segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A insanidade de ser torcedor ou podem me chamar de louca


Ainda não achei atividade mais insana nessa vida que ser torcedor de futebol. Que me desculpem os homens-bomba, mas se explodir é fácil. Duro é aguentar as piadas dos rivais depois de uma série de papelões e um rebaixamento para a série B (segundo em dez anos) quase certo. E, mesmo assim, lá no fundo, mas bem lá no fundo, acreditar que ainda dá (ora, pois, se o Fluminense se salvou em 2009, por que o Palmeiras não poderia se salvar?).

Faz algum sentido xingar enlouquecidamente a televisão a cada lance? Ligar a TV sabendo que vai passar raiva e mesmo assim, não conseguir não fazer isso? Saber que o Luan é burro, vê-lo fazer burrice, xingá-lo de burro e ainda sim, defendê-lo do árbitro fdp? Faz sentido ver seu time perder jogando bem e continuar assistindo à sessão de tortura em grupo? Não, não faz. Mas alguma coisa no futebol faz sentido?

Sou completamente contra violência. Não aprovo nego que depreda estádio, restaurante de dirigente nem agressões e afins. Mas joguei meu celular com tudo no chão, duas vezes, ontem, nos dois gols do Corinthians (bom, é meu patrimônio, não estou causando danos a terceiros, tenho o direito de depredá-lo). De onde vem a raiva que move um torcedor, sinceramente, não sei. Sei que ela é grande, gigantesca, absurda. Capaz de acabar com seu dia, estragar seu final de semana, te deixar com um humor de merda e com vontade de mandar o planeta para a merda. E capaz de fazer com que pessoas quebrem cadeiras no estádio, pixem muros e depredem restaurantes de dirigentes.

O que acontece com o Palmeiras hoje é revoltante em todos os aspectos. Por isso, dessa vez, não vou chamar ninguém de marginal pelos acontecimentos de ontem. Porque, embora não aprove, entendo a atitude, porque sinto a mesma raiva (e me considero superior por consegui-la conter, claro). Aos fatos: esse time é ruim. Mas nem tanto. Poderia terminar o campeonato, fácil, entre os dez primeiros. É melhor que Figueirense, Sport, Atlético Goianiense, Coritiba, Bahia, Naútico e Flamengo com facilidade. Mas somos os penúltimos (no salvo de gols) porque os jogadores são um bando de chinelo. Não estão com vontade de jogar. O time é bem armado. Ontem, mesmo jogando praticamente o tempo inteiro com um a menos, jogou bem. Como jogou contra Atlético Mineiro, Vasco e Santos. E perdeu todos os jogos.

Eu não acho mesmo que esse é time para cair. Basta ver os jogos. O problema do elenco é que jogador de futebol virou um bando de mimado. Ou as coisas são como querem, ou eles fazem o que querem. Não têm o menor pudor em fazer uma torcida gigantesca e apaixonada sofrer um ano na série B. E isso não é só com Palmeiras. Isso é uma praga em todos os times. Como alguém disse no twitter, entendo um Evair derrubando um PC Gusmão. Agora, esse bando de jogador mediano derrubar grandes técnicos, como o Felipão, é reflexo direto da mediocridade que virou nosso futebol.

Sim, o futebol brasileiro está cada vez mais medíocre. Exemplo? Valdívia e Douglas ganharem salário de R$ 400 mil. Sério, os dois seriam reservas, no máximo, nos grandes times de Palmeiras e Corinthians da década de 90. Mas não tiro o demérito da diretoria do Palmeiras (de todas na última década): é uma diretoria ruim, fraca e perdida. Nem o presidente e nem o VP de futebol têm pulso firme, culhões, saco roxo, bolas, para segurar o elenco na mão. E o resultado é isso: um bando de jogador meia boca, sem tesão em por a bola no fundo do gol, jogando um time que não era pra cair para o fundo do poço.

Como torcedora racional, eu quero é comprar o ppv da série B. Como torcedora de verdade, eu acho que dá pra escapar. Mas tem que ganhar do Figueirense, Náutico, Bahia obrigatoriamente. Como disse no início: se o Fluminense escapou em 2009, dá para o Palmeiras escapar esse ano. Mas alguém vai ter que pó de mico no calção dos jogadores pra fazer os FDP´s acordarem para a vida. Daqui até o final do campeonato, serão 13 finais de Copa do Brasil. Por favor, malditos jogadores, joguem essas partidas como jogaram o Campeonato que acabaram de vencer.

E para fechar o texto, a única coisa que consigo realmente pensar diante desse drama inteiro: Palmeiras, eu amo você. Vamos escapar dessa porque milagres existem. Milagres acontecem. E um milagre vai acontecer.

Podem me chamar de louca.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O curso de pós graduação que o mercado precisa


Esse é o curso mais esperado da história do mercado de comunicação e marketing. O querido Daniel Souza teve a ideia e eu, outro Daniel, Diego, Rafael e Fábio colaboramos com a montagem da grade.

Queridas faculdades, pensem nessa grade com carinho.



ESPN -  Escola Superior de Paciência e Noção

Curso: Inovação do Uso da Noção na comunicação

OBJETIVOS DO CURSO
Compreender o que são os acordos sociais não formais de comportamento em grupo, e como exercitar padrões saudáveis de conversação e comunicação entre neo-consumidores, seus parentes, chefes e puxa sacos.

Entender na atual conjuntura econômico-social brasileira como o processo de noção impacta na inovação, bem como desenvolver abordagens de utilização de noção na prospecção e fidelização dos novos consumidores das classes X, Y, C, D e Club A.

POR QUE PARTICIPAR
No mundo corporativo moderno, a noção de noção acabou esquecida. Termos como “alinhar” acabaram tornando-se hype e fazendo com que a noção fosse esquecida. Contudo, com os novos desafios na comunicação, ter noção voltou a ser um fator diferenciado no currículo de qualquer executivo que almeje o sucesso. Esse curso tem como objetivo explicar, em detalhes, todas as aplicações do conceito, seja no dia-a-dia de trabalho, na relação com a equipe, com o cliente e com fornecedores. Fazendo o curso, você irá se diferenciar no mercado, deixando de ser “sem noção” e fazendo parte da ínfima quantidade de pessoas que têm noção.

RESULTADOS ESPERADOS

Obter noção, evitando joselitismos, maneirismos e outros ismos

METODOLOGIA

Serão utilizadas para embasamento das aulas as principais referências bibliográficas que tratam do assunto, fontes eletrônicas tais como sites oficiais, revistas e jornais.
As aulas serão expositivas e serão introduzidas questões-debates a partir do conteúdo tratado. Serão utilizados, fartamente, de recursos áudios-visuais para a exibição de mapas, gráficos, quadros e tabelas e vídeos curtos que tratam do assunto.


PROGRAMA
1) Entendo os limites e Oversharing;
2) Usando gamification para mudar hábitos ruins;
3) How to avoid bad English et All (ou how to avoid english expressions i don’t know);
4) Bundas, Peitos e similares: usando elementos sexuais sem causar desconforto;
5) Comportamento do Colaborador nas festas da firma;
6) Como não ser o último a utilizar um meme;
7) Como não expor seus amigos a imagens repelidas por profissionais como coveiros,médicos e veterinários;
8) Meu português (ou falta de) me deixou solteiro. E agora?
9) Como preencher um briefing além do Google;
10) Como evitar palavras com a palavra “como” e outras baboseiras do tipo;
11) Como entender a diferença entre “MAS” e “MAIS”;
12) Diferenciando “recepcionistas” e “hostess” (ache a vírgula entre elas);
14) Como evitar a palavra “chupa” em dias de final de campeonato em relação ao time do sogro, chefe ou pessoa com arma carregada em mãos;
15) Aprendendo como utilizar o teclado “Caps Lock”;
16) Como ficar na festa da empresa até o sorteio dos prêmios;
17) Como evitar check in em locais comprometedores, proibidos, secretos, irrelevantes ou onde a sua presença é MERA obrigação;
18) Como identificar a diferença entre notícias reais e manchetes do “Sensacionalista”;
21) Como conhecer o “Sensacionalista”;
22) Como fingir felicidade de maneira crível nas redes sociais;
23) Como conter seu mau humor e/ou mimimi nas redes sociais;
24) Relevância avançada: Entendendo o papel dos neo-consumidores e a rejeição de pautas que vem da Ass. de Imprensa;
25) Como utilizar a palavra “especial” sem remeter o leitor a qualquer “retardo”;
26) Como abordar travestis sem correr o risco de ser assaltado e aparecer na mídia, no dia seguinte;
27) Como não ser notícia no “Te Dou um Dado” e blogs similares;
28) Como esconder a falta de job ou pia de louça nas redes sociais;
29) Como não falar sozinho em perfis empresariais nas redes sociais;
30) Como expressar seu mau gosto musical nas redes sociais ou “Sou do fã clube do Luan Santana - Devo assumir?”;
31) Como ser sincero sem escrever errado;
32) Dez dicas de como interpretar o regulamento de um concurso;
33) Crenças, religiões e cultos: como abraçar o sagrado sem incomodar sua audiência ( amando Jesus sem ser mala);
34) Como não se tornar um filósofo das redes sociais;
35) Como entender que a Cleycianne é um cara não evangélico;
36) Sabendo usar e identificar citações de Clarice Lispector, Arnaldo Jabor e Luís Fernando Veríssimo nas redes sociais;
37) Como postar Adele nas redes sociais com enfoque inédito e ouvir as canções em volume adequado;
38) Como não postar 537 imagens em menos de 2 minutos em seu perfil no Facebook;
39) Dica:Mouse não é uma metralhadora de “likes”;
40) Como passar o mês de Dezembro inteiro sem ouvir uma vez sequer a cantora “Simone”;
41) Como não ficar compartilhando o mesmo sentimento 537 em menos de 2 minutos, no Facebook;
42) Como não utilizar a frase: “Sua inveja faz a minha fama”;
43) Como entender que as expressões: “fikadika”, “Vem ni mim” e “Partiu” já cansou a beleza;
44) Como alfinetar a pessoa certa com posts enigmáticos no Facebook;
45) Como não postar fotos com uma parede podre atrás de você e entrar no tumblr “Clã da parede podre”;
46) Coloque frases claras em seu Facebook e não pareça um louco inexperiente que nunca usou uma rede social;
47) Como entender que ninguém quer saber se você está “Felizzzzzzz”;
48) Como utilizar as seguintes consoantes: “ss”, “s”, “ç” e “z”;
49) Como periguetar com classe e discrição nas redes sociais;
50) Entendendo um pouco sobre como postar poucas fotos de um determinado evento.
51) Como perceber a ausência de um item (13) em um programa didático.