimo hábito de ser absurdamente transparente em minhas relações com homens, amigos, trabalho. Se estou irritada, dou patada. Se gosto, deixo isso claro. Se tenho ciúme, demonstro. Parece que não é assim que deveria ser. Ter sido honesta com meus amores, paixões, casinhos, amigos e afins, de uma maneira geral, não tem contribuído para o the end que eu tanto espero. Obviamente, isso causa choro e ranger de dentes quando o castelo de cartas desaba e você se vê, de novo, sozinha. Mas, mesmo assim, ainda acho que ser honesto vale a pena.

Meu ponto é: não tenho saco para joguinhos de sedução. E jogos de sedução, provocação, coleiras emocionais são atitudes tipicas de quem ainda não é maduro o suficiente para admitir para si mesmo que quer estar com alguém e assumir o risco que é se envolver com outra pessoa. Por isso, ela entra naquele jogo de não abraçar, mas não largar o osso.

Confesso que já agi assim muitas vezes na vida. E não me orgulho disso, embora entenda que esse é um período pelo qual todos devem passar. Principalmente quando se está apaixonado, é fácil cair no jogo da provocação gratuita: indireta no twitter, fazer ciuminho, ignorar o outro e todo esse mimimi. Mas, uma hora, você conclui que o desgaste de ficar nesse chove não molha não compensa. E se o outro lado não percebe isso, é porque o nível de maturidade dos dois é diferente. Logo, não compensa insistir em algo que já nasceu errado. Ou os dois jogam, ou não.

São em pequenas atitudes que você diferencia os meninos dos homens. As mulheres das meninas. Acho que estou aprendendo a enxergar isso finalmente.

E eu, sinceramente, cheguei a um nível que não tenho mais saco para isso. Se vou continuar sozinha, se não vou, se sofrerei no futuro, se não, que se foda. Há um ano, eu conheci todas as dores e delícias da paixão. Doeu muito. Mas foi muito melhor ainda. E se não deu certo, paciência. Mas eu repetiria tudo de novo. Sem pestanejar.

Homens

(escrito em 6 de abril de 2011)


Gosto de homens difíceis. Que me irritam, me fazem perder a cabeça. Que me fazemjogar tudo para o alto e parar o mundo por um abraço e um beijo. Gosto de homens sutis, que elogiam sem deixar tudo às claras. Que transpiram desejo com aroma de gentileza.  Que sabem sorrir e que sabem me fazer sorrir.

Gosto de homens que sabem o que querem. Que  prendem minha atenção por horas e horas com conversar aleatórias sobre o nada. Que sentam num boteco sujo pra tomar cerveja em copo americano e falar de futebol. Que tomam uma garrafa de vinho tinto ou prosecco falando sobre viagens, livros e música. Que se fazem desejáveis. Que sabem que o beijo, o abraço, o carinho acontece naturalmente. Que não forçam a barra para você fazer aquilo ou isso. Que fazem com que eu me sinta protegida, segura.

Gosto de homens que me fazem querer que o mundo acabe enquanto sou abraçada ou beijada.Que fazem com que eu me sinta única, especial, desejada. Gosto de homens ranzinzas e bem humorados. Gosto de homens com barba, barriga. Gosto de homem. Com defeitos, chatices e afins. Gosto de homens que são homens. Que se comportam como homens. E que sabem o que é uma mulher. E como tratar uma.

Esses homens existem?

Quote

„Você tem de conhecer todas as coisas do mundo. Crescer com isso, mas sua essência tem de ser a mesma. Senão, é o mundo que engoliu você e não ao contrário. É você que tem de engolir o mundo“

Sorrir

Pequenos mimos. Pequenas gentilezas. Tudo simples, bonitinho. Um bom dia, boa tarde, boa noite. Aquela preocupação com a sua tosse. Uma longa conversa sobre o nada. A confissão de que o que importa é a companhia, o olhar. O ato de dividir um lanche. O comentário sobre aquele seu texto. Uma surpresa inesperada. A ligação fora de hora só pra dar “oi”. O olhar de conforto quando você está aflita. Aquela sensação de, apesar da saudade/distância, saber que tem alguém que gostaria de te dar um abraço agora. De estar com você. De te ouvir falar sobre qualquer coisa porque, no final, é a sua presença que importa.

Pequenas atitudes, pequenas rotinas diárias que há muito não faziam parte da minha vida. E que estou redescobrindo agora, durante meu inferno astral, perto de completar 26 anos. Coisas tão necessárias, tão lindas e tão maravilhosas de serem praticadas que esquecemos no trator que é essa tal de vida. A arte de olhar pra alguém e ver mais do que aquilo que ela aparenta ser – mas o que é realmente, com seus defeitos, mas, principalmente, suas virtudes. Porque, ao final, defeitos todos temos. Mas o que torna alguém diferente, especial, único?

Cada vez mais penso que perdemos a capacidade de enxergar as pessoas como elas são de verdade. Vamos nos guiando por aparências, por atitudes, e esquecemos de ver quem realmente está na nossa frente. Quem é aquela pessoa com a qual desejamos estar. E quando somos capazes de readquirir essa virtude, um mundo todo novo surge a nossa frente.

Pra quem é especialista em ser o que ninguém acha que eu sou, é muito bom ver que nem todo mundo perdeu essa capacidade de enxergar a alma do outro.

E é isso que está me fazendo ver o mundo e as pessoas com outros olhos. E não perder a fé nas pessoas. E sorrir deliciosamente, verdadeiramente, sinceramente.

Uma carta para o passado

Olá Núbia, tudo bem?

Aqui quem fala é a Núbia, 10 anos mais velha. Escrevo daqui de 2011 para contar algumas coisas que vão acontecer de você nos próximos 10 anos.

Primeiro de tudo, acalme-se. Seu aniversário de 16 anos será muito divertido. Você vai para a ExpoAgro ver o show do Bruno e Marrone (no futuro, você vai detestar música sertaneja, mas aproveite por ora). Vai chover muito e você ficará com a bota caramelo cheia de lama. Mas será divertido e você vai adorar encontrar todo mundo de Glória em Dourados. Sim, o Márcio, está pessoa que atormenta seu coração há três anos, estará lá. E, sim, ele vai te ignorar. Mas, não se preocupe. Em breve, você vai ficar com ele, vai fazer aquilo que deseja desde os 13 anos.

Só sinto informar que será uma tremenda decepção – você vai achá-lo bobo e burro. E ainda por cima, não vai exatamente adorar o beijo dele.  E vai ver como essa foi só uma paixão adolescente. Sei que seu coração dói quando você pensa nele, mas acredite – você vai se apaixonar muito mais, vai amar muito mais e, quando chegar em 2011, vai ver como isso foi apenas um sentimento pequeno perto do que você descobrirá e sentirá na próxima década.

Você vai se divertir muito nos próximos anos. Por exemplo, você vai para a delegacia de Deodápolis junto com todos os seus amigos – e vai ser um dos dias mais divertidos da sua vida. Você vai conhecer uma pessoa legal pra substituir o Márcio. Tudo bem que primeiro você vai detestá-lo de cara e xingá-lo muito. Mas, depois, vai se apaixonar e se divertir com ele.

No final de 2001, você vai passar no vestibular para a agronomia. Mas, assim que o ano virar, você vai mudar completamente de ideia e resolver tentar prestar o vestibular para jornalismo ou direito. Fique calma: você será extremamente bem sucedida nessa meta que eu sei o quanto te atormenta. E você vai fazer faculdade onde você menos imagina. Prepare-se porque, em 2003, sua vida vai mudar completamente. Você irá para outro estado, conhecerá pessoas muito diferentes. Mudará seus gostos. Aprenderá muito. Vai sofrer muito também porque nem todos irão com a sua cara e farão de tudo para te humilharem. Você vai se sentir péssima, rejeitada, horrorosa. Mas vai superar isso e ter certeza que fez o que precisava fazer, se comportou como deveria se comportar. Te aviso que não é fácil ser um pessoa com opiniões fortes – você vai sofrer muito com isso, mas isso te ajudará a conhecer muita gente legal do bem, que te ajudará muito.

Fique tranquila: suas melhores amigas (Cássia, Joyce, Monnik, Rafaela e Paula) continuarão a ser suas amigas. Você vai falar menos com elas, conforme o tempo passar. Isso porque as vidas de vocês tomarão rumos muito distintos. E você será aquela que estará mais distante, tanto em termos físicos como em modo de encarar a vida. Mas essa amizade bonita que vocês têm permanecerá pela próxima década.

Sua relação com o seo Adalberto Tavares vai piorar. Muito. Você terá que ser forte para entender o que acontecerá entre você e seu pai. As coisas não estão claras e definidas aqui. Mas não se preocupe, que tudo o que acontecer, não será culpa sua. Será o destino, a vida. Já em relação à dona Cícera, você agradecerá por tudo o que reclama hoje. Você verá que os horários, as regras, todas essas coisas chatas que te fazem brigar com ela serão fundamentais para você quando você estiver sozinha, longe de casa, e sem ter com quem contar. E, apesar de continuar brigando (você sabe como sua mãe é uma pessoa implicante), vocês se tornarão mais próximas e amigas nos próximos 10 anos.

Sei que você se acha feia, desinteressante, etc. Isso não vai mudar muito nos próximos anos. Mas não se preocupe com algo que eu sei que te atormenta. Se nenhum garoto demonstra interesse por você, ou se você sempre fica sozinha nas festas, relaxe. Nos próximos anos, o problema será outro: vão aparecer tantos meninos e homens na sua vida, que o problema será o excesso de oferta. Tanto que você vai fazer um monte de bobagens das quais se arrependerá. Mas elas farão com que você, com o tempo, aprenda a se valorizar, a saber quem merece suas lágrimas, seus sorrisos, sua dedicação, você.

Você vai continuar brigando com a balança pela próxima década, mas tenho uma notícia bacana: quando entrar na faculdade, você vai pular do sutiã 38 para o 44. YES, você terá peitos grandes, girl!!! (mas a bunda continuará pequena – não dá pra ter tudo, né?) Você também vai se arrepender desse seu cabelo loiro e será morena por boa parte dos próximos anos. Cara, você vai encolher dois centímetros também. Sim, eu sei que é bizarro, mas vai acontecer. Vão inventar uma coisa revolucionária chamada escova progressiva e você selará a paz com seus cabelos.  E você vai aprender a gostar de coisas do seu corpo que hoje você ignora – sua boca, por exemplo.Você também vai descobrir que alguns garotos te acham sexy – e que isso não é necessariamente bom.

Sei que você não exatamente se orgulha de ser virgem e te digo que vai permanecer uns anos assim ainda. Mas sua primeira vez será muito legal e nada traumática.  Enjoy it! E você vai fazer tudo certinho, com a pessoa certa, na hora certa. E, comemore: você não será mãe adolescente, como muito das suas amigas serão – em breve, vai ter um festival de amigas grávidas, gata. E olha, xô contar: um monte de gente que nem olha na sua cara hoje vai querer ser sua amiguinha/puxar seu saco/te pegar. E você vai saber colocar esse povinho em seu exato lugar.

O que mais vai alterar na sua vida será seu gosto musical e a maneira como você se vestirá. Você vai aprender a usar blusa de alcinha, vestido, saia e vai virar uma pessoa do samba e do rock, coisa que hoje você não é. E vai para com essa vida de freqüentar prova de som de carro e prova de laço. Enquanto a virada não vem, te digo: aproveite.

Em 2002, você terá a maior alegria e a maior tristeza da sua vida até então: você vai passar no vestibular, mas seu time será rebaixado pra segunda divisão. E, em relação ao Palmeiras, as notícias são desanimadoras. Esqueça tudo o que viu até agora, você vai sofrer e muito por conta do verdão. Mas ai é que você vai entender o que realmente sente por esse time. Vai entender o tanto que você ama o Palmeiras. Será nas tristezas dos anos 2000 que você vai perceber que o Palmeiras é fundamental. E, se terá tristezas, terá felicidades também: GAROTA, VOCÊ VAI A UM JOGO DO PALMEIRAS! NO PALESTRA ITÁLIA! VAI SER SÓCIA DO CLUBE! VAI RESPIRAR VERDE E BRANCO! Mesmo que, em alguns momentos, tanta paixão possa vir a ser criticada e você vai escutar coisas ruins, coisas que doem, por conta do seu amor pelo verde e pelo branco, como tudo, as coisas boas serão maiores que as coisas ruins.

Não sei se consegui te mostrar o que será da sua vida nos próximos 10 anos. Mas quero te dizer que, daqui de 2011, eu tenho muito orgulho de você, ai em 2001. E te afirmo que você fará tudo certinho, como tem que ser: com acertos e erros, mas sempre aprendendo e melhorando.

Obrigada por você existir ai e se comportar como está se comportando. Daqui, eu agradeço.

Complexo

(escrito em 10 de julho de 2011)


Tenho dois lados antagônicos que travam uma batalha ferrenha dentro de mim. E está cada vez mais insuportável conviver com ambos, agora que eles resolveram adiantar a crise dos trinta.

De repente, bateu um medo terrível de morrer velha, sozinha, e sem ninguém. De ficar para tia. De não conseguir ter uma família. Ou ter uma família desestruturada. Bateu medo de nunca conseguir viver um amor equilibrado, longo, para sempre (lembrando que o pra sempre, sempre acaba).

Ressalte-se que ando muito em paz com vida pessoal e trabalho. Feliz como há muito não estava. Então, por que raios desabo a chorar na madrugada, achando que o mundo vai acabar?

Pois é, não é fácil conviver com o dark side of moon que toda mulher complexa como sou tem. Daí meu outro lado, o que se mostra e brilha, me lembra que a arte da felicidade está na simplicidade, nas pequenas coisas e momentos de cada dia. Que o choro está no complexo, e não no simples.

E eu concluo que meu grande desafio nessa fase serena da vida é saber lidar com o simples e ser cada vez mais simples. Desafio gigante para a complexidade em pessoa que sou.

Amor só é bom se doer?

(post publicado em 29 de agosto de 2011)


Olá, olá, olá.

Eu sou a Núbia, uma garota que caminha sobre a corda bamba dos 26 anos (que é o limiar entre a bagunça dos 20 e a crise de “tô velha” dos 30 anos).  Estou escrevendo aqui só porque a Renata e a Thais, donas do blog, são minhas amigas, claro. Por isso, não esperem muito de mim, além de conversas desconexas sobre smartphones, iPads, futebol e algumas reflexões sobre como é difícil essa coisa de ficar adulto e ter que viver sem tem a barra da saia da mãe para se esconder. Sim, não sou exatamente uma mulher/menina padrão.

Não sei falar de cor de esmaltes (eu tenho manicure grátis na empresa e vivo esquecendo de fazer a unha) ou acompanhar todas as tendências da moda. Compro roupa porque fui com a cara, ou porque me deu na telha, ou porque estou deprimida (em relação a esse último ponto, aposto que vocês também são assim). Enfim, sem grandes expectativas por nenhuma das partes, estou chegando por aqui.

A essa altura você deve estar se perguntando: tá, muito legal esse blá, blá, blá pseudo, mas, e esse título ai do post?

Muito bem. Eu realmente não sabia sobre o que escrever nesse post inaugural.  Estava ouvindo Canto de Ossanha, do Vinícius de Moraes, hoje de manhã. Um dos trechos da música diz:

Pergunte ao seu orixá
Amor só é bom se doer

Dai veio a ideia do post. Por que sempre temos uma tendência terrível em complicar o que é simples? Ou amar e ser amado é uma tarefa complexa demais para ser desvinculada do sofrimento?

Claro que eu não tenho a resposta. Mas é claro que amor e dor caminham lado a lado. Às vezes eu acho que isso é pior quando se é mulher. Tenho uma impressão de quem está do lado de cá de que os homens conseguem lidar de uma forma mais tranquila com as dores e delícias dessa vida de tentar encontrar a tal da alma gêmea. Nós não.

Somos capazes de passar anos e anos vivendo amores platônicos e jogar fora em um dia um amor sincero. Não conseguimos decidir entre dois amores e resolvemos ficar com nenhum (ou com os dois, o que sempre dá merda). A gente sofre, chora, se descabela, tudo por que essa coisa de amar parece muito complexa/difícil/triste. DAmos valor para aquele cafa que chuta nossa bunda e ignoramos aquele mocinho todo bonzinho que está babando ali ao lado. O que é bizarro, se você pensar bem, porque o amor deveria proporcionar felicidade.

Pergunto-me sinceramente se já não passei mais tempo sofrendo por amor do que sendo feliz por ele. E me pergunto: por que isso, minha gente? Tem que doer tanto assim mesmo?

Como eu não tenho um orixá, eu não tenho quem responda para mim. Por isso, apelei para mim mesma para descobrir porque raios amar doi tanto. Não sei se isso é uma resposta. Mas acredito que, sem drama, o amor não teria graça. Eu não acho realmente que o amor tenha que doer. Mas cada vez acho que só achamos graça e só damos valor a alguém quando as coisas são difíceis, complicadas, quando os caminhos até a felicidade são tortuosos. O ser humano tem o DNA da superação em si, de sempre querer vencer desafios, de falar “eu consegui”. Fico pensando como é conquistar um amor sem algo que torne o ato dignno do verbo “conquistar”. Acho que ficaria sem graça. E, por isso, talvez a gente descarte o simples e prefira o complexo, o que dói, o que machuca, mas que proporciona momentos de felicidades muito maiores que toda a dor sentida junta.

E, dai, concluo: Vinícius estava certo. Amor, para ser bom, tem que doer.

O amor entre homens (e mulheres) e um time de futebol


(escrito em 29 de agosto de 2011)

Texto que escrevi para o De Primeira sobre os 97 anos do Palmeiras

Hoje meu time completa 97 anos de idade. Ontem, jogando muito, daquele jeito que a torcida gosta, ele foi eliminado de um torneio que poderia ser a salvação do ano com um gol de um ex jogador que saiu do clube chutado pela torcida.

Eu faço parte da torcida que tinha medo do tal volante responsável pela eliminação do meu time ontem. Tinha e continuo tendo. Não me imnporta se hoje os tempos são outros, se isso ou se aquilo. Eu não aceito perna de pau no meu time, mesmo que seja obrigada a conviver com eles por anos, décadas. Eu aceito perna de pau, dirigente filho daquela senhora de má reputação, frio, chuva, trânsito, longas distâncias, derrotas acachapantes, jogos sem graça, jogos ruins, jogos soníferos, passes ridículos, falhas bizonhs da zaga, gols bizarramente perdidos. Aceito tudo, mesmo achando que meu time sempre tem que ser o melhor.

Muita gente não entende. MUUUUITA gente não entende MESMO essa coisa de ser torcedor. De aguentar humilhações, cansaço, chuva, frio e porrada atrás de porrada. Falando sério: você aguentaria de um namorado [a] o que você aguenta do seu time? Eu não e aposto que 99,99% dos torcedores de verdade que conheço (aqueles cujo humor varia junto com a situação do time na tabela do campeonato) não aguentariam também.

O ato de torcer não é pra qualquer um. Amar um time de futebol é, antes de tudo, ser um masoquista nato. A gente sabe que vai sofrer. Eu desisti de ter unhas longas porque existe o Palmeiras e, entre ter longas unhas pintadas de vermelho, eu escolhi devorá-las incansavelmente durante cada jogo, cada lance, mesmo que seja aquele jogo que não vale mais nada com time reserva contra um adversário inexpressivo. Torcedor de verdade tem uma doença pelo sofrimento que é torcer para um time de futebol. É uma dor que dá prazer. Necessário. É o sofrimento absolutamente indispensável para eu poder sem quem eu sou.

Sim, eu não tenho o menor problema em sofrer por conta do futebol. Ser torcedora fanática, retardada, daquelas que arrumar briga com desconhecidos em bar porque falaram mal do meu time me faz bem. É uma coisa meio louca, mas eu não tenho o menor problema com em conviver com os sentimentos doentios que estão ligados ao futebol.

É por isso que, hoje, 26 de agosto de 2011, eu estou feliz com o aniversário do time que ontem foi eliminado pelo Vasco na Copa Sulamericana. Eliminados na primeira fase, com um gol ridículo, feito por um jogador ridículo que eu não gostaria de ter no meu time de jeito nenhum.

Motivo de vergonha? De jeito nenhum. De sofrimento? Sim, quero que meu time ganhe até campeonato de par ou ímpar. Mas eu jamais terei vergonha das cores verde e branca que vestem a Rua Turiassú e que estão pintadas no coração de 18 milhões de apaixonados pela Sociedade Esportiva Palmeiras, esse time que eu amo tanto e amarei para sempre.

Parabéns, Palmeiras!

Tutorial para me seguir no Twitter

Olá. Meu nome é Núbia e estou escrevendo esse tutorial para você, que pretende me seguir no Twitter. O objetivo é estabelecer regras amigáveis de convivência, de maneira que nem eu, nem você, fiquemos estressados por conta da convivência tuiterística, ok?

Primeira regra: se você me pedir para eu te seguir de volta, eu não vou te seguir. Uma maneira bacana de me fazer te seguir é estabelecer um diálogo legal sobre algum assunto de interesse comum. Se você for uma pessoa interessante, eu com certeza vou te seguir, ok? Mas não me peça jamais para te seguir de volta, combinado?

Dois: eu escrevo muito, quase o tempo todo, sobre assuntos  bastante aleatórios. Em dias de jogos do Palmeiras, além de flodar a sua timeline, provavelmente escreverei palavras de baixo calão para elogiar árbitros e futebol/jogadores. Acostume-se.

Três: esssa é uma @ altamente irônica. Não me leve a sério e saiba que, muito provavelmente, estarei sendo irônica.

Quatro: adoro ver o circo pegar foto. Se você ficar de mimimi, vou te encher o circo, trollar e causar. Adoro ver gente irritadinha e, quanto mais a pessoa fica irritadinha, mais vou irritar.

Cinco: sou uma profissional de social media. Logo, muitas coisas que escrevo, escrevo para testar reação/aceitação em relação ao tema/modo de abordagem/linha editorial. Nem sempre penso/acredito naquilo que escrevo, mas escrevo para observar o comportamento das pessoas e poder aplicar aos meus clientes.

Seis: Por isso, NÃO ACHE QUE VOCÊ ME CONHECE PORQUE ME SEGUE NO TWITTER. Não sou sua amiga porque nos seguimos. Podemos até vir a ser, mas isso só o tempo dirá. De novo, muito do que escrevo pode ser só teste de aceitação de audiência. Portanto, não ache que sou sua melhor amiga.

Sete: Continuando, meu Facebook não é uma extensão do meu Twitter. No Facebook, eu só aceito pessoas que conheço pessoalmente e são realmente parte do meu convívio. Nem adianta adicionar que não vou aceitar.

Oito: Adoro debates e pessoas que me confrontam. Agora, se xingar, é block e tchau. Sem dó nem piedade.

Nove: Não sou conselheira/diretora/nem porcaria nenhuma no Palmeiras. Minhas opiniões sobre o clube/time são baseadas no que sei que acontece nos bastidores. Não sou influenciada por grupo nenhum e falo o que eu penso mesmo. Se não gostar, o botão unfollow está ai para isso.

Dez e último: namoro. Então, pegue sua DM com cantadinha barata e enfie no nariz. Ah, também não me pergunte a @ do meu namorado porque eu não falo nem sob tortura - NÃO QUERO NENHUMA GALINHA RONDANDO O QUE É MEU.

Obrigada pela atenção e bora tuitar.

Abs,

@meninanubia

A real lição da dor

Tenho uma dificuldade imensa de escrever sobre o que quer que seja quando estou feliz. Pode parecer estranho, mas é isso mesmo. É a dor que me inspira, a dificuldade que me arranca palavras e as chateações que me instigam a joga para fora, em forma de palavras agrupadas, opiniões e pensamentos trancafiados dentro da minha cabeça.

E, contrariando os últimos anos, estou em uma fase de muita paz, felicidade e sorrisos sem motivo (ou melhor, com motivo sim. Mais de um, inclusive). Não que eu não tenha nenhum problema, é claro. Mas, pela primeira vez em muito tempo, no geral, está tudo espetacularmente bem (claro que dinheiro falta, sempre, mas com esse problema, eu já me acostumei).

Estou trabalhando em um lugar bacana, fazendo o que gosto. Estou com a pessoa que eu gosto e gosta de mim e estamos felizes, nos conhecendo melhor a cada dia, aproveitando cada momento mínimo e fofo da convivência mútua. Estamos nos descobrindo, rindo, conversando, conhecendo, enfim, vivendo o momento mais delicioso de um relacionamento. E, de repente, me vejo sem capacidade de escrever. Eu penso naquele sorriso, naqueles olhos brilhantes, me derreto e… nada de conseguir escrever. Eu fico presa dentro de mim mesma, vivendo sentimentos e emoções incríveis, novas, impossíveis de serem traduzidas em palavras – e não me esforço para fazer isso.

E sempre foi assim. Leio os blogs que tive desde 2003, quando criei meu primeiro “diário” no falecido Blogger Brasil, e vejo que os momentos de produção mais intensos foram exatamente aqueles no qual estava atormentada, insatisfeita, me sentindo ferida, machucada. É incrível como a dor é muito mais fácil de ser traduzida para aquilo que chamamos de linguagem escrita (ou falada) do que a paixão, o amor, a felicidade sublime.  Por que isso, meu Deus? Não deveria ser ao contrário? Não deveríamos falar mais da felicidade, do amor, da paixão, dos sorrisos motivados por uma troca de olhares do que as lágrimas derramadas por quem não nos merece?

Sinceramente, acredito que sim. Mas, olhando para mim, para quem me cerca e para o mundo, de uma maneira geral, acredito que essa particularidade não seja apenas minha.  E esse comportamento negativo é incentivado por  nós. Isso fica bem claro para mim cada vez que escuto minhas amigas dizerem que estou com uma visão “distorcida da vida” porque estou apaixonada. Será? Será que a vida é realmente horrível e tentar não enxergar as coisas dessa forma é ter uma visão distorcida dela?

Fiz todo esse nariz de cera para chegar em uma situação que aconteceu essa semana e me deixou assustada: escutar, em menos de 24h, de três amigas diferentes, que não se conhecem, que elas concluiram que vão ficar sozinhas para sempre. Fico pensando quem tem razão e quem tem a visão distorcida: eu, que acho que é possível encontrar alguém legal, ou minhas amigas que acham que nunca vão encontrar. Acredito que a maioria das pessoas que vão ler esse post dirão: é claro que elas estão certas e você errada, Núbia!

Eu entendo perfeitamente que as pessoas pensam assim. Voltando um pouco, somos treinados para acreditar na desgraça e não enxergar o lado positivo das coisas. O que lemos nos jornais? Catástrofes, roubos, mortes, coisas ruins. Um carro bate e faz-se um trânsito gigante porque todo mundo que passa perto quer ver o morto jogado no chão. Desgraça é algo que o ser humano parece ter uma relação masoquista, de amor e ódio. Dizemos que não gostamos dos fatos e sentimentos ruins, mas temos uma visão extremamente pessimista da vida, de nós, do mundo.  E eu me pergunto: até onde essa desconfiança de que tudo vai errado não colabora realmente para estragar um relacionamento? Até onde as amarguras do passado atrapalham o meu presente, o das minhas amigas, o seu?

Aprendemos que é com a dor que a gente cresce e é errando que se aprende. Mas, será que estamos aprendendo a lição correta que a dor nos quer passar? Será que a lição que os erros no traz é “veja isso e lembre-se que tudo pode dar errado” ou apenas “lembre-se desse momento, mas saiba analisar sua situação e entenda que as pessoas não são iguais”?

Eu quero acreditar que seja a segunda. Ok, é a visão de quem está vivendo um momento incrível na vida. Mas se eu tivesse me agarrado ao primeiro pensamento em lugar do segundo, eu nunca teria permitido que a pessoa incrível que mudou minha vida para muito melhor tivesse entrado na minha vida, por puro medo de que ele fosse “só mais um fdp”.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Gestão de Riscos em Redes Sociais - Parte 1

Publico aqui, um artigo que escrevi sobre gestão de riscos em redes sociais. Inicialmente, produzi esse material para um ex cliente. Quando comecei as pesquisas para escrevê-lo, percebi que praticamente não há nada sobre o tema produzido. Fala-se muito em gestão de crise, mas praticamente ninguém escreve sobre gestão de riscos.
Achando o tema interessante, adaptei-o para marcas em geral e, publico aqui, minhas considerações sobre o trabalho de gestão de riscos em redes sociais. Como o artigo é longo, vou dividí-los em parte, para tornar a leitura mais palatável para a internet. Espero que gostem e conto com críticas/comentários.

Gestão de risco em redes sociais – importância, aplicação e recomendações sobre a presença de marcas nos novos canais de comunicação

INTRODUÇÃO: Com o advento da Web 2.0, em que a criação de conteúdos se dá de maneira colaborativa (onde o agente gerador é tanto um veículo de comunicação/marca/consumidor), marcas estão mais expostas aos riscos de imagem. O surgimento das redes sociais traz para empresas novos riscos, não existentes em outros tipos de comunicação, sejam com clientes, fornecedores, colaboradores ou imprensa.
O objetivo deste documento, num primeiro momento, é mostrar o que é gestão de riscos e quais as diferenças deste conceito para a gestão de crise. Além disso, ainda na primeira parte, há uma definição da aplicação dos riscos intrínsecos às redes sociais, ou seja: o que são os riscos que estão presentes e são característicos de espaços ambientados sob engenharia social.

Após essa conceituação, o artigo apresenta um mapeamento dos riscos – quais são e como eles se distribuem nos diferentes canais sociais no qual uma marca está presente hoje. Em seguida, eles são classificados por graus de relevância. A última parte traz a gestão dos riscos por rede, com conceituação geral e soluções para cada caso previsto, por grau de relevância e rede, com recomendações sobre o monitoramento, detecção de risco e correta aplicação de medida preventiva/corretiva dos mesmos e as considerações finais sobre o trabalho de gestão de riscos nas redes sociais.

CONCEITO: Existem várias maneiras de se conceituar o tema risco. De uma maneira geral, um risco é definido como determinado evento ou conjunto de circunstâncias que terão efeito sobre a concretização de evento/projeto. Esses eventos e/ou circunstâncias podem gerar efeitos negativos ou positivos sobre um projeto, dependendo de como ele se dá.

Já a gestão de riscos, segundo a metodologia Risk Management Guide For DOC Acquisiton, define-se assim: “É a atenção dirigida à ocorrência de eventos futuros, cujo excto resultado é desconhecido, e com a forma de lidar com essa incerteza, i.e., a amplitude de possíveis resultados. Inclui o planejamento, identificação e análise de áreas de risco e o desenvolvimento de opções para lidar e controlar o risco”.

Existe uma diferença entre gerenciar riscos e gestão de riscos. Gerenciar riscos é um conceito amplo que permeia todas as atividades dedicadas a garantir um nível de risco aceitável. Algumas destas podem ser atividades de gestão de risco, outras não. Gestão de Risco são atividades dedicadas especificamente à identificação, avaliação e gerenciamento de riscos. Vamos nos limitar, aqui, a falar sobre a gestão de riscos, ou seja, sobre a identificação e sugestões de gerenciamento dos mesmos em redes sociais.

GESTÃO DE RISCOS X GESTÃO DE CRISE: Existe uma diferença entre gestão de riscos e gestão de crise. Uma crise é qualquer coisa negativa que escape ao controle da empresa e ganhe visibilidade. Quando falamos de comunicação, gestão de riscos refere-se ao mapeamento de possíveis problemas que poderão impactar a comunicação de uma marca num ambiente colaborativo e ações para a resolução dos mesmos. Já a gestão de crise é um conceito mais amplo, que abrange toda a comunicação de uma marca, dentro das redes sociais e fora delas.

Um risco mal gerenciado pode levar ao surgimento de uma crise originada dentro das redes sociais, mas uma crise surgida fora das redes sociais provavelmente irá se espelhar nos ambientes sociais, independente da presença da marca na(s) rede(s). Por isso, a gestão de risco é parte fundamental de qualquer projeto de gerenciamento de crise de comunicação e imagem.

RISCOS APLICADOS EM REDES SOCIAIS: Por se tratar um ambiente novo, quase um território inexplorado, o mapeamento de riscos específicos em redes sociais ainda é algo incompleto e que não está completamente formatado. Como as redes sociais possuem características únicas e estão em constante transformação, esse trabalho deve ser constante e ser refeito/reavaliado conforme a própria dinâmica dos ambientes 2.0. As redes sociais trazem riscos próprios e únicos e compartilham riscos presentes na comunicação corporativa como um todo.

Os riscos presentes nas redes sociais se dividem da seguinte forma:
•    Riscos da marca: são os perigos intrínsecos ao negócio que, assim como em outros meios, podem se disseminar nas redes sociais, pelo simples fato de a marca estar presente naquele ambiente.
•    Riscos no canal: são aqueles que estão ligados à existência do canal e sua dinâmica. Não estão ligados diretamente à marca, mas à presença desta naquela ou aquelas rede(s) social(ais).
•    Riscos de conteúdo: são os problemas que podem vir a ocorrer devido ao tom editorial/seleção de conteúdos escolhido pela marca para compartilhar na presença dela nas redes sociais.
•    Risco nas interações: diretamente ligado ao diálogo que uma marca se propõe (ou não) a estabelecer em ou mais ambientes sociais.
•    Risco nas ativações: ligados à existência ou não de ações de engajamento por meio de promoções/campanhas/concursos culturais de uma marca em um ambiente social.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS:
Os riscos intrínsecos ao uso das redes sociais são classificados conforme sua relevância. Do mais simples, de fácil prevenção e resolução, passando por riscos medianos até àqueles mais graves, que podem vir a originar uma crise, cada risco possui uma classificação.
Essas classificações se definem assim:

•    RISCO GRAU 1 – Possui pequena relevância e pode ser facilmente prevenido ou corrigido. Não trazem conseqüências relevantes para a imagem da marca e tem abrangência muito limitada, praticamente não mobilizando a audiência ou gerando comentários negativos.
•    RISCO GRAU 2 – De relevância média, são capazes de mobilizar pequena parte da audiência da marca nas redes sociais e provocar interações negativas. São de fácil resolução, mas merecem atenção tanto na resolução quanto na prevenção.
•    RISCO GRAU 3
– São capazes de gerar reações na audiência da marca e se propagarem de forma viral. Incluem-se aqui também os riscos ligados à perda dos canais oficiais de uma marca. Produzem um impacto abrangente; exigem mais atenção na prevenção; e requerem atenção exclusiva em sua resolução.
•    RISCO GRAU 4 – São aqueles capazes de gerar uma crise de imagem, alastrando o problema de forma abrangente e ampla na(s) rede(s) social(is) e/ou se propagando para fora dela.

É importante ressaltar que um risco pode mudar de grau, sempre que o tratamento adequado não for dispensado a ele; por isso, detectar o problema e implementar as medidas preventivas o mais rápido possível é fundamental não apenas para resolver o problema, como também para evitar que ele venha a se tornar maior e gere mais trabalho e prejuízos para a imagem da marca.

Continua amanhã, com a explicação dos principais pilares de sustentação de um trabalho efetivo de gestão de riscos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Nascidas pra gastar. Forçadas a cozinhar

“Eu não preciso disso”, você diria, mulher, ao observar o mundo ao seu redor e escolher o que lhe cai bem.
No universo dos casais, a frase também é típica. Principalmente durante os rompimentos.
Os homens, especialmente, são os que usualmente decepcionam (quanto ao ponto de vista feminino, claro).
Bebem sem limite.
Criam barriga antes mesmo de nos engravidar.
Falam palavrão.
Normalmente não lavam as mãos antes das refeições ou ao sair do banheiro.
E ainda arrotam, seja moela ou filé mignon.
Nos ligam só se implorarmos.
Gastam metade do tempo assistindo futebol e a outra metade falando sobre futebol.
Usualmente, detestam nossas mães.
E quase sempre têm chulé.
E nós, definitivamente, não precisamos disso.
Já temos de sobra nossos problemas. Talvez sejam em menor número, porém seguramente maior em potencialidade.
Ou vocês machos internautas de plantão pensam que é fácil menstruar?
É preciso controlar a raiva no período que antecede esse infortúnio herdado dagrandiosíssima Eva, que fez o favor de irritar o Todo Poderoso com aquela mísera maçã argentina sem sabor. Fora o caos que o calorão interno causa. E o chefe dizendo no telefone “vai faltar de novo só por causa disso????”.
Homem é tudo palhaço.
Um mero detalhe da vida feminina.
Nós ainda ganhamos menos. (A não ser que alguém aí seja Julia Roberts ou Oprah Winfrey)
Temos de carregar um filho nove meses na barriga e o resto da vida nas costas.
E somos forçadas a cozinhar, mesmo tendo nascido para gastar.
Mas nós não precisamos deles.
Essa é a mulher do novo século.
Nós vamos viver 100 anos.
Podemos ter filhos sem eles.
Podemos chegar ao orgasmo sem eles.
Sempre seremos as boazinhas perante as crianças.
Nos aposentamos mais cedo.
Pagamos metade na balada.
Ganhamos mimos dos pais até os 40.
Temos charme para pedir desconto e furar a fila.
Fazemos negócio rapidamente.
E ganhamos anéis de ouro no aniversário.
Ah, homens! São muitas vezes pretensiosos, dissimulados, arrogantes e de uma reputação não muito apropriada para menores de 16.
Soltam gazes enquanto dormem. Não passam fio dental. Tiram meleca do nariz no sinaleiro. (Bem, quem não tira?)
E ainda assim, após uma partida de futebol com mais 10 caras fedendo a ovo cozido do dia anterior, somos capazes de dormir com eles.
Gostamos do corpo molhado?
Do gosto amargo no rosto suado?
Nós precisamos disso?
Não, homens.
Nós não precisamos disso.
Sejamos sinceras. Nós não precisamos de vocês.
Nós apenas queremos vocês.
Demasiadamente.


Texto da Sylvia Valim

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um depoimento

Achei tão lindo o depoimento do Rubens na lista da Chapa Academia, sobre as eleições para o conselho do Palmeiras que achei que precisava dividir com todos. Tá ai um exemplo de dedicação e de desprendimento que deveria ser seguido por todos.


Sofri, neste sábado, minha primeira derrota nas eleiçōes para o Conselho do Palmeiras.
Foi uma derrota dura. Não apenas pelas expectativas que eu tinha em relação ao pleito, mas também pela maneira como ela se deu.
Apesar da derrota, eu tenho muito a agradecer.
Agradecer a cada um de vocês que se empenhou nesta eleição
A cada um que foi votar.
A cada um que foi votar e teve disponibilidade de tempo para aguardar, em pé, debaixo de sol, numa fila que demorou, em media, uma hora e quarenta minutos.
Gostaria de agradecer a cada um de vocês que viabilizou com garra e perseverança a Chapa Academia. A cada um que fiscalizou por horas a fio.
Mas a lamentação acaba aqui.
Por trás da minha derrota individual, houve uma expressiva vitória: a Chapa Academia elegeu quatro conselheiros e um suplente.
Parece pouco, mas é uma semente de bonança na vida política do Palmeiras. Uma semente que vai se juntar a outras que já estão sendo lançadas por aí.
Porque, olhando friamente, o que se passou neste sábado na Sociedade Esportiva Palmeiras foi revoltante.
Centenas de pessoas abrindo mão do seu direito de votar por causa de uma eleição caótica e mal organizada. Intencional ou não, escancara-se ou uma incompetência acachapante ou uma competência repugnante.
A realidade é ainda mais hostil.
Por trás de uma eleição desrespeitosa, está um clube em convulsão.
Passei nove horas consecutivas conversando com eleitores nesta fila condizente com a nossa fome de títulos.
Há grupos apavorados com a perspectiva de uma democracia plena. Há indivíduos que se comportam como donos do clube, há ditadores, há uma legião de descrentes, há até os revoltados com as obras da Arena porque julgam que o espaço do social vai diminuir.
Há também os que, como nós, estāo lá pelo amor que nutrem pela Sociedade Esportiva Palmeiras.
Desta Babilônia esfacelada, saí com a convicção pura de que a diversidade, a força e o brilho dos mais de 15 milhōes de palmeirenses está longe de ser representada no clube e no Conselho.
Essa multidão de admiradores que abraçou o clube italiano que tornou-se brasileiro em 1942, que celebrou o Campeoníssimo em 51, o octocampeão Brasileiro, o Campeão das Américas, dos Carranzas, essa gente vencedora, briosa, que espalhou-se pelo Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Chile, Colômbia, e até Japão, essa gente está escondida.
Muitas destas faces estão distantes da condução deste clube que precisa, urgentemente, se reinventar.
Exatamente por isso, venho aqui engrossar o côro do que já aderiram à luta.
Você que não é sócio, respire fundo, arrume um tempinho e dirija-se AMANHÃ ao Palestra e associe-se! Sem você não iremos conseguir.
Financeiramente, o Palmeiras é um dos clubes mais acessíveis da cidade de São Paulo.
Você que já é sócio, aproxime-se da Chapa Academia. Ou de algum dos outros poucos movimentos sadios que existem dentro do clube.
Você precisa e pode contribuir!
Neste domingo pela manhã, fiquei olhando para a nova ciclovia paulistana que sai do Parque Villa-Lobos, passa pelo Parque do Povo e chega ao Parque Ibirapuera. Ela é um exemplo de ocupação de um grupo oprimido. Ela é o exemplo de que quando um grupo oprimido tem uma causa legítima ele tem condições de ir e tomar conta de seu espaço. Milhares de “escondidos” tem acordado no domingo, pegado suas bicicletas e ocupado duas faixas desta cidade poluída e automotiva. E vem dando um exemplo para todos nós.
É isto o que precisamos fazer no Palmeiras. Precisamos tomar o nosso espaço.
Pela primeira vez temos uma Chapa trabalhando por propostas e ideais e não por pessoas. E ideais são maiores do que pessoas.
O Palmeiras está próximo de seu centenário. O Palmeiras é um dos clubes mais expressivos do país do futebol. O Brasil sediará uma Copa do Mundo. E uma Olimpíada. É hora de agir!
Amigos, ontem o sorriso de celebraçāo do Mustafá Contursi contrastava com minha agonia entre idas e vindas na fila, telefonemas e um sentimento de impotência.
Mas isto não ficará assim. Há muito o que fazer e o jogo está aí para ser jogado. Com profissionalismo, com paixão e com a ética de todos nós.
Ontem, a Chapa Academia nasceu de verdade e o Palmeiras deu um passo largo, destes de Ademir da Guia, para um futuro decente.
Wilson Gonçalves, Ricardo Galassi, Savério Orlandi e José Carlos Tomaselli, com a suplência do Cleidson Diniz Teixeira, são os nossos representantes.
São eles que darão suas faces na nossa luta pelas eleições diretas, pela reforma do estatuto e pela profissionalização do clube.
Desejo a eles muita força e sorte nesta grande batalha. E coloco-me à disposição para o apoio necessário.
Rubens Ferraz de Oliveira Lima Filho

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Gosto se discute. Pelo menos, o meu.

Percebi esse final de semana que eu sou de outro mundo.
Não curto caras bombados, malhados, mimimi. Não consigo ver graça nesses figuras de balada que usam blusa coladinha, são fortinhos e adoram pagar  de gatinhos. Barriga tanquinho também não me dá tesão nenhum. Homem todo definido e malhado é, pra mim, alguém pra cruzar na rua e só.

Fiquei pensando sobre esse assunto porque vira e mexe, fico sem ter o que falar quando alguma amiga comenta sobre um carinha desse tipo. Ai, elas ficam dizendo o quanto eles são lindos, etc, e eu simplesmente fico muda, sem reação, apenas balançando a cabeça e concordando, sem qualquer entusiasmo. E juro que não é por mal. Eu realmente não consigo me empolgar com esses tipos. Em parte, principalmente, por preconceito. Eu sempre acho que gente que é muito malhada deve ficar, pelo menos, umas 900h por dia enfiada dentro da academia. E eu não consigo achar que gente que fica 900h por dia na academia possa ter alguma coisa além de músculos.

Ok, eu sei, é uma generalização indevida. Mas tenho preconceito com gente cujo papo é só malhação, anabolizantes e afins. Quando eu olho para um cara saradão mimimi, eu já imagino que ele seja burro. E, talvez por isso, não consiga me empolgar nem um pouco com gominhos na barriga.

Outro motivo pelo qual eu, talvez, não goste de caras assim é porque esse tipo de cara, normalmente, é daqueles que querem uma menina saradona mimimi. E, na boa, sim, eu queria emagrecer ou fazer uma lipo na barriga. Mas eu ODEIO esse desespero com ter o corpo todo duro. Eu não quero ficar com o braço duro, a perna parecendo uma pedra. Não me faria mal perder uns 10 quilos, mas isso não significa que quero virar uma dessas pessoas cujo objetivo de vida é medir o IMC.

Talvez isso seja um trauma. Mas tenho pavor de gente que é pilhada com dieta. Não quero nunca mais passar pela péssima sensação de ouvir da pessoa que você gosta que você deveria juntar dinheiro pra fazer lipo e por peito. NINGUÉM merece ouvir isso. Eu sei que sou indisciplinada e parte dos meus problemas com peso se originam por conta disso. Mas eu vivo feliz do jeito que estou e não quero abrir mão de comer um chocolatinho, tomar uma cervejinha. Faço tudo isso, corro de vez em quando porque gosto de correr e sou feliz assim.

Mas, voltando ao raciocínio inicial, eu realmente não curto esses caras malhadões pelos quais 99% das mulheres babam. Acho que gosto de homem normal: barrigudo ou não, gordo ou magro, baixo ou alto. Daqueles que não chamam a atenção, mas que quando você parar pra conversar, sabe falar de outras coisas além de qual a sequencia ideal de exercícios para enrijecer o músculo XPTO.

Não que eu queria pegar um horroroso. Mas cérebro me atrai muito mais do que uma camiseta justinha colada no corpo malhado. Definitivamente.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Da série: homem é tudo palhaço até no meio da enchente.

Matéria bonitinha no G1 sobre vítimas de outras enchentes e como elas superaram o trauma. Entre elas, a história de um casal que se encontrou em meio ao caos e estão namorando. Eis que estou lendo a matéria, achando bonitinha, até que me deparo com esse trecho:

Agora, o casal aguarda a reconstrução de um dos principais postais da cidade para poder oficializar o namoro – que em 17 de janeiro completa 1 ano.

Eu estou louca, o mundo está louco, ou é isso mesmo? O cara está enrolando a moça com esse papinho de reconstrução para poder oficializar o namoro (!?) de um ano?

Oi?
Parem o mundo que eu quero descer!!!!