terça-feira, 4 de março de 2014

Amamentando

O meu maior medo em relação à maternidade sempre teve nome: amamentação. Sei lá em qual momento isso surgiu, mas comecei a enlouquecer que não ia conseguir amamentar. Na minha cabeça, o cenário estava montando: meu peito ia rachar, o leite ia empedrar, eu ia chorar pra cacete e não conseguiria amamentar. Sou uma pessoa muito sensível à dor no geral - por exemplo, eu tomo anestesia pra fazer limpeza de dente. Dai, pra concluir que seria muito difícil amamentar, foi um passo.

Passei a gravidez esfregando a bucha vegetal com toda força do mundo no seio. Tinha horas que tinha vontade de chorar de dor, mas sempre me lembrava de uma frase da minha médica: melhor doer agora que depois. Então eu passava a bucha, tomava sol e rezava pro meu cenário de caos não acontecer.

Quando peguei a Luísa pela primeira vez pós parto, já tinha passado da meia noite. A enfermeira me deu ela no colo e eu encostei a pequena junto ao seio. Nessa hora, milagrosamente, eu esqueci de todo o terror que alimentei durante a gravidez. E, por um milagre... Luísa pegou o peito certinho de cara. E mamou, mamou e mamou. E dai, todos os meus anseios sumiram e ficou o prazer incrível e imensurável de amamentar.

Não que tudo seja flores: nesses 10 dias de vida da Luísa, ela já mordeu meu mamilo, eu amamentei chorando uma vez e senti muita ardência no peito. Mas não sei se foram os cuidados de antes, os cuidados de agora (concha de amamentar e pomada Lansinoh são invenções de Deus, acreditem), ou mesmo sorte. Mas estou curtindo imensamente o ato da amamentação. É lindo, emocionante, sabe que você está alimentando aquela coisinha linda, pequena, delicada. Dá vontade de chorar quando eu paro pra pensar.

Pra não ser uma mãe muito babona, eu fico conversando com ela, batendo papo enquanto ela se alimenta. Também brigo, porque Luísa consegue ser esfomeada e preguiçosa ao mesmo tempo. Então, pra fazê-la mamar, eu preciso ficar estimulando ela pra bonitona não apagar nos cinco primeiros minutos de mamada. Aliás, o fato de a Luísa ser dorminhoca foi muito mais complexo nesses primeiros dias do que a "dor" da amamentação que eu tanto temia. Porque ela mamava dez minutos, apagava, dormia 30 minutos e acordava esfomeada. Jogue isso pra madrugada e pense na diversão que é acordar de meia em meia hora pra alimentar sua filha.

Mas mesmo esse problema, conseguimos superar. Entrei, novamente, para o clube da maternidade politicamente incorreto e encontrei na chupeta a solução para regrar a Luísa melhor. E ela nem ama muito a chupeta - prefere chupar o dedo. Mas a chupeta tem sido uma boa aliada pra fazer ela esticar o tempo de mamada - e mamar mais, e dormir mais. E, acreditem, isso faz toda a diferença para o bem estar dos pais. E acho fundamental para o bem estar da criança os país estarem bem, curtindo esse processo de adaptação ao mundo aqui fora.

Do caos que eu esperava, por enquanto, só estou conhecendo o prazer e a emoção incrível que é amamentar e ser mãe. :)



#10diasdeLuísa
#mamamuito
#amamente

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