quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Luísa e a escolinha

Graças a Deus, tenho um trabalho que me dá a flexibilidade de ficar com minha filha. Só que nem sempre é possível e depois de seis meses trabalhando em 50% da capacidade, conversamos muito aqui em casa e decidimos: Luísa iria pra escolinha.


Primeiramente, gostaria de dizer que adoraria ganhar na mega sena e não precisar trabalhar. Adoraria ser mãe em tempo integral e ter como único trabalho além da Luísa, escrever neste blog. Até porque, quem é mãe, sabe: não há trabalho tão árduo e difícil como cuidar de uma criança. A gente fica acabada. E eu não faço parte da camada da população que pode ter empregada e babá. Logo, ficou apertado cuidar de uma empresa, coordenar funcionários, manter clientes felizes, ir atrás de novos clientes e cuidar de um bebê no meio dessa confusão toda.

Por outro lado, não me agradava a ideia de deixar minha filha a semana inteira no berçário; afinal, ser a dona do próprio negócio me permite poder acompanhar mais de perto essa fase mágica onde um bebê começa a aprender a ser gente. Tendo isso em vista, fui atrás de escolinhas e achei uma perfeita pra nós. Na School Be Do, onde a Luísa vai, há um sistema que eles chamam de "Day Care", onde a criança não precisa ir todos os dias. Eles aceitam a criança esporadicamente e você paga pelo dia de uso. Fui conhecer a escolinha, amei o atendimento a estrutura, a equipe pedagógica e a dona. Berçário pequeno, só pra criancinhas até 4 anos, bilíngue, cheio de atividades legais.

Então, batemos o martelo: Luísa iria 2x por semana pra escola pra mamãe poder dar um gás no trabalho. E lá fomos nós para o primeiro dia de aulas. Arrumei a bolsa dela com a listinha de coisas pedidas pela escolinha, peguei a Lulu e fomos. Chegando lá, ela foi direto pro colo da Maria, berçarista que já tinha ficado com ela nas duas visitas que fiz à escolinha antes de me decidir por ela. Nem um chorinho. Ela foi pra sala dos bebês e eu fiquei na recepção preenchendo mil papéis. Demorei uns 40 minutos fazendo isso. A adaptação, oficialmente, é de 2h. Fui lá na sala de bebês após 1h. Luísa estava no colo da Maria (ela é a bebê mais nova), vendo os videozinhos em inglês que estavam sendo mostrado para os bebezinhos. Me viu, fez uma cara de interrogação, como querendo falar "por que você não me pega no colo?". Mas não chorou. Fiquei dez minutos, ali, acompanhando a atividade, olhando pra ela. Ela também ficou olhando o tempo inteiro pra mim, mas não chorou, só me olhou. 


Se eu tinha qualquer dúvida sobre a minha decisão, acabou ali. Sai e avisei que já ia pra casa, pois ela estava bem e eu também. Cheguei em casa e fui trabalhar. Duas horas depois, liguei na escola pra saber se estava tudo bem (mas eu sabia que estava). Comunicaram pra mim que ela tinha chorado um pouco pra dormir, mas que era normal por ser o primeiro dia. Eu quase respondi que era normal porque ela sempre chora pra dormir (e não chora pouco). Pedi algumas fotos e, pouco tempo depois, uma das moças que trabalham na escolinha me mandou várias fotos no whatsapp. Ela parecia normal, tranquila. Fiquei feliz.

Quando deu a hora, fui lá buscar. A Maria trouxe ela e, junto, a agenda dela com todos os horários de comida, sono e a rotina do dia. As tias acham ela uma boneca e disseram que ela gosta muito de música. Me senti super orgulhosa, ahahahaha! Peguei a pequena, que estava sonolenta, entre no táxi e vim pra casa (muita chuva pra vir andando). Ela começou a acordar, olhou pra mim e sorriu. Acho que ela aprovou a escolinha. E eu também.

E digo que, diferente de 99% das mães, não sofri. Não me acho uma mãe pior por ela ir pra escolinha "tão cedo". Não sinto ciúme das tias do berçário, mesmo que ela adore a tia Maria no futuro. Fiquei imensamente feliz de ver minha filha ir para uma ótima escolinha que, tenho certeza, vai ajudar muito nesse desenvolvimento inicial dela. E fiquei muito orgulhosa do bom comportamento e os comentários das "tias" sobre a minha "princesa". 






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