quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sobre Cama Compartilhada

E dai que eu sempre fui totalmente contra cama compartilhada. Afinal, lugar de bebê é no berço, certo? Além disso, é uma prática que a OMS condena por representar riscos para o bebê.

Mas acontece que eu adoro fazer tudo o que a OMS recomenda. Só que ao contrário. E quando a Luísa ficou gripada, com dois meses e meio, ela veio pra nossa cama.

Até então, ela dormia  no berço desmontável no nosso quarto. Mas, doente, sem querer comer, como eu ia deixar minha pequena e frágil bebéia sozinha dentro de um berço? Nem ferrando. Carreguei ela pra cama.

Nas primeiras noites, mal dormia, com medo de sufocar ela. Depois, descobri as delícia de amamentar deitada. Ficamos de lado, ela pega o peito, eu a abraço e ela mama. Muito melhor do que ficar sentada na poltrona!

Ela se curou e foi para o berço. Mas quando acordava de madrugada, pra chorar, eu pegava e trazia pra amamentar na minha cama. E não devolvia mais para o berço. E ela começou a dormir super bem. E nos acostumamos com a rotina. O primeiro sono no berço, o segundo, na cama da mamãe e do papai.

Só que ai teve uma noite que a mamãe dormiu esperando ser acordada às 4h da manhã, as usual. Quando acordei, levei um susto. Eram 6h30 e a Luísa não tinha chorado! Corri pro berço pensando no pior. Mas ela só estava dormindo.

E assim seguiram-se os dias. E assim eu tenho um bebê que dorme a noite inteira, entre 22h e 8 ou 9h. E foi assim que a cama compartilhada ajudou minha filha a ter um sono tranquilo. Hoje, às vezes, eu tenho que ir buscar ela no berço de manhã, porque ou ela não acorda, ou acorda, fica brincando com o móbile e esquece de mamar.

Sem nana neném, sem choro controlado, sem traumas, eu boto ela no berço, dou um beijo e digo, "boa noite, filha, durma bem". E ela dorme.


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