quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Gravidez não é bolinho, desculpa

Acho que a maior manipulação já inventada pela ~imprensa golpista~ e ~sociedade capitalista/consumista~ é a de que gravidez é um comercial de margarina. Sério: tem ONG pra defender todas as minorias do mundo, mas ONG pra mostrar para as mamães de primeira viagem a dureza que é uma gravidez ainda não achei.

Porque, não, gravidez não é bolinho. E, claro, não to dizendo que estar grávida é uma merda. Na verdade, é incrível. Só que não existe isso de você acordar linda, loira e japonesa, olhar para a barriga e fazer piqueniques no parque no final de uma tarde de sol com uma brisa fresca batendo no seu rosto.

Quer dizer, isso até existe no book que sua amiga grávida compartilhou no Facebook. Mas a realidade é que ela acorda cansada, porque não dormiu direito indo ao banheiro pelo menos umas 6x por noite; come e enjoa o café da manhã inteiro - e não só nos três primeiros meses necessariamente. Ao longo do dia, tem dores nas costas. É chutada por um bebê que cada vez tem menos espaço pra dar piruetas. Tem azia e refluxo. Falta ar. Tá cada vez mais pesada e inchada. Cheia de celulites e estrias. Com a cara e o braço gordos. Com falta de ar. E, por fim, vem  a cereja do bolo: sua memória passa a falhar.

Sim. Minha memória tá completamente zoada. Esqueço tudo. Tenho que trabalhar com uma TO DO list do lado ou não sei o que fazer. Esqueço. Troco. Me confundo. Minha memória sempre foi ótima. Agora, não posso confiar nela. A confiança de uma vida toda foi embora.

O Maalox é meu melhor amigo. Nessa reta final de gestação, o Digesan também está sendo. Sem eles, é comer e por tudo pra fora no minuto seguinte. Não desgrudo dos dois. Não vivo sem eles.

E me falta o ar. De todos os problemas, esse é o que mais não consigo lidar. Eu puxo o ar e ele não vem. Fico desesperada. Agoniada. Sofri tanto com bronquite quando era criança que acho que tenho trauma de não conseguir respirar. Levanto, caminho, faço caras e do suspiros que matam o Sérgio do coração cada vez que vem aquela sensação de puxar o ar e não vir nada.

Sem contar que eu acordo todo dia me sentindo um barril. Andar é difícil, as roupas não cabem e você fica torcendo pra chegar logo o dia do nascimento do serzinho dentro de você.

O que salva tudo isso?
1. Os chutinhos do amor <3 p="">2. Acordar e ouvir elogios do maridão.
3. E tudo o que vem depois que o grande dia chega.

<3 p="">

Um pouco antes de engravidar, no nosso aniversário

Com 34 semanas
Quanta mudança, não?


#vemluísa #falta1mês #nãoébolinho



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