quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lista de ~resoluções~ para 2012

(que provavelmente não vou cumprir, mas, não custa tentar)

1. Sorrir mais (não que eu tenha sorrido pouco em 2011; mas, tá ai uma coisa que nunca é demais, né?);
2. Odiar menos, amar mais. Mesmo aquelas pessoas insuportáveis;
3. Cuidar diariamente da minha relação com as pessoas que eu amo e são importantes para mim;
4. Filtrar melhor as amizades;
5. Não falar mais mal Ignorar pessoas que não me acrescentam nada;
6. Não me estressar com o Palmeiras na medida do impossível;
7. Manter esse blog atualizado diariamente Tentar escrever no blog pelo menos uma vez por semana;
8. Juntar dinheiro para a próxima viagem incrível;
9. Inspirar, respirar e não pirar;
10. Fazer ~alguma coisa~ para não virar um pogobol (tipo, dança do ventre ou academia. Ou voltar a correr, se meu joelho aguentar);
11. Dar mais unfollows em pessoas que sigo somente por educação;
12. Ler mais. Estudar mais. Aprender mais.
13. Escutar mais. Falar menos (posso tentar?)
14. Comprar menos coisas desnecessárias e gastar meu dinheiro melhor
15. Ser mais feliz.



Será que cumpro?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

#EuAprendiEm2011


1. Que qualquer lugar é incrível quando você está com seus amigos.
2. Que nem todos os seus amigos podem se gostar. Mas que isso não deve nunca atrapalhar a sua relação como eles.
3. Que dormir na praia e acordar com o rosto cheio de areia só vale se for no Rio de Janeiro e no carnaval.
4. Que você descobre quem são seus amigos de verdade na felicidade. Quem não te ama não suporta te ver feliz.
5. Que decisões podem ser difíceis de ser tomadas. E é exatamente esse processo que separa as meninas das mulheres.
6. Que, às vezes, a gente tem que magoar pessoas que gostamos muito.
7. Que podemos perder amigos por desentendimentos bobos, mas nunca pela capacidade de pedir perdão. Se você será perdoado ou não, não se pode saber. Mas, nunca deixe de fazer sua parte.
8. Que, muitas vezes, tudo parece confuso, complexo e difícil de ser resolvido. E, que, nessas horas, não se pode perder a fé, a vontade de mudar e o otimismo. Porque são esses três elementos que proporcionam a mudança.
9. Que todo momento difícil é necessário. Às vezes a gente sofre, chora tanto e se pergunta: por que estou passando por isso? E essa resposta só vai aparecer lá na frente. Tudo nessa vida tem uma razão e isso inclui cada gota de lágrima que a gente derrama.
10. Que amizades verdadeiras resistem à tudo.
11. Que a gente pode falar/fazer coisas ruins para alguém que amamos em momentos de raiva.
12. Que paciência tem limite e, às vezes, a gente precisa ser duro.
13. Que a maioria das pessoas  são incoerentes, só pensam em si e não se preocupam com os outros. Mas não se deve perder a fé no mundo por isso.
14. Que amigos podem ser injustos com você achando que estão sendo justos. E que é melhor tentar entender do que se magoar, por mais que isso seja difícil.
15. Que trabalhar com pessoas bacanas, legais, divertidas, com as quais você aprende o tempo todo (incluindo na hora do almoço) e que tornam seu dia especial é tão importante quanto um bom salário. E que se der para juntar as duas coisas, é melhor ainda. E que se você tem as duas, trabalhar é realmente um prazer, mesmo quando aparece aquele job imenso faltando cinco minutos para o fim do expediente.
16. Que não vale a pena ter por perto pessoas que falam mal de você quando você vira as costas.
17. Que é preciso dar bronca nos amigos quando eles fazem coisas erradas. E, pelos erros, vale defendê-los dos outros.
18. Que o amor aparece quando a gente menos espera e de onde menos se espera.
19. Que encontrar o amor da sua vida não é algo simples. Muitas vezes, problemas acompanham seu relacionamento. Mas, vale enfrentá-los e derrotá-los.
20. Que, quando a pessoa quer, ela faz. Não há desculpas e problemas que façam alguém que realmente te ama não estar com você. Se a pessoa arruma mil desculpas, é porque ela não está tão interessada assim.
21. Que a gente erra mais do que acerta. Mas, que, no geral, um acerto vale mais que dez erros.
22. Que há uma diferença gigante entre paixão e amor que quase nunca percebemos.
23. Que encontrar o amor da sua vida é a coisa mais linda, impressionante, fantástica e incrível que pode acontecer com uma pessoa.
24. Que relacionamentos exigem dedicação diária. Muita dedicação.
25. Que a felicidade também exige dedicação. Você precisa estar disposta a ser feliz e trabalhar para isso. E, mesmo assim, esse sentimento não será constante, mas isso não importa. O que importa é que ele seja predominante.
26. O que é ser feliz de verdade. E só por isso, esse já é o ano mais incrível da minha vida. E isso é só o começo. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Let it snow, let it snow, let it snow...

Vamos para Paris? - De trem e metrô

Sou dessas que adora comparar coisas quando vou para um lugar diferente. E também sou dessas que depende diariamente do caótico transporte público paulistano para me locomover de casa até o trabalho. Por isso, estou bastante curiosa para conhecer os metrôs de Paris e Londres e poder compará-los com nosso amado (só que ao contrário) metrô de São Paulo.

Lembro que a primeira pessoa que me falou sobre o metrô de Paris foi o Delmar Marques, um amigo jornalista que faleceu há alguns anos de ataque cardíaco (sim, tenho 26 anos, mas tenho amigos muito mais velhos que morrem de doenças de "velho"). Eu tinha vindo para São Paulo fazer meu TCC e ele estava me acompanhando na visita ao MASP e ao Itaú Cultural, que eu não conhecia. E, quando estávamos na linha verde, ele comentou que, em termos de limpeza e organização, o metrô de São Paulo era muito melhor do que o de Paris. Claro, fiquei chocada com essa informação porque, né, primeiro mundo, coisa e tal.

Mas, pelo o que tenho ouvido de muita gente, parece que o metrô de Paris é meio confuso mesmo. Por exemplo, meu namorado me contou que, em algumas linhas, os trens são tão velhos que as pessoas precisam abrir a porta. Fiquei imaginando um trem desse passando na Sé na hora de pico e como seria a ~entrada~ das pessoas abrindo a porta. Por via das dúvidas, resolvi tirar uma foto da linha 4 para mostrar aos europeus o que é primeiro mundo. :-P

Nas minhas leituras sobre a viagem, vi que franceses não gostam de encostar nas pessoas e, quando fazem isso, repetem mil vezes "pardon". Será que vale para o metrô? Se valer, vai ser incrível de ver, principalmente considerando que sou uma pessoa que diariamente sente toda a educação PHYNA do paulistano no embarque na estação Pinheiros da CPTM.

Já, em relação à Londres, parece que o metrô lá é realmente incrível. Para o meu namorado (carrodependente) dizer que lá dá pra viver sem carro... é porque deve ser bom mesmo. E também tive essa impressão ao estudar o mapa do metrô das duas cidades. As conexões parecem mais fáceis e é mais fácil localizar as estações.

Também estou ansiosa para viajar de trem e testar aquilo que não dá pra fazer no Brasil (já que nossos governantes preferem fazer tudo, menos investir em qualquer coisa que tire a predominância dos automóveis). Minha mãe sempre me contou histórias incríveis sobre viagens que ela fazia de trem quando era jovem de Pedro Velho, onde ela morava, para Natal. Naquela época (anos 50), ainda existia transporte de passageiros de trens e ela fala que as viagens eram divertidas e ela e a amiga sempre davam um perdido para ir de primeira classe. Também estou curiosa em relação à sensação de viajar por baixo do oceano. E para ver as paisagens da europa.

Para Versailles, também vamos de trem. Não será tão confortável quanto o Eurostar Paris-Londres, mas também terá paisagens maravilhosas para apreciar. E sou daquelas que acredita muito que há viagens dentro da viagem.  E esses trechos de trem serão uma parte tão incrível quanto conhecer os destinos aos quais eles nos levarão, tenho certeza. :)


ps. Faltam 9 dias =D

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vamos para Paris

Ok, vamos começar oficialmente a escrever sobre a minha viagem de ano novo e todos os preparativos para ela. Meu objetivo com esses posts são dois: dar dicas para algum leitor desse blog que pretenda viajar para a cidade e nunca tenha ido antes como eu e conter um pouco a minha ansiedade. Porque ela está gigantes e só cresce a cada dia que passa.
Sim, será minha primeira vez em Paris. E minha primeira viagem internacional. Graças a todos os deuses (incluindo aqueles nos quais não acredito), meu namorado já é escolado em viagens internacionais, o que me dá uma tranquilidade boa. Faz algumas semanas que fechamos o pacote (ou melhor, o lindo fechou) e, ai, vem a primeira dica: se você pretende passar o ano novo fora do país, a data escolhida é fundamental para o preço do seu pacote. Nossa intenção inicial era viajar dia 25 e voltar dia 1; por uma série de questões, vamos dia 30 e voltamos dia 6. Resultado: preço de avião + hotel ficou A METADE DO PREÇO. Anotou? Next.
Leia, leia e leia. Estou lendo muito sobre costumes, situações cotidianas e questões práticas como, por exemplo, o que devo fazer em relação ao meu iPad. Levo ou não? Tenho que carregar a nota fiscal? Como declaro na volta ao Brasil? Parece uma bobagem, mas é a diferença entre perder tempo e dinheiro na Receita ou não.
Descobri que, na UE, você pode ter os valores de impostos pagos sobre produtos adquiridos em compras lá restituídos. Sabia? Pelo o que li, o processo é um pouco burocrático, o que faz que só compense se você gastar muito, o que provavelmente não será meu caso. Mesmo assim, achei excelente ter essa opção.
Outro preparativo que estava me preocupando muito era a mala. O que levar para enfrentar temperaturas de zero grau? Resposta: segunda pele de tecido tecnológico (valeu pela dica, @palomaoliveto), meias de lã, casacos pesados e blusas quentes. Não tem? Não compre aqui. Primeiro, porque é impossível achar roupa de inverno nas lojas nessa época do ano (acreditem, rodei sábado o dia inteiro para encontrar uma meia calça fio 80). Segundo, porque realmente as coisas são baratas e vale comprar lá - hoje entrei no site da Zara, Forever21 e H&M e pude comprovar que tem coisas praticamente de graça quando comparado ao Brasil. Portanto, desencanei da preocupação em levar roupas daqui e agora estou focada em ter espaço na mala para trazer de lá.
Outra coisa muito importante: programar o roteiro. Mas, isso será tema do próximo post.
:-)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Saudades

Saudades é algo cotidiano, rotineiro, mas que nunca nos acostumamos. Saudades é bom e é ruim, tudo ao mesmo tempo, junto e misturado. Saudades é inexplicável. Mas é muito fácil de sentir. Basta estar longe. Ou apenas imaginar a distância. Sim, porque saudades por antecipação existe e dói, mas, ao mesmo tempo, faz a gente aproveitar melhor cada momento.

Estou com saudades do meu amor. Última vez que o beijei? Ontem de manhã. Quando vou vê-lo novamente? Provavelmente hoje ou amanhã. Mas a saudade dele é gigante, imensa imensurável. Por quê?

Se tivesse uma explicação não estaria escrevendo esse texto. Mas tenho algumas idéias sobre esse sentimento. A primeira delas é: quanto mais se convive com alguém, mais saudades se sente, por menor que seja o tempo longe. É incrível como eu sofro de saudades durante 48h agora e, antes, não era tanto assim. A convivência aumentou ou o sentimento? Acredito que ambos. É uma relação estreita em que você gosta mais de alguém a cada dia e, por isso, qualquer ausência dói cada vez mais.

Mas, a dor da saudade tem diferentes nuances. Tudo depende de quem você gostaria que estivesse com você e qual a relação que existe. Por exemplo: eu sinto saudades da minha mãe de uma maneira muito distinta da que sinto do meu namorado. São amores e necessidades diferentes que tenho em relação aos dois. Sem falar no tempo de afastamento e convivência.

Amo minha mãe loucamente. Mas, há oito anos não vivo com ela. Sofri muito no primeiro ano. Demais. Mas, hoje, consigo não passar mal de saudades dela. Já com o lindo eu convivo há apenas quatro meses. Por isso, dois dias longe parecem uma eternidade. E dói. E me faz ver mais ainda o quanto esse homem é fundamental na minha vida, essencial para a minha felicidade. E quanto é bom tê-lo pertinho de mim, me namorando, amando, mimando, sendo meu porto seguro, me fazendo feliz como nunca fui.

E, por tanta felicidade, vale sentir saudades. :-)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sobre a tal da "exposição"

Hoje li um texto no blog da linda da Adriana Santos (Por Enquanto 30) sobre o tema ai do título. E, como eu já estava pensando em escrever exatamente sobre isso, juntou-se a fome com a vontade de comer. Pois bem. A Adriana escreveu sobre pessoas questionarem o fato de ela expor no Facebook a felicidade dela. Achei curioso que o mesmo questionamento foi feito a mim também, por mais de uma pessoa. Pessoas que gosto, que gostam de mim e que se preocupam com as energias negativas que eu possa atrair por expor minha felicidade publicamente - seja no meu Facebook, no meu Twitter ou aqui mesmo neste blog. Por isso, acho que está na hora de expor meu ponto de vista: devemos ou não tornar público nossa felicidade?

Primeiro, entendo que muito dessa resposta está ligada à personalidade da pessoa. Eu, particularmente, faço parte da geração que abre mão de parte da privacidade para poder ter acesso e se relacionar com pessoas usando as novas tecnologias. Entendo todos os riscos disso. Mas, também, enxergo inúmeras vantagens que, para mim, superam os riscos de se ter uma vida mais "pública".

Exemplificando: sim, já tive problemas e inúmeras dores de cabeça por expor publicamente o que penso, sinto e vivo. Já usaram isso para me prejudicar. Já usaram isso para tentarem me humilhar. Já usaram isso para falar mal de mim.Já tive acessos de chateações que me fizeram pensar em apagar todas as minhas redes sociais por conta de algumas situações desagradáveis que vivi por conta delas. E, não, isso não é legal.

Só que, por outro lado, eu não tenho como negar que essa exposição me trouxe tantas coisas boas, incríveis e maravilhosas que compensaram cada nervoso, chateação ou raiva que passei também por conta da tal exposição. E, queridos e queridas, vos digo: isso é a vida real. Tudo se tem lados bons e ruins. E sempre soube pesar muito bem o que minha exposição trouxe pra mim e ver se tinha mais benefícios ou prejuízos. Até o momento, a balança continua pesando para o lado do bem.

Todos os meus empregos eu consegui por meio de pessoas ou situações que envolveram a internet. Meu primeiro emprego como assessora de comunicação, na Approach, consegui porque fui indicada por um amigo que conheci no chat do site Comunique-se. Quando sai de lá e fui para o IMB, fui porque conheci o Hélio Beltrão, presidente da ONG, em comunidades de discussão sobre política no Orkut. Na TV1, entrei porque fui indicada por um colega que participa comigo de uma lista de discussão sobre futebol. E, aqui na Wunderman, descobri a vaga por meio do twitter @trampos.

No campo pessoal, também agradeço às redes sociais pela importância na minha vida. Meu ex namorado me achou no Orkut. Meu atual namorado e homem da minha vida me achou no Twitter. Ambos chegaram até mim, se aproximaram e se interessaram por mim por uma rede social. O meu atual namorado, inclusive, se apaixonou por mim, lendo o que eu escrevia no Twitter. Eu estou hoje com o homem da minha vida porque um dia ele resolveu ler as coisas que eu escrevia. O meu diário de tuiteira. Todas as coisas que sempre falaram que iria me prejudicar.

Já brigamos por causa de redes sociais? Sim. E acho que isso faz parte do ônus, assim como o fato de que eu precisei repensar um pouco como e o que devo expor, agora que não estou mais sozinha e, diferente de mim, ele é super discreto, avesso à oba-oba e bastante reservado. Mas, em um relacionamento, é normal que as pessoas sejam diferentes e procurem ajustar suas personalidades para chegar em um denominador que seja ideal para ambos. Mas, isso não significa que preciso mudar minha essência e nem ele a dele. Vamos continuar sendo como somos; eu, pública, ele privado. Não como antes, mas mantendo o que cada um é.

Mas, além disso (o fato de essa exposição pública na internet ter trazido coisas e pessoas imensuráveis para a minha vida), há outro ponto: acho um pouco pessimista imaginar que a inveja possa abalar ou acabar com um amor de verdade. Se os sentimentos ruins que outras pessoas enviam para você são capazes de abalar ou por fim a um "amor", é porque esse amor não é tão grande ou tão forte. Talvez, nem seja amor. Porque, por mais que eu saiba que, sim, há energias ruins, há torcida contra, eu não consigo conceber que algo realmente acabe pela influência externa. Da mesma forma que pessoas podem enviar energia ruim, a gente pode se proteger. Dedicando-se, amando, sendo sincera, transparente, parceira. Sempre podemos criar escudos e ele não significa esconder a sua felicidade. Aliás, acho que o melhor escudo para proteger qualquer relacionamento é simplesmente amar e ser amada de verdade. E, graças a Deus, esse escudo eu tenho para me proteger.

Portanto, vou continuar sendo feliz e, quando sentir vontade, continuarei compartilhando a minha felicidade com as pessoas. Quanto àquelas que enviarem energias ruins por isso, eu só posso torcer para que elas encontrem a felicidade delas. Porque, quando você está feliz de verdade, é quase impossível não querer dividir isso com as pessoas que são importantes e você ama de verdade. E, no meu caso, a maior parte delas estão nas minhas redes sociais.