quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sobre a tal da "exposição"

Hoje li um texto no blog da linda da Adriana Santos (Por Enquanto 30) sobre o tema ai do título. E, como eu já estava pensando em escrever exatamente sobre isso, juntou-se a fome com a vontade de comer. Pois bem. A Adriana escreveu sobre pessoas questionarem o fato de ela expor no Facebook a felicidade dela. Achei curioso que o mesmo questionamento foi feito a mim também, por mais de uma pessoa. Pessoas que gosto, que gostam de mim e que se preocupam com as energias negativas que eu possa atrair por expor minha felicidade publicamente - seja no meu Facebook, no meu Twitter ou aqui mesmo neste blog. Por isso, acho que está na hora de expor meu ponto de vista: devemos ou não tornar público nossa felicidade?

Primeiro, entendo que muito dessa resposta está ligada à personalidade da pessoa. Eu, particularmente, faço parte da geração que abre mão de parte da privacidade para poder ter acesso e se relacionar com pessoas usando as novas tecnologias. Entendo todos os riscos disso. Mas, também, enxergo inúmeras vantagens que, para mim, superam os riscos de se ter uma vida mais "pública".

Exemplificando: sim, já tive problemas e inúmeras dores de cabeça por expor publicamente o que penso, sinto e vivo. Já usaram isso para me prejudicar. Já usaram isso para tentarem me humilhar. Já usaram isso para falar mal de mim.Já tive acessos de chateações que me fizeram pensar em apagar todas as minhas redes sociais por conta de algumas situações desagradáveis que vivi por conta delas. E, não, isso não é legal.

Só que, por outro lado, eu não tenho como negar que essa exposição me trouxe tantas coisas boas, incríveis e maravilhosas que compensaram cada nervoso, chateação ou raiva que passei também por conta da tal exposição. E, queridos e queridas, vos digo: isso é a vida real. Tudo se tem lados bons e ruins. E sempre soube pesar muito bem o que minha exposição trouxe pra mim e ver se tinha mais benefícios ou prejuízos. Até o momento, a balança continua pesando para o lado do bem.

Todos os meus empregos eu consegui por meio de pessoas ou situações que envolveram a internet. Meu primeiro emprego como assessora de comunicação, na Approach, consegui porque fui indicada por um amigo que conheci no chat do site Comunique-se. Quando sai de lá e fui para o IMB, fui porque conheci o Hélio Beltrão, presidente da ONG, em comunidades de discussão sobre política no Orkut. Na TV1, entrei porque fui indicada por um colega que participa comigo de uma lista de discussão sobre futebol. E, aqui na Wunderman, descobri a vaga por meio do twitter @trampos.

No campo pessoal, também agradeço às redes sociais pela importância na minha vida. Meu ex namorado me achou no Orkut. Meu atual namorado e homem da minha vida me achou no Twitter. Ambos chegaram até mim, se aproximaram e se interessaram por mim por uma rede social. O meu atual namorado, inclusive, se apaixonou por mim, lendo o que eu escrevia no Twitter. Eu estou hoje com o homem da minha vida porque um dia ele resolveu ler as coisas que eu escrevia. O meu diário de tuiteira. Todas as coisas que sempre falaram que iria me prejudicar.

Já brigamos por causa de redes sociais? Sim. E acho que isso faz parte do ônus, assim como o fato de que eu precisei repensar um pouco como e o que devo expor, agora que não estou mais sozinha e, diferente de mim, ele é super discreto, avesso à oba-oba e bastante reservado. Mas, em um relacionamento, é normal que as pessoas sejam diferentes e procurem ajustar suas personalidades para chegar em um denominador que seja ideal para ambos. Mas, isso não significa que preciso mudar minha essência e nem ele a dele. Vamos continuar sendo como somos; eu, pública, ele privado. Não como antes, mas mantendo o que cada um é.

Mas, além disso (o fato de essa exposição pública na internet ter trazido coisas e pessoas imensuráveis para a minha vida), há outro ponto: acho um pouco pessimista imaginar que a inveja possa abalar ou acabar com um amor de verdade. Se os sentimentos ruins que outras pessoas enviam para você são capazes de abalar ou por fim a um "amor", é porque esse amor não é tão grande ou tão forte. Talvez, nem seja amor. Porque, por mais que eu saiba que, sim, há energias ruins, há torcida contra, eu não consigo conceber que algo realmente acabe pela influência externa. Da mesma forma que pessoas podem enviar energia ruim, a gente pode se proteger. Dedicando-se, amando, sendo sincera, transparente, parceira. Sempre podemos criar escudos e ele não significa esconder a sua felicidade. Aliás, acho que o melhor escudo para proteger qualquer relacionamento é simplesmente amar e ser amada de verdade. E, graças a Deus, esse escudo eu tenho para me proteger.

Portanto, vou continuar sendo feliz e, quando sentir vontade, continuarei compartilhando a minha felicidade com as pessoas. Quanto àquelas que enviarem energias ruins por isso, eu só posso torcer para que elas encontrem a felicidade delas. Porque, quando você está feliz de verdade, é quase impossível não querer dividir isso com as pessoas que são importantes e você ama de verdade. E, no meu caso, a maior parte delas estão nas minhas redes sociais.

2 comentários:

Renata Faria disse...

Amore, concordo plenamente com você! E um exemplo disso somos nós... nos conhecemos via twitter e temos uma amizade incrível e nunca tivemos problemas algum. Muita gente não deve entender nada disso, ou deve achar que isso não rola, que nossa amizade é "virtual" ou que seu namoro seja "virtual", provavelmente são as mesmas pessoas que acreditam que Redes Socais não servem para nada. Infelizmente, mesmo sendo os maiores canais de comunicação quase não tem credibilidade.

Existem pessoas que se conhecem a anos e anos e não tem tanta sinceridade e carinho como nós.

São coisas que cabe somente a nós entender! =)

Núbia Tavares disse...

Rê, exato!!! Acho que tudo tem um lado bom e um lado ruim. Só é preciso ver qual lado pesa mais ou menos! Eu ainda vejo mais benefícios que malefícios no uso das redes sociais da maneira que eu uso! Se vou mudar de opinião, não sei. Mas, no momento, é isso! :)