domingo, 5 de maio de 2013

Aqueles momentos...

Nunca tenho tempo/inspiração para escrever neste blog. E, quando surge tempo e inspiração, tem tanta coisa pra escrever que fico perdida. Qual assunto escrevo? Escrevo vários assuntos de uma vez? Escrevo textos diferentes e deixo tudo agendado?

Embora tenha blog desde 2003 (dez anos, gente!), eu nunca tive disciplina para manter um blog atualizado. Nunca tive saco pra escrever sobre um assunto só. E fico me perguntando se, la no passado, se eu tivesse tido disciplina e foco, se estaria hoje ganhando os rios de dinheiro que as blogueiras ganham. Bom, pelo sim, pelo não, continuo com meus 100 acessos mês, no mês que posso. E escrevo com liberdade, sem a obrigatoriedade de ser criativa ou postar apenas porque a audiência está esperando.

Escrever, para mim, não é uma delícia e uma dor. Eu amo escrever, mas não o tempo todo, nem toda hora, e nem por obrigação - muito embora, escrever quase nunca seja uma obrigação para mim. Mas desde que me entendo por blogueira, a inspiração para escrever costuma aparecer naqueles momentos complexos, em que a gente tá na dúvida entre dar um passo ou não. Naqueles momentos em que o coração fica apertado, o estômago dói, tudo não está muito claro. E na escrita, normalmente, eu encontro as respostas e o conforto que preciso.

Por isso, estou aqui. Para escrever tudo o que tenho pensado sobre o passado e presente. E como isso afeta o futuro. Sim, é clichê o que vou falar, mas quanto mais vivo, mais me convenço disso: o destino existe, e tem coisas que acontecem independente das nossas vontades. Mas muito da nossa vida também é resultado das escolhas que fazemos, o tempo inteiro. Por isso eu realmente acredito que a principal responsável por minha alegria ou tristeza sou eu. A gente cresce querendo encontrar a culpa daquilo que nos incomoda nos outros, mas quase sempre, ela é nossa. E isso não é algo bom ou ruim - é apenas uma realidade. Mas ter consciência disso não é fácil, não é simples e exige muita disciplina. Principalmente na hora de entender os fatos, os acontecimentos e saber tirar, dos momentos ruins, as lições que realmente fazem a gente sair de um problema mais forte.

Tomar decisões não é simples - e dai a nossa tendência em sempre empurrar uma decisão complexa com a barriga. E é incrível como a gente não perce o óbvio: agindo assim, a gente faz com que um problema pequeno cresça e vire um monstro. E quando ele vira um monstro, você tem que ir lá e fazer exatamente aquilo que postergou. E eu não sei exatamente porque nós, seres humanos, tendemos a agir assim se, no médio prazo, isso é sempre pior. Afinal, um problema não some do nada. A gente pode fingir que ele não está ali, olhando pra você, mas ele está e, quando você menos esperar, vai vir à tona e te atrapalhar. Essa é uma lei da vida tão certa quanto a lei da gravidade, acreditem.

É por isso que, quando a barriga começa a formigar muito e um assunto começa a crescer na minha cabeça, eu tento resolvê-lo o mais rápido possível. E as resoluções, às vezes, podem ser simples. Mas, em outras situações, elas podem ser muito mais complexas e arriscadas do que desejamos. Às vezes você acaba influenciando na vida de alguém - e essa decisão, de mudar a rotina de uma pessoa podem ser completamente difícil de se tomar. Em outras, você está arriscando seu próprio destino. E o risco é a glória ou o inferno.

E é quando a gente se depara com esses tipos de situações que entendemos, finalmente, o que é crescer, amadurecer, viver a vida. E é quando percebo que, estou escrevendo esse texto, porque estou exatamente vivendo um desses momentos que separam as meninas das mulheres. Como sairei desse momento, eu ainda não sei. Mas o que desejo é sair cada vez menos menina e cada vez mais mulher.

Imagem: Pinterest