quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Paris - Parte 1


Sim, chegou a hora de falar um pouco sobre a cidade luz neste blog. E, sim, sei que demorei a tocar no tema. Mas é que é impossível escrever sobre Paris logo após chegar de lá. Você leva um tempo saboreando a cidade, digerindo, lembrando do gosto e do cheiro de Paris. E, quando está imerso neste processo, não consegue raciocinar muito sobre o que é Paris. Por isso, só agora,  12 dias depois de ter chegado de Paris, me arrisco a escrever sobre a experiência sensorial, gastronômica, cultural e social que é Paris. Para facilitar, dividirei em tópicos. :)

Vou começa com quatro dos principais pontos turísticos que visitei: Torre Eifel, Arco do Triunfo,Sacré Coeur e Castelo De Versailles. Depois, falarei sobre os museus do Louvré e D´Orsay e Montmartre. 
O terceiro post será dedicado a uma das melhores coisas para se fazer em Paris: comer e beber. E falarei nele também um pouco sobre compras, já que é inevitável. E sobre hospedagem e transporte na cidade. 
No quarto post, vou falar sobre a experiência de ir para Londres e voltar em um dia, de Eurostar. No quinto, vou falar sobre o passeio pelo Rio Sena e a festa de ano novo no Bateaux Parisiensis. E, por último, sobre o que aprendi com essa viagem incrível. Espero, de coração, que vocês gostem do relato, aproveitem as dicas e, principalmente, que possam um dia ir a Paris e tirar suas próprias conclusões sobre a cidade.

Enjoy it! =)

ARCO DO TRIUNFO, TORRE EIFEL, SACRÉ COUER E CASTELO DE VERSAILLES

Não fui em todos os que gostaria. Se tem algo que prezo em uma viagem é viajar. Odeio aquela correria de completar um roteiro imenso e só se cansar. Também odeio acordar cedo. Então, escolhi alguns lugares e tentei ir onde deu. E onde consegui ir?

Arco do Triunfo 

Como nosso hotel ficava em uma das avenidas que terminam no Arco, eo via todos os dias, lindo e imponente. Quando cheguei na cidade e sai do metrô, foi a primeira coisa que vi. Isso, no dia 31 de dezembro. Meus olhos se encheram de lágrimas e fiquei por uns minutos sem conseguir prestar atenção em mais nada. É incrível o impacto que ele causa. Mas não tive coragem para enfrentar os 300 degraus e ver a vista de cima dele. Até porque, há vistas mais bonitas de Paris. Então, contentei-me em admirá-lo de baixo. Meu joelho – que até agora está doendo como resultado da viagem – agradeceu.



Torre Eifel 


Durante à noite, brilhando.


Visão do segundo andar

De dia, com tempo cinza

Visão do terceiro andar - alto pra cacete.


Na época do final de ano, a Torre brilha na parte da noite sempre que é hora cheia. É magnífico. Quando você imagina que ela poderia não existir (ela foi construída para uma exposição temporária e quase foi derrubada em 1920), o coração dói.  Porque ela é realmente maravilhosa de se admirar. O que não é nada maravilhoso é enfrentar a fila para subir nela. Foram quase 3h de espera no dia primeiro de janeiro. Tudo bem, quase tudo estava fechado em Paris e, acredito, todos os turistas resolveram subir na torre. Mas subir na torre é programa para fazer uma vez e só (meu namorado fez duas só porque me ama, claro). O frio no segundo andar, que é aberto, se você for no inverno, é doentio. Se misturar com chuva (como foi o meu caso), prepare-se para surtar. Mas a vista do terceiro andar vale MUITO a pena. A sensação é de que você está em um avião. Sim, é muito alto mesmo. No segundo andar, que é aberto, fiquei até com um pouco de vertigem. Por isso, nem me atrevi a usar os telescópios para admirar a paisagem e fiquei só no olho nu mesmo. É um passeio muito legal, mas não faz sentido subir mais do que uma vez. Não cheguei a comer nos restaurantes da Torre; logo não tenho como avaliar. Mas gostei, embora não pretenda subir novamente caso volte a Paris.



Sacré-Couer 



Fachada da Igreja

Vista de dentro

Miniatura do conjunto da igreja 


Visão de Paris da Igreja


A catedral do Sagrado Coração fica em Montmartre (que, desde já, elegi como meu lugar preferido de Paris), no alto de um morro. Oferece uma visão MARAVILHOSA da cidade. Não sei se foi porque lá fui de dia e na torre à noite, mas preferi a visão de Paris à partir da Sacré-Couer do que vendo da torre Eifel. A catedral também é incrível por dentro, mas não espetacular. Não sei, talvez eu não tenha sensibilidade para admirar arte sacra. Mas acabo achando igrejas antigas muito mais legais pela sensação de paz que elas transmitem do que pela “beleza” em si. E, sim, na Sacré Coeur, eu senti uma paz incrível.

Arquitetônicamente falando, ela é muito imponente. E, como disse, você senta nos degraus na frente dele e vê uma paisagem maravilhosa. É passeio obrigatório, mesmo que você seja ateu – não precisa entrar na igreja, basta observar os arredores e a visão. Dica: evite subir pelas escadas frontais. Em Paris, há muitas senhorinhas com cara da sua vó que são golpistas. E inúmeros camelôs chatos, insistentes, grosseiro e agressivos. Fui praticamente agarrada por uma mulher que queria que eu assinasse sei lá o que nas escadas laterais, onde quase não há ambulantes. Imagino que sobe pelas escadas frontais. Aliás, essas mulheres e ambulantes são as coisas mais chatas de Paris, porque elas são realmente insistentes e chegam a ser agressivas. Corra, não fale, não dê moral, mesmo que ela tenha cara da vozinha dona do Piu-piu.




Castelo de Versailles 
Castelo ao fundo, visto do portão

corredor dos nobres

Cama de Maria Antonieta


 Versailles fica pertinho de Paris e é muito fácil ir de RER (o trem que circula em Paris, na periferia e cidades próximas). Dica: nosso hotel oferecia um serviço para ir a Versailles e voltar que custava 50 euros por pessoa. De trem, as passagens minhas e do meu namorado de ida e volta custaram, no total, 13,50 euros. Não recomendo esses traslados nem que te deixem na porta do Chateau. Você vai pagar muito mais sem motivo. Portanto, pegue o RER C e se jogue.

Chegando em Versailles, quando você sai da estação, vê uma fila do outro lado da rua. Entre nela e compre seu bilhete. Não, não é a bilheteria oficial do Castelo. Mas é uma fila pelo menos 5 vezes menor do que na bilheteria oficial do Castelo. E, se comprar o bilhete de visitação simples, vai pagar só 1,50 euros a mais. E economizar pelo menos uma hora de fila. Eu e meu namorado optamos pelo passei guiado, que custa 28 euros (o normal custa 15 na bilheteria do castelo e 16,50 nessa agência). Mas, sinceramente, se puder, faça o passeio guiado. Ou vai chegar uma hora que estar no Castelo pode se tornar um tanto enfadonho (a menos, é claro, que você seja fissurado por arte italiana e seja fluente em francês). Fizemos a visita com guia em inglês, porque não há guias que falem português. Se você vai de guia, não pega a fila de entrada. E aprende muito. O guia que nos atendeu, Javier, sabia MUITO sobre cada pedaço do castelo.

Conforme vai andando, conhece a intimidade e a vida de muito luxo e ostentação da corte absolutista francesa.  É um passeio maravilhoso para quem ama história. Aliás, aprendi mais sobre o absolutismo francês na visita ao castelo do que em todas as aulas de história que tive na vida. Choca ver tanto luxo, riqueza e glamour ao vivo, principalmente quando você lembra as condições nas quais vivam a população da França na época de Maria Antonieta e Luis XIV.  Mesmo que, em alguns momento eu perdesse o raciocínio e não entendesse algumas coisas graças ao barulho e ao sotaque horroroso do guia, gostei muito do passeio, embora ele tenha sido o mais cansativo de todos.

Não consegui visitar muito os jardins e não passei nos domínios de Maria Antonieta – estava um frio insuportável. Outro ponto negativo: é MUITO turista e você tem que se espremer em alguns pedaços do Castelo, como no quarto do Rei. Mesmo assim, vá. É uma aula de história ao vivo que vale demais ter.

RESUMO:

Tudo lindo e incrível. E amanhã tem mais. =)


Nenhum comentário: