quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vida de Mãe - O gel da fralda

Dai que papai Sérgio pegou gripe, mamãe Núbia também e bebê Luísa também. A Primeira Gripe. A gente tem gripe o tempo todo, parece que gripe é uma coisa simples, banal. É uma gripe. Mas a primeira gripe não. A Luísa não vai se lembrar, mas a mamãe jamais vai esquecer a primeira gripe.

Aquele desespero: bebê chora, cospe, tosse, sai quilos de catarro do nariz. Mãe fica no zap zap com a pedi, pega o bebê, leva pra pedi ver, a pedi passa o que precisa fazer. E lá vai a mamãe: lava nariz, faz inalação, faz a fisioterapia respiratória.

Quando tudo parece se encaminhar para um final feliz, o bebê para de comer. A mãe enlouquece e fica o dia inteiro falando com a pedi no zapzap e no celular. O bebê vomita, tem diarréia, aquele caos completo. Nem dá pra acreditar que é uma gripe. Por sinal, quando você é mãe, é assim. A médica diz "gripe" e você entende "bronquiolite, pneumonia, dengue". Mas, voltando, dai que a bebéia passou o dia malzinha.

Ai, quando ela parece estar melhorando, a mãe vai dar banho na bebéia e o que vê? Um troço esquisito na fralda. Salmão. Junto com o xixi. Xixi salmão? Claro que algo muito ruim está acontecendo. Lá vai a mãe, desesperada, gritar a pedi no whatsapp.

Daqui pra frente, reproduzo o diálogo:

EU: Flá. Apareceram umas coisas salmão no xixi dela. Como se fosse uma poeira. Eu nunca tinha visto isso antes.

PEDI: Tira uma foto e me manda.

Lá vai a mãe: sobe escada, vai no quarto da bebéia abre a lixeira, tira a fralda, tira foto e manda pra pedi.

EU: Tá vendo esse salmão? Tira na perrizinha dela também. Grudado.

PEDI: ISSO É O GEL DA FRALDA :D (a caixa alta é minha)

EU: Jura? AHHAHAHAHAHAHA

Parentese: como assim, eu digo "jura"? Por que a pedi mentiria pra mim? Claro que é o gel da fralda, sua ANTA!


Me senti a mãe mais burra do sistema solar. Mas a Flávia me acalentou dizendo que tem mãe que vai parar no hospital quando vê isso. Não sei se ela falou isso só pra me consolar, mas fica a dica pra vocês não pagarem o mico de amolar a pediatra da sua filha às 22h por conta do gel da fralda.

Flávia, pedi, te amo. Obrigada pela paciência infinita.

O gel da fralda salmão. Não era uma tragédia iminente, era apenas xixi concentrado.

E boa noite.


sábado, 26 de abril de 2014

Queimando a língua

Quando a gente tá grávida, adora falar que não vai fazer isso ou aquilo com o filho. Em pouco mais de dois meses de maternidade, o que mais aconteceu comigo foi queimar a língua e fazer um monte de coisas que eu dizia que não faria.

Queimando a língua 1: Eu achava que dar chupeta não era necessário. Embora Luísa não seja muito fã do acessório (ela pega às vezes, quando não quer, não adianta dar que ela cospe 20 vezes se precisar), foi a chupeta que me salvou no início da amamentação quando ela queria ficar mamando de hora em hora e estava acabando com a minha insanidade na madrugada.

Queimando a língua 2: Eu dizia que a Luísa iria dormir no quarto dela desde o primeiro dia em casa. Não deu certo porque não confiamos na babá eletrônica de cara e não podíamos deixar a porta do quarto dela aberto, já que havia o risco dos gatos se enfiarem dentro do berço. Resultado: só semana passada, quando instalamos a porta tela, ela passou a dormir no berço dela, já com quase 2 meses.

Queimando a língua 3: Eu dizia que NUNCA, sob nenhuma hipótese, Luísa dormiria na nossa cama. Já perdi as contas de quantas vezes, depois de inúmeras tentativas de fazer a Luísa dormir na madrugada sem sucesso, desisti e coloquei ela na nossa cama porque já estava zumbi

Queimando a língua 4: Eu dizia que só faria a higiene da Luísa com algodão. Na primeira semana, já tinha trocado as bolas pelo lenço umedecido e sigo, firme e forte, com ele até hoje.

Resumo da ópera: ser mãe é constantemente se desdizer. ;)


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Minha experiência com a amamentação

Amamentação é um tema tão polêmico quanto tipo de parto. Até mais, eu diria. Principalmente porque, diferente da visão um tanto quanto assustadora do parto normal, ninguém vê foto por ai de mãe chorando de dor enquanto amamenta. Ou de bico de seio rachado. Ou de qualquer coisa que possa sugerir que amamentar é difícil pra cacete. Pois é. Amamentar é difícil pra cacete. Ou não.
Sim, é isso mesmo. Acho que porque morria de medo de amamentar, eu cai na turma do "ou não". Mas vamos aos detalhes.

Quando eu descobri que estava grávida, entrei no E-Family, um fórum sobre gravidez, filhos e etc. Lá eu conheci o lado B da amamentação. Nada daquela visão idílica da mãe segurando o bebê sorrindo. O que mais li foram relatos de mulheres tristes porque não conseguiam amamentar, de seio que rachava, de sangue saindo junto com leite, de mãe que chorava só de pensar nas dores que sentiria na próxima mamada. Enfim, um terror.

Comecei a ler tudo sobre como prepara o bico do seio pra amamentar, porque eu sabia que não seria o tipo de mãe que ia insistir na amamentação se ela virasse um inferno. E, por outro lado, tenho muita consciência da importância dos anticorpos presentes no leite materno para a criança nos seus primeiros meses de vida. Então, lá fui eu tomar sol no seio e passar bucha vegetal. Foi assim a gravidez inteira. Lembro até de um conselho da minha médica: esfrega bem a bucha que é melhor doer agora que depois. Fato. E foi assim, esfreguei até doer.

Só que, pra minha sorte, quando peguei a Luísa pra ela mamar pela primeira vez após o nascimento... a danada fez a pega correta, abocanhando a aureola do seio. E amamentar, pra mim, virou algo delicioso. Claro que, junto com a sorte de ter uma filha que nasceu profissional em mamar, eu também tive todos os cuidados do mundo com o seio durante a amamentação. Usei pomada Lasinoh o primeiro mês inteiro, assim como as conchas ventiladas, que ficavam o tempo inteiro protegendo o bico do seio e ajudando na formação dele. Eu só tirava as conchas pra amamentar. Com esses cuidados, digo que tive muita sorte: exceto por um dia que a Luísa mordeu o bico do seio e eu quase morri de dor, eu não tive NENHUMA rachadura, machucado ou nada.

O Regime de Amamentação

Bom, passado o trauma de conseguir amamentar, você ouvirá um milhão de vezes grávida de que deve amamentar em livre demanda exclusivamente até o 6º mês. Lindo na teoria, mas na prática, aqui não deu certo. A livre demanda eu abandonei na primeira semana. Luísa dormia no seio, então, mamava 10 minutos, apagava e acordava dali uma hora querendo mamar. Durante o dia, isso funciona bem. Pra madrugada, isso resultou na minha empregada chegar pra trabalhar, tocar a campainha durante meia hora e ir embora porque não atendi (quando ela finalmente dormiu, eu e o Sérgio capotamos). Com 6 dias, dei a chupeta pra enrolar e fazer ela espaçar as mamadas. Funcionou bem (embora até hoje ela não seja fã da chupeta) e ela passou a mamar de 2h30 a 3h.

Só que o peito não estava sendo suficiente para ela engordar dentro do esperado. Das mínimas 30g diárias que se esperava para o período, ela nunca engordou mais que 25g só com leite materno. Como, a principio, tanto nós quanto a Flávia, pediatra dela, queríamos manter a amamentação exclusiva, tomei remédio pra aumentar a produção de leite. Mas não deu. Com um mês exato de vida, entramos com o Aptamil 1. Luísa, novamente, pegou de primeira a mamadeira, assim como fez com o peito. A mamadeira que estou usando é da MAM, First Bottle, anti-cólicas. Dica de uma mãe que estava na Alô Bebê quando eu estava comprando. Maravilhosa, super recomendo!

Mas, voltando, eu MORRIA de medo dela começar a mamar na mamadeira e largar o peito, embora, quando começamos com o complemento, eu e o Sérgio já tínhamos claro na cabeça que se ela largasse o peito, era um pesar que assumiríamos, porque o importante para nós dois é que ela engordasse.

E assim se fez o regime de amamentação aqui em casa: leite materno + aptamil 1 (fórmula indicada pela pediatra da Luísa). No início, eu dava os dois seios e complementava com mais 30ml na mamadeira. Mas além de não ser prático, percebi que a Luísa ficava confusa. Então, fui adaptando até chegar nos moldes que amamento hoje: complemento a cada 3h e seio em livre demanda. Na madrugada, alterno uma mamada no peito e outra na mamadeira. As mamadas da noite sempre são na mamadeira porque sinto que ela dorme melhor (porque come mais).

Um alerta: há 2 semanas, Luísa não estava querendo o peito. Fiquei depressiva achando que ela ia largar por conta da mamadeira... Só que como ela estava inquieta e estranha, conversamos com a pediatra. Ai, descobrimos que ela possui refluxo oculto, um tipo de refluxo no qual o bebê não regurgita, mas fica com queimação e acidez. Pois foi só entrar com a medicação pra refluxo que ela voltou a procurar o peito e ficar muito tempo mamando nele. E como refluxo oculto não é exatamente simples de diagnosticar, fico imaginando quantas crianças já desmamaram por conta do refluxo e cuja conta ficou pra coitada da mamadeira...

Quer saber? Acho que não poderia ter feito uma escolha melhor. Principalmente porque eventualmente, preciso sair pra reuniões e preciso deixar ela com a minha mãe. Então, com o aptamil, eu não preciso me preocupar em estar fora de casa e ela não ter o que comer (principalmente quando se mora em São Paulo e uma ida até a esquina pode se tornar um martírio dependendo do trânsito). Eu também ODIEI a experiência de amamentar em público e se eu só desse peito, teria que ficar 6 meses trancada dentro de casa.

Enfim, por último, eu considero que peito + complemento é perfeito para o meu caso por uma outra razão: como minha alimentação não é das mais maravilhosas, eu garanto todas as quantidades exatas de vitaminas, proteínas, probióticos, sais minerais e afins com o aptamil (eu sei que vão dizer que o leite materno é completo, mas eu duvido que o meu, com a minha alimentação, seja). E, por outro lado, ela recebe os anticorpos que só o leite materno proporciona.

O resultado? Uma bolinha de quase cinco quilos, que pulou de um percentil de crescimento 10 pra 50.

Luísa antes

Luísa depois do complemento, com 1 quilo e meio a mais


PS. Eu não defendo regime A, B ou C de amamentação. Defendo que a mulher escolha aquilo que for melhor para a criança e para ela. Porque acho que a mãe deve estar bem para cuidar da criança. Se ela quiser amamentar exclusivo ou não amamentar, acho que a decisão deve ser respeitada. Aqui, pretendo manter essa fórmula enquanto tiver leite e/ou enquanto a Luísa quiser - até 1 ano. Mas conheço mulheres que amamentar filho de 2 anos e acho legal, embora não me veja fazendo. E conheço mulheres que não quiseram amamentar e acho que é direito delas não quererem. #meuseiominhaescolha

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Vestindo o bebê recém nascido

Mamãe e sogrinha são unânimes em ficar enfiando mais roupinhas na Luísa. É engraçado, mas as duas reagiram da mesma forma ao ver a maneira como visto a pequena: sem luvinhas, sem um monte de roupa e, pra dormir, sem coberta. Ficaram chocadas dizendo que ela pegaria uma gripe que, claro, ela não pegou.

Pesquisei bastante e não sei de onde surgiu a história de que bebês sentem mais frio que a gente. Segundo a pediatra da Luísa, o calor e frio que sentimos é igual para adultos e bebês. E como eu, antes de saber disso já ficava enlouquecida com aquelas crianças todas encapotadas, tendo essa informação em mãos, bati o martelo. Luísa nasceu no calor. Logo, fica quase o tempo inteiro de body de manga curta. Pra dormir, se estiver mais fresquinho, boto macacão de manga comprida com pezinho. Tem sido assim desde que ela chegou da maternidade.

Luvinha, eu ganhei duas, e tudo bem, porque virou artigo banido do enxoval. Motivos? Evitar sufocamento e suas complicações. Recomendações da pediatra e da minha obstetra: há casos de crianças que engasgaram ao levar a mão na boca, a luvinha se soltar e ficar na boca e o bebê sufocar com ela. Eles não sabem cuspir e se desvencilhar desse item. Por isso, eu não apenas bani a luvinha da minha vida. Eu também fico desesperada quando vejo luvinhas em qualquer bebê - a louca!

Mesma lógica vale pra mantinhas e cobertas. Inclusive, nesse caso, a pediatra da Lu foi bem clara. Disse que preferia que eu pusesse várias roupas na Luísa do que jogar edredom e cobertor em cima dela. Também pra evitar sufocamento. E, sim, eu sei que os casos de sufocamento são mínimos. Mas, pra que arriscar ser a exceção? Ainda mais eu, que sou ótima em ser exceção. Visto ela bem pra dormir e ponto. 

Meu parâmetro é sentir o pescoço e peito. Porque pés e mãos são, no geral, mais geladinhos mesmo. Mas isso não significa que é preciso sair enfiando mil roupas na criança. Tem que ver se o peito/pescoço estão gelados ou transpirando. É assim que eu defino se a Luísa vai vestir uma roupa mais fresquinha ou mais comprida.

Aliás, dica de ouro para as meninas: macacão com pezinho é tudo. Principalmente aqueles que abrem inteiro. É perfeito, fácil de colocar, principalmente pra gente, mãe de primeira viagem, que tá se acostumando com o bebê. É só abrir o macacão, colocar o bebe em cima e fechar. Bodyzinho de manga curta também é ótimo para o dia, quando faz muuuito calor. Para as mães de menina, os vestidinhos que possuem calcinha ou fecham no estilo macacão são os melhores. Por que? A fralda fica certinha e protegida dessa forma. E se vazar cocô, ele vai molhar a roupa, não a pele, local onde o bebê está (muitas vezes pode ser seu colo/perna/etc).

Bom, esse é um pouquinho do que pude sentir nesse início da vida de mãe.

E vocês? Gostam de colocar mais roupas ou preferem o bebê mais fresquinho? E quem é adepto da lupa?
Esse tipo de macacão, pra mim, é perfeito pra dormir


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beijos,