sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O tempo, esse irremediável

Não faz muito tempo eu estava aqui, nesse blog, entre uma curta soneca de duas horas da Luísa, escrevendo sobre os desafios da maternidade recém. E cá estou eu, finalmente conseguindo um tempinho no meio da loucura de gerir uma empresa e cuidar de uma casa enquanto impeço que a Luísa enfie o dedo na tomada ou tente se pendurar na mesa de centro da sala pra fala: como o tempo passa rápido!

Minha bebezinha é minha bebê, agora. Senta, engatinha, se arrasta, se pendura e, quem diria, fica em pé no berço sozinha. Come as papinhas, come fruta, faz bagunça com a comida. Rola no trocados enquanto tento trocar as fraldas. Se eu piscar, ela enfia o tubo de desitin na boca. Pega a fralda e fica sacudindo e rindo. Daqui a pouco, estará andando por ai e eu correndo atrás dela feito louca.

São 9 meses que parecem nove anos. Acho que eu envelheci uns 10 anos nesse início de vida da Luísa fisicamente. Por outro lado, me sinto tão feliz como uma criança de 10 anos tomando banho de chuva e brincando de lama. Cada sorriso, cada nova conquista, cada evolução enche o coração da mamãe com uma alegria sem tamanho.

Juntos com as alegrias, ficam pra trás as angústias. Sim, as angústias. Porque por mais que te falem "cada bebê é único", duvido que alguma mãe fique tranquila vendo os outros bebês da mesma idade que a sua fazendo coisas que a sua não tá nem perto de fazer. Fiquei um mês com coração na mão. quando Luísa completou 8 meses, ela mal se arrastava. Vendo bebês fazendo várias coisas, a máquina de produzir catástrofes que é a mente materna entrou em ação.

Juntei o fato dela engordar pouco, com o fato dela não ter dentes, com o fato dela só rolar e conclui que ela devia ter algum problema de desenvolvimento. Sim, agora,  um mês e pouco depois, to rindo do quanto fui ridícula, mas a maternidade é isso ai. O divertido é que em um mês ela aprendeu a se arrastar, engatinhar e agora, ficar em pé. Continua sem dentes, mas vou deixar pra me torturar por isso novamente mais pra frente.

Contrariando TODAS AS MINHAS EXPECTATIVAS PRÉ PARTO, eu continuo amamentando. E mais: Luísa LARGOU A CHUPETA E MAMADEIRA. Vocês conhecem algum bebê que já fez isso? Porque eu não. Como larga? Pois é, largando. Ela simplesmente não quer mais saber de nenhum dos dois. Até toma mamadeira pra beber água. Só. Qualquer outra coisa que eu coloque lá, ela empurra a mamadeira e puxa meu peito. As chupetas viraram um brinquedo que ela joga, lambe, mas usar da maneira tradicional, necas de piriquitiba. Tenho ou não uma criança atípica?

Sei que entre uma mamada e outra (elas agora acontecem de hora em hora quando estou em casa), cá estamos, bem perto do aniversário de um aninho do maior amor desse mundo. E em total preparação para o primeiro Natal com minha filha aqui no colo, do lado de fora, curtindo comigo. Um Natal com vários presentes inéditos: as culpas, as ansiedades, os medos inerentes à maternidade. Mas com o maior presente dessa vida: a Luísa. Saudável, sapeca e linda, com seus quase 1 ano de vida que passaram num piscar de olhos.

Dingo Bel!
Como é notável, Luísa não curtiu muito o Papai Noel

Sendo linda!

Minha duendezinha 
Agora sim, livre e solta no chão, fazendo bagunça.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Estamos todas loucas

Sim, estamos. A maternidade enlouquece. Ao ponto de mães que se conhecem da internet se ofenderem num nível que se fossem nossos filhos, estaríamos envergonhadas de criar criaturinhas tão intolerantes.

Esses dias estava num grupo de Facebook que participo. Uma mãe postou um link para uma matéria sobre um bebê que tina morrido sufocado na cama dos pais e acrescentou o seguinte comentário: "sobre cama compartilhada".

Foi o suficiente para chover uma enxurrada de comentários acusando a autora do tópico de ser preconceituosa, de falar besteira. Teve uma mãe que disse que quem não faz cama compartilhada não se conecta de verdade com o filho.

Lembrei também dessa página no Facebook - Menas Main - que destila uma raiva incomum sobre mulheres que não optam pelo parto humanizado e pela amamentação prolongada. Lembro que quando descobri essa página, fiquei tão chocada que senti pena das crianças, filhas dessas mães que querem ser tão boas, que gastam sem tempo ridicularizando outras maneiras de criar filhos.

A verdade é que estamos todas inseguras que agimos como cachorros acuados. Ou, pra adequar à minha realidade, como gatos. Vou pegar o Ludwig como exemplo. Ele é um gato tão medroso e assustado, que avança, dá patada e morde por medo de ser atacado.

Acho nossas reações como mães muito semelhantes. Temos tanto medo das nossas escolhas e que outras pessoas questionem nossas escolhas, somos tão pressionadas e, muitas vezes, mal resolvidas, que nossa reação é atacar qualquer questionamento que se possa fazer sobre algo que tenhamos adotado na nossa maneira de criar filhos.

E, nessa ansiedade inteira para sermos perfeitas, acabamos cometendo erros que eu, particularmente, considero gravíssimo: que é atacar qualquer coisa que nos contrarie, sem parar para pensar ou raciocinar sobre o que estamos fazendo e porque estamos agindo tão na defensiva.

Eu compreendo que uma mãe que queria um parto natural fique muito puta quando alguém a chame de louca ou irresponsável pela sua escolha. Mas não entendo essa mesma mãe reagir tentando ridicularizar quem opta por uma escolha diferente da dela. Embora essa seja a reação natural, a ideia não é combater preconceitos? Como se combate preconceitos criando outros?

Um dos pontos que nunca gostei e jamais me atraiu nos grupos de parto humanizado é exatamente essa necessidade de falar mal da cesária. Será que não podemos exaltar o parto normal sem ridicularizar ou diminuir a outra opção?

Outra situação que me deparei esses dias num grupo de mães que participo foi um desabafo de uma mãe que amamenta contra a amiga que não quis amamentar. Ela questionava se a amiga realmente amava a filha, já que ela se recusou a dar o peito. Eu amamento, não pretendo parar tão cedo, mas sempre acho que se a mulher opta por não amamentar - seja lá quais forem as razões dela - temos que respeitar. Afinal, estamos proibidas de não querer amamentar sem sermos crucificadas?

Parece que quando o tema é maternidade, é impossível escolher um caminho sem tentar desmerecer outros caminhos, outras escolhas, outras alternativas. E é por isso que acho que estamos todas loucas. Porque não acho que a tolerância mora por ai. E entendo que mais do que parto, peito ou qualquer outra coisa, ser mãe é ensinar princípios para formar um cidadão que saiba respeitar o próximo, seja educado, tenha bom caráter, etc. Agora, como faremos isso se não conseguimos nós mesmas respeitar as diferenças entre nós, sem conseguimos tolerar nossas próprias diferenças?


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Primeiros Selfies da Lulu

Ai sua filha está enlouquecida porque você tirou o catarro dela com aspirador nasal, berrando sem parar.

O que a menas main aqui faz? Dá o celular pra quiança se acalmar, claro. E o que ela faz?

TIRA UM MONTE DE SELFIE.






Pode isso, Arnaldo?

A bolha da maternidade

Sim, a maternidade é uma bolha. E você não tem consciência dela. E quando toma, tenta escapar, mas invariavelmente falha. Não sei se isso vai mudar (espero que sim), mas sou realmente uma daquelas pessoas monotemáticas que só falam sobre o filho se deixar. Eu realmente não entendia porque as mulheres tinham filhos e ficavam desse jeito. Por isso, me sinto na obrigação de escrever esse texto.

Primeiro, pra fazer uma mea culpa. Desculpem o tema único na minha vida: a maternidade e seus subtemas (parto, amamentação, etc). É difícil pensar em qualquer coisa fora da bolha quando tem uma bebê linda na sua frente de fabricação própria e mil descobertas. Porque, sim, uma das coisas mais incríveis de se ter um filho é ver ele crescer e virar gente. Eu fico babando o suficiente pra encher a Cantareira e acabo esquecendo que meu time tá ai, na merda, que nunca mais fui a um bar, que nem tenho roupas que cabem em mim, já que to aqui com meu corpitcho pós parto de mulher normal (ou seja, gorda e barriguda).

Aproveito pra pedir desculpas para todos os meus amigos e amigas que fizeram aniversário ou me convidaram pra qualquer coisa nos últimos 7 meses e eu não aceitei. Acreditem,  não foi por mal ou por falta de vontade.  A logística de sair com um bebê e o tanto que ele demanda é algo tão gigante que, às vezes, é melhor não ir a atrapalhar todo mundo. E peço desculpas também por ter ficado chateada por me sentir esquecida pelos meus amigos sem filhos que me "esqueceram" nesses meses de maternidade. É normal e natural, mas às vezes, é difícil de entender pra gente que tá aqui, gorda, cansada e sem tempo pra ser qualquer coisa que não seja ser mãe.

E pra quem não sabe, quero contar: a vida na bolha é cansativa. Ou melhor, exaustiva. A gente fica aqui, rodeada de fraldas, chupetas e fóruns e grupos de mãe brigando pra impor o seu modelo de maternidade, entre um cochilo e outro. Mas a vida na bolha também é bem bacana. A gente fica boba a cada consulta médica, cada quilo, cada roupinha perdida. Entre sorrisos pra cá e uma sentadinha pra lá, a gente entende porque é tão incrível ficar aqui dentro da bolha. A gente renuncia, mesmo sem querer e temporariamente, a ser a mulher e vira mãe porque, no final das contas, tem um serzinho rindo pra ti quando ganha um colo e beijo.

E também, no meio dessa bolha, a gente acha outras pessoas normais que estão apenas tentando sobreviver à maluquice que é a maternidade. E a gente se ajuda e, quando vê, fica feliz por alguém que nunca viu na vida. Se emociona porque o filho da amiga de fórum que era alérgico comeu ovo. Fica feliz que acabou a fase de cólicas da outra amiga. E comemora quando a bebê da sua colega que acorda a cada 2h passa a dormir 6h seguidas.

Pra quem está fora da bolha, isso tudo parece uma insanidade. E é. Mas, a menos que você decida não ter filhos, a bolha te espera. Pelo menos, durante um tempo, já que dizem que, com o tempo, eles crescem e saem debaixo da nossa asa. Mas, mesmo sendo mãe, vira e mexe, eu corro pra baixo da asa da minha mãe. A gente até sai da bolha uma hora, mas aparentemente, ela sempre estará ali, pronta pra te receber de volta.

No momento, estou totalmente imersa na bolha e, por isso, não esperem me ouvir falar sobre outras coisas por um bom tempo. Mas não desista de mim. Prometo que, com planejamento e se você tiver um pouquinho de paciência, eu tento dar uma escapadinha pra tomar um chope e falar sobre a vida, o universo e tudo mais que rola na vida ai fora.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

A maternidade e o Palmeiras

E minha filha nasceu em 2014. E o time do meu coração está completando 100 anos em 2014. Hoje. E, embora o nascimento da minha filha tenha me feito dar menos atenção do que normalmente eu costumo dar para o meu time do coração, o amor é o mesmo. É como ter um filho mais velho. Quando nasce um menor, ele demanda mais. E recebe mais atenção. Mas você continua amando igual.

Ser mãe me fez perceber como amar o um time é como amar um filho. Tem momentos difíceis. Cansativos. Enlouquecedores. Que você quer fugir para as colinas. Mas ai, aparece aquele sorriso. Aquele jogo inesquecível. E como não amar isso enlouquecidamente?

A gente chora de tristeza. Chora de cansaço. E chora de alegria. Uma alegria imensa, gigantesca. E essas alegrias valem por todo e qualquer momento difícil. Um simples sorriso compensa toda uma noite em claro. Um simples gol, na final de um campeonato Paulista, apaga todos os anos de sofrimento e humilhações. 

Os momentos bons são tão intensos que compensam qualquer momento ruim. Mesmo aqueles que fazem a gente ter vontade de desistir e faz a gente se perguntar: meu Deus, será que eu nasci pra isso? Pra ser mãe? Pra torcer pra esse time com esse bando de jogador vagabundo? E a resposta é sempre "sim". Sim, não há nada melhor do que amar um filho. Sim, não há nada melhor do que ser palmeirense. Não se abandona um filho. Não se abandona o Palmeiras. Nunca.

Em 2014, eu descobri que ser mãe e ser palmeirense é muito semelhante: em ambos os casos, estou padecendo no paraíso. E nada poderia ser melhor, sendo tudo exatamente do jeito que as coisas são.

Obrigada, Luísa. Obrigada, Palmeiras. Meus amores eternos, imutáveis, e inabaláveis.  Estaremos sempre juntos, vivendo as delícias e as dores  da vida em verde e branco.



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Seis meses com Luísa

E o tempo voou e cá estamos nós. Seis meses. Meio ano. Você, cada dia mais esperta, curiosa, atenta. Eu, cada mais apaixonada por você. Nós, cada vez mais cúmplices. Eu estava cheia de medos até às 16h daquele sábado, 22 de fevereiro. Foi quando eu e o papai nos instalamos no quarto da maternidade. Finalmente você chegaria. Foram tantas angústias, medos e incertezas ao longo dos nove meses em que você esteve dentro de mim. Mas nós conseguimos e chegamos ao fim. E logo você nasceria. E logo estaria comigo. E ai, uma paz tomou conta da mamãe. Acho que nunca me senti tão tranquila do que naqueles momentos em que eu estava na maca, indo para o centro cirúrgico. Eu estava tranquila e calma porque sabia que, dali em diante, tudo daria certo. E deu! Você nasceu linda, cabeluda e fazendo biquinho. Você nasceu esperta, mamando certinho, ajudando a mamãe a superar o medo da amamentação ser algo ruim. Você se comportou bem, sendo um bebê sem cólicas - outro medo que a mamãe tinha. Você dorme bem, bastante, igual à mamãe e ao papai. Você ri, chora berra.  Dá uma canseira danada na mamãe. E quando eu me pego pensando: Jesus, o que eu faço agora? Você sorri pra mim. Em todos os momentos difíceis nesses seis meses (e eles foram muitos) você sempre sorriu pra mim quando eu estava em meio as lágrimas, me lembrando que problemas existem, mas nada é maior do que esse nosso amor. Você me consolou com esse sorriso perfeito. Você me faz sentir a maior felicidade do mundo quando vou te buscar de manhã no seu berço, me vê, e abre o sorriso. Você me faz ver como é gigante e indescritível o amor que sinto quando a saudade bate enquanto você está na escolinha. Você me lembra o quanto compartilhar é a coisa mais incrível desse mundo cada vez que está junto a mim, mamando. Você me mostra como não há nada mais importante do que ter saúde cada vez que tosse, espirra ou o nariz escorre. Você me faz ver que olheiras, cansaço, crpor gordo, roupas que não cabem, falta de tempo pra se arrumar, comer ou até mesmo escovar os dentes, é uma bobagem perto da imensidão de sentimentos que é ter você na minha vida.

Obrigada, Luísa, pelos seis meses mais fantásticos e transformadores da minha vida.

#obrigadabebê
#mãedemenina
#amormaior






quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sobre Cama Compartilhada

E dai que eu sempre fui totalmente contra cama compartilhada. Afinal, lugar de bebê é no berço, certo? Além disso, é uma prática que a OMS condena por representar riscos para o bebê.

Mas acontece que eu adoro fazer tudo o que a OMS recomenda. Só que ao contrário. E quando a Luísa ficou gripada, com dois meses e meio, ela veio pra nossa cama.

Até então, ela dormia  no berço desmontável no nosso quarto. Mas, doente, sem querer comer, como eu ia deixar minha pequena e frágil bebéia sozinha dentro de um berço? Nem ferrando. Carreguei ela pra cama.

Nas primeiras noites, mal dormia, com medo de sufocar ela. Depois, descobri as delícia de amamentar deitada. Ficamos de lado, ela pega o peito, eu a abraço e ela mama. Muito melhor do que ficar sentada na poltrona!

Ela se curou e foi para o berço. Mas quando acordava de madrugada, pra chorar, eu pegava e trazia pra amamentar na minha cama. E não devolvia mais para o berço. E ela começou a dormir super bem. E nos acostumamos com a rotina. O primeiro sono no berço, o segundo, na cama da mamãe e do papai.

Só que ai teve uma noite que a mamãe dormiu esperando ser acordada às 4h da manhã, as usual. Quando acordei, levei um susto. Eram 6h30 e a Luísa não tinha chorado! Corri pro berço pensando no pior. Mas ela só estava dormindo.

E assim seguiram-se os dias. E assim eu tenho um bebê que dorme a noite inteira, entre 22h e 8 ou 9h. E foi assim que a cama compartilhada ajudou minha filha a ter um sono tranquilo. Hoje, às vezes, eu tenho que ir buscar ela no berço de manhã, porque ou ela não acorda, ou acorda, fica brincando com o móbile e esquece de mamar.

Sem nana neném, sem choro controlado, sem traumas, eu boto ela no berço, dou um beijo e digo, "boa noite, filha, durma bem". E ela dorme.


Luísa e a escolinha

Graças a Deus, tenho um trabalho que me dá a flexibilidade de ficar com minha filha. Só que nem sempre é possível e depois de seis meses trabalhando em 50% da capacidade, conversamos muito aqui em casa e decidimos: Luísa iria pra escolinha.


Primeiramente, gostaria de dizer que adoraria ganhar na mega sena e não precisar trabalhar. Adoraria ser mãe em tempo integral e ter como único trabalho além da Luísa, escrever neste blog. Até porque, quem é mãe, sabe: não há trabalho tão árduo e difícil como cuidar de uma criança. A gente fica acabada. E eu não faço parte da camada da população que pode ter empregada e babá. Logo, ficou apertado cuidar de uma empresa, coordenar funcionários, manter clientes felizes, ir atrás de novos clientes e cuidar de um bebê no meio dessa confusão toda.

Por outro lado, não me agradava a ideia de deixar minha filha a semana inteira no berçário; afinal, ser a dona do próprio negócio me permite poder acompanhar mais de perto essa fase mágica onde um bebê começa a aprender a ser gente. Tendo isso em vista, fui atrás de escolinhas e achei uma perfeita pra nós. Na School Be Do, onde a Luísa vai, há um sistema que eles chamam de "Day Care", onde a criança não precisa ir todos os dias. Eles aceitam a criança esporadicamente e você paga pelo dia de uso. Fui conhecer a escolinha, amei o atendimento a estrutura, a equipe pedagógica e a dona. Berçário pequeno, só pra criancinhas até 4 anos, bilíngue, cheio de atividades legais.

Então, batemos o martelo: Luísa iria 2x por semana pra escola pra mamãe poder dar um gás no trabalho. E lá fomos nós para o primeiro dia de aulas. Arrumei a bolsa dela com a listinha de coisas pedidas pela escolinha, peguei a Lulu e fomos. Chegando lá, ela foi direto pro colo da Maria, berçarista que já tinha ficado com ela nas duas visitas que fiz à escolinha antes de me decidir por ela. Nem um chorinho. Ela foi pra sala dos bebês e eu fiquei na recepção preenchendo mil papéis. Demorei uns 40 minutos fazendo isso. A adaptação, oficialmente, é de 2h. Fui lá na sala de bebês após 1h. Luísa estava no colo da Maria (ela é a bebê mais nova), vendo os videozinhos em inglês que estavam sendo mostrado para os bebezinhos. Me viu, fez uma cara de interrogação, como querendo falar "por que você não me pega no colo?". Mas não chorou. Fiquei dez minutos, ali, acompanhando a atividade, olhando pra ela. Ela também ficou olhando o tempo inteiro pra mim, mas não chorou, só me olhou. 


Se eu tinha qualquer dúvida sobre a minha decisão, acabou ali. Sai e avisei que já ia pra casa, pois ela estava bem e eu também. Cheguei em casa e fui trabalhar. Duas horas depois, liguei na escola pra saber se estava tudo bem (mas eu sabia que estava). Comunicaram pra mim que ela tinha chorado um pouco pra dormir, mas que era normal por ser o primeiro dia. Eu quase respondi que era normal porque ela sempre chora pra dormir (e não chora pouco). Pedi algumas fotos e, pouco tempo depois, uma das moças que trabalham na escolinha me mandou várias fotos no whatsapp. Ela parecia normal, tranquila. Fiquei feliz.

Quando deu a hora, fui lá buscar. A Maria trouxe ela e, junto, a agenda dela com todos os horários de comida, sono e a rotina do dia. As tias acham ela uma boneca e disseram que ela gosta muito de música. Me senti super orgulhosa, ahahahaha! Peguei a pequena, que estava sonolenta, entre no táxi e vim pra casa (muita chuva pra vir andando). Ela começou a acordar, olhou pra mim e sorriu. Acho que ela aprovou a escolinha. E eu também.

E digo que, diferente de 99% das mães, não sofri. Não me acho uma mãe pior por ela ir pra escolinha "tão cedo". Não sinto ciúme das tias do berçário, mesmo que ela adore a tia Maria no futuro. Fiquei imensamente feliz de ver minha filha ir para uma ótima escolinha que, tenho certeza, vai ajudar muito nesse desenvolvimento inicial dela. E fiquei muito orgulhosa do bom comportamento e os comentários das "tias" sobre a minha "princesa". 






Eu não sou a mãe perfeita - e nem quero ser

Se tem uma coisa que jamais entenderei nesse universo de fóruns, grupos do Facebook e afins sobre a maternidade, é a predisposição de quem participa para tentar impor seu modelo de maternidade. Mulheres ficam umas enfiando o dedo no nariz da outra pra dizer que o jeito certo de educar é o dela, e não o da outra. Mães questionam o pediatra alheio, mesmo sem ter nenhum conhecimento do histórico médico da criança. Questionam a alimentação do filho alheio. Julgam a situação da outra pela sua própria ótica. Todas querem/são mães perfeitas. Um danoninho dado a um bebê de 10 meses por um parente vira motivo pra começar a terceira guerra mundial.

Eu, particularmente, acho que falta moderação de todos os lados. Tem mãe que não quer dar nada industrializado pra criança comer nunca. Tem outras que dão papinha de biscoito maisena pro filho com 5 meses. Quem tá certa? As duas! E quem tá errada? As duas, se ambas questionam a decisão alheia. Mas parece que é impossível pensar dessa forma. A mulherada corre mesmo em criminalizar o consumo de danoninho pelas crianças, afinal, você já viu a quantidade de sódio, açúcar e conservantes que tem nessa bomba? Se der um, a criança vai ficar obesa e morrer aos 30 anos de um ataque cardíaco.

Se tem algo que aprendi com a maternidade é não dizer nunca. Eu não pretendo da porcarias pra Luísa enquanto ela for bebezinha. Mas não vou morrer do coração e nem me achar uma mãe pior se ela comer uma "porcaria" e gostar. Afinal, eu, Núbia, jamais vou fazer danoninho de inhame pra Luísa porque é mais saudável. E não questiono quem faz. Mas eu não farei simplesmente porque acho que, com moderação, criança pode comer porcaria sim.Aliás, bala, chiclete, chocolate, batata frita e cachorro quente faz parte de uma infância feliz.

E, não, não é pra viver disso e nem pra dar agora pra ela, com seis meses. Mas não pretendo ser mãe natureba. Se já acho chato adulto #geraçãopugliesi, eu é que não serei uma mãe assim com a minha filha. Ah, mas e se ela for gorda? Vou me culpar? Não, porque a ideia é ensinar a comer com moderação e se ela comer moderação e, mesmo assim, tiver tendência a engordar, paciência, essa é minha genética e eu apenas terei transmitido isso pra ela. TV é outro tópico que bomba nas discussões sobre a maternidade perfeita. "Meu filho não vê TV. A sua vê? Que absurdo!" Aqui em casa, Luísa vê TV. Adora o Peixonauta, a Peppa e o Julius Jr. Na escolinha, vê filminhos em inglês. Também, brinca, come, dorme. De novo, com moderação, não acho ruim. Se alguém olha torto pra mim, eu ignoro.

Participo de todos esses grupos porque colho muitas ideias e gosto da experiência de outras mães. Mas não pretendo e não quero ser uma mãe perfeita. Quero ser a melhor mãe que minha filha possa ter dentro das minhas possibilidades. Perfeita? Nunca. Dedicada, amorosa, presente e carinhosa eu sou e sempre serei. Mas não nasci pra ser a mãe perfeita e nem ter a filha perfeita dentro do molde de perfeição atual. Sou ótima em ser eu mesma e péssima em seguir modelos que estão na moda. Por exemplo, provavelmente eu nunca vou comprar papinha orgânica pra minha filha (embora no berçário dela, a comida seja assim). Mas minha filha sempre vai poder contar com meu colo, com meus elogios e com as broncas necessárias.

Penso que o nosso estilo de vida está criando uma geração de mães que competem entre si pra ver quem é melhor na arte de manter o filho saudável, dar tudo de bom e do melhor e ter a mais eficiente educação positiva. No meio dessa competição toda, eu sou a mãe que não sabe que tipo de mãe é, que sabe que tem um monte de defeitos, mas que se preocupa mais em dizer os nãos que forem necessários para minha filha ser uma adulta que sabe ser tolerante, ter valores e respeitar as pessoas, do que em proibir o danoninho que não vale por um bifinho.




domingo, 20 de julho de 2014

Enxoval: o que mais uso e o que não usei

Mãe de primeira viagem é perdida, né, gente? Você não sabe o que comprar, pega listas com um milhão de coisas e sai comprando tudo que mandam. Tem coisas que eu achava um desperdício e que hoje não vivo sem e, outras coisas, que eu achava que seriam super úteis, acabei nem usando. Por isso, hoje vou tentar ajudar as mamães de primeira viagem contando um pouco da minha experiência.



O que valeu cada centavo:

Esterilizador de mamadeira: É extremamente útil e prático. Só colocar tudo lá dentro e deixar 5 minutinhos na microondas. Fácil de usar e você não vai correr o risco de dormir enquanto a mamadeira está fervendo e botas fogo na casa. Invista!

Uma boa mamadeira: Para as mamães que optam por usar mamadeira, eu recomendo que vocês comprem uma boa. Esse é item em que não dá pra economizar. Claro que tem a questão do bebê aceitar a mamadeira. A que tenho usado é a First Bottle, da MAM, recomendação de outra mãe que estava perto de mim na Alô Bebê quando eu estava comprando e me indicou. Ela é super prática porque desmonta inteira, é anti-cólica e auto esterilizável - dá pra enfiar tudo dentro dela, jogar uma água e por ela sozinha no microondas. Sem contar que ela desmonta inteira, o que é bem prático na hora de lavar.

Um chocalho MUITO barulhento: Luísa ganhou um milhão de chocalhos (mentira, foram NOVE). Mas o que funciona é um da gatinha Marie que faz um barulho lazarento. Ela adora e quando tá naquele desespero, berrando feito louca, é só eu balançar o chocalho que ela para na hora. MUUUUITO ÚTIL.

Tapete de atividades: Quando a criança começa a interagir, sério, não há nada mais útil pra ela e pra VOCÊ do que esses tapetinhos de atividades. Eu coloco a Luísa lá e ela super se diverte puxando a corrida do brinquedo pra tocar música, tentando pegar os penduricalhos e rolando pra lá e pra cá. É outra peça que vale DEMAIS o investimento.

Conchas de amamentação: Útil demais da conta. Antes do bebê nascer ajuda na formação do bico. Depois, dá um alívio para o bico, protegendo do atrito com  roupa. Ajuda o leite a não molhar a roupa e a não empedrar o leite.

Sling: amei DEMAIS! Só me arrependo de ter comprado o argola, e não o wrap, porque agora Luísa tá grande pra ele. É incrível como a criança fica bem dentro dele. Era colocar ela dentro do Sling pra ela dormir. Para os bebês com cólicas, o sling também acalma. É um acessório maravilhoso - e digo isso com a palavra de quem antes de ter filho, achava o sling coisa de riponga da Vila Madalena, ahahaha!

O que não compensou o investimento:

Termômetro de Banheira: É a coisa mais inútil dessa vida. Só mãe de primeira viagem pra usar esse troço. Eu testei durante umas duas semanas, até que me toquei que enfiar eu antebraço na água era mais eficiente. Não vale gastar.

Bicos de mamadeira pra cada mês: Outra inutilidade. Comprei, estou com uma gaveta com vários bicos e, na prática, só uso o RN pra leite e o de 3 meses pra suco. Só esses dois valem o investimento.

Carrinho sem fechamento guarda-chuva: Carrinho é sempre uma coisa. A gente não sabe exatamente o que precisa e acaba comprando um carrinho grande. O meu da Burigotto eu uso pra Luísa dormir e ir ao mercado. Acabei comprando um com fechamento guarda-chuva da Safety 1st e é a melhor coisa pra quem não dirige/anda a pé/pega táxi.

Bico de silicone: sei que ajuda muitas mamães, mas no meu caso, nem usei.

Garrafa de café do kit higiene: Só coloquei água lá UMA SEMANA. Adotei os lenços umedecidos da Johnsons Recém Nascido (do pacote amarelo) e a garrafa não foi mais usada. Até desci com ela pra cozinha porque só tava ocupando espaço no kit higiene. Gastei uma grana porque queria uma garrafa branca com um design meio moderninho pra nada.

Canguru: pode ser que eu mude de ideia, mas até o momento, não me adaptei. Com o sling rolou um amor à primeira vista. O canguru só usei um dia e achei meio desconfortável, principalmente porque quando a criança dorme, ela fica pendurada.

Bom, essa é minha lista de amo/odeio! Espero poder ajudar as futuras mãezinhas e ouvir a opinião de quem já é mãe! Concorda? Discorda? Deixe um comentário!

Beijos!


terça-feira, 15 de julho de 2014

Amamentação: a boa convivência entre peito e mamadeira aqui em casa

Quero começar esse post dizendo que eu jamais imaginei que ainda estaria amamentando a essa altura do campeonato quando estava grávida. Na verdade, achava que nem ia conseguir amamentar. Quem lê esse blog sabe que passei a gravidez neurótica com a amamentação. Eu sou muito sensível à dor e achava que não ia conseguir amamentar. Só que tudo deu certo e cá estou eu, amamentando e tendo leite faltando uma semana pra Luísa completar cinco meses. E complementando com a mamadeira há quatro meses. E tudo em harmonia. Por isso, o post de hoje é de dicas para as mães entenderem que fazendo as coisas da maneira correta e com um pouco de sorte, dá pra dar a mamadeira sem desmamar.

A primeira dica é: amamentação é insistência. Se você quer amamentar, vai ter que ser insistente, porque é mais fácil não amamentar. A criança costuma dormir melhor (mais tempo) quando toma o leite artificial. la é prática e dá liberdade pra mamãe - e, sendo sincera, os primeiros meses com um bebê parecem prisão domiciliar em muitos aspectos. E muita gente vai te falar que o leite do peito "não sustenta". Eu, particularmente, tenho vontade de enfiar a mão na cara da criatura quando escuto esse tipo de argumento. Mas acabo explicando gentilmente que meu leite sustenta sim, obrigada. Tanto que Lulu já dorme a noite inteira - das 22h às 8h - independente da última mamada ter sido de leite materno ou artificial.

Muitas mulheres desistem de amamentar porque o leite diminui e a criança se irrita com isso.E, ficando irritada, ela passa menos tempo no peito. E, ficando menos tempo no peito, o leite seca. Eu passei por uma crise dessas quando a Lulu tinha dois meses. Pra completar, na época, ela teve refluxo oculto e como o leite do peito é mais leve, ela ficava com azia. Na época, eu achei, do fundo do coração, que ela ia desmamar. Foi quando comprei minha bomba elétrica porque estava decidida a dar meu leite na mamadeira pra ela continuar tomando o pouco que me restava.

Mas tive sorte de ter uma ótima pediatra - que detectou o refluxo oculto. Tomando o Label, ela voltou a mamar no peito. Em complemento, passei a tomar plasil em complemento ao equilid - que tenho minhas ressalvas e logo explicarei o porquê. E insisti com o peito. Colocava a Lulu lá e deixava ela chupetando. Só quando via que ela já tinha passado pelo menos um tempo, eu dava o complemento. Também tirei a mamadeira da madrugada, deixando só o peito. Nessa época, mandei a rotina pro espaço e adotei a amamentação em livre demanda. Aos poucos, o leite voltou à produção normal.

Nessa época, foi tentador deixar a amamentação pra lá, porque era uma rotina muito cansativa. Tirar leite com a bombinha, deixar a criança mamar o quanto quiser, tomar o equilid e beber litros de água. Por isso eu bato na tecla da insistência. Como coincidiu com a época que a Luísa ficou doente e me impressionou ela não ter febre de gripe enquanto eu tive uma febre de 39ºC, foi dai que tirei forças pra abraçar a causa da amamentação. E dar mamadeira não é simples também. É um saco esse processo de lavar mamadeira, esteriliza, etc. Sem contar que as fórmulas especiais para crianças até um ano não costumam ser baratas. Aqui, Luísa toma o Aptamil 1 como complemento, que custa entre R$ 38 e R$ 45 a lata.


Ei! Você é pró amamentação mas dá complemento na mamadeira? Isso não é contraditório?

Bom, eu sou favorável ao que é melhor para a criança dentro das circunstâncias que a família vive. A Luísa ama o peito, mas não toma o leite gorduroso do final da mamada. Por isso, apesar de mamar bem, ela não engorda só com o leite materno. E, sim, já tentei ordenhar o leite mais aquoso do início da mamada. Mas o negócio é que ela não gosta do peito quando ele começa a ficar vazio. Ela não pega ele quando ele está mais mole. Por isso, eu complemento, pra ajudar no processo de ganho de peso. Essas são as minhas circunstâncias. Mas como me convenci de que o leite materno é realmente tudo isso que as xiitas da amamentação dizem, eu estou aqui me esforçando pra tentar amamentar até um ano pelo menos.

Mas a criança não larga o peito porque mamar na mamadeira é mais fácil?

Tem uma blogueira famosa que usou esse argumento para justificar o desmame da filha aos 3 meses. Sinceramente, eu não acreditei nesse caso específico. Achei que pra ela, ficou mais prático desmamar e ela deu essa desculpa pra ser politicamente correta em lugar de simplesmente admitir que amamentar não é prático. Uma bobagem porque acho que as mulheres podem escolher amamentar ou não e isso não deveria ser motivo de vergonha ou culpa. Mas, voltando, um dos papas da amamentação exclusiva, o pediatra espanhol Carlos González, explica bem esse equívoco. Na verdade, a mamadeira é mais difícil, porque exige que a criança aprenda um novo movimento de língua. Isso pode gerar a chamada "confusão de bicos", que pode levar a criança a desmamar. Isso é o que diz o especialista. Já EU tenho lá minhas dúvidas sobre a real existência da confusão de bicos (a Encantadora de Bebês também não acredita nisso).

Achismos à parte, penso que o  deu certo aqui em casa foram alguns fatores. O primeiro é que quando introduzi a mamadeira, com 1 mês, Luísa já tinha aprendido a mamar bem no peito. Segundo, até hoje, o bico da mamadeira é o 0 (RN)  - que exige maior força de sucção da criança. JAMAIS trocarei o bico enquanto ela mamar no peito e tenho pra mim que esse é o maior erro que as mamães cometem ao introduzir a mamadeira. Só uso o bico de 3 meses pra mamadeira de suco que ela começou a tomar na semana passada porque ele não passa no bico RN. Se for dar mamadeira, use o bico zero e não troque por nada nesse mundo.

Mas se meu leite diminuir, o que eu faço?

Bom, quanto mais feliz a mamãe, melhor é a produção de leite. A primeira dica que dou é tomar litros e litros de água e chá de erva doce. Ajuda muito na produção. Eu tomei Equilid por indicação da pediatra da Luísa, mas tenho lá meus senões ao remédio. Isso porque o aumento na produção de leite é efeito colateral. O remédio é pra esquizofrenia. Ele ajuda muito a evitar o baby blues - a queda hormonal pós parto que pode deixar uma mãe completamente triste e chorosa e, em alguns casos, evoluir pra uma depressão pós parto. Dado esse fato, eu prefiro o Plasil, que também é muito eficiente em aumentar o leite. Mas nada ajuda tanto a aumentar a produção como deixar a criança no peito. Portanto, insista, insista e insista.


E por quanto tempo você pretende amamentar?

Essa é a pergunta para a qual não tenho resposta. Sinceramente, não acho que vou ser o tipo que vai sofrer quando desmamar a criança. Por outro lado, gostaria de amamentar pelo menos por um ano, mas também, não muito mais do que isso. Se isso vai acontecer? Eu não tenho a menor ideia. Pode ser que daqui duas semanas eu não tenha mais leite. Pode ser que daqui há três meses a Luísa não queira mais o peito (embora há estudos que comprove que naturalmente, seja difícil uma criança desmamar antes de um ano). E pode ser que quando ela complete um ano, eu ainda tenha leite e continue amamentando. Claro que não quero uma criança de cinco anos pendurada no peito, mas a OMS recomenda a amamentação até 2 anos, com exclusividade até os seis meses (essa parte eu já pulei, sorry).

Pra encerrar, digo que apesar de todas as dificuldades relativas à amamentação, eu morro de felicidade toda vez que minha filha sorri, agora, ao ver meu seio. É uma cena maravilhosa e que me enche de amor e felicidade.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Por outro lado...

...como resistir a esse sorriso lindo?


Com quase quatro meses, ela já sabe?
  • Dar gargalhadas
  • Puxar o trequinho da cadeirinha que treme pra tocar musiquinha
  • Segurar (mais ou menos) o mordedor
  • Puxar meu cabelo
  • Ver televisão
  • Dar os bracinhos pedindo colo
  • Por a mão na boca
  • Segurar a chupeta
  • Sorrir, soltar vários grunhindos tentando se comunicar. Vira e mexe, solta um "oi".
Pra quem quiser acompanhar: o Instagram da Luísa (sim, ela tem um!!!) é @lookdalulu!

#linda #meubebêtácrescendo #gladyoucame #obrigaDeusPelaMinhaFilhaLinda #teamolulu


Como dar conta de tudo?

Sim, eu sumi dese blog. Cada vez mais, tenho menos tempo pra fazer nada. É incrível como me falaram TANTO da loucura que é o primeiro mês com um bebê, mas me sinto muito mais cansada e exausta agora, às vésperas do 4º merversário da Luísa. Não sei se é porque o tempo urgiu e cada vez mais preciso trabalhar mais (embora, confesso, ainda estou muito longe dos 100% de capacidade pré bebê) e porque cada vez mais a Luísa exige de mim. Sei que não tenho tempo nem pra respirar no geral.

Às boas novas: temos um bebê que dorme bem. Normalmente, adormece às 10h, acorda na madrugada uma vez pra mamar e depois vai até às 10h de novo. O problema: isso só acontece porque, após a mamada da madrugada, ela vem pra nossa cama dormir. Sim, eu sei, isso é péssimo, blá, blá. Mas a verdade é que entre ficar uma hora tentando fazer a Luísa dormir no berço dela e simplesmente colocá-la do meu lado e nos duas capotarmos, eu normalmente opto pela segunda opção. E ela dorme super bem, até 9h, 10h da manhã. Mas ai... bom, é o resto do dia em função de um bebê que não quer ficar parada e só me dá um descanso quando está em seus brinquedos (tapetinho e cadeirinha), ou vendo TV. Porque, NÃO, ela NÃO DORME durante o dia. No máximo, cochilos de meia hora. Fora isso, ou quer colo, ou quer que eu brinque com ela, ou se entretém com brinquedos/TV. Essa tal piscina de ondas 24h é 24h MESMO.

E quando ela está entretida eu preciso aproveitar o tempo pra fazer todo o meu trabalho naqueles 40 minutinhos que ela esqueceu de mim. E todo mundo me fala: ai que delícia, o bom de trabalhar de casa é que você pode ver sua filha crescer e estar com ela o tempo inteiro. Mas a verdade é: já me peguei vendo escolinha porque acho que meio período da Lulu na escolinha/com minha mãe/com uma babá me ajudaria muito em termos de produtividade de trabalho. Mas e a coragem pra abrir mão da minha pequena assim? E dessa forma, voltamos ao velho dilema de ser mãe x trabalhar (obrigada turma que queimou o sutiã pela contribuição à vida moderna da mulher). Essa loucura toda fez com que, pela primeira vez na vida, eu passasse meu aniversário (e do marido) sem comprar uma roupa nova, sem comprar o presente dele e até agora, ainda to devendo o presente da minha mãe que fez aniversário 3 dias depois de mim.

Não bastasse tudo isso, minha filha parou de fazer cocô por si própria e isso está me enlouquecendo. Há um mês ela não consegue evacuar sem ajuda do cotonete ou supositório. Quem não tem filho não tem ideia do quanto é desesperador essa maldita fase de transição em que a criança simplesmente não faz cocô sozinha. E, gente, acreditem, eu já tentei de TUDO: fiz o leite na água de ameixa. Dei a água de ameixa. Dei chá. Tirei o complemento e deixei só o peito. Passei a comer tudo que solta o intestino enlouquecidamente. O resultado é que estou indo ao banheiro entre 2 e 5 vezes ao dia, enquanto a Luísa continua sem fazer cocô. Hoje desabafei com a pediatra dela, que me mandou relaxar e parar de pirar com isso. E vou mesmo, até porque daqui há dez dias tem VACINA e já estou na ansiedade da reação da hexavalente e da rotavírus (Luísa teve três dias de cólicas no segundo mês). E quando passarem as vacinas, serão os dentes.

Além de toda a rotina do bebê e do trabalho, eu preciso cuidar de mim: ficar magra (quem disse que amamentar emagrece não deve ter sentido a fome que eu sinto, comeria três javalis por dia se tivesse aqui em casa pra devorar), fazer a unha, arrumar o cabelo, dar atenção para as amigas, correr atrás de novos clientes, cuidar da empresa e da casa, dar amor e carinho para os gatos e ver todos os jogos da Copa.

Sério, onde eu acho um clone?


Tou tipo assim. 


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Tchau, polêmicas.

Faz um tempinho tempão que desisti de participar de polêmicas na web. Às vezes tenho recaídas mas, no geral, dou minha opinião e me seguro pra não contestar no Facebook/Twitter/Fórum aquela bobagem que você lê e imediatamente aparece aquela mensagem no cérebro "imbecil opinando detected". Acreditem, quando me virem polemizando com quem quer que seja, à sério, é porque acho que aquela é uma pessoa com quem vale a pena discutir.

A verdade é que a internet é um lugar onde todo mundo se indigna/opina/briga/esquece o tópico atual e parte pra próxima polêmica diariamente, sem ter a menor noção do que diz. Todo mundo se sente obrigado a opinar sobre tudo e o resultado é um festival de bobagens sendo ditas. Pessoas deixam de ser amigas porque votam em partidos diferentes, porque umas acham que animal é animal e outras acham que animal é gente, porque uma mãe dá peito e a outra mamadeira e por conta da opinião homofóbica/gordofóbica do dia.

Eu adoro participar de boas discussões e acho que podemos aprender muito, quando seu oponente tem cérebro ou sabe do que fala. Não é o que vejo ultimamente. As pessoas não discutem para aprender e trocar ideias, mas pra se ofenderem, bater o pezinho e reafirmarem apenas sua posição. Elas não escutam o outro lado, não ponderam, não se permitem mudar de opinião.

No Fla x Flu da internet, as pessoas só querem conversar com quem concorda com elas. E pior: argumentos rasos, superficíais e incoerentes. Não ganho absolutamente nada discutindo com quem não quer debater, só quer aplausos e opiniões favoráveis. Faço favores diários para mim quando vejo uma discussão sobre qualquer tema polêmico e curto a foto de bichinho que vem depois. Eu mantenho a amizade, poupo meu tempo e não me estresso com mais uma opinião dada por quem ganharia mais lendo sobre o que fala do que opinando sem saber se quer o mínimo sobre o tema da vez.




segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dicas para a primeira viagem de avião com um bebê

Por motivos de família em outro estado, Luísa fez sua primeira viagem de avião cinco dias antes de completar dois meses de vida. Ouvi muitos "corajosa", "louca" e "você vai mesmo?" e acho que, pela quantidade de comentários, vale dividir a experiência.

Bom, o primeiro de tudo é: só fizemos a viagem por ser um roteiro curto. São Paulo-Brasília dá uma hora e meia de voo e acho que se fossem mais de duas, nem eu nem o Sérgio toparíamos. Agora, sendo uma viagem tão curta, quase o intervalo entre uma mamada e outra, achamos que valia o esforço.

Antes de tudo, conversamos comunicamos a pediatra da Luísa de que faríamos a viagem. As medidas recomendadas por ela e que tomamos foi adiantar as vacinas do segundo mês. Segundo a doutora Flávia Nassif, o grande risco no voo não é a pressurização, mas o ar seco do avião que é pouco renovado e sujeito à transmissão de doenças. Dai a precaução das vacinas. Demos todas as vacinas um dia antes de viajar.

Viajar com criança é uma loucura. Como íamos para a casa da minha sogra, não precisamos levar muitas tralhas, já que ela tinha banheira, conjunto de berço, travesseiro, etc. Então, não precisei por nada disso na mala. Mas isso não significa que a bagagem é pouca. Muito pelo contrário. Na mala foi: três trocas de roupas para cada dia lá, sapatinhos e faixinhas de cabelo; kit de remédios dela; sabonete de banho e toalha; fraldas, lenço umedecido e trocador portátil. Além disso, na bolsa de mão levei cueiro, pomada de assadura, fraldas, manta, mamadeira e complemento pra uma mamada, chupeta e afins. Além, é claro, do carrinho e do sling.

COMO FOI:
Se você vai viajar com uma criança de colo, não pode fazer webcheckin nem checkin nos totens de atendimento. Tem que pegar a fila prioritária e fazer no balcão. O carrinho fica contigo e você só despacha na porta do avião. Não se esqueça de levar a certidão de nascimento da criança, eles pedem tanto no checkin quanto no embarque na aeronave.

Passar no raio X é um saco e dá muito mais trabalho, principalmente porque eles passam o carrinho por onde passam as bagagens. Aliás, a dica de ouro: se você é do tipo que vija muito COMPRE UM CARRINHO GUARDA CHUVA. É muito mais prático, inclusive pra despachar. Sem contar que você não corre o risco de lotar o bagageiro do carro e não ter onde colocar a sua mala (que será grande também). O meu não é guarda-chuva e foi bem chatinha a logística. Tão chatinha que estou pensando em comprar um carrinho guarda-chuva só pra usar em viagens.

A Luísa mamou pouco antes de embarcarmos. Pra evitar o efeito da pressão no ouvido, dei chupeta. E deixei ela no sling o tempo inteiro. Resultado: ela dormiu o voo TODO, tanto na ida, quanto na volta. Nenhum choro, nenhuma reclamação. Na volta, ela tava dormindo tão profundamente, que deu a hora dela mamar e ela não acordou. Resultado: preparei a mamadeira e dei com ela dormindo mesmo. Foi tudo bastante tranquilo enquanto estávamos no ar.

Antes de viajar, me falaram que eu não poderia entrar no avião com o leite da mamadeira já pronto. Acho que essa restrição só vale pra voo internacional, porque eu preparei o leite da Luísa na sala de embarque na volta, entrei com o leite já pronto e ninguém, claro, pediu pra checar o leite dela na porta do avião.

O que eu percebi é que pra bebê maiores, aviões podem ser mais chatos que para o RN. Na ida, tinha bebês de 6, 8 meses, que choraram o tempo inteiro enquanto a Luísa chupava a chupeta e dormia no sling

Durante a viagem, como disse antes, fomos para a casa da minha sogra. Então, tínhamos a estrutura básica pra cuidar de um bebê: berço e banheira. Como nosso carrinho deita, tínhamos a opção de deixá-la dormir no carrinho também, mas não foi necessário. Para o banho, também tínhamos a banheira, mas a dica de ouro pra quem for eventualmente viajar e não ter essa mamata é: piscina de criança inflável substitui bem.

Como em Brasília estava muito quente e seco, Luísa queria mamar o tempo inteiro. Conversando com a pedi dela durante a viagem, ela me recomendou dar água e funcionou super bem pra aplacar a sede da Luísa. Em Brasília mesmo compramos o Aptamil 1 que ela mama, pra não ter que carregar lata daqui pra lá.

Em resumo, a viagem foi bastante tranquila. Claro que o fato de a Luísa ser um bebê que, no geral, se comporta melhor fora de casa ajudou muito. Apenas uma noite ela deu trabalho pra dormir e tivemos zero rejeição ao colo da família. Esse aspecto da personalidade dela (ser um bebê relativamente tranquilo), claro, foi levado em conta ao decidirmos viajar - e ´por falar em viajar, teremos mais duas viagens de avião e uma de carro até o final do mês.

Espero que as próximas experiências possam ser tão positivas como essa primeira viagem da família, já que somos um casal que ama viajar. :)

E por que precisamos viajar? Porque os super gêmeos precisavam conhecer a irmãzinha! :) #lindos


domingo, 11 de maio de 2014

Carta para Luísa

Filha Luísa,
Mamãe escreve essa carta do passado. Espero que você possa ler isso quando for adulta. Quem sabe, quando for mãe? Não sei quando lerá. Sua mãe que te escreve, hoje, tem quase 29 anos. Você, quase três meses. Você dorme de bruços, deitada no meu colo. O computador está além de você.  Sinto seu cheiro, porque sua cabeça está grudada no meu rosto. Seu perfume é maravilhoso. Ele me traz paz, tranquilidade e esperança de que as coisas vão dar certo.

Hoje, 12 de maio de 2014, é meu primeiro dia das mães. Se alguém me dissesse, nesse mesmo período, ano passado, que hoje eu seria mãe, provavelmente eu riria da cara da pessoa. Mas poucas semanas após o dia das mãe de 2013, você foi gerada. Efetivamente, esse é meu primeiro dia das mães.
E, assim, quando se é só filha, dia das mães é uma data em que você agradece à sua mãe por tanto amor e carinho. Mas quando você se torna mãe, o dia das mães é mais um dia no qual a gente acorda e tem mil coisas pra fazer.

Sua avó fez papel de avó e mãe, cuidando de mim e de você o dia inteiro. Eu cuidei de você o dia inteiro. E você foi uma boa menina o dia inteiro. Ficamos as três, juntas, curtindo nosso momento família. Você hora estava no meu colo, hora no colo da vovó. Com menos de três meses, você deu muitos sorrisos, chorou, balbuciou grunhidos novos, assistiu TV pela primeira vez (Peppa), recebeu a visita da tia Paty e do tio Fábio. Mamou bastante, tomou seu “red label” sem cuspir (boa menina), dormiu, acordou, quis ficar quase o tempo inteiro sentada ou em pé. Você foi um bebê adorável.

Esse primeiro dia das mães foi maravilhoso, mas não mais maravilhoso que todos os dias da minha vida desde 22 de fevereiro, quando você nasceu. É engraçado como eu sempre achei o Dia das Mães uma data super importante antes de ser mãe. Mas agora que sou, eu não diferencio mais dia nenhum. Todos os dias contigo do meu lado, são incríveis, fantásticos e perfeitos. Agora eu sou mãe todos os dias e isso é maravilhoso – inclusive quando a senhorita inventa de não dormir na madrugada e transforma sua mãe numa sonâmbula.

Filha, se você ler esse texto daqui uns 30 anos, isso significa que eu terei quase 60 anos. Espero estar viva, com poucas rugas e magra. Mas se estiver com muitas rugas, gorda, vai ser perfeito, desde que eu possa ver você se transformar numa mulher maravilhosa, que eu imagino que você será. Eu não sei como o mundo estará, como eu, seu pai e seus irmãos estaremos, nem como será sua vida. Eu só espero que você esteja feliz e realizada como eu sou hoje. Sim, sua mãe, mesmo com muita coisa ainda pra conquistar e batalhar, é uma mulher feliz e realizada – por sua causa. Eu nunca imaginei ter uma filha antes dos 30 anos, mas você nasceu no momento perfeito e transformou a minha vida de uma maneira que eu achava impossível acontecer. Você me fez descobrir um amor que eu não sabia que existia. E me transformou na mulher mais feliz do mundo.

Desde já, espero não ser uma mãe chata, intrometida, folgada, super protetora e sem noção. Eu prometo que vou tentar não ser uma mala, embora eu já tenha sacado que quando a gente vira mãe, se torna automaticamente uma leoa em defesa da prole. E isso faz com que nós sejamos mesmo meio sem noção – tomo como exemplo a sua avó, que é o maior exemplo de vida pra mim, a pessoa mais incrível desse mundo, mas que em muitos momentos, eu tenho vontade de jogar ela pela janela. Então, eu realmente vou entender se você tiver vontade de fazer o mesmo comigo (só não chegue às vias de fato, por favor).

Meu amor, fico por aqui. Quero te dizer que no dia das mães, apelando para o clichê, você é que é o meu presente. Um presente lindo, pra vinda inteira. Obrigada por esse e por todos os anos de vida que nos esperam. Espero que quando você ler esse texto, eu esteja ao seu lado, pra lermos juntas. Mas se por ventura eu não estiver, saiba que você tem uma mãe que vai te amar pra sempre e que morre de orgulho de você.

Te amo,
Mamãe Núbia



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vida de Mãe - O gel da fralda

Dai que papai Sérgio pegou gripe, mamãe Núbia também e bebê Luísa também. A Primeira Gripe. A gente tem gripe o tempo todo, parece que gripe é uma coisa simples, banal. É uma gripe. Mas a primeira gripe não. A Luísa não vai se lembrar, mas a mamãe jamais vai esquecer a primeira gripe.

Aquele desespero: bebê chora, cospe, tosse, sai quilos de catarro do nariz. Mãe fica no zap zap com a pedi, pega o bebê, leva pra pedi ver, a pedi passa o que precisa fazer. E lá vai a mamãe: lava nariz, faz inalação, faz a fisioterapia respiratória.

Quando tudo parece se encaminhar para um final feliz, o bebê para de comer. A mãe enlouquece e fica o dia inteiro falando com a pedi no zapzap e no celular. O bebê vomita, tem diarréia, aquele caos completo. Nem dá pra acreditar que é uma gripe. Por sinal, quando você é mãe, é assim. A médica diz "gripe" e você entende "bronquiolite, pneumonia, dengue". Mas, voltando, dai que a bebéia passou o dia malzinha.

Ai, quando ela parece estar melhorando, a mãe vai dar banho na bebéia e o que vê? Um troço esquisito na fralda. Salmão. Junto com o xixi. Xixi salmão? Claro que algo muito ruim está acontecendo. Lá vai a mãe, desesperada, gritar a pedi no whatsapp.

Daqui pra frente, reproduzo o diálogo:

EU: Flá. Apareceram umas coisas salmão no xixi dela. Como se fosse uma poeira. Eu nunca tinha visto isso antes.

PEDI: Tira uma foto e me manda.

Lá vai a mãe: sobe escada, vai no quarto da bebéia abre a lixeira, tira a fralda, tira foto e manda pra pedi.

EU: Tá vendo esse salmão? Tira na perrizinha dela também. Grudado.

PEDI: ISSO É O GEL DA FRALDA :D (a caixa alta é minha)

EU: Jura? AHHAHAHAHAHAHA

Parentese: como assim, eu digo "jura"? Por que a pedi mentiria pra mim? Claro que é o gel da fralda, sua ANTA!


Me senti a mãe mais burra do sistema solar. Mas a Flávia me acalentou dizendo que tem mãe que vai parar no hospital quando vê isso. Não sei se ela falou isso só pra me consolar, mas fica a dica pra vocês não pagarem o mico de amolar a pediatra da sua filha às 22h por conta do gel da fralda.

Flávia, pedi, te amo. Obrigada pela paciência infinita.

O gel da fralda salmão. Não era uma tragédia iminente, era apenas xixi concentrado.

E boa noite.


sábado, 26 de abril de 2014

Queimando a língua

Quando a gente tá grávida, adora falar que não vai fazer isso ou aquilo com o filho. Em pouco mais de dois meses de maternidade, o que mais aconteceu comigo foi queimar a língua e fazer um monte de coisas que eu dizia que não faria.

Queimando a língua 1: Eu achava que dar chupeta não era necessário. Embora Luísa não seja muito fã do acessório (ela pega às vezes, quando não quer, não adianta dar que ela cospe 20 vezes se precisar), foi a chupeta que me salvou no início da amamentação quando ela queria ficar mamando de hora em hora e estava acabando com a minha insanidade na madrugada.

Queimando a língua 2: Eu dizia que a Luísa iria dormir no quarto dela desde o primeiro dia em casa. Não deu certo porque não confiamos na babá eletrônica de cara e não podíamos deixar a porta do quarto dela aberto, já que havia o risco dos gatos se enfiarem dentro do berço. Resultado: só semana passada, quando instalamos a porta tela, ela passou a dormir no berço dela, já com quase 2 meses.

Queimando a língua 3: Eu dizia que NUNCA, sob nenhuma hipótese, Luísa dormiria na nossa cama. Já perdi as contas de quantas vezes, depois de inúmeras tentativas de fazer a Luísa dormir na madrugada sem sucesso, desisti e coloquei ela na nossa cama porque já estava zumbi

Queimando a língua 4: Eu dizia que só faria a higiene da Luísa com algodão. Na primeira semana, já tinha trocado as bolas pelo lenço umedecido e sigo, firme e forte, com ele até hoje.

Resumo da ópera: ser mãe é constantemente se desdizer. ;)


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Minha experiência com a amamentação

Amamentação é um tema tão polêmico quanto tipo de parto. Até mais, eu diria. Principalmente porque, diferente da visão um tanto quanto assustadora do parto normal, ninguém vê foto por ai de mãe chorando de dor enquanto amamenta. Ou de bico de seio rachado. Ou de qualquer coisa que possa sugerir que amamentar é difícil pra cacete. Pois é. Amamentar é difícil pra cacete. Ou não.
Sim, é isso mesmo. Acho que porque morria de medo de amamentar, eu cai na turma do "ou não". Mas vamos aos detalhes.

Quando eu descobri que estava grávida, entrei no E-Family, um fórum sobre gravidez, filhos e etc. Lá eu conheci o lado B da amamentação. Nada daquela visão idílica da mãe segurando o bebê sorrindo. O que mais li foram relatos de mulheres tristes porque não conseguiam amamentar, de seio que rachava, de sangue saindo junto com leite, de mãe que chorava só de pensar nas dores que sentiria na próxima mamada. Enfim, um terror.

Comecei a ler tudo sobre como prepara o bico do seio pra amamentar, porque eu sabia que não seria o tipo de mãe que ia insistir na amamentação se ela virasse um inferno. E, por outro lado, tenho muita consciência da importância dos anticorpos presentes no leite materno para a criança nos seus primeiros meses de vida. Então, lá fui eu tomar sol no seio e passar bucha vegetal. Foi assim a gravidez inteira. Lembro até de um conselho da minha médica: esfrega bem a bucha que é melhor doer agora que depois. Fato. E foi assim, esfreguei até doer.

Só que, pra minha sorte, quando peguei a Luísa pra ela mamar pela primeira vez após o nascimento... a danada fez a pega correta, abocanhando a aureola do seio. E amamentar, pra mim, virou algo delicioso. Claro que, junto com a sorte de ter uma filha que nasceu profissional em mamar, eu também tive todos os cuidados do mundo com o seio durante a amamentação. Usei pomada Lasinoh o primeiro mês inteiro, assim como as conchas ventiladas, que ficavam o tempo inteiro protegendo o bico do seio e ajudando na formação dele. Eu só tirava as conchas pra amamentar. Com esses cuidados, digo que tive muita sorte: exceto por um dia que a Luísa mordeu o bico do seio e eu quase morri de dor, eu não tive NENHUMA rachadura, machucado ou nada.

O Regime de Amamentação

Bom, passado o trauma de conseguir amamentar, você ouvirá um milhão de vezes grávida de que deve amamentar em livre demanda exclusivamente até o 6º mês. Lindo na teoria, mas na prática, aqui não deu certo. A livre demanda eu abandonei na primeira semana. Luísa dormia no seio, então, mamava 10 minutos, apagava e acordava dali uma hora querendo mamar. Durante o dia, isso funciona bem. Pra madrugada, isso resultou na minha empregada chegar pra trabalhar, tocar a campainha durante meia hora e ir embora porque não atendi (quando ela finalmente dormiu, eu e o Sérgio capotamos). Com 6 dias, dei a chupeta pra enrolar e fazer ela espaçar as mamadas. Funcionou bem (embora até hoje ela não seja fã da chupeta) e ela passou a mamar de 2h30 a 3h.

Só que o peito não estava sendo suficiente para ela engordar dentro do esperado. Das mínimas 30g diárias que se esperava para o período, ela nunca engordou mais que 25g só com leite materno. Como, a principio, tanto nós quanto a Flávia, pediatra dela, queríamos manter a amamentação exclusiva, tomei remédio pra aumentar a produção de leite. Mas não deu. Com um mês exato de vida, entramos com o Aptamil 1. Luísa, novamente, pegou de primeira a mamadeira, assim como fez com o peito. A mamadeira que estou usando é da MAM, First Bottle, anti-cólicas. Dica de uma mãe que estava na Alô Bebê quando eu estava comprando. Maravilhosa, super recomendo!

Mas, voltando, eu MORRIA de medo dela começar a mamar na mamadeira e largar o peito, embora, quando começamos com o complemento, eu e o Sérgio já tínhamos claro na cabeça que se ela largasse o peito, era um pesar que assumiríamos, porque o importante para nós dois é que ela engordasse.

E assim se fez o regime de amamentação aqui em casa: leite materno + aptamil 1 (fórmula indicada pela pediatra da Luísa). No início, eu dava os dois seios e complementava com mais 30ml na mamadeira. Mas além de não ser prático, percebi que a Luísa ficava confusa. Então, fui adaptando até chegar nos moldes que amamento hoje: complemento a cada 3h e seio em livre demanda. Na madrugada, alterno uma mamada no peito e outra na mamadeira. As mamadas da noite sempre são na mamadeira porque sinto que ela dorme melhor (porque come mais).

Um alerta: há 2 semanas, Luísa não estava querendo o peito. Fiquei depressiva achando que ela ia largar por conta da mamadeira... Só que como ela estava inquieta e estranha, conversamos com a pediatra. Ai, descobrimos que ela possui refluxo oculto, um tipo de refluxo no qual o bebê não regurgita, mas fica com queimação e acidez. Pois foi só entrar com a medicação pra refluxo que ela voltou a procurar o peito e ficar muito tempo mamando nele. E como refluxo oculto não é exatamente simples de diagnosticar, fico imaginando quantas crianças já desmamaram por conta do refluxo e cuja conta ficou pra coitada da mamadeira...

Quer saber? Acho que não poderia ter feito uma escolha melhor. Principalmente porque eventualmente, preciso sair pra reuniões e preciso deixar ela com a minha mãe. Então, com o aptamil, eu não preciso me preocupar em estar fora de casa e ela não ter o que comer (principalmente quando se mora em São Paulo e uma ida até a esquina pode se tornar um martírio dependendo do trânsito). Eu também ODIEI a experiência de amamentar em público e se eu só desse peito, teria que ficar 6 meses trancada dentro de casa.

Enfim, por último, eu considero que peito + complemento é perfeito para o meu caso por uma outra razão: como minha alimentação não é das mais maravilhosas, eu garanto todas as quantidades exatas de vitaminas, proteínas, probióticos, sais minerais e afins com o aptamil (eu sei que vão dizer que o leite materno é completo, mas eu duvido que o meu, com a minha alimentação, seja). E, por outro lado, ela recebe os anticorpos que só o leite materno proporciona.

O resultado? Uma bolinha de quase cinco quilos, que pulou de um percentil de crescimento 10 pra 50.

Luísa antes

Luísa depois do complemento, com 1 quilo e meio a mais


PS. Eu não defendo regime A, B ou C de amamentação. Defendo que a mulher escolha aquilo que for melhor para a criança e para ela. Porque acho que a mãe deve estar bem para cuidar da criança. Se ela quiser amamentar exclusivo ou não amamentar, acho que a decisão deve ser respeitada. Aqui, pretendo manter essa fórmula enquanto tiver leite e/ou enquanto a Luísa quiser - até 1 ano. Mas conheço mulheres que amamentar filho de 2 anos e acho legal, embora não me veja fazendo. E conheço mulheres que não quiseram amamentar e acho que é direito delas não quererem. #meuseiominhaescolha

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Vestindo o bebê recém nascido

Mamãe e sogrinha são unânimes em ficar enfiando mais roupinhas na Luísa. É engraçado, mas as duas reagiram da mesma forma ao ver a maneira como visto a pequena: sem luvinhas, sem um monte de roupa e, pra dormir, sem coberta. Ficaram chocadas dizendo que ela pegaria uma gripe que, claro, ela não pegou.

Pesquisei bastante e não sei de onde surgiu a história de que bebês sentem mais frio que a gente. Segundo a pediatra da Luísa, o calor e frio que sentimos é igual para adultos e bebês. E como eu, antes de saber disso já ficava enlouquecida com aquelas crianças todas encapotadas, tendo essa informação em mãos, bati o martelo. Luísa nasceu no calor. Logo, fica quase o tempo inteiro de body de manga curta. Pra dormir, se estiver mais fresquinho, boto macacão de manga comprida com pezinho. Tem sido assim desde que ela chegou da maternidade.

Luvinha, eu ganhei duas, e tudo bem, porque virou artigo banido do enxoval. Motivos? Evitar sufocamento e suas complicações. Recomendações da pediatra e da minha obstetra: há casos de crianças que engasgaram ao levar a mão na boca, a luvinha se soltar e ficar na boca e o bebê sufocar com ela. Eles não sabem cuspir e se desvencilhar desse item. Por isso, eu não apenas bani a luvinha da minha vida. Eu também fico desesperada quando vejo luvinhas em qualquer bebê - a louca!

Mesma lógica vale pra mantinhas e cobertas. Inclusive, nesse caso, a pediatra da Lu foi bem clara. Disse que preferia que eu pusesse várias roupas na Luísa do que jogar edredom e cobertor em cima dela. Também pra evitar sufocamento. E, sim, eu sei que os casos de sufocamento são mínimos. Mas, pra que arriscar ser a exceção? Ainda mais eu, que sou ótima em ser exceção. Visto ela bem pra dormir e ponto. 

Meu parâmetro é sentir o pescoço e peito. Porque pés e mãos são, no geral, mais geladinhos mesmo. Mas isso não significa que é preciso sair enfiando mil roupas na criança. Tem que ver se o peito/pescoço estão gelados ou transpirando. É assim que eu defino se a Luísa vai vestir uma roupa mais fresquinha ou mais comprida.

Aliás, dica de ouro para as meninas: macacão com pezinho é tudo. Principalmente aqueles que abrem inteiro. É perfeito, fácil de colocar, principalmente pra gente, mãe de primeira viagem, que tá se acostumando com o bebê. É só abrir o macacão, colocar o bebe em cima e fechar. Bodyzinho de manga curta também é ótimo para o dia, quando faz muuuito calor. Para as mães de menina, os vestidinhos que possuem calcinha ou fecham no estilo macacão são os melhores. Por que? A fralda fica certinha e protegida dessa forma. E se vazar cocô, ele vai molhar a roupa, não a pele, local onde o bebê está (muitas vezes pode ser seu colo/perna/etc).

Bom, esse é um pouquinho do que pude sentir nesse início da vida de mãe.

E vocês? Gostam de colocar mais roupas ou preferem o bebê mais fresquinho? E quem é adepto da lupa?
Esse tipo de macacão, pra mim, é perfeito pra dormir


Deixem suas respostas na caixa de comentários! ;-)

beijos,


sexta-feira, 28 de março de 2014

Murphy e a Maternidade

Sabe aqueles filmes da Sessão da Tarde que mostram pais de primeira viagem enlouquecidos com bebezinhos que aprontam altas confusões? Acreditem, aquilo não é apenas ficção. É uma realidade diária quando se tem um bebezinho em casa. Eu custei muito a acreditar nisso, mas nada por ser mais verdadeiro. 

Por isso, preparei uma listinha com as situações papelão mais comuns que você vivencia com um bebê. Vamos a ela?

1. A campainha sempre toca quando você não pode atender.
Murphy é infalível. O dia tem 24 horas, mas o carteiro, o entregador de pizza, o vizinho, o porteito ou sei lá quem sempre tocarão a campainha da sua casa quando você estiver sozinha, dando banho, amamentando ou tentando acalmar a quiança que está aos berros com fome ou cólica. Vale para o celular também. Aqui em casa, meu telefone fixo e celular fazem uma sincronização incível. os dois sempre tocam ao mesmo tempo, bem na hora que a quiança tá no peito mamando.

2. A fralda vai vazar quando você sair com a quiança e esquecer de levar uma troca de roupa extra.
Murphy, de novo, não perdoa. Se você esquecer de levar uma roupinha a mais na bolsa, tenha certeza de que seu bebê lindo vai resolver fazer o maior cocô que houver na vida, a fralda vai vazar e a quiança vai ficar cagada. Pra evitar esse tipo de situação, eu sempre carrego duas trocas de calor e uma de frio na bolsa.

3. Ele vai fazer cocô logo após você dar banho/trocar a fralda
Isso é fato. Estudos apontam que 90% das crianças adoram fazer cocô após se verem dentro de uma fralda limpinha. E, normalmente, é aquele cocô bonito que suja das costas à barriga e, muitas vezes, te força a dar um banho na quiança. Outra situação comum: basta você precisar trocá-la em público, que assim que você abrir a fralda, vivá uma avalanche de cocô. Luísa é expert, por exemplo, em fazer cocô e xixi na maca da pediatra, do hospital, ao fazer um exame, etc.

4. Ele vai fazer xixi assim que você tirá-lo da fralda - e o xixi vai te molhar
Meninas possuem mira maior e melhor know how nesse quesito, mas não pense que mãe de menina escapa dessa. Luísa é expert em fazer xixi no caminho do quarto para o banheiro, quando ela está peladinha, pronta pra entrar no banho. Acho que ela faz isso pra eu entrar no clima do banho, já que molhada do xixi dela, também serei forçada a tomar um. E quando ela não faz xixi antes, faz depois, quando você tirou ela da banheira e ela está enrolada na toalha de banho. Por isso, fica a dica: tenha, no mínimo, umas 3 toalhas. Se eu não tivesse, estaria ferrada aqui, já que a Luísa conseguiu fazer xixi na toalha três dias seguidos.

5. Seu bebê estará dormindo como anjo no seu colo. Quando você colocar ele no berço...
Vai berrar feito bezerrinho que não mama há 7 dias. Não existe nada mais eficiente para acordar bebês do que colocá-los no carrinho, berço, etc. Além disso, na madrugada, após mamar, eles conseguem ser ainda mais malandros. Ficam quietinhos, você põe no berço, tá tudo lindo. Quando você deita na cama... eles abrem o berreiro. Luísa conseguiu fazer comigo isso, uma noite, seis vezes seguidas. É um festival de nina a criança, ela dorme, você bota no berço, deita na sua cama, a quiança acorda, você levanta, pega ela e recomeça todo o ciclo de novo que vou te contar, viu?

E pra quem não tem filho e tá lendo isso e se perguntando de onde se tira paciência pra viver esses momentos e não perder o bom humor, te digo: nada como um rostinho angelical de pedindo colo pra você dar risada com todo o processo.




Se alguém tiver mais itens a acrescentar na lista de Murphy para Mães, basta deixar um comentário. :)


quinta-feira, 27 de março de 2014

Música de ninar?

Direto ao ponto: eu não sei cantar músicas de ninar. Na verdade, sei "Atirei o Pau no Gato" e "Ciranda Cirandinha". Mas a primeira, acho melhor não ficar cantando considerando que temos dois gatos na casa que vão conviver com a Luísa para o resto da vida deles. Vai que ela cresce ouvindo e leva a sério o papo de atirar o pau, né? Melhor não. E ficar repetindo "Ciranda, cirandinha" sem parar não é o meu forte.

Não gosto de  músicas infantis, no geral. mas, enfim, eu tenho uma "bebéia" de pouco mais de um mês e preciso cantar pra ela. Sim, é uma necessidade, porque eu preciso trabalhar e cantar é uma maneira vem eficiente para acalmá-la após as mamadas (e fazê-la dormir). Sem contar que é uma maneira muito eficiente de estimular a audição e aumentar a relação mãe e filha. Só que eu não sei/gosto de músicas de ninar. Como faz? Adapta!

Quando estava grávida, li que era legal estimular a audição do bebê desde a barriga. Então, enquanto trabalhava, colocava músicas pra Luísa ouvir. Nessa toada, ela ouviu muito Bethoveen, Mozart, Vivaldi e Tchaikovsky, meus clássicos preferidos. E também ouviu muito Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Strokes, REM, Blind Melon, Beatles, Rolling Stones e Dire Straits, minhas bandas preferidas. E, de quebra algumas músicas especificamente, ela ouviu dezenas de vezes. Como "Get Lucky" do Daft Punk e "We are young" do Fun. Cantava essas músicas pra ela na barriga e não foram poucas as vezes.

E não é que, agora, fora da barriga, ela também curte ouvir e se acalma quando eu canto essas músicas pra ela? Então, eu adaptei o ritmo de músicas que eu gosto para o estilo "ninar" e uno o útil ao agradável. Então, "Why dont we sing this song all together" vira "Plim, plim, plim, plim this song all together" pra fazer a quiança feliz. Outra adaptação é emendar o refrão de Glad You Came com "pirinpimpim". Outras adaptações bastante frequentes aqui envolvem  "parapara", "firinfinfim" e qualquer palavra terminada em "inha".

Penso que, mais do que pagar mico por ser uma mãe que não conhece canção de ninar, eu estou trabalhando em prol de livrá-la da má influência do funk, sertanejo universitário e afins no futuro. Afinal, bom gosto tem que começar de algum lugar, certo? 
Por hora, o gosto musical da mamãe está no topo da parada de sucesso da sonequinha da Luísa.



I´m glad you came, Luísa!


segunda-feira, 24 de março de 2014

Roupas e fraldas RN: quanto comprar? + Bônus: anestesia da cesária

O post de hoje é pra ajudar as mamães com dúvidas. :)

ROUPAS RN

Recebi no meu Facebook uma dúvida de uma amiga fofíssima, a Cícera, que está na 38ª semana de gestação. Será que 6 conjuntos de roupinhas RN são suficiente? Também vejo que muitas mamães têm dúvidas sobre a quantidade de fraldas.

Então, vou dividir um pouquinho da minha nova experiência com vocês, começando pela resposta para a pergunta: 6 conjutos de roupinhas RN são suficientes?

A resposta é: depende do tamanho do seu bebê!

Muitos bebês já nascem tão grandinhos que não chegam a usar roupinha RN e vão direto para o P. Outros, como a Luísa, ainda estão sobrando dentro das roupinhas RN com um mês de vida. E olha que todo mundo, começando pela minha médica, apostava que ela seria um bebê grandão - a diferença de tamanho da última ultrassom para o nascimento foram de 400 g a menos e 2 cm menor do que o exame apontou. Ela nasceu "petitzinha".

Eu, que achei que tinha roupina RN demais (8 conjuntos no total) e até pedi para  não me darem mais roupinhas RN no meu chá de bebê, vi minha filha sobrando dentro das roupinhas RN. E acabei comprando mais três body após sair da maternidade RN, porque teve um dia que juntou fralda vazada com empregada faltando no trabalho e eu tinha UM body e um macacão só pra colocar na Luísa.

Mesmo assim, eu acho que entre 4 e 6 é uma quantidade de conjuntinhos de roupas suficiente. Porque, se o bebê nascer grande, você não perde tanta roupinha assim. E se ele nascer pequeno, você compra o que falta na quantidade exata.

Luísa no dia em que saímos da maternidade: nadando dentro das roupinhas RN


FRALDAS

Quando fiz meu chá de bebê, deixei livre para as pessoas trazerem fraldas do tamanho que quisessem e da marca que desejassem (apenas falei que dava preferência por Pampers e Huggies Turma da Mônica porque sabia que essas eram as que tinham menor propensão a dar alergia).

Ganhei dois pacotes de fralda RN  e acabei não me preocupando muito porque, de novo, achei que a Luísa ia ser grandona e não precisaria de muitas fraldas desse tamanho (a Rafa, minha amiga que teve bebê um pouco antes, comentou que só tinha usado com a Alice até 20 dias de vida). Com 100 fraldas RN, achei que era suficiente.

De novo, Luísa pequena, usamos fralda RN até hoje (já comprei mais 3 pacotes de 40). Considerando que uso, em mésia, 8 fraldas por dias, para um bebê padrão médio, 4 pacotes de fraldas RN com 40 unidades seria a quantidade ideal pra ter nesse início. Mas pode ser que seu bebê nasça grandão e você nem use. Ou pequeno, e você use a mais. O que eu recomendo é: tenha dois pacotes e vá comprando sob demanda. Assim, você evita o desperdício.

Dica: entre fraldas RN, A Pampers é, disparada, o melhor tipo. Tive muito problema de vazamento com a Huggies nesse tamanho. Sem contar que a Pampers vem com o indicativo de uso. Pra quem não tá acostumada a trocar fralda, saber, só de olhar, que a fralda está cheia, ou que dá pra esperar mais um pouco, é bastante prático. Outra fralda que Luísa usou na maternidade, a PomPom, eu também achei ok durante os dias que estava lá. Mas como na maternidade eles ainda não fazem a quantidade de cocô que passam a fazer conforme vão crescendo, não deu pra saber se ela segura bem o xixi e o cocô ou não.

Melhor fralda RN: Pampers. Luísa, com 20 dias, sobrando dentro da fralda.


A ANESTESIA DA CESÁRIA

Esse é um bônus do post. Como hoje, duas amigas diferentes comentaram que morrem de medo da anestesia da cesária, eu vou falar um pouco sobre a minha experiência com essa etapa do parto cirúrgico que deixa as mulheres em pânico. Pois é: eu não senti nada além de uma pequena picada, como se alguém me desse um belisco. Minha médica, desde que falei que queria a cesária, me falou sobre a Vanessa, anestesista que fez meu parto. Fez mil elogios à aplicação dela e vou te falar: era tudo isso mesmo que a Karina falava. Não senti quase nada.

Como funciona: Você tá lá, com a roupinha, deitada na maca. Você senta e a anestesista avisa que vai aplicar uma anestesia para aplicar a anestesia - sim, é isso. Eles passam um tipo de anestésico, local, pra aplicar a anestesia. Então, você abraça o joelho e fica quietinha e a anestesista te diz que você vai sentir uma picada e um líquido entrando. Eu só senti a picada, não senti líquido nenhum! Ai, ela te manda deitar de uma vez na maca. Dai, sentada, você joga o corpo pra frente e deita de uma vez. Vai ser a última vez que você vai conseguir se mexer assim pelas próximas horas, ahahah!

Então, você começa a sentir um calor nas pernas e treme um pouco. Minha pressão também caiu e tive refluxo por alguns minutos, até o remédio para subir fazer efeito. Para mim, essa foi a pior parte. Porque eu sentia o vomito vindo até a amígdala e voltando e não tinha controle nenhum sobre isso. Achei que fosse vomitar na maca. Eu falava isso pra Vanessa, anestesista e ela me acalmava e dizia: calma, tá tudo normal. E passou super rápido mesmo! Portanto, se você tiver o acompanhamento de um bom anestesista, não tem o que temer, porque a dor é MUITO tranquila. Tipo, tirar sangue. Pelo menos, minha experiência foi essa.

Esse tópico está ilustrado com essa foto porque não bastou ter uma mão ótima pra aplicar a anestesia: a Dra. Vanessa ainda foi a fotógrafa oficial dos primeiros momentos da família. :)


Se alguém tiver outra visão e experiência para contar, é só deixar um recadinho ai nos comentários!

Beijos

terça-feira, 18 de março de 2014

Sobre filhos: façam

Eu olho para a Luísa dormindo e só penso que há sentimentos que são realmente inexplicáveis. Eu poderia escrever um milhão de linhas e usar todos os adjetivos de amor, ternura, felicidade e paixão e nada seria suficiente pra explicar tantos sentimentos que transbordam do meu coração. Eu sei que um dia ela vai crescer e ter vergonha da mamãe, achar a mãe chata e não ter paciência comigo. Faz parte do ciclo da vida.

Pais e filhos, mães e filhas, vivem num ciclo eterno de encontros e desencontros. E quanto mais seu filho vira gente, pensa por si só, maior é o risco de vocês se afastarem por diferença de personalidade. Quando você vira mãe, pai, precisa saber disso e se preparar psicologicamente para esse rompimento futuro. Mas enquanto os conflitos não surgem e os dilemas são mais "simples", a gente sente tanto amor, tanta paixão, tanta coisa boa, que mesmo sabendo que seu bebê não será seu bebezinho pra sempre, a gente já sabe que todo o pacote que envolve ter filhos é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa.

Eu nunca tive muita convicção da necessidade da maternidade para a minha felicidade até eu descobrir que estava grávida. Ter filhos era minha terceira ou quarta prioridade. E agora, eu só consigo pensar que eu só podia estar louca de não ter desejado a minha vida inteira ter um pacotinho de felicidade só pra mim. Cada espirro, cada soluço, cada careta, cada chorinho, cada soneca, tudo é tão lindo, perfeito, tão gostoso de olhar e pensar "puxa vida, como essa pessoinha saiu de dentro de mim?" que, de verdade, eu tenho vontade de chorar de felicidade cada vez que paro pra pensar na grandeza e privilégio que é ser mãe.

 Qualquer desencontro futuro ou qualquer stress da gravidez (há quem ame, eu não curti muito a gravidez em si), qualquer amontoado de noites mal dormidas vale a pena quando a gente olha para a serenidade no rosto do seu bebê enquanto ele dorme. Por isso, se alguém me perguntar o que eu penso sobre ter filhos, hoje, eu só digo o seguinte: façam, porque é o maior amor que você pode sentir nessa vida e você só descobre essa imensidão de sentimentos vivendo tudo isso.