domingo, 25 de novembro de 2012

Algumas curiosidades sobre ser turista brasileiro em Punta Cana

Como existem mil blogs sobre viagens falando sobre como Punta Cana, na República Dominicada, é um paraíso, não sou eu quem vai fazer um longo post te explicando porque você deve incluir esse paraíso na list de lugares para conhecer antes de morrer. Antes de escolher esse destino para viajar nas férias, eu li muito sobre a cidade em inúmeros blogs. Portanto, já há vasto material na internet e não vou chover no molhado. A intenção deste post é falar sobre coisas que eu não li em canto nenhum e só descobri indo lá ficar oito maravilhosos dias torrando no sol, comendo comidinhas e bebendo bebidinhas deliciosas. :)

Então, vamos lá:

1. Ai se eu te pego
É fato: se você passar meia hora em Punta Cana como turista, que seja, alguém vai cantar "Ai se eu te pego" para você. Michel Teló realmente vai te acompanhar nessas férias, onde quer que você esteja. Conforme-se, cante junto e tente evitar aquela risadinha amarela. É o que te resta.

2. A trilha sonora padrão
Não importa a festa que você vai, você irá escutar, necessariamente, as seguintes músicas em Punta Cana: 1) Gagnam Style  2) Gasolina 3) Kuduro 4) Ai Se Eu Te Pego. Você pode ter um bônus e ouvir "Chorando se foi". E, acredite, você dará graças a Deus ao ouvi-las, porque, de resto, só toca cumbia e cumbia é, definitivamente, chato.

3. Novelas
Se você é como eu e não é muito lá chegado em novelas, vai carregar o carma de ser identificado lá em Punta Cana por conta das novelas brasileiras. Não entendi a piada, mas eles adoram falar que tem uma prima brasileira que se chama "Chica da Silva" (dá-lhe Tais Araújo). Teve um daqueles vendedores de pacotes que, dois dias seguidos, ao encontrar com a gente na praia, gritou com entusiamos sobre "Chocolate com Pimenta". Minha recomendação: não tente entender, solte um "Brasil, futebol, carnaval" e siga em frente.

4. Seu hotel
O que deu pra sacar forte de Punta Cana é: o que faz a diferença na viagem é o hotel. A menos que você queria passar sete dias mergulhando pra ver golfinhos, peixinhos, etc (é tudo igual, acredite), escolha um bom hotel, porque não tem muito o que fazer na cidade em si. Então, o que vai fazer a diferença é você estar em um hotel legal em um bom trecho de praia. Dica: muitos hotéis tem no nome "Bávaro", para indicar que ficam na praia de Bávaro, que é a melhor da cidade, mas não ficam lá de fato. Google Mapas salva.

5. Avião
Se você se caga de medo de avião feito eu, carregue o kit dramim, porque você vai para o Caribe. Descobri (depois de quase morrer do coração numa turbulência no trecho Punta Cana - Panamá) que viajar pelo caribe é, necessariamente, entrar em uma montanha russa. Fasten seat belts - para sua segurança e para não acabar baendo a cabeça no teto do avião numa daquelas mega quedas no meio da turbulência.

No mais, leve o protetor, capriche no portunhol, pegue o passaporte e vá curtir esse mar e esse céu lindo nessa ilha maravilhosa e incrível! :)






quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Medo de avião

Descobri que a população brasileira é a que mais tem medo de avião. E eu, de uns tempos para cá, cada vez me incluo mais na parcela da população que entra no avião imaginando em qual etapa do voo o avião vai cair. Decolagem? Voo de cruzeiro? Pouso?

Tenho mais medo de avião do que de ver o Palmeiras rebaixado. Mas meu medo não me impede de viajar. Nos últimos 40 dias, foram doze decolagens e pousos (faltam mais duas). Eu gosto de viajar de avião. Sempre sento na janela e adoro olhar a paisagem lá embaixo. É lindo. Mas os sufocos que já passei dentro de aviões me deixam cada vez mais tensa. E quando estou conseguindo relaxar... lá vem mais um voo tenso, daqueles que todo mundo bate palmas quando o avião para agradecendo ao piloto e co-piloto por estarem vivos.

Em 2006, peguei um voo da extinta BRA que despressurizou na chegada em Congonhas. Era noite, estava chovendo, entramos na nuvem para pousar... e as máscaras de oxigênio cairam (depois disso, eu sempre presto atenção às instruções de segurança quando o avião está taxiando). Eu achei que fosse morrer e só pedia pra Deus que não fizesse isso naquele momento, porque minha mãe não ia aguentar uma separação mais a filha dela dentro de um caixão (na época, meus pais estavam se separando). Foi tenso. O pouso foi alterado de Congonhas para Guarulhos. E, depois disso, me recusei a entrar dentro de um avião por um bom tempo. Mas, passou.

Voltei a voar em 2009. Uma vez, voltando de Natal, peguei um voo que fez QUATRO escalas. Recife, Salvador, BH e Campinas. E, incrivelmente, eu não morri nem enlouqueci. O avião na caiu. E eu não fiquei passando mal. Curti o voo (sempre me benzendo nas decolagens, claro). Voei para Porto Alegre no dia em que caiu o voo da Air France, em 2010. Foi um voo com muita turbulência no pouso, mas incrivelmente, não fiquei com medo (na minha cabeça, a cota de aviões que cairiam no dia já tinha sido cumprida, logo, o meu voo não ia cair). Ano passado, indo pra Paris, pegamos uma loooooonga turbulência naquele pedaço do oceano onde caiu o avião da Air France. Eu apertava a mão do Sérgio muito, mas nada desesperador. Fiquei tensa, mas consegui voltar a dormir. Fui, voltei e meu avião não caiu.

Esse ano comecei a assistir May Day - Desastres Aereos para ver se me ajudari a ter menos medo de voar. Assisti vários episódios, entendi que avião só cai quando dá muita merda mesmo. O resultado? Toda vez em entro num avião agora, eu fico imaginando todas as coisas podem acontecer e derrubar o meu voo. Sim, eu sei que na probabilidade de morrer dentro de um avião é menor do que a de você morrer indo para o aeroporto. Mas, como me convencer disso? E se bem no meu voo, o transponder falhar? E se bem no meu voo, erraram na quantidade de combustível e o avião sofrer pane seca ou tiverem colocado combustível contaminado? E se bem no meu voo uma tesoura de vento aparecer no pouso e derrubar o avião por falta de sustentação? Eu fico pensando nessas coisas e imaginando a matéria da revista contando a queda e a história das pessoas no voo. Fico imaginando meu familiares sofrendo porque morri. Sempre que faço checkin no foursquare, fico imaginando o povo comentando o checkin da morte. Idem para fotos no Instagram. A última foto do voo fatídico... 

Sim, eu sei que tudo isso é uma grande bobagem. Mas pegar uma mega turbulência no trecho Punta Cana - Panamá não me ajudou em nada. Foi um daqueles voos com turbulência, quedas contínuas, muita chuva (entramos em um cumulo nimbus, o tipo de nuvem mais perigosa para voo) e nada de ver chão. O avião inteiro gritou (eu que puxei o coro, claro) e todo mundo bateu palmas quando finalmente chegamos no aeroporto. E para entrar no voo de volta para o Brasil? O voo foi super tranquilo, mas eu tava com tanto medo que tomei dois dramins e vinho. Apaguei e acordei já perto de casa. Para terminar de completar, no trecho Dourados-Campo Grande, o voo da Trip pousou com as luzes das saídas de emergência e chão ligadas. Ventava muito, o avião balançava e pousou torto. Resultado: ontem, no voo de Campo Grande pra São Paulo, passei mal o tempo inteiro. Comecei a ficar nervosa quando ainda estava no Shopping almoçando com minhas amigas. Durante o voo, fiquei com sudorese nas mãos, boca seca, coração palpitando, enfim, todos os sintomas de quem tem muito medo de voar. E tomei três Dramins (sim, eu sei que foi um exagero). E rezei como se não hovesse amanhã - e Deus ouviu minhas preces, já que, apesar da grossa camada de nuvens sobre São Paulo, não teve turbulência ao passarmos por ela (deusélindo.com.br).


Sempre digo para meu namorado que sou a rainha das bizarrices em voos. Turbulência, despressurização, voos que ficam rodando em círculos esperando para pousar, serviço de bordo cancelado porque teve turbulência a viagem inteira... Claro que isso não me ajuda em nada. Mas procuro sempre enfrentar o medo. Leio, olho coisas no iPad, fico tentando dizer para mim mesma que aviões não caem. Achei um aplicativo para quem tem medo. Tem até um botão do Pânico pra você apertar quando tá naquele desespero durante aquela turbulência insuportável e você já está pedindo apenas para não sentir nenhuma dor quando o avião se chocar contra o solo. Como adoro viajar, não posso deixar que esse medo besta me impeça de me divertir. E antes que ele se torne tão grande que me impeça de entrar num avião, eu resolvi enfrentar o medo e acabar com ele: eu tenho medo de avião. 

Então, estou aqui, pagando esse mico enorme em contar em público meu medo do meio de transporte mais seguro que existe. Porque o primeiro passo pra controlar essa ansiedade e medo é admitir que eu sinto. É admitir que, apesar do medo ser completamente irracional, ele me domina. E eu preciso aprender a dominá-lo. Afinal, eu sou maior que qualquer medo. Eu preciso ser. E serei.

Amanhã embarco pra o Rio de avião. Vou e volto. E serão dois voos tranquilos. Se não forem, vou ir e voltar e paz. Vai dar tudo certo. Amém.



ps. Espero que esse post não seja usado como notícia, caso meu voo caia.
ps2. Por favor, tentem não me assustar nos comentários com relatos de voos ruins, rs.







segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A insanidade de ser torcedor ou podem me chamar de louca


Ainda não achei atividade mais insana nessa vida que ser torcedor de futebol. Que me desculpem os homens-bomba, mas se explodir é fácil. Duro é aguentar as piadas dos rivais depois de uma série de papelões e um rebaixamento para a série B (segundo em dez anos) quase certo. E, mesmo assim, lá no fundo, mas bem lá no fundo, acreditar que ainda dá (ora, pois, se o Fluminense se salvou em 2009, por que o Palmeiras não poderia se salvar?).

Faz algum sentido xingar enlouquecidamente a televisão a cada lance? Ligar a TV sabendo que vai passar raiva e mesmo assim, não conseguir não fazer isso? Saber que o Luan é burro, vê-lo fazer burrice, xingá-lo de burro e ainda sim, defendê-lo do árbitro fdp? Faz sentido ver seu time perder jogando bem e continuar assistindo à sessão de tortura em grupo? Não, não faz. Mas alguma coisa no futebol faz sentido?

Sou completamente contra violência. Não aprovo nego que depreda estádio, restaurante de dirigente nem agressões e afins. Mas joguei meu celular com tudo no chão, duas vezes, ontem, nos dois gols do Corinthians (bom, é meu patrimônio, não estou causando danos a terceiros, tenho o direito de depredá-lo). De onde vem a raiva que move um torcedor, sinceramente, não sei. Sei que ela é grande, gigantesca, absurda. Capaz de acabar com seu dia, estragar seu final de semana, te deixar com um humor de merda e com vontade de mandar o planeta para a merda. E capaz de fazer com que pessoas quebrem cadeiras no estádio, pixem muros e depredem restaurantes de dirigentes.

O que acontece com o Palmeiras hoje é revoltante em todos os aspectos. Por isso, dessa vez, não vou chamar ninguém de marginal pelos acontecimentos de ontem. Porque, embora não aprove, entendo a atitude, porque sinto a mesma raiva (e me considero superior por consegui-la conter, claro). Aos fatos: esse time é ruim. Mas nem tanto. Poderia terminar o campeonato, fácil, entre os dez primeiros. É melhor que Figueirense, Sport, Atlético Goianiense, Coritiba, Bahia, Naútico e Flamengo com facilidade. Mas somos os penúltimos (no salvo de gols) porque os jogadores são um bando de chinelo. Não estão com vontade de jogar. O time é bem armado. Ontem, mesmo jogando praticamente o tempo inteiro com um a menos, jogou bem. Como jogou contra Atlético Mineiro, Vasco e Santos. E perdeu todos os jogos.

Eu não acho mesmo que esse é time para cair. Basta ver os jogos. O problema do elenco é que jogador de futebol virou um bando de mimado. Ou as coisas são como querem, ou eles fazem o que querem. Não têm o menor pudor em fazer uma torcida gigantesca e apaixonada sofrer um ano na série B. E isso não é só com Palmeiras. Isso é uma praga em todos os times. Como alguém disse no twitter, entendo um Evair derrubando um PC Gusmão. Agora, esse bando de jogador mediano derrubar grandes técnicos, como o Felipão, é reflexo direto da mediocridade que virou nosso futebol.

Sim, o futebol brasileiro está cada vez mais medíocre. Exemplo? Valdívia e Douglas ganharem salário de R$ 400 mil. Sério, os dois seriam reservas, no máximo, nos grandes times de Palmeiras e Corinthians da década de 90. Mas não tiro o demérito da diretoria do Palmeiras (de todas na última década): é uma diretoria ruim, fraca e perdida. Nem o presidente e nem o VP de futebol têm pulso firme, culhões, saco roxo, bolas, para segurar o elenco na mão. E o resultado é isso: um bando de jogador meia boca, sem tesão em por a bola no fundo do gol, jogando um time que não era pra cair para o fundo do poço.

Como torcedora racional, eu quero é comprar o ppv da série B. Como torcedora de verdade, eu acho que dá pra escapar. Mas tem que ganhar do Figueirense, Náutico, Bahia obrigatoriamente. Como disse no início: se o Fluminense escapou em 2009, dá para o Palmeiras escapar esse ano. Mas alguém vai ter que pó de mico no calção dos jogadores pra fazer os FDP´s acordarem para a vida. Daqui até o final do campeonato, serão 13 finais de Copa do Brasil. Por favor, malditos jogadores, joguem essas partidas como jogaram o Campeonato que acabaram de vencer.

E para fechar o texto, a única coisa que consigo realmente pensar diante desse drama inteiro: Palmeiras, eu amo você. Vamos escapar dessa porque milagres existem. Milagres acontecem. E um milagre vai acontecer.

Podem me chamar de louca.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O curso de pós graduação que o mercado precisa


Esse é o curso mais esperado da história do mercado de comunicação e marketing. O querido Daniel Souza teve a ideia e eu, outro Daniel, Diego, Rafael e Fábio colaboramos com a montagem da grade.

Queridas faculdades, pensem nessa grade com carinho.



ESPN -  Escola Superior de Paciência e Noção

Curso: Inovação do Uso da Noção na comunicação

OBJETIVOS DO CURSO
Compreender o que são os acordos sociais não formais de comportamento em grupo, e como exercitar padrões saudáveis de conversação e comunicação entre neo-consumidores, seus parentes, chefes e puxa sacos.

Entender na atual conjuntura econômico-social brasileira como o processo de noção impacta na inovação, bem como desenvolver abordagens de utilização de noção na prospecção e fidelização dos novos consumidores das classes X, Y, C, D e Club A.

POR QUE PARTICIPAR
No mundo corporativo moderno, a noção de noção acabou esquecida. Termos como “alinhar” acabaram tornando-se hype e fazendo com que a noção fosse esquecida. Contudo, com os novos desafios na comunicação, ter noção voltou a ser um fator diferenciado no currículo de qualquer executivo que almeje o sucesso. Esse curso tem como objetivo explicar, em detalhes, todas as aplicações do conceito, seja no dia-a-dia de trabalho, na relação com a equipe, com o cliente e com fornecedores. Fazendo o curso, você irá se diferenciar no mercado, deixando de ser “sem noção” e fazendo parte da ínfima quantidade de pessoas que têm noção.

RESULTADOS ESPERADOS

Obter noção, evitando joselitismos, maneirismos e outros ismos

METODOLOGIA

Serão utilizadas para embasamento das aulas as principais referências bibliográficas que tratam do assunto, fontes eletrônicas tais como sites oficiais, revistas e jornais.
As aulas serão expositivas e serão introduzidas questões-debates a partir do conteúdo tratado. Serão utilizados, fartamente, de recursos áudios-visuais para a exibição de mapas, gráficos, quadros e tabelas e vídeos curtos que tratam do assunto.


PROGRAMA
1) Entendo os limites e Oversharing;
2) Usando gamification para mudar hábitos ruins;
3) How to avoid bad English et All (ou how to avoid english expressions i don’t know);
4) Bundas, Peitos e similares: usando elementos sexuais sem causar desconforto;
5) Comportamento do Colaborador nas festas da firma;
6) Como não ser o último a utilizar um meme;
7) Como não expor seus amigos a imagens repelidas por profissionais como coveiros,médicos e veterinários;
8) Meu português (ou falta de) me deixou solteiro. E agora?
9) Como preencher um briefing além do Google;
10) Como evitar palavras com a palavra “como” e outras baboseiras do tipo;
11) Como entender a diferença entre “MAS” e “MAIS”;
12) Diferenciando “recepcionistas” e “hostess” (ache a vírgula entre elas);
14) Como evitar a palavra “chupa” em dias de final de campeonato em relação ao time do sogro, chefe ou pessoa com arma carregada em mãos;
15) Aprendendo como utilizar o teclado “Caps Lock”;
16) Como ficar na festa da empresa até o sorteio dos prêmios;
17) Como evitar check in em locais comprometedores, proibidos, secretos, irrelevantes ou onde a sua presença é MERA obrigação;
18) Como identificar a diferença entre notícias reais e manchetes do “Sensacionalista”;
21) Como conhecer o “Sensacionalista”;
22) Como fingir felicidade de maneira crível nas redes sociais;
23) Como conter seu mau humor e/ou mimimi nas redes sociais;
24) Relevância avançada: Entendendo o papel dos neo-consumidores e a rejeição de pautas que vem da Ass. de Imprensa;
25) Como utilizar a palavra “especial” sem remeter o leitor a qualquer “retardo”;
26) Como abordar travestis sem correr o risco de ser assaltado e aparecer na mídia, no dia seguinte;
27) Como não ser notícia no “Te Dou um Dado” e blogs similares;
28) Como esconder a falta de job ou pia de louça nas redes sociais;
29) Como não falar sozinho em perfis empresariais nas redes sociais;
30) Como expressar seu mau gosto musical nas redes sociais ou “Sou do fã clube do Luan Santana - Devo assumir?”;
31) Como ser sincero sem escrever errado;
32) Dez dicas de como interpretar o regulamento de um concurso;
33) Crenças, religiões e cultos: como abraçar o sagrado sem incomodar sua audiência ( amando Jesus sem ser mala);
34) Como não se tornar um filósofo das redes sociais;
35) Como entender que a Cleycianne é um cara não evangélico;
36) Sabendo usar e identificar citações de Clarice Lispector, Arnaldo Jabor e Luís Fernando Veríssimo nas redes sociais;
37) Como postar Adele nas redes sociais com enfoque inédito e ouvir as canções em volume adequado;
38) Como não postar 537 imagens em menos de 2 minutos em seu perfil no Facebook;
39) Dica:Mouse não é uma metralhadora de “likes”;
40) Como passar o mês de Dezembro inteiro sem ouvir uma vez sequer a cantora “Simone”;
41) Como não ficar compartilhando o mesmo sentimento 537 em menos de 2 minutos, no Facebook;
42) Como não utilizar a frase: “Sua inveja faz a minha fama”;
43) Como entender que as expressões: “fikadika”, “Vem ni mim” e “Partiu” já cansou a beleza;
44) Como alfinetar a pessoa certa com posts enigmáticos no Facebook;
45) Como não postar fotos com uma parede podre atrás de você e entrar no tumblr “Clã da parede podre”;
46) Coloque frases claras em seu Facebook e não pareça um louco inexperiente que nunca usou uma rede social;
47) Como entender que ninguém quer saber se você está “Felizzzzzzz”;
48) Como utilizar as seguintes consoantes: “ss”, “s”, “ç” e “z”;
49) Como periguetar com classe e discrição nas redes sociais;
50) Entendendo um pouco sobre como postar poucas fotos de um determinado evento.
51) Como perceber a ausência de um item (13) em um programa didático.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ah... taxistas...


Oi, meu nome é Núbia, tenho 27 anos e não sei dirigir. Morando em São Paulo, o que isso traz de fato para minha vida é: eu acabo usando muito taxi quando preciso. Particularmente, eu não vejo problemas. É mais barato que manter o carro e não tenho que me estressar com o trânsito. Posso ler ou usar meu smartphone sem me preocupar em bater no carro da frente. Quase o mundo perfeito, exceto por um pequeno detalhe: os taxistas.

Às vezes a  gente dá sorte e o cara fica mudo, ou pergunta o mínimo. Mas, em média, o táxista é um problema em 60% das corridas. Eu confesso que alguns eu até dou trela e deixo falarem, principalmente aqueles tiozinhos que adoram falar sobre a filha, o filho, o neto. Acho engraçado. Já ouvi algumas histórias interessantes de vida, como um taxista queme levou para Guarulhos e, durante o trajeto (congestionado) contou como ele virou taxista. O cara era analfabeto, chegou em São Paulo depois de viajar quase dois meses pegando carona vindo do Piauí e hoje tinha três taxis, quatro casas e tinha formado todos os filhos na faculdade. Acho muito legal esse tipo de história, porque mostra a importância do trabalho e do esforço para a gente crescer. Por outro lado... Já tive diálogos surreais com taxistas. Uma vez peguei um que não sabia onde era a MARGINAL PINHEIROS. Outro ficou me contando como todas as mulheres do bairro dele queriam pegá-lo (ZzzzzzZzzzzz). Um tentou me converter na Igreja Bola de Neve (é sério, eu juro). Vários já discursaram trechos da bíblia pra mim. Praticamente todos os taxistas que são falantes me perguntam se 1) Ainda estudo (tenho cara de novinha?); 2) Em qual curso me formei; 3) se sou casada.

Quando a conversa chega nesse ponto (do casamento) ela inevitavelmente segue duas vertentes: a dos que ficam dizendo a importância do casamento para a vida, que eu deveria pensar logo em ter vários filhos (eles falam isso desde que tinha 22 anos) e terminam falando dos próprios casamentos e filhos  - normalmente desabafam sobre o filho ou sobre a mulher. Uma vez um ficou me contando como o filho dele estava se dando bem sendo produtor do programa do Gugu. Outro me contou longamente (um trânsito de quase quatro horas para o aeroporto) sobre como ele conheceu a mulher, como começaram a namorar, como ele pediu a mão dela em casamento para o pai, detalhes do casamento, da festa, dos filhos e, finalmente... como descobriu que ela a traia com o vizinho e a perdoou (e, aparentemente, a mulher continua o traindo até hoje). A outra vertente é a dos taxistas que adoram falar mal da vida a dois. São os taxistas baladeiros, que adoram contar que pegam clientes, que enchem a cara etc. Uma vez um me contou que a cliente fez um striptease espontâneo para  ele (minha reação foi fingir que estava recebendo uma ligação e fingir que estava falando no celular até o final da corrida).

Hoje vim para o trabalho de táxi. De cara, vi que não seria uma corrida tranquila e, para evitar, enfiei a cara no smarphone. Quem disse que adiantou? O cara começou justificando o atraso. Depois, me perguntou se eu ainda trabalhava na TV1 (ele trabalha na rádiotaxi que prestava serviço para minha antiga empresa). Ai, disse que, depois que fizesse minha corrida, que ia malhar. Eu, pra não ser totalmente desagradável soltei um “Ah, bacana...”. Pra que? Fiquei vinte séculos ouvindo que eu PRECISAVA acordar 6h da manhã para ir para a academia fazer o TREINAMENTO MILITAR. Segundo ele, o tal treinamento ajuda a fortalecer a musculatura das costas (será que ele me deu uma indireta dizendo que meu peito tava caído?). E que malhar de manhã era melhor, porque ajudava a acelerar o metabolismo mais do que malhando a noite (?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!).

Em seguida, disse que resistencia era fundamental para aguentar o trânsito. E me perguntou se eu sabia dirigir. Eu: “não e nem quero”. Ai, levei uma lição de moral sobre como a independência da mulher dependia necessariamente de ela saber dirigir e ter o próprio carro. Eu fiz uma cara de paisagem e abri o jornal. Quem disse que adiantou? Ele mudou rapidamente de assunto e começou a falar sobre como ele gosta de beber na madruga. Que trabalha até meia noite e depois vai beber com “os parceria” e pegar mulherada (nunca entenderei a categoria de taxistas garanhões). Ai, me perguntou se eu era casada. Respondi que sim, que era muito bem casada (ahahahahaha) para ver se o infeliz parava com o papo.

Resultado? Ele começou a me explicar os benefícios da vida de solteiro + balada em relação ao casamento e comoo casamento tornava as pessoas velhas. Que ele tinha 54 anos com corpo e cara de 35 porque nunca tinha se casado. Nesse momento, minha vontade era de dar um tiro na cabeça (dele, claro). Normalmente, eu já teria apelado para o truque da chamada falsa, só que meu celular estava sem bateria. Ou seja, as perspectivas eram que eu continuasse a ouvir aquele blá,blá, blá até o final do viagem. Até que resolvi dar uma de louca e... incorporei o discurso dos taxistas evangélicos. Respondi dizendo que isso era contra a lei de Deus, que era um absurdo ele pensar assim, que o homem veio para a terra para formar uma família e procriar e que ele deveria por a mão na consciência dele antes de infringir as leis do todo poderoso.

O taxista ficou quietinho o resto da viagem.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Jamais usarei


Eu vivo em um universo paralelo em que moda passa longe de tendências. Sou daquelas que se acha uma coisa feia, não importa 900 revistas, formadores de opinião, blogs, etc dizendo que é lindo, maravilho e que você PRECISA ter. Não, eu não preciso ter algo que acho ridículo ou que não tenha a ver com meu estilo/personalidade. Dai, a ideia desse post: contar pra vocês alguns itens de moda que JAMAIS entrarão no meu guarda-roupas.

Ressalto desde já: essa lista é estritamente pessoal. Não quero convencer ninguém do meu ponto de vista, até porque cada pessoa tem o seu estilo. Então, considerando o meu, jamais usaria. Mas é uma questão de gosto pessoal e não tem nada a ver com os outros. Esclarecido? Então, vamos à lista!


Sneakers:
Putaqueopariu, de todas as tendências, nada poderia ser mais ridículo. Começo pelos sneakers porque sei que eles estão em alta e eu realmente não consigo entender quem pode achar essa mistura horrorosa de tênis com sapato legal. É feio. Tênis, de uma maneira geral, é algo que eu uso pra fazer exercícios e ponto. Não é pra compor look. Esses sneakers com brilho, salto e sei lá mais o que são ridículos. Nem me pagando um milhão de dólares eu usaria um – quer dizer, por um milhão, eu até poderia provar por cinco minutos.


Isso não é bonito, beijos.
Fonte da foto: eunaotenhoroupa.com

Saia Mullet:
Outra tendência da estação que é horrorosa. Gente, parece que você pulou uma cerca e rasgou um pedaço da roupa! Não tem como ficar bonita com saia mullet. NO máximo, você vai parecer uma daquelas ciganas chatas que ficam insistindo pra ler sua mão. To fora!

Meu comentário sobre esse look: não basta botar a saia, tem que enfiar uma blusa horrorosa e um sneaker! PQP!!!
Fonte: http://www.stealthelook.com.br/



Calça de paetê:
Somente um comentário: andar com uma melancia pendurada no pescoço chama menos atenção.

Sorry pela definição da imagem.
Fonte:  dafiti.com.br

All-star:
Provavelmente serei xingada muito por conta deste item. Como disse, tênis, pra mim, é algo pra usar  pra fazer exercícios. Se ele não tem essa função, não deveria ter nenhuma outra. All-star é o tênis descolado, hype, que nego inventa de usar com saia e meia calça. Ou com calça. Ou com qualquer roupa, certo? Certo, mas nada tira da minha cabeça que all-star não faz sentido nenhum. Ele é confortável. E pra mim, para por ai. Acho feio, deselegante e jamais usaria com nada (podem me apedrejar).


O que é esse all star listrado de cano alto? Vontade de dar um tiro na cabeça.
Fonte: modaquepega.com.br

Camisetas:
Eu sei, de novo, que serei linchada. Mas, camiseta é algo que eu uso somente a do meu time e pra ir no estádio. Outra função é usar para dormir. Eu admito que tem gente que sabe compor looks legais com camisetas, mas eu não me sinto elegante usando uma (aliás, me sinto indo pra cama dormir, no máximo).  Só se salvam as pólos (para looks diurnos).

Tá pagando de gordinha à toa.
Fonte: sempretops.com

Rasteirinha de dedo:
Falem o que quiser. Na minha opinião, NENHUM LOOK DO MUNDO fica legal com rasteirinha de dedo. Eu até consigo, hoje, usar alguns modelos (porque tenho problemas de varizes e salto faz minha perna latejar de dor). Mas NUNCA pra sair à noite. Uso, no máximo, na praia. E tenho dito.

Não, isso não é bonito.
Fonte: dafiti.com


ps. Originalmente publicado no Pluralíssimo. :)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

[Vídeo do Dia] GANGNAM STYLE

Tente assistir sem dar risada.



Esse é um dos virais mais legais do sistema solar que ainda não estourou no Brasil. :-[

O vídeo é de um cantor coreano chamado Park Jae Sung. O Gagnam Style da música se refere a um bairro no distrito de Seul chamado Gagnam E o style se dá por conta de o local ser habitado pela galera fashion e com muito dinheiro da capital sul-coreana. Ou seja: o vídeo mostra como você deve se vestir e gastar sua grana em roupas caso seja um coreano - e eu respiro aliviada por morar no Brasil, ahahahahaha!!!

O vídeo original já teve mais de 40 milhões de visualizações no Youtube (é um vício, dá vontade de ouvir mil vezes a música) e gerou 12 versões e vários gifs animados que você pode ver neste artigo do Know Your Meme, de onde tirei as informações para esse post. :)

Com o sucesso, além de celebridades americana postando e matérias em veículos de comunicação, surgiram (obviamente) vários trocadilhos para nossa alegria (todos em inglês) como "open condom style" (vamos torcer para o brasileiro ser mais criativo quando esse viral estourar aqui).

E ai? Você tem Gagnam Style?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Corações Sujos

Eis que, de repente, vejo todo mundo falar do filme "Corações Sujos". E sabe quando bate uma lembrança de "eu já ouvi falar nisso antes?". Pois é. Ai, fiquei quebrando a cabeça para descobrir porque esse filme me soava familiar e...BINGO! Há dois anos,fiz uma matéria sobre ele para a revista Terraço.

E por que essa matéria me marcou? Porque foi mais difícil da minha vida. Apesar de adorar ver filmes, estou longe de ser uma profunda conhecedora da sétima arte. Não entendo de roteiro, direção, cinema nacional, necas. Aliás, sempre disse que, se um dia fosse repórter, jamais seria uma repórter de cultura. Só que pauta caiu na minha mão e você vai falar o que? O editor pediu? A gente faz! Não que tenha sido fácil. Na verdade, foi um parto natural daqueles que você passa o dia sentindo as dores e nada da criança querer sair. Mas, relendo a versão que fiz (não a que foi editada) até que não está tão ruim, rs. Considerando que eu não entendo absolutamente NADA de cinema, eu até gostei de reler o texto. Mas recordo que, na época, fiquei quatro dias olhando para o computador sem saber o que escrever.

Então, divido com vocês a matéria. Para quem não conhece o Vicente Amorim, tem um perfil bem bacana dele. Divirtam-se e tentem não achar o texto tão horrível assim! E, se gostarem, a dica é assistir ao filme! :)

ps. Observem que a previsão de lançamento do filme era para meados do ano passado e só saiu agora. Não deve ser mesmo fácil viver de cinema no Brasil. Ponto para o Vicente!




O filho do diplomata Celso Amorim se sente privilegiado. Com uma vida que poderia muito bem ser o roteiro de um filme, ele conseguiu escapar da influência e pressão para seguir os passos do pai e fazer o que gosta. Depois de anos se revezando entre trabalhos na televisão, publicidade e cinema, finalmente Vicente Amorim faz aquilo com que sempre sonhou: dedicar-se somente ao cinema. Finalizando seu terceiro longa-metragem – “Corações Sujos”, inspirado no livro homônimo de Fernando Morais – o cineasta se considera mais produtivo desde que deixou outras áreas do audiovisual e voltar sua carreira somente para o cinema “O trabalho flui e o resultado final é muito melhor. Isso me deixa imensamente feliz”, diz.

Amorim começou a trabalhar com cinema aos 17, como assistente de Leon Hirszman, embora tenha dirigido seu primeiro curta aos 14 anos. De lá para cá, o currículo dele  cresceu junto com sua paixão pelo cinema. Seu primeiro longa de ficção,” O Caminho das Nuvens” (2003), foi bem recebido pelo público, o que abriu as portas para sua produção seguinte, “Um homem bom”, primeira produção internacional da carreira.

Não é surpresa, portante, que seu terceiro trabalho seja, novamente, internacional. Contudo, diferente do anterior que era falado em inglês, “Corações Sujos” possui elenco predominantemente japonês. “Precisamos fazer uma imersão com os atores antes de iniciarmos as gravações. Eu falo muitas línguas por conta do tempo que vivi fora do Brasil, mas japonês não é uma delas (risos). Por isso, foi necessário criar um clima de interação total com o elenco e o tradutor para que a comunicação não tivesse nenhum tipo de ruído que pudesse atrapalhar o resultado final”, conta Amorim.

A película conta a história do movimento Shindo Renmei, formado por japoneses ultranacionalistas que mataram 23 imigrantes que acreditaram na rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial em uma colônia brasileira. “O que me atraiu nesse roteiro foi a possibilidade de mostrar como os grandes acontecimentos da história afeta a vida das pessoas comuns”, diz o diretor. “Eu me apaixonei pelo livro do Morais na primeira vez que li, mas foi um grande desafio transformar o livro em uma história envolvente.”, afirma.

Segundo Amorim ainda, os temas abordados na obra – nacionalismo, intolerância, negação, manipulação e mentira –, “são assuntos atemporais, que servem para qualquer realidade. O fato de o filme se passar em 1945 não altera a mensagem que queremos passar. Os sentimentos vividos por aquela colônia estão ai, no mundo hoje, alimentando as guerras, os conflitos e os ódios da atualidade”, destaca o diretor.

O elenco de Corações Sujos conta ainda com a presença do ator Eduardo Moscovis, que fará o principal papel brasileiro. Com a história se passando integralmente em território nacional, as filmagens foram feitas em Paulínia, onde Amorim permaneceu durante quase três meses. O filme possui um orçamento de R$ 8 milhões e teve o apoio da prefeitura local. A produção é da Mixer, cujo cineasta é um dos sócios e será distribuído no Brasil pela Downtown. “Corações Sujos” deve ser também ser distribuído no mercado japonês e americano. “Estamos em processo de negociação”, conta o diretor. A previsão de lançamento é para a metade de 2011, revela Amorim.

E o próximo trabalho do diretor já está definido. Amorim não dá muitos detalhes, mas após finalizar “Corações sujos”, ele deve se dedicar a outro longa internacional. “Dessa vez, falado em francês. Não foi proposital fazer um filme em português, outro em inglês, um terceiro em japonês e o quarto em francês”, explica, rindo. “Mas as coisas foram acontecendo e estou feliz que seja assim. Um filme leva, em média, três anos de dedicação da sua vida para ficar pronto. Imagina que desagradável ficar três anos trabalhando num projeto do qual não se gosta? É por isso que escolho com cuidado no que trabalhar”, finaliza.

Da economia para a sétima arte

Vicente Amorim nasceu na Áustria, durante o tempo em que seu pai, Celso Amorim, estava na embaixada brasileira naquele país. Antes de vir para o Brasil, morou na Inglaterra e Estados Unidos. “Mas eu sou brasileiro de coração. Ter nascido fora foi apenas conseqüência do trabalho do meu pai, mas meu país é o Brasil”, diz. 

Aqui, ele viveu em Brasília e no Rio de Janeiro. Cinéfilo desde criança, dirigiu um curta aos 14 anos e começou a trabalhar profissionalmente com cinema aos 17. Antes de se dedicar inteiramente à sétima arte,  estudou economia por três anos. Ao abandonar o curso para se dedicar ao cinema, perdeu o apoio do país, que cortou a mesada do filho. O castigo paterno, no entanto, não surtiu efeito. Amorim continuou se dedicando ao cinema, onde trabalhou como assistente de câmera, assistente de som e pós-podução.

Acumulou cerca de 20 títulos no currículo, entre eles "Luar Sobre Parador", dirigido por Paul Mazursky e cujas filmagens tiveram locações no Brasi); "Brincando nos  Campos do Senhor", assinado por Hector Babenco; "Tieta do Agreste" e "Orfeu", ambos de Carlos Diegues; e "Bossa Nova", de Bruno Barreto. Também dirigiu cinco curtas, entre eles "Vaidade", co-dirigido por David França Mendes, e a animação "Não Fique Pilhado", premiado nos festivais Anima Mundi, Mendonza (Argentina) e Telluride (Estado Unidos). Realizou, ainda,  mais de 200 comerciais de TV e clipes musicais. Seu primeiro longa-metragem foi o documentário "2000 Nordestes".


O Instagram e eu

Eu adoro tirar fotos. É incrível que isso aconteça, porque minha primeira relação séria com a fotografia foi péssima. No primeiro ano da faculdade, tive aulas de fotografia e fotojornalismo. Meu professor era uma tiozão de meia idade, daqueles que te davam nota se você desse bola para ele. Um cara escroto que me fez odiar fotografia (eu só não peguei recuperação/DP porque fui muito bem na prova teórica, obrigada).

Fiquei com trauma um bom tempo de fotografar qualquer coisa que não fosse eu/amigos. Mas ai, lançaram o Instagram. E eu instalei o Instagram no iPad. E, em seguida, lançaram o Instagram para Android. E ai, eu passei a amar fotografar qualquer coisa que aparecer pela frente. Obviamente, não sou fotógrafa. Longe de mim. Tenho noção de fotografia, mas nunca fotografia no manual. Mas gosto de me divertir com os filtros do Instagram e clicar essa vida louca na qual vivemos.

E é incrível como, quando queremos fotografar coisas bacanas, a gente passa a enxergar coisas legais, bonitas, perdidas no meio da selva de pedra que é São Paulo. A gente passa a enxergar beleza no meio do cinza, aquele detalhe escondido, o céu que, mesmo com poluição, insiste em tentar fazer com que a gente olhe e se apaixone pela beleza do infinito que ele nos mostra.

Obrigado, Instagram, por me mostrar uma beleza que eu não estava acostumada a perceber. :)














segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Eu não quero ter uma tatuagem


Era uma vez um mundo em que ter tatuagem era uma aberração. Pessoas que ousavam marcar o próprio corpo eram discriminadas. Podiam perder vagas de empregos. Criavam crises familiares. Tatuagem era coisa de bandido, vagabundo. Gente decente e trabalhadora não podia marcar o corpo. Se quisesse, tinha que fazer num canto escondido, para não sofrer preconceito. Mas o mundo mudou. Hoje, todo mundo tem tatuagem. É legal, é cool, é incrível. Difícil ter apenas uma, né? Tatuagem é um vício. Fez uma, tem que fazer várias. E todo mundo ficou livre para fazer desenhos, escrever coisas, enfim, se marcar como quiser. Tudo muito bonito e livre. O preconceito contra a tatuagem acabou. Só que não.

Pois é. Hoje, ainda há preconceito relativo à tatuagem. Contra quem não tem. É verdade. Sinto isso sempre que alguém toca no assunto perto de mim. Não tenho tatuagem. Não tenho vontade de ter. Não consigo achar bonito. Quando alguém começa a falar sobre o tema, faço a egípcia e finjo que não é comigo. Se não tiver como escapar, digo que não tenho. “Como assim você não tem? Eu tenho três, faz, dói um pouco, mas é incrível!”. Eu sorrio amarelo e respondo “acho lindo nos outros, mas não tenho coragem”, para não ser desagradável. É, porque,na verdade, eu acho tatuagem horrível. E se eu falar que acho bizarro pintar qualquer coisa no meu corpo, vão me olhar torto (foi o que aconteceu todas as vezes que falei). Mas a verdade é que não gosto de tatuagem. Nunca farei nenhuma.  Impossível não olhar pra uma e imaginar aquela mesma pele daqui há 50 anos, toda enrugada e com aquela tinta. E ai eu me imagino sendo a dona da tatuagem e ela na minha pele enrugada aos 80 anos. Me incomoda. Não rola nem pagando um milhão (eu sei que com um milhão daria pra tatuar, tirar e sobrar um dinheiro, mas daria muito trabalho).

Ressalte-se: não, eu não tenho nada contra quem faz tatuagem. Até porque 90% das pessoas que conheço tem uma. Não pergunto para as pessoas quando as conheço se elas têm tatuagem. Tatuagem não faz ninguém melhor nem pior. Só que eu realmente não acho bonito. Por trabalhar com comunicação/publicidade, uma área em que a diversidade é melhor aceita, convivo com milhares de tatuagens diariamente. Todo mundo tem tatuagem e eu convivo muito bem com elas. Mas, aparentemente, elas não convivem comigo. “Ah, pára, você TEM que fazer uma tatuagem”. Já ouvi isso tantas vezes na vida que perdi as contas. Não, gente, eu não tenho que fazer algo que acho bonito. Ah, mas é o nome da sua mãe. Do filho. Do namorado. É o símbolo japonês da sorte. É um puta desenho lindo,super artístico. É um tribal (mentira, tribal tá fora de moda, pelo menos foi o que ouvi). É um herói. Uma cachoeira. Uma onça. Uma borboleta. Uma estrela. Bacana, meu povo. Só que não vai rolar.

Eu não quero ter uma tatuagem. Não me importa se vou tatuar um lugar onde nunca verei. O simples fato de saber que ela estará lá me dá pânico. Já tenho muitas marcas. Eu tenho uma pinta dentro da minha irís. Tá bom, né? Já tenho uma tatuagem natural, dentro do meu olho. Não quero mais nenhum rabisco no meu corpo. Eu gosto dele do jeito que ele é. Por isso, suplico: da mesma maneira que as pessoas comemoraram o fim do preconceito contra quem tinha tatuagem no passado, eu gostaria de poder optar por não ter uma sem ser olhada com uma cara de que sou um ET.

E viva à liberdade de escolhas. =)

Sim, sou eu. Não, não é uma tatuagem, é apenas um carimbo. Não, não dei like nesse like.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O outro mundo possível

Queria entender que mundo é esse onde mérito só vale se você for pobre e negro, como se inteligência e talento tivessem classe social. Eu me assusto ao ver que o mundo onde nasci, que, segundo me contam hoje, é preconceituoso, caminha para um mundo sem preconceito onde o seu papel na sociedade, seu mérito e seu talento é decidido no momento do seu nascimento. Não está entendendo nada? Pois é, mas é isso. Aos poucos, cada vez mais vejo comentários como "é fácil conseguir isso sendo rico, sendo filho de quem é". Da mesma maneira que ouço "esse ai sim, tem talento, superou todos os obstáculos e está brilhando".

Não quero generalizar, mas acredito que na ânsia de eliminarmos as barreiras sociais, estamos criando um problema sério em médio e longo prazo. Um racismo ao contrário, do tipo que leva a ministra de desigualdade racial dizer que um negro (por ser negro) tem direito de bater num branco. Não, eu não nego as injustiças raciais e o racismo camuflado do Brasil. Mas acho que, em lugar de se buscar uma verdadeira igualdade de classes/raça, estamos caminhando para um ambiente em que uma classe/raça tenta se sobrepor a outra. É, existe uma luta, e estamos camuflando essa luta com o argumento de "correção histórica". Não, um negro não tem direito de bater num branco por ele ser negro. E vice-versa. Cor de pele não justifica agressão nenhuma. Não é agindo como os brancos agiram no passado que se faz justiça social.

Eu, filha de pai mulato e mãe branca, fico olhando para toda essa briga de classes/raças sem saber o que fazer. Hoje, sou classe média. Mas já fui pobre e sei o que é isso. Não me acho mais talentosa que ninguém de outra classe social/cor por conta disso. Acho que, quem é bom, será bom tendo nascido no barraco ou no berço feito à mão por artesãs francesas. Mérito, talento e inteligência, graças a Deus, não obedecem ao mundo politicamente correto de hoje. Esses dons aparecem aleatoriamente em pessoas de todas as raças, classes e afins. Portanto, eu não aceito nenhum tipo de generalização sobre talento. Mark Zuckberg não era pobre. Nem por isso, podemos diminuir sua genialidade. Chico Buarque, idem. Ele seria mais talentoso se tivesse nascido no morro? Eu não acredito. Ele poderia ter mais dificuldades. Mas gente talentosa e boa brilha independente dos argumentos classistas e racistas disfarçados de justiça social com os quais convivemos hoje.

Eu realmente sonho com um mundo em que ser branco, negro, pobre ou rico não sejam motivos para você ser classificados em estereótipos A ou B. E que seu caráter/talento/mérito sejam julgados unicamente por aquilo que você faz, sem que suas origens possam influenciar A ou B a classificarem seu mérito maior ou menor. Sim, sei que estou pedindo muito. A humanidade tem como característica a luta, o confronto, o embate. Eu só acho que esse embate em que você cria privilégios para compensar o que aconteceu no passado só vai criar mais discriminação, raiva, ódio e problemas. E o que eu acho incrível é que ninguém parece perceber isso.

Tenho vergonha da maneira como os negros foram tratados no passado. Incluindo meu bisavô paterno, filho de escravos alforriados que teve que fugir com a minha bisa, porque ela era branca filha de portugueses. Mas acho que, mais do que olhar para o passado, é hora de olharmos para o futuro se quisermos realmente construir um mundo mais tolerante. E eu realmente não acho que é acirrando a luta de classes ou raças que vamos conseguir chegar nesse outro mundo ideal.








terça-feira, 7 de agosto de 2012

Música (porque música é sempre bom)

Porque música é bom. Porque música boa cantada por uma interprete maravilhosa é melhor ainda. Porque se você ainda conhecer a cantora e saber que, além de talentosa, ela é uma pessoa incrível só melhora.

Então, vamos ouvir uma música gostosa com a Railidia, uma paraense com sorriso largo e voz forte. Já chegou é uma toada de Emilio Silva da Paixão, do Boi Flor do Campo de Belém. Uirapuru é canção amazônica do maestro Waldemar Henrique. Além de Rai, acompanham ela Emerson Bernardes (Cavaco), Rodrigo Carneiro (sete cordas), Koka Pereira (percussão) e o grande Mapyu (percussão).



Gostaram? :)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Breve reflexão sobre o amor.

Amar dá trabalho, exige paciência, abrir mão de muitas coisas, muita boa vontade, especialização em engolir sapos, uma dose gigantesca de sangue-frio, mudar muitas coisas na sua vida/comportamento/rotina, conviver com gente que você possivelmente pode não gostar (pode odiar), fazer coisas que você não quer e, ainda assim, é a melhor coisa do mundo. 

Quem explica? :)


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para refletir

Quando tomados por nossa dor, ficamos aprisionados pelo peso de nossa tristeza, e não conseguimos enxergar a dor das pessoas mais próximas.

Não importa o quanto nos sintamos mal, sempre haverá alguém pior. Lembre-se disso hoje e encontre formas de se livrar do peso do medo e da dúvida, para que você possa ajudar outra pessoa.


By Yehuda Berg.





quarta-feira, 25 de julho de 2012

Síndrome da Falta de Amor Próprio


A DOENÇA
Hoje vou falar neste blog sobre uma doença moderna muito comum – a Sindrome de Falta de Amor Próprio (SFAP). Você pode até não conhecer essa doença pelo nome, mas com certeza já foi acometida por ela. Uma vez. Duas. Várias vezes na sua vida.  Não importa se você é bonita ou feia, magra ou gorda, jovem ou adulta: em algum momento da sua vida você vai fazer besteira motivada pela falta de amor próprio. Estudos apontam que a Síndrome ataca em “N” situações, mas é mais comum entre pessoas que tomaram um pé na bunda ou vivem um amor não correspondido e mais comum entre mulheres. O período do ano mais propício a adquirir a SFAP  é quando se toma um pé na bunda ou quando a fila da(do) sua/seu ex anda. A cena é clássica:

OS SINTOMAS
Ele está com outra, feliz e satisfeito. Você não se conforma com o fato de que foi trocada por ela e passa a se comportar como se tivesse 15 anos. Posta mil indiretas no Twitter/Facebook/Instagram ou em qualquer rede social que possa existir (caderno de perguntas, inclusive). Encontra com o casal na festa e se joga para cima do cara, ignorando completamente a cara de constrangido dele. Você liga, manda e-mail, manda sms, manda sinal de fumaça implorando para o cara voltar contigo e ele ignora. Enquanto você bombardeia o celular dele com mensagens, ele toma uma cerveja com a namorada. Suas amigas mandam você ignorar, mas você insiste em stalkear a vida do infeliz e da atual dele de cabo a rabo, no cafundós da Internet. Cada vez que acha alguma coisa, surta, chora e fica mal. Muitas vezes, recorre a um porre para aliviar as dores. Em outras, #xingamuitonotwitter ou Facebook. Em resumo, procura, acha e reclama.

O REMÉDIO
Pois é. Não importa o quanto você ame alguém. Não importa quanto momentos de felicidade vocês tiverem no passado. Se o cara está te ignorando, ele não te ama/quer mais. Ficar correndo atrás dele é fazer papel de ridícula. Se nenhuma amiga sua te disse isso, eu estou dizendo – e sou uma ótima para dizer isso, porque já fui tão ridícula nessa minha vida por falta de amor próprio que tenho vergonha de alguns períodos da minha existência (pode apagar?). Valorize-se, viva a sua vida, tente esquecê-lo e se divirta. Se ele tiver que voltar para você, não é recebendo 900 mensagens por segundo que você vai fazer com que ele sinta falta do relacionamento de vocês. Muito menos stalkeando a vida dele. E muito menos ainda, atrapalhando a vida dele. Ame-se, ame-se e, quando cansar, ame-se mais um pouco.


A CURA
Segundo pesquisas, a cura para SFAP é achar alguém mais interessante que o ex. Ter alguém que te mime, que te valorize, que fale para você o quanto você é especial e como você o faz feliz é o remédio perfeito para se livrar da SFAP. Alguns médicos indicam também listar todas as suas qualidade em um papel e colar na porta do seu guarda-roupas, acompanhado da lista de todos os defeitos do ex e problemas que vocês tinham no relacionamento. Estudos relatam que existe a probabilidade de o ex ser a cura para o problema em 0,00001% dos casos, mas casos reais nunca foram observados.   


terça-feira, 24 de julho de 2012

Contagem Regressiva




CHEGA LOGO! :)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O melhor lugar para se estar

Acho legal quando alguém vem falar que lê meu blog. Principalmente porque esse é um blog pessoal, atualizado conforme minha inspiração e disposição (ou seja, quase nunca) e quase um diário. Não é especializado em nada, não tem pauta definida.

Tudo o que escrevo aqui são idéias que surgem e não se conformam em ficarem presas dentro da minha cabeça - elas se rebelam e correm para cá. Muita coisa não deve fazer sentido para muita gente, porque esse blog é escrito essencialmente para mim. Eu sou o público-alvo do meu blog. Curiosamente, há quem leia e goste. É surpreendente e estimulante.

Gostaria de poder entrar na cabeça de cada pessoa que acessa este blog e entender como vocês interpretam cada frase, cada texto. Aposto que fazem uma leiteira completamente diferente da minha. E, por isso mesmo, me divirto imaginando os pensamentos de vocês. Aliás, adoro imaginar o que se passa na cabeça dos outros. Não só sobre meus textos, mas sobre pessoas em geral.

Exemplo: ontem eu estava saindo de casa para ir vir para a casa do meu namorado. Ao lado da minha casa, tem um viaduto, onde sempre encontro moradores de rua dormindo lá. Estou acostumada com eles. Não me assusto; muito pelo contrário, me sinto mais segura com a presença deles. Sempre reparo, olho e, se tiver abertura, cumprimento.  Mas ontem foi diferente.

Olhei e lá estava aquele casal dormindo abraçado, de conchinha. Chovia muito e era quase um milagre que o lugar onde eles dormiam estivesse sequinho. Fazia muito frio também. Enrolados numa manta cinza, abraçados, como se estivessem dormindo no lugar mais quentinho e confortável do mundo. Estariam sonhando? Se sim, sonhando com o que? Com uma vida melhor? Com uma casa? Com emprego? Com filhos? Com o futuro? Fiquei olhando a cena, emocionada. Continuei minha caminhada até o ponto de táxi, mas sem tirar a imagem da cabeça.

No meio do frio e da chuva, aquele casal de mendigos, sem perspectiva de ter aquilo que costumamos chamar de vida normal, vida de classe média, dormia abraçado. Um agarrado ao outro. O homem abraçando a mulher. Como eu faço com o meu namorado. Como qualquer casal que se ama faz quando tem sono: se envolve no melhor braço do mundo e domer o sono dos anjos.

Como disse meu amigo Henrique no Twitter hoje,"tem lugar melhor no mundo para estar do que nos braços de quem a gente ama?".

É. Não tem. Na chuva, na rua, no frio, no asfalto, ou na cama com lençóis limpos e edredon quentinho. O melhor lugar para se estar é estar com quem se ama.


Perdi meu amor na balada – Viral do ano até agora (podem me xingar)


Apesar de trabalhar com comunicação e mídias sociais, eu não costumo falar muito sobre isso aqui e no Pluralíssimo por motivos de: já falo de trabalho o dia inteiro. Blog, pra mim, sempre foi um espaço para relaxar, desligar do trabalho e falar de outras coisas que me interessam. Mas, mesmo sem ter o hábito e sem ninguém ter pedido minha opinião, não estou me contando e vou dar a minha opinião sobre o viral da semana, “Perdi Meu Amor na Balada”.

Um resumo rápido para quem não sabe do que se trata: há uma semana, foi publicado um vídeo na internet de um rapaz que perdeu o amor dele na balada. Ele dizia que conheceu a Fernanda, ficou apaixonado por ela, mas perdeu o contato porque anotou o telefone dela num papel e perdeu. E pedia ajuda das pessoas para encontrar a Fernanda.

Para quem está acostumado com as "internetes", CLARO que tava na cara que era um puta viral. A dúvida era: de quem? Primeiro, geral pensou que era da Casa 92, balada que o rapaz citava no vídeo. Depois, a desconfiança migrou para o site Segunda Chance, que oferece serviços para você encontrar pessoas que conheceu aleatoriamente e depois perdeu contato. Até que ontem veio a verdade: era um viral do Nokia Pure View, o celular nhóin da Nokia que tem uma câmera de incríveis 42 megapixel que cria imagens de 8 megapixel com uma definição sensacional.

Mas, até chegarmos a esse ponto, teve muito auê e, inclusive, gente que acreditou na história. Uma fan page foi criada pelo protagonista (clique aqui para visitar) e uma quantidade considerável de pessoas se mobilizou para ajudar o Daniel a encontrar a Fernanda achando que a história era verdade. Quando a verdade foi revelada, muita gente se decepcionou, xingou e o “perdi meu amor” foi o meme da tarde de ontem no Twitter. O suficiente para que outro tanto de pessoas considerasse esse um viral um homérico fail. Eu discordo e vou explicar minhas razões.

Ações de marketing viral têm como objetivo fazer com que algo caia na boca do povo de maneira espontânea no geral. O melhor exemplo de viral brasileiro, na minha humilde opinião, foi da Vivo, com o vídeo "Eduardo e Mônica", publicado no dia dos namorados de 2011. Um viral unânime, que todo mundo aplaudiu, curtiu, compartilhou e por ai vai. O vídeo foi divulgado e foi sucesso total, reto e direto.

Já o da Nokia foi diferente: criou-se um enredo com cara de verdadeiro que durou mais ou menos uma semana até a revelação. E, nesse período, o assunto foi sendo alimentado, remoído, discutido, debatido.  O final pode não ter agradado a todos, mas dentro da proposta de fazer um viral, não se pode negar que “Perdi Meu Amor na Balada” pode ter tido um alcance maior que “Eduardo e Mônica”. Dai, entra a polêmica: um viral, para ser bom, tem que ser unanimidade?

Eu tendo a achar que não. As figuras mais importantes, os assuntos mais vitais, coisas de massa, em geral, nunca são unanimidades. Não que ser unanimidade seja ruim (tanto que considero “Eduardo e Mônica” o melhor viral brasileiro). Mas acho que a discórdia, o debate, vale sim e pode ser até positivo. Especialmente no caso do produto em questão (o Nokia Pure View), vejo uma grande sacada da marca em tirar o foco do principal problema do produto. Embutido de uma câmera incrível, o Pure View traz como OS o Symbian, um sistema ultrapassado e que já foi aposentado pela Nokia. Obviamente, com o lançamento do produto, muito se poderia falar sobre o fato de o celular trazer um OS obsoleto. Mas sobre o que as pessoas estão falando? Sobre a Fernanda e o Daniel. 


Não sei se a polêmica foi proposital, mas a Nokia mandou bem em desviar a atenção do OS do seu celular. Recebeu críticas pelo fato do viral ser fake? Sim. Mas, exceto sites especializados, ninguém está preocupado com o OS do Pure View. O que as pessoas sabem, no geral, é que a marca inventou uma história de amor para lançar um celular que tem uma câmera incrível. E fez isso usando um viral. Que foi sucesso porque, gostando ou não, todo mundo falou disso – inclusive sites que noticiaram a história, acreditando ela ser verdade ou não.

A estratégia, os objetivos, a maneira como a história foi construída (Daniel incorpora totalmente o príncipe encantado que toda mulher sonha), tudo foi muito bem planejado e executado. O próprio fato de mesmo quem desconfiava que era ação viral não conseguir descobrir quem era a marca/produto responsável pelo desenvolvimento da ação mostra que tudo foi muito bem feito.   

Por isso, vou contra a corrente e declaro: “Perdi Meu Amor na Balada” é o viral do ano até agora.


ps. Está permitido concordar (e discordar) nos comentários. ;)
ps2. Fica a lição: o primeiro passo para um viral dar certo é ter uma história de amor. <3

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tik tok, tik tok, tik tok...


O tempo passa. Só que não. Você olha. O tempo se arrasta. O estômago dói. Você sente a presença dela. Ela chega, senta e, daquele jeito que só ela tem, ela olha para você. Você fica hipnotizada. Ela tira os óculos e o coloca no seu rosto. Você só passar a enxergar o que ela quer que você veja. Sua visão de mundo passa a ser a dela. Tudo fica demorado. Lento. Dá sono. Dá medo. Dá vontade de arrancar os cabelos fora. 

As unhas. Pra que elas servem mesmo? Para nada, claro. Então, vamos comer o esmalte. Acabar com ele lentamente. Em seguida, as unhas. Roê-las, comê-las, até sangrar. E a fome? Sim, você sente aquela fome insuportável. E se entope de comida. E de bebida. E de comida. E de bebida. E de tudo. Você come como se o mundo fosse acabar. Você fuma? Não é o meu caso, mas caso sua resposta seja sim, prepare-se: você vai detonar maços e maços de cigarro. E nada adianta. Latas de ceveja, maços de cigarros, barras de chocolate.

Você olha no relógio. Olha pela janela o mundo lá fora. Ela continua aqui, sentada ao seu lado. Lá fora, o sol começa a se por. A tarde começa a cair. A noite começa a dar os primeiros ares. E o que importa?

A garganta começa a ganhar vida própria. Ela quer soltar coisas para fora. Em alto e bom som. Vontade de gritar, berrar, urrar. Vontade de sair pulando feito louca. Vontade de saltitar, jogar tudo para o ar, tacar água nos outros, jogar cerveja na cabeça. Vontade de escrever alucinadamente no twitter. Trabalhar para quê?

Tudo isso junto, ao mesmo tempo.

Ela, continua ali, sentada. Você olha de novo para o relógio.

Tik tok, tik tok, tik tok.

Ainda faltam 5h para o jogo.


 E a dona ansiedade não sai de perto de você. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O que é moda mesmo?


Sendo direta: Não sigo tendências. Acho chato. Penso que há  muito de sério e bacana no mundo da moda. Apesar de não me ligar, como não respeitar personalidade do porte de Coco Channel, Kenzo, Carl Lagerfeld? Se você ler um pouco sobre esses e os principais nomes da alta costura, suas tragetórias, vidas e criações, encontrará um mundo interessantíssimo, rico, profundo, criativo e que mudou costumes e comportamentos.

Agora, não me venham falar que isso que vemos hoje em dia é moda. Por acaso, descobri, um dia, um blog chamado Shame On You, Blogueira. E, por esse site, descobri o universo  dos blogs de “moda”, com seus infinitos looks do dia. Blogs feito por meninas ricas, com um guarda-roupas cheeeio de todas as marcas etc. Mas chatos, chatos, muito chatos.

O mundo da moda que vejo espalhado na www por ai é boring. Não existe estilo, só um bando de patricinhas correndo em manada atrás da última tendência. E daí que esse é o inverno do mullet? Todas tem uma saia ou vestido assim. E ai, parece que vira obrigação todo mundo também ter. [Parentese:  Que me desculpem as fashinionistas, mas mullet é ridículo. Ok, tem que ache bonito, mas eu acho horroroso e jamais vou usar só porque é tendência.]

Loboutin? TODAS têm. Ok, os sapatos são bonitos, legais, etc. Mas é que tudo é tão igual, padrão e óbvio que não sei realmente qual é a inspiração que as leitoras desses blogs de moda enxergam nessas garotas. Sério, vamos ser realistas: quantas pessoas no mundo tem dinheiro para pagar R$ 3 mil num sapato? A tendência do inverno é colar gola. Sério? Sabem há quanto tempo colar gola é vendido pela Un vestido y un amor? Pois é. As fashionistas descobriram agora algo que é clichê para quem realmente tem um estilo (no caso, o sessentista).

Definitivamente, a única coisa que uma leitora desses blogs de moda consegue, na minha visão, nesses espaços é descobrir que ela precisa comprar a roupa que está na vitrine dos shoppings. Precisa entrar num blog pra isso?

Estilo não tem nada a ver com usar grifes da cabeça aos pés ou ter tudo das últimas tendências. Significa saber expressar seu eu interior por meio das roupas, calçados e acessórios que você usa. E isso, gente, não há blog no mundo que ensine.

Ps. Para encerrar, deixo para vocês o depoimento de uma das seguranças da SPWF sobre o que é moda para ela. Virei fã!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Lições do 27º aniversário


Fazer aniversário sempre me faz parar e repensar os erros e acertos do ano que passou e da vida em geral. Procuro sempre olhar e ver se tenho sido uma pessoa melhor ou. Analiso os desafios, os dilemas, os problemas que aconteceram, como lidei com eles e o que poderia ter sido feito diferente.

Acho que poucos anos foram tão intensos na minha vida como esse que passou. Foram muitas lições aprendidas e muitas situações novas, com as quais não sabia lidar, que vivi. Aprendi a amar e descobri a diferença entre amor, carinho e paixão. Também descobri a responsabilidade que um sentimento tão grande e tão importante exige de nós. Aprendi que é preciso se dedicar, ser transparente o tempo inteiro, ter lado, ter paciência, tentar compreender, tentar não perder a cabeça nos momentos difíceis (que foram vários). E que tudo isso é cansativo, é pesado e pode acabar com esse sentimento tão lindo se você não souber viver tudo isso como deve ser vivido. Aprendi que egoísmo não combina com amor e que amar é, antes de tudo, se por no lugar do outro (sim, é clichê, mas é incrível como é difícil viver esse clichê no dia-a-dia de um relacionamento).

Fico feliz que uma lição tão grande e importante tenha sido me dada após outra lição que aprendi, no ano anterior: a de saber SE amar. Não tem como você amar verdadeiramente alguém se você não se ama. Porque é o amor próprio que equilibra a balança e faz com que você saiba qual situação você tem que entender e esperar e qual você tem que bater o pé e insistir no seu ponto de vista. E não saber essa lição pode inviabilizar qualquer relacionamento, por mais que o amor seja daqueles para a vida inteira. Aprendi, ainda, que quando você realmente ama alguém e é amado, não pode existir espaço para medos ou vergonhas. Confiança só se contrói com o cultivo diário da verdade e o longo prazo só se sustenta se as coisas forem assim. Se não há confiança mútua, se você tem medo de falar algo para a pessoa que você ama, você tem um problema muito grande na sua vida. Mesmo que a verdade seja dura, ela precisa ser dita, desenhada e legendada em braile.

E por que se dedicar tanto se não amar é mais fácil? Porque a recompensa recebida não tem preço. Nenhum dinheiro do mundo paga a sensação que é olhar para o amor da sua vida e vê-lo sorrindo para você, por você. Entender o quanto isso é grandioso e o real valor de algo que parece tão singelo é uma lição para a vida que poucas pessoas aprendem.

Outro aprendizado gigantesco que tive nesse ano que passou está relacionado ao perdão. É incrível como é bom e como você se transforma quando você aprende a perdoar. Eu sempre fui uma pessoa “coração mole” (ou, como me dizem algumas amigas, boazinha demais, quase tonta). Só que, quando pela primeira vez na vida passei por uma situação realmente difícil, eu fiquei muito magoada, remoendo raiva. Isso fez com que eu me comportasse de algumas maneiras que não gosto. Me portei como vítima, fiz pessoas sentirem pena de mim, falei mal da pessoa com a qual tive um atrito. Não, isso não é legal, não é bacana, por mais que eu tivesse toda a razão do mundo.  Nada é mais humilhante para um ser humano que despertar pena nos outros, e foi exatamente o que fiz, motivada pelo ódio, pela mágoa. Fiz com que as pessoas tivesse raivam de outrém e pena de mim e eu não me orgulho disso. Porque eu não ganhei absolutamente NADA de bom para mim com esse comportamento.

Mas, no ano que passou, eu consegui perdoar. Perdoar de maneira sincera, do fundo do coração. E se livrar da mágoa, da raiva, é a melhor coisa que pode acontecer para você mesma. Perdoar te dá uma sensação incrível de liberdade, de felicidade, de paz de espírito, de estar bem consigo mesma. Você olhar no fundo do olho de alguém que você não suportava e sentir carinho, não sentir nada ruim é uma sensação indescritível, que traz uma paz de espírito infinita. Principalmente quando a pessoa em questão é uma das suas melhores amigas há anos. E o melhor de tudo: consegui admitir que errei e pedir desculpas pelo meu comportamento. Normalmente eu diria: não tenho motivo nenhum para pedir desculpas para alguém que me magoou e traiu. Só que o ato de perdoar passa pela conscientização de todos errados, incluindo quem é “vítima”. Portanto, saber pedir desculpas é algo intríseco ao perdão.

Por último, nesse ano que passou, eu aprendi como é péssimo julgar o outro. Porque julguei e por ter sido julgada, tenho vergonha por mim e por outros. Incrível como o ser humano, fingindo ser amigo, gosta de julgar, condenar, punir, apenas pelo “circo”. Não importa se a justiça está sendo feito, se a vítima está sendo confortada. O que importa é a fofoca, a desgraça alheia, as ofensas, o choro, o grito de dor, o pão e circo. Longe de mim me achar perfeita – tenho muita consciência de todos os meus aspectos negativos – mas eu me orgulho de ter aprendido que não é jogando lenha na fogueira que se apaga o fogo e ter trazido essa lição para a minha rotina. Do fundo do coração, eu só desejo que algumas pessoas possam por a mão na consciência e enxergarem quanto elas fazem de mal fingindo estar “sendo amiga e fazendo o bem”.

E desejo simplesmente porque aprendi essa lição e tenho plena consciência do quanto a paz de deitar e dormir sem nenhum peso na consciência, ciente de que você fez o possível para fazer feliz as pessoas que você ama e com as quais se importa, é o maior bem que você pode fazer para si mesma. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ser amigo é...


Como nasce, onde vive e do que se alimenta a amizade? Não, você não vai descobrir isso nessa sexta, no Globo Repórter. Talvez você (nem eu) descubra nunca respostas realmente verdadeiras para questões tão complexas. Mas o fato de algo ser difícil, quase impossível de ser definido, não é e nunca foi empecilho para eu refletir sobre.

Vou ser polêmica, mas vamos lá: quem nunca se envolveu em uma confusão com uma amiga e colaborou para que o circo pegasse fogo que atire a primeira pedra. Infelizmente é natural do ser hurmano gostar de ver o circo pegar fogo. Acha que está impune? Então diz ai: você nunca encontrou o ex da sua amiga na balada e não correu para contar? Sempre me pergunto qual é a maneira correta de agir. Contar que o cara que ela ainda morre por é filho da puta e dar todos os detalhes de como ele estava dançando grudada na loira periguete, sim ou não? À primeira vista, a resposta é: se sou amiga, tenho que contar sim. Será?

Cinco meses atrás eu responderia sem dúvida nenhuma que sim. Hoje, não sei. Será que alguém que está sofrendo porque perdeu alguém que amava merece sofrer mais ainda com esses detalhes? Não acho. E acho que parte do processo de ser amigo de verdade é saber dosar esses choques de realidade. Exemplifico o que quero dizer: há alguns meses, uma conhecida minha se separou do namorado de 9 anos. Ele terminou sem dar grandes explicações, apenas que queria terminar porque estava confuso. O tempo passou. Essa minha conhecida chorou, sofreu, mas começou a se recuperar. Foi viajar no carnaval, conheceu um cara legal, começou a sair com ele. A menina estava feliz.

Eis que, quando  uns 5 meses se passaram desde a separação, uma amiga dessa minha conhecida descobriu pelo Facebook que o ex da menina namorava outra garota há dois anos (ou seja, ele tinha duas namoradas ao mesmo tempo). O que a garota fez? Pegou o Facebook da outra namorada do cara e foi mostrar para a menina. Resultado: cinco meses de esforço para esquecer o ex jogados no lixo. A menina teve uma recaída, voltou a chorar diariamente e acabou terminando com o cara que estava saindo.

Eu pergunto: a amiga que foi fuçar a vida do ex e mostrar que o cara tinha outra foi amiga mesmo? Eu lá tenho minhas dúvidas. Se alguma amiga minha é enganada, minha reação sempre é tentar alertar de alguma maneira. Só que acho que há casos em que as pessoas dão esses alertas mais por quererem ver o circo pegar fogo que por amizade mesmo. A menina já estava bem, superando o fim do relacionamento e teve uma recaída desnecessária por conta da “amizade” da outra. Será que uma pessoa que já tinha sofrido tanto para superar o relacionamento acabado merecia passar por isso novamente?

Sinceramente, eu não teria nunca agido como a garota. E acho que quem fica alimentando intrigas se dizendo “amiga” é um grande de um FDP. Por quê? Porque eu acho que um amigo é, antes de tudo, alguém que quer seu bem. Que quer te ver feliz. Não que eu ache que amigo tem que esconder as dificuldades da vida. Só acho que algumas verdades muitas vezes não precisam ser ditas. Se você está tentando esquecer alguém e aquela amiga não para de falar da pessoa, é muito provável que ela esteja pensando em tudo, menos na sua felicidade.

Ser amigo, para mim, é ter bom senso. E acho que, algumas vezes, na ânsia de sermos verdadeiros, esquecemos deste detalhe fundamental nas relações humanas.  

Voltei


Inspire-se. :)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cancun: lugar para solteiras e solteiros dançarem "ai se eu te pego"


Todo mundo gosta de viajar, né? Como ainda não sou RYCA para fazer várias viagens internacionais uma depois da outra, convidei uma grande amiga de infância (infância mesmo, estudamos junto no pré-escolar, saca?), a dona Nicole Azambuja, para escrever como é conhecer Cancún. Como sei que várias leitoras desse blog estão solteiras, acredito que vocês vão adorar as dicas e pensarem seriamente em conhecer esse paraíso nas próximas férias. Então, fiquem com o relato da Nic e enjoy! =)

ps. Claro que fiquei morrendo de vontade de ir também. 

A Nicole e as amigas. A Nic é a segunda da esquerda para direita. 

Visao do resort em Cancún da janela do hotel. Como não morrer de vontade e embarcar AGORA mesmo? Ainda mais com esse calor infernal que está em São Paulo.


Quando a Cibele minha amiga de infância pediu para que eu escrevesse algo sobre Cancún, eu pensei: “putz vai ser muito fácil!”. Afinal, aquilo ali é sensacional. Mas é muito difícil descrever o indescritível porque você precisa estar lá para receber a energia daquele lugar. Quando eu resolvi ir para Cancún pensei que seria bom, mas não imaginei que seria perfeito.

Primeiro, porque fomos em quatro amigas solteiras com o intuito de nos divertir -  lógico que,, com moderação, sem-moderação nós deixamos para as americanas (elas enlouquecem). Nunca vi tanto peito e bunda exposto nas baladas. A gente assusta no começo, mas depois acostuma! As brasileiras também entram na onda.

Ao escolher o resort, entre na internet e pesquisem sobre, pois quase caímos em uma furada. Mas ficamos em um chamado Grand Park Royal Cancun Caribe. Muito bom, mas quase não tinha gente jovem hospedada, mais casal e família. O atendimento era excelente, os funcionários se esforçam para falar nossa língua e até preferem o português que o Inglês. Acham a nossa língua muito bonita (achei o máximo). Somos os queridinhos por lá! Os funcionários têm aula de português dentro do hotel,  o que eu achei mais massa ainda. Enfim, Resort lindo, lindo, lindo! Daqueles de ficar de boca aberta, e olha que o nosso não era o mais chique da zona hoteleira. Só tem uma coisa: os mexicanos não sabem fazer sobremesa, e a fruta deles não é boa igual a nossa. A comida é muito gostosa, mas enjoa, (como toda comida de restaurante se você comer todo dia). Mais 3 dias daquele tempero e eu pedia pra sair.

Os passeios para se fazer não são caros, mas fizemos apenas um, que foi nadar com os golfinhos.  Recebi o apelido de sereia - não por ser parecida com uma, mas sim porque eu tenho uma ligação muito forte com o mar, ele me emociona de uma maneira muito forte. Então, vocês podem imaginar o quanto eu AMEI nadar com os golfinhos. Eles são lindos, encantadores e dóceis. Confesso que no primeiro momento fiquei com medo, mas relaxei e aproveitei muito.  Fica em um lugar chamado Isla Mujeres, que fica uns 20 minutos de barco, mas o mar é tão azul que você nem percebe o tempo passar. Pagamos 95 dólares por esse passeio, incluso comida, bebida e o mergulho com os golfinhos.  Vale a pena!

Minhas amigas fizeram o passeio de paraglider, em que você é puxado por um barco, e fica em uma espécie de paraquedas com banquinho ( deu pra entender?). Sei que elas amaram. Diz que é um silêncio absoluto, e a vista é perfeita. Preço? 50 dólares. Eu sou bem de boa com esse negocio de altura, não me apetece.
O mar onde ficava o meu resort era muito forte, quase impossível de tomar banho. Um grupo de amigo ficou em um resort em que o mar parecia uma piscina, então depende do lugar que você fica.  Uma dica importante, nunca ande de taxi, sempre de ônibus. Tem ônibus a cada 2 segundos. Juro! Eu nunca fiquei esperando, pisava no ponto e já chegava um ônibus. Você paga 8.50 pesos ( equivalente a INCRÍVEIS  1,20 reais) e roda Cancun inteira. A moeda é bem desvalorizada. Pegava táxi somente para voltar da balada, e eles cobravam 10 dólares.  Eu sempre pagava em peso. Acreditem eu saquei 1.200 pesos ( equivalente a 171.00) no dia que cheguei  e ainda voltei com 50 pesos para casa. Com esse dinheiro pagava ônibus, taxi, presentinhos e afins.

As baladas são todas em dólares. E todas são open bar. A mais cara foi Coco Bongo, pagamos 55 dólares.  Gente sabe aquela balada TEM QUE IR? É Coco Bongo. Nunca fui em uma balada tão diferente, louca e especial.  Muito bem organizada, com muitos funcionários, segurança, e gente do mundo inteiro. É balada misturada com musicais, tive o prazer de ver Elvis, Fred Mercury, Madonna, Lady gaga, Michael, Guns, e muitoooos outros. O especial é ver uma escola de samba com um monte de mulata sambando. Arrepiante!!  Fui duas vezes para me certificar de que era aquilo mesmo. Haha! =)

Outra que TEM QUE IR é The City, (essa eu não fui), mas minhas amigas disseram que é tal qual Coco Bongo, com mais gente bonita e maior. Custa 55 dólares também. Fomos ao Bulldog, e Sweet que são divertidas também, mas nada comparada com as duas primeiras. Essas custam 45 dólares. Outra coisa legal é que o hotel disponibiliza um funcionário e um ônibus para levar os hospedes para a balada, você paga o convite e tem o transporte na faixa, eles te colocam na frente de todo mundo e disponibilizam o melhor lugar da festa.. . (assim como em SP, cigarro terminantemente proibido na balada, eles arrancam da sua boca. Amei).

Mas não só de balada se vive não é mesmo? Então nas horas vagas íamos às compras. Rsrs. Recomendo Shopping La Isla, com muita marca boa e BARATA. Meninas, maquiagem da MAC (“todas grita”) bem em conta. Zara com opções legais e baratas também. Não recomendo shopping Kukulcan, ao menos que você seja bem rico e possa comprar Burberry, Louis Vuitton Salvatore Ferragamo; do contrário você, igual à gente, vai passar muita vontade.Um pouco antes do La Isla tem umas galerias com lojinhas de souvenir. Lá você se esbalda de comprar pimenta, tequila, corona, e muitos presentes para os amigos. Dizem que tem um shopping chamado Praça das Américas, muito legal, mas esse nós não fomos.

Pessoal aproveitem muito quando forem! Sete dias é pouco para tanta beleza. Resolvemos que dormir é para os fracos e, por isso, dormimos 5 horas por dia no máximo. Afinal, posso dormir bastante aqui em Três Lagoas.  (Tá, ta bom, no último dia não dei conta de ir pra balada). Saímos da beira da piscina só quando o sol ia embora. Rsrs.

Acho que exagerei no relato, mas tem muita coisa ainda! Então, como eu sou psicóloga e não jornalista deixo a parte de escrever maravilhosamente bem para a Cibele. ADOREI a oportunidade de relatar algumas experiências daquele lugar mágico e espero que vocês possam um dia sentir o que eu senti. Ahhh garotas, já ia esquecendo, como a gente diz aqui no Mato Grosso do Sul, “homem naquele lugar pra dar com pau”. Enjoy!
ps : em todas as baladas e durante o dia no resort, adivinha o que MAIS tocava?? Isso mesmo, “ai se eu te pego”. Hahaha. Os gringos enlouqueciam.