segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dicas para a primeira viagem de avião com um bebê

Por motivos de família em outro estado, Luísa fez sua primeira viagem de avião cinco dias antes de completar dois meses de vida. Ouvi muitos "corajosa", "louca" e "você vai mesmo?" e acho que, pela quantidade de comentários, vale dividir a experiência.

Bom, o primeiro de tudo é: só fizemos a viagem por ser um roteiro curto. São Paulo-Brasília dá uma hora e meia de voo e acho que se fossem mais de duas, nem eu nem o Sérgio toparíamos. Agora, sendo uma viagem tão curta, quase o intervalo entre uma mamada e outra, achamos que valia o esforço.

Antes de tudo, conversamos comunicamos a pediatra da Luísa de que faríamos a viagem. As medidas recomendadas por ela e que tomamos foi adiantar as vacinas do segundo mês. Segundo a doutora Flávia Nassif, o grande risco no voo não é a pressurização, mas o ar seco do avião que é pouco renovado e sujeito à transmissão de doenças. Dai a precaução das vacinas. Demos todas as vacinas um dia antes de viajar.

Viajar com criança é uma loucura. Como íamos para a casa da minha sogra, não precisamos levar muitas tralhas, já que ela tinha banheira, conjunto de berço, travesseiro, etc. Então, não precisei por nada disso na mala. Mas isso não significa que a bagagem é pouca. Muito pelo contrário. Na mala foi: três trocas de roupas para cada dia lá, sapatinhos e faixinhas de cabelo; kit de remédios dela; sabonete de banho e toalha; fraldas, lenço umedecido e trocador portátil. Além disso, na bolsa de mão levei cueiro, pomada de assadura, fraldas, manta, mamadeira e complemento pra uma mamada, chupeta e afins. Além, é claro, do carrinho e do sling.

COMO FOI:
Se você vai viajar com uma criança de colo, não pode fazer webcheckin nem checkin nos totens de atendimento. Tem que pegar a fila prioritária e fazer no balcão. O carrinho fica contigo e você só despacha na porta do avião. Não se esqueça de levar a certidão de nascimento da criança, eles pedem tanto no checkin quanto no embarque na aeronave.

Passar no raio X é um saco e dá muito mais trabalho, principalmente porque eles passam o carrinho por onde passam as bagagens. Aliás, a dica de ouro: se você é do tipo que vija muito COMPRE UM CARRINHO GUARDA CHUVA. É muito mais prático, inclusive pra despachar. Sem contar que você não corre o risco de lotar o bagageiro do carro e não ter onde colocar a sua mala (que será grande também). O meu não é guarda-chuva e foi bem chatinha a logística. Tão chatinha que estou pensando em comprar um carrinho guarda-chuva só pra usar em viagens.

A Luísa mamou pouco antes de embarcarmos. Pra evitar o efeito da pressão no ouvido, dei chupeta. E deixei ela no sling o tempo inteiro. Resultado: ela dormiu o voo TODO, tanto na ida, quanto na volta. Nenhum choro, nenhuma reclamação. Na volta, ela tava dormindo tão profundamente, que deu a hora dela mamar e ela não acordou. Resultado: preparei a mamadeira e dei com ela dormindo mesmo. Foi tudo bastante tranquilo enquanto estávamos no ar.

Antes de viajar, me falaram que eu não poderia entrar no avião com o leite da mamadeira já pronto. Acho que essa restrição só vale pra voo internacional, porque eu preparei o leite da Luísa na sala de embarque na volta, entrei com o leite já pronto e ninguém, claro, pediu pra checar o leite dela na porta do avião.

O que eu percebi é que pra bebê maiores, aviões podem ser mais chatos que para o RN. Na ida, tinha bebês de 6, 8 meses, que choraram o tempo inteiro enquanto a Luísa chupava a chupeta e dormia no sling

Durante a viagem, como disse antes, fomos para a casa da minha sogra. Então, tínhamos a estrutura básica pra cuidar de um bebê: berço e banheira. Como nosso carrinho deita, tínhamos a opção de deixá-la dormir no carrinho também, mas não foi necessário. Para o banho, também tínhamos a banheira, mas a dica de ouro pra quem for eventualmente viajar e não ter essa mamata é: piscina de criança inflável substitui bem.

Como em Brasília estava muito quente e seco, Luísa queria mamar o tempo inteiro. Conversando com a pedi dela durante a viagem, ela me recomendou dar água e funcionou super bem pra aplacar a sede da Luísa. Em Brasília mesmo compramos o Aptamil 1 que ela mama, pra não ter que carregar lata daqui pra lá.

Em resumo, a viagem foi bastante tranquila. Claro que o fato de a Luísa ser um bebê que, no geral, se comporta melhor fora de casa ajudou muito. Apenas uma noite ela deu trabalho pra dormir e tivemos zero rejeição ao colo da família. Esse aspecto da personalidade dela (ser um bebê relativamente tranquilo), claro, foi levado em conta ao decidirmos viajar - e ´por falar em viajar, teremos mais duas viagens de avião e uma de carro até o final do mês.

Espero que as próximas experiências possam ser tão positivas como essa primeira viagem da família, já que somos um casal que ama viajar. :)

E por que precisamos viajar? Porque os super gêmeos precisavam conhecer a irmãzinha! :) #lindos


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