quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Porque o Palmeiras não vai pra frente

Série de frases que marcam a política do Palmeiras, muito bem compiladas e comentadas pelo palmeirense Leo Altafini, um dos grandes palestrinos que já conheci, que mostram porque o Palmeiras é assim, desse jeito que enlouquece os torcedores.


"Isto realmente é muito bom mas ainda não é o momento" - (sobre as diretas ou qualquer outra mudança mais significativa);
"Ele é bom, mas ainda é muito novo ou cabaço" - (sobre o Paulo Nobre ou qualquer outro abaixo de 70 anos que pleiteie algo. Até com o Piraci isto ocorre);
"Sabemos que isto está errado, mas os outros clubes também são assim" - (quando se aponta algo errado vem a cretina comparação com os outros clubes. Parece que só os clubes brasileiros servem como parêmetro);
"Ah, mas aqui e Brasil né!" - (quando é sugerido algo que evite corrupção ou transações obscuras);
"Ah, mas aqui é Palmeiras né!" - (quando o mesmo tipo de problema já foi sanado no Brasil);
"Podem sonhar, isto no Palmeiras é impossível" - (maneira de animar quem quer inovar);
"Teu sobrenome é de que região da Itália?" - (quando alguém de sobrenome Hiroshi, Teixeira, Schubert, etc., tenta entrar na rodinha);
"Pode ter diploma de Havard e falar 10 idiomas que não adianta. Aqui é diferente." - (apesar do Belluzzo quase ter dado prova disso, pra ser alguém no Planeta Palmeiras é preciso ser chucro, ignorante ou malandro. Quem sabe um Advogado sem OAB, um diretor de Marketing sem trabalhar no ramo, um diretor de piscina que não sabe nadar, ou um diretor de futebol que não gosta de futebol);
"Isso nunca! Assim meu nono vai revirar no túmulo" - (para qualquer mudança de peso);
"Não podemos expor os podres do clube desta forma. Isto é assunto interno" - (quando vaza alguma notícia podre na imprensa. Eles gostam que estas coisas fiquem bem escondidinhas);
"A Imprensa não gosta do Palmeiras" - (Ok. Que o Palmeiras está no ranking dos 10 menos queridos pela imprensa é verdade. Porém o Palmeiras é campeão em gerar releases ruins)
"É, mas o cara é viado" - (quando não se encontra nada de errado no curriculum de algum pretendente a um cargo importante. Significa que é melhor um ladrão do que um gay).

Digam: com dirigentes que pensam dessa maneira (na situação, na oposição, no centro e na puta que pariu), como é que vamos sair dessa merda?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Das antigas

Resgatando um texto escrito em 2007...


Estima, baixa ou elevada, tesão, atração, amor, respeito, percepções, falsas ou verdadeiras intenções. Cada ser humano entende aquilo que quer entender e acredita (ou não) naquilo que quer.

Pessoas certas nas horas erradas, ressentimentos de quem já foi desprezado, carência de desejo, beijos, abraços, tapas e desprezo, pena, medo, culpa, certezas, incertezas, sonho, realidade, nua e crua. Apenas algumas palavras que ditam nossos relacionamentos, o amor, a excitação, o prazer.

As paredes te olham, você quer subir nelas, é o momento, a pessoa, e você fica sem ação devido à razão. Sente um calor te queimando por dentro, fica vulnerável, pensa nas mil e uma possibilidades que se apresentam.

O gosto da língua, o desejo do desconhecido, o dedo que roça as costas de leve, fazendo todos os pêlos do corpo se levantarem, a pele queimar, o corpo estremecer por dentro, o mel escorrer sobre as colinas atentas aos efeitos que a epiderme estranha provoca.

O olho no olho, a sedução latente, que faz o desejo surgir, dominar e explodir em cada poro dessa máquina de prazer que te envolve desde o nascimento. A vontade insaciável de sentir, amar, urrar, explodir, desmaiar, sem nada precisar, nem um toque, só olhar.

Os dedos deslizam, o medo, o receio, o corpo reage, se contorce, as lágrimas escorrem, o coração explode, o cérebro entra em pane, a lucidez se torna insanidade. O suor, o calor, os gritos, tudo inexiste, só existe aquilo que não se explica, não de descreve, só se sente. Real ou imaginário, forçado ou voluntário.

Ou prevalece a razão, ou a emoção.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Paris - Parte 1


Sim, chegou a hora de falar um pouco sobre a cidade luz neste blog. E, sim, sei que demorei a tocar no tema. Mas é que é impossível escrever sobre Paris logo após chegar de lá. Você leva um tempo saboreando a cidade, digerindo, lembrando do gosto e do cheiro de Paris. E, quando está imerso neste processo, não consegue raciocinar muito sobre o que é Paris. Por isso, só agora,  12 dias depois de ter chegado de Paris, me arrisco a escrever sobre a experiência sensorial, gastronômica, cultural e social que é Paris. Para facilitar, dividirei em tópicos. :)

Vou começa com quatro dos principais pontos turísticos que visitei: Torre Eifel, Arco do Triunfo,Sacré Coeur e Castelo De Versailles. Depois, falarei sobre os museus do Louvré e D´Orsay e Montmartre. 
O terceiro post será dedicado a uma das melhores coisas para se fazer em Paris: comer e beber. E falarei nele também um pouco sobre compras, já que é inevitável. E sobre hospedagem e transporte na cidade. 
No quarto post, vou falar sobre a experiência de ir para Londres e voltar em um dia, de Eurostar. No quinto, vou falar sobre o passeio pelo Rio Sena e a festa de ano novo no Bateaux Parisiensis. E, por último, sobre o que aprendi com essa viagem incrível. Espero, de coração, que vocês gostem do relato, aproveitem as dicas e, principalmente, que possam um dia ir a Paris e tirar suas próprias conclusões sobre a cidade.

Enjoy it! =)

ARCO DO TRIUNFO, TORRE EIFEL, SACRÉ COUER E CASTELO DE VERSAILLES

Não fui em todos os que gostaria. Se tem algo que prezo em uma viagem é viajar. Odeio aquela correria de completar um roteiro imenso e só se cansar. Também odeio acordar cedo. Então, escolhi alguns lugares e tentei ir onde deu. E onde consegui ir?

Arco do Triunfo 

Como nosso hotel ficava em uma das avenidas que terminam no Arco, eo via todos os dias, lindo e imponente. Quando cheguei na cidade e sai do metrô, foi a primeira coisa que vi. Isso, no dia 31 de dezembro. Meus olhos se encheram de lágrimas e fiquei por uns minutos sem conseguir prestar atenção em mais nada. É incrível o impacto que ele causa. Mas não tive coragem para enfrentar os 300 degraus e ver a vista de cima dele. Até porque, há vistas mais bonitas de Paris. Então, contentei-me em admirá-lo de baixo. Meu joelho – que até agora está doendo como resultado da viagem – agradeceu.



Torre Eifel 


Durante à noite, brilhando.


Visão do segundo andar

De dia, com tempo cinza

Visão do terceiro andar - alto pra cacete.


Na época do final de ano, a Torre brilha na parte da noite sempre que é hora cheia. É magnífico. Quando você imagina que ela poderia não existir (ela foi construída para uma exposição temporária e quase foi derrubada em 1920), o coração dói.  Porque ela é realmente maravilhosa de se admirar. O que não é nada maravilhoso é enfrentar a fila para subir nela. Foram quase 3h de espera no dia primeiro de janeiro. Tudo bem, quase tudo estava fechado em Paris e, acredito, todos os turistas resolveram subir na torre. Mas subir na torre é programa para fazer uma vez e só (meu namorado fez duas só porque me ama, claro). O frio no segundo andar, que é aberto, se você for no inverno, é doentio. Se misturar com chuva (como foi o meu caso), prepare-se para surtar. Mas a vista do terceiro andar vale MUITO a pena. A sensação é de que você está em um avião. Sim, é muito alto mesmo. No segundo andar, que é aberto, fiquei até com um pouco de vertigem. Por isso, nem me atrevi a usar os telescópios para admirar a paisagem e fiquei só no olho nu mesmo. É um passeio muito legal, mas não faz sentido subir mais do que uma vez. Não cheguei a comer nos restaurantes da Torre; logo não tenho como avaliar. Mas gostei, embora não pretenda subir novamente caso volte a Paris.



Sacré-Couer 



Fachada da Igreja

Vista de dentro

Miniatura do conjunto da igreja 


Visão de Paris da Igreja


A catedral do Sagrado Coração fica em Montmartre (que, desde já, elegi como meu lugar preferido de Paris), no alto de um morro. Oferece uma visão MARAVILHOSA da cidade. Não sei se foi porque lá fui de dia e na torre à noite, mas preferi a visão de Paris à partir da Sacré-Couer do que vendo da torre Eifel. A catedral também é incrível por dentro, mas não espetacular. Não sei, talvez eu não tenha sensibilidade para admirar arte sacra. Mas acabo achando igrejas antigas muito mais legais pela sensação de paz que elas transmitem do que pela “beleza” em si. E, sim, na Sacré Coeur, eu senti uma paz incrível.

Arquitetônicamente falando, ela é muito imponente. E, como disse, você senta nos degraus na frente dele e vê uma paisagem maravilhosa. É passeio obrigatório, mesmo que você seja ateu – não precisa entrar na igreja, basta observar os arredores e a visão. Dica: evite subir pelas escadas frontais. Em Paris, há muitas senhorinhas com cara da sua vó que são golpistas. E inúmeros camelôs chatos, insistentes, grosseiro e agressivos. Fui praticamente agarrada por uma mulher que queria que eu assinasse sei lá o que nas escadas laterais, onde quase não há ambulantes. Imagino que sobe pelas escadas frontais. Aliás, essas mulheres e ambulantes são as coisas mais chatas de Paris, porque elas são realmente insistentes e chegam a ser agressivas. Corra, não fale, não dê moral, mesmo que ela tenha cara da vozinha dona do Piu-piu.




Castelo de Versailles 
Castelo ao fundo, visto do portão

corredor dos nobres

Cama de Maria Antonieta


 Versailles fica pertinho de Paris e é muito fácil ir de RER (o trem que circula em Paris, na periferia e cidades próximas). Dica: nosso hotel oferecia um serviço para ir a Versailles e voltar que custava 50 euros por pessoa. De trem, as passagens minhas e do meu namorado de ida e volta custaram, no total, 13,50 euros. Não recomendo esses traslados nem que te deixem na porta do Chateau. Você vai pagar muito mais sem motivo. Portanto, pegue o RER C e se jogue.

Chegando em Versailles, quando você sai da estação, vê uma fila do outro lado da rua. Entre nela e compre seu bilhete. Não, não é a bilheteria oficial do Castelo. Mas é uma fila pelo menos 5 vezes menor do que na bilheteria oficial do Castelo. E, se comprar o bilhete de visitação simples, vai pagar só 1,50 euros a mais. E economizar pelo menos uma hora de fila. Eu e meu namorado optamos pelo passei guiado, que custa 28 euros (o normal custa 15 na bilheteria do castelo e 16,50 nessa agência). Mas, sinceramente, se puder, faça o passeio guiado. Ou vai chegar uma hora que estar no Castelo pode se tornar um tanto enfadonho (a menos, é claro, que você seja fissurado por arte italiana e seja fluente em francês). Fizemos a visita com guia em inglês, porque não há guias que falem português. Se você vai de guia, não pega a fila de entrada. E aprende muito. O guia que nos atendeu, Javier, sabia MUITO sobre cada pedaço do castelo.

Conforme vai andando, conhece a intimidade e a vida de muito luxo e ostentação da corte absolutista francesa.  É um passeio maravilhoso para quem ama história. Aliás, aprendi mais sobre o absolutismo francês na visita ao castelo do que em todas as aulas de história que tive na vida. Choca ver tanto luxo, riqueza e glamour ao vivo, principalmente quando você lembra as condições nas quais vivam a população da França na época de Maria Antonieta e Luis XIV.  Mesmo que, em alguns momento eu perdesse o raciocínio e não entendesse algumas coisas graças ao barulho e ao sotaque horroroso do guia, gostei muito do passeio, embora ele tenha sido o mais cansativo de todos.

Não consegui visitar muito os jardins e não passei nos domínios de Maria Antonieta – estava um frio insuportável. Outro ponto negativo: é MUITO turista e você tem que se espremer em alguns pedaços do Castelo, como no quarto do Rei. Mesmo assim, vá. É uma aula de história ao vivo que vale demais ter.

RESUMO:

Tudo lindo e incrível. E amanhã tem mais. =)


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

"Você mudou" - e você esperava o que?

Feliz ano novo, amigos que lêem este pobre e frequentemente abandonado blog! Espero, do fundo do coração, que o mundo não acabe e vocês possam fazer menos cagadas em 2012 do que fizeram no ano passado, na medida do possível.

:)

Passado o mis en scene, vamos aos trabalhos. Eu pensava que ia começar o ano falando da maravilha que é a cidade luz. Mas tem tanta coisa para falar que, se eu postergar mais, esse blog só volta em maio. Então, vamos falar de outro assunto e, quando estiver inspirada, escrevo sobre Paris. E eu quero falar sobre um tema pelo qual todo mundo já passou na vida. Quando você começa a namorar e alguém vem e diz:

"Nossa, como você mudou, está diferente, não faz mais isso (ou aquilo) por causa do (a) namorado (a), é?"

Nunca entendi esse tipo de pergunta. O que as pessoas esperam? Que a pessoa comece a namorar e continue se comportando como se estivesse solteira? Quando alguém está solteira, está sozinha. Logo, o nariz dela pertence somente a ela e mais ninguém. Pessoas solteiras fazem o que querem, na hora que desejam. Esse"fazer", normalmente, inclui coisas como:

- Sair para beber;
- Encher a cara;
- Beijar pessoas aleatoriamente;
- Ir em festas onde não conhece ninguém, só porque um amigo descolou um convite;
- Topar convites para fazercoisas em horários fora do padrão;
- Ou não fazer nada disso por vontade própria.

Ai, você está lá, solteira, na sua rotina de sair, etc, sem hora para chegar em casa e sem dar satisfações a ninguém. Até que um dia, nas muitas saídas, você encontra sua alma gêmea. Começam a ficar, sair, namoram. E, obviamente, não estando mais solteira e sim namorando, sua rotina muda. E muda porque você não está mais sozinha. Tem companhia, alguém para dividir as dores e delícias da vida.

Mas, aparentemente, sempre tem aquele ser humano sem noção nenhuma que continua #foreveralone e vem com a fase que postei lá em cima. "Ah, você não é mais a mesma", "ah, você não vai àquela super festa com tudo liberado porque não é mais minha amiga", "ah, você prefere seu namorado a sair comigo". Cazzo, será que isso não é exatamente o que se espera de alguém namorando? Vejamos bem. Do que reclamam os solteiros? De falta de companhia, de alguém que faça a gente feliz, da vida de baladas e porres e bocas estranhas. Por que cazzo então alguém iria continuar com um comportamento de solteiro após estar namorado?

Namoro pressupõe outra vida pelo caráter duplo da relação. É você e outra pessoa. É absolutamente normal que os programas mudem, que as preferências sejam outras. Aquela festa open bar fica menos interessante do que um jantarzinho naquele restaurante romântico, ou um cineminha. Tá frio? É mais gostoso ficar em casa do que ir à inauguração da balada do momento. Ou não, porque o casal é baladeiro. Mas é absolutamente normal e esperado que você passe mais tempo com seu namorado do que com seus amigos de balada, oras. Aliás, é anormal que você continue indo para a balada com sua turma e largue o namorado em casa. Ou melhor, não é só anormal: é falta de respeito com a pessoa que você está.

Então, por que tanta gente ainda acha isso anormal e fala em tom pejorativo? Meus palpites:

- Falta de noção;
- Inveja;
- Egoísmo (a pessoa está pensando só no nariz dela);
- Falsidade.

Explico porque aposto nesses itens ai. Se a pessoa é realmente sua amiga, ela vai entender o momento que você está vivendo e ficar feliz por você estar com alguém que te faz bem. Uma amiga pode sentir falta da sua companhia na balada. Mas ela sabe que pode pegar o telefone, o facebook, o msn, o whatsapp ou qualquer outro meio de comunicação e falar com você. Seja num momento de alegria, tristeza ou ócio.

Portanto, anote: uma pessoa que realmente gosta de você jamais falará uma merda dessas. O que me faz concluir: quem reclama que você "mudou" por estar namorando é gente que:

1) não tem noção: porque se a pessoa gosta de você e acha isso, precisa de um psicólogo para entender o que é amizade;
2) tem inveja. Ela não tem namorado e você tem. Logo, ela fala isso na esperança que você deixe de ter um e se iguale a ela;
3) Egoísmo: a pessoa fala isso porque está sentindo falta da amiga e foda-se a felicidade da outra pessoa, o que importa é o nariz dela que, no momento, quer a companheira de balada de volta;
4) falsidade: a pessoa nunca foi sua amiga e só saia com você porque você representava algo que interessava à ela. Grana, entrada vip, amigos interessantes. Como ela perdeu a boquinha, ser acha no direito de infernizar e fazer com que a outra pessoa volte a ser solteira para que ela retome o pote de ouro.

Ou, ainda, a pessoa pode ser tudo isso ou ter duas ou mais dessas características. Em qualquer caso, eu recomendo: CORRÃO. Esse tipo de pessoa não vale seu carinho, sua dedicação, sua amizade. Quem gosta de você de verdade, vai ficar feliz por você, mesmo que vocês fiquem seis meses sem se ver pessoalmente. Se a pessoa acha que a sua felicidade é um problema, elimine-a da sua vida e deixe que isso seja um problema dela.

UPDATE: Quero deixar claro que não endosso e não acho legal gente que começa a namorar e SOME. Não estamos falando, aqui, daquelas pessoas que só faltam virar a cara para você porque estão namorando e, quando tomam um pé, correm para perto da amiga. E sim, do comportamento normal de alguém que deixa de ser solteira e passa a namorar e, em consequência disso, vê os amigos com uma frequência diferente de anteriormente.