quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para refletir

Quando tomados por nossa dor, ficamos aprisionados pelo peso de nossa tristeza, e não conseguimos enxergar a dor das pessoas mais próximas.

Não importa o quanto nos sintamos mal, sempre haverá alguém pior. Lembre-se disso hoje e encontre formas de se livrar do peso do medo e da dúvida, para que você possa ajudar outra pessoa.


By Yehuda Berg.





quarta-feira, 25 de julho de 2012

Síndrome da Falta de Amor Próprio


A DOENÇA
Hoje vou falar neste blog sobre uma doença moderna muito comum – a Sindrome de Falta de Amor Próprio (SFAP). Você pode até não conhecer essa doença pelo nome, mas com certeza já foi acometida por ela. Uma vez. Duas. Várias vezes na sua vida.  Não importa se você é bonita ou feia, magra ou gorda, jovem ou adulta: em algum momento da sua vida você vai fazer besteira motivada pela falta de amor próprio. Estudos apontam que a Síndrome ataca em “N” situações, mas é mais comum entre pessoas que tomaram um pé na bunda ou vivem um amor não correspondido e mais comum entre mulheres. O período do ano mais propício a adquirir a SFAP  é quando se toma um pé na bunda ou quando a fila da(do) sua/seu ex anda. A cena é clássica:

OS SINTOMAS
Ele está com outra, feliz e satisfeito. Você não se conforma com o fato de que foi trocada por ela e passa a se comportar como se tivesse 15 anos. Posta mil indiretas no Twitter/Facebook/Instagram ou em qualquer rede social que possa existir (caderno de perguntas, inclusive). Encontra com o casal na festa e se joga para cima do cara, ignorando completamente a cara de constrangido dele. Você liga, manda e-mail, manda sms, manda sinal de fumaça implorando para o cara voltar contigo e ele ignora. Enquanto você bombardeia o celular dele com mensagens, ele toma uma cerveja com a namorada. Suas amigas mandam você ignorar, mas você insiste em stalkear a vida do infeliz e da atual dele de cabo a rabo, no cafundós da Internet. Cada vez que acha alguma coisa, surta, chora e fica mal. Muitas vezes, recorre a um porre para aliviar as dores. Em outras, #xingamuitonotwitter ou Facebook. Em resumo, procura, acha e reclama.

O REMÉDIO
Pois é. Não importa o quanto você ame alguém. Não importa quanto momentos de felicidade vocês tiverem no passado. Se o cara está te ignorando, ele não te ama/quer mais. Ficar correndo atrás dele é fazer papel de ridícula. Se nenhuma amiga sua te disse isso, eu estou dizendo – e sou uma ótima para dizer isso, porque já fui tão ridícula nessa minha vida por falta de amor próprio que tenho vergonha de alguns períodos da minha existência (pode apagar?). Valorize-se, viva a sua vida, tente esquecê-lo e se divirta. Se ele tiver que voltar para você, não é recebendo 900 mensagens por segundo que você vai fazer com que ele sinta falta do relacionamento de vocês. Muito menos stalkeando a vida dele. E muito menos ainda, atrapalhando a vida dele. Ame-se, ame-se e, quando cansar, ame-se mais um pouco.


A CURA
Segundo pesquisas, a cura para SFAP é achar alguém mais interessante que o ex. Ter alguém que te mime, que te valorize, que fale para você o quanto você é especial e como você o faz feliz é o remédio perfeito para se livrar da SFAP. Alguns médicos indicam também listar todas as suas qualidade em um papel e colar na porta do seu guarda-roupas, acompanhado da lista de todos os defeitos do ex e problemas que vocês tinham no relacionamento. Estudos relatam que existe a probabilidade de o ex ser a cura para o problema em 0,00001% dos casos, mas casos reais nunca foram observados.   


terça-feira, 24 de julho de 2012

Contagem Regressiva




CHEGA LOGO! :)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O melhor lugar para se estar

Acho legal quando alguém vem falar que lê meu blog. Principalmente porque esse é um blog pessoal, atualizado conforme minha inspiração e disposição (ou seja, quase nunca) e quase um diário. Não é especializado em nada, não tem pauta definida.

Tudo o que escrevo aqui são idéias que surgem e não se conformam em ficarem presas dentro da minha cabeça - elas se rebelam e correm para cá. Muita coisa não deve fazer sentido para muita gente, porque esse blog é escrito essencialmente para mim. Eu sou o público-alvo do meu blog. Curiosamente, há quem leia e goste. É surpreendente e estimulante.

Gostaria de poder entrar na cabeça de cada pessoa que acessa este blog e entender como vocês interpretam cada frase, cada texto. Aposto que fazem uma leiteira completamente diferente da minha. E, por isso mesmo, me divirto imaginando os pensamentos de vocês. Aliás, adoro imaginar o que se passa na cabeça dos outros. Não só sobre meus textos, mas sobre pessoas em geral.

Exemplo: ontem eu estava saindo de casa para ir vir para a casa do meu namorado. Ao lado da minha casa, tem um viaduto, onde sempre encontro moradores de rua dormindo lá. Estou acostumada com eles. Não me assusto; muito pelo contrário, me sinto mais segura com a presença deles. Sempre reparo, olho e, se tiver abertura, cumprimento.  Mas ontem foi diferente.

Olhei e lá estava aquele casal dormindo abraçado, de conchinha. Chovia muito e era quase um milagre que o lugar onde eles dormiam estivesse sequinho. Fazia muito frio também. Enrolados numa manta cinza, abraçados, como se estivessem dormindo no lugar mais quentinho e confortável do mundo. Estariam sonhando? Se sim, sonhando com o que? Com uma vida melhor? Com uma casa? Com emprego? Com filhos? Com o futuro? Fiquei olhando a cena, emocionada. Continuei minha caminhada até o ponto de táxi, mas sem tirar a imagem da cabeça.

No meio do frio e da chuva, aquele casal de mendigos, sem perspectiva de ter aquilo que costumamos chamar de vida normal, vida de classe média, dormia abraçado. Um agarrado ao outro. O homem abraçando a mulher. Como eu faço com o meu namorado. Como qualquer casal que se ama faz quando tem sono: se envolve no melhor braço do mundo e domer o sono dos anjos.

Como disse meu amigo Henrique no Twitter hoje,"tem lugar melhor no mundo para estar do que nos braços de quem a gente ama?".

É. Não tem. Na chuva, na rua, no frio, no asfalto, ou na cama com lençóis limpos e edredon quentinho. O melhor lugar para se estar é estar com quem se ama.


Perdi meu amor na balada – Viral do ano até agora (podem me xingar)


Apesar de trabalhar com comunicação e mídias sociais, eu não costumo falar muito sobre isso aqui e no Pluralíssimo por motivos de: já falo de trabalho o dia inteiro. Blog, pra mim, sempre foi um espaço para relaxar, desligar do trabalho e falar de outras coisas que me interessam. Mas, mesmo sem ter o hábito e sem ninguém ter pedido minha opinião, não estou me contando e vou dar a minha opinião sobre o viral da semana, “Perdi Meu Amor na Balada”.

Um resumo rápido para quem não sabe do que se trata: há uma semana, foi publicado um vídeo na internet de um rapaz que perdeu o amor dele na balada. Ele dizia que conheceu a Fernanda, ficou apaixonado por ela, mas perdeu o contato porque anotou o telefone dela num papel e perdeu. E pedia ajuda das pessoas para encontrar a Fernanda.

Para quem está acostumado com as "internetes", CLARO que tava na cara que era um puta viral. A dúvida era: de quem? Primeiro, geral pensou que era da Casa 92, balada que o rapaz citava no vídeo. Depois, a desconfiança migrou para o site Segunda Chance, que oferece serviços para você encontrar pessoas que conheceu aleatoriamente e depois perdeu contato. Até que ontem veio a verdade: era um viral do Nokia Pure View, o celular nhóin da Nokia que tem uma câmera de incríveis 42 megapixel que cria imagens de 8 megapixel com uma definição sensacional.

Mas, até chegarmos a esse ponto, teve muito auê e, inclusive, gente que acreditou na história. Uma fan page foi criada pelo protagonista (clique aqui para visitar) e uma quantidade considerável de pessoas se mobilizou para ajudar o Daniel a encontrar a Fernanda achando que a história era verdade. Quando a verdade foi revelada, muita gente se decepcionou, xingou e o “perdi meu amor” foi o meme da tarde de ontem no Twitter. O suficiente para que outro tanto de pessoas considerasse esse um viral um homérico fail. Eu discordo e vou explicar minhas razões.

Ações de marketing viral têm como objetivo fazer com que algo caia na boca do povo de maneira espontânea no geral. O melhor exemplo de viral brasileiro, na minha humilde opinião, foi da Vivo, com o vídeo "Eduardo e Mônica", publicado no dia dos namorados de 2011. Um viral unânime, que todo mundo aplaudiu, curtiu, compartilhou e por ai vai. O vídeo foi divulgado e foi sucesso total, reto e direto.

Já o da Nokia foi diferente: criou-se um enredo com cara de verdadeiro que durou mais ou menos uma semana até a revelação. E, nesse período, o assunto foi sendo alimentado, remoído, discutido, debatido.  O final pode não ter agradado a todos, mas dentro da proposta de fazer um viral, não se pode negar que “Perdi Meu Amor na Balada” pode ter tido um alcance maior que “Eduardo e Mônica”. Dai, entra a polêmica: um viral, para ser bom, tem que ser unanimidade?

Eu tendo a achar que não. As figuras mais importantes, os assuntos mais vitais, coisas de massa, em geral, nunca são unanimidades. Não que ser unanimidade seja ruim (tanto que considero “Eduardo e Mônica” o melhor viral brasileiro). Mas acho que a discórdia, o debate, vale sim e pode ser até positivo. Especialmente no caso do produto em questão (o Nokia Pure View), vejo uma grande sacada da marca em tirar o foco do principal problema do produto. Embutido de uma câmera incrível, o Pure View traz como OS o Symbian, um sistema ultrapassado e que já foi aposentado pela Nokia. Obviamente, com o lançamento do produto, muito se poderia falar sobre o fato de o celular trazer um OS obsoleto. Mas sobre o que as pessoas estão falando? Sobre a Fernanda e o Daniel. 


Não sei se a polêmica foi proposital, mas a Nokia mandou bem em desviar a atenção do OS do seu celular. Recebeu críticas pelo fato do viral ser fake? Sim. Mas, exceto sites especializados, ninguém está preocupado com o OS do Pure View. O que as pessoas sabem, no geral, é que a marca inventou uma história de amor para lançar um celular que tem uma câmera incrível. E fez isso usando um viral. Que foi sucesso porque, gostando ou não, todo mundo falou disso – inclusive sites que noticiaram a história, acreditando ela ser verdade ou não.

A estratégia, os objetivos, a maneira como a história foi construída (Daniel incorpora totalmente o príncipe encantado que toda mulher sonha), tudo foi muito bem planejado e executado. O próprio fato de mesmo quem desconfiava que era ação viral não conseguir descobrir quem era a marca/produto responsável pelo desenvolvimento da ação mostra que tudo foi muito bem feito.   

Por isso, vou contra a corrente e declaro: “Perdi Meu Amor na Balada” é o viral do ano até agora.


ps. Está permitido concordar (e discordar) nos comentários. ;)
ps2. Fica a lição: o primeiro passo para um viral dar certo é ter uma história de amor. <3

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tik tok, tik tok, tik tok...


O tempo passa. Só que não. Você olha. O tempo se arrasta. O estômago dói. Você sente a presença dela. Ela chega, senta e, daquele jeito que só ela tem, ela olha para você. Você fica hipnotizada. Ela tira os óculos e o coloca no seu rosto. Você só passar a enxergar o que ela quer que você veja. Sua visão de mundo passa a ser a dela. Tudo fica demorado. Lento. Dá sono. Dá medo. Dá vontade de arrancar os cabelos fora. 

As unhas. Pra que elas servem mesmo? Para nada, claro. Então, vamos comer o esmalte. Acabar com ele lentamente. Em seguida, as unhas. Roê-las, comê-las, até sangrar. E a fome? Sim, você sente aquela fome insuportável. E se entope de comida. E de bebida. E de comida. E de bebida. E de tudo. Você come como se o mundo fosse acabar. Você fuma? Não é o meu caso, mas caso sua resposta seja sim, prepare-se: você vai detonar maços e maços de cigarro. E nada adianta. Latas de ceveja, maços de cigarros, barras de chocolate.

Você olha no relógio. Olha pela janela o mundo lá fora. Ela continua aqui, sentada ao seu lado. Lá fora, o sol começa a se por. A tarde começa a cair. A noite começa a dar os primeiros ares. E o que importa?

A garganta começa a ganhar vida própria. Ela quer soltar coisas para fora. Em alto e bom som. Vontade de gritar, berrar, urrar. Vontade de sair pulando feito louca. Vontade de saltitar, jogar tudo para o ar, tacar água nos outros, jogar cerveja na cabeça. Vontade de escrever alucinadamente no twitter. Trabalhar para quê?

Tudo isso junto, ao mesmo tempo.

Ela, continua ali, sentada. Você olha de novo para o relógio.

Tik tok, tik tok, tik tok.

Ainda faltam 5h para o jogo.


 E a dona ansiedade não sai de perto de você.